segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como um banho de água fria no mar pode desencadear crise de amnésia

 Fonte: BBC 

Praia da CroáciaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAo sair da água, Paul não lembrava onde estava e o que estava fazendo naquela praia

Em férias na Croácia, o britânico Paul Boulding tomava um banho de mar com sua mulher, Kirsty, quando aconteceu algo de estranho.
"Percebi que alguma coisa ruim estava acontecendo," contou Paul à BBC.
E o britânico não se lembra de mais nada do que sucedeu naquele dia, nas seis horas que se seguiram depois de sair da água.
"Para mim foi um choque. Aconteceu muito de repente e ele não conseguia entender o que estava acontecendo", descreve Kirsty.

Sombra na praiaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPaul sofreu perda súbita, temporária e quase total de memória por seis horas

"Você começa a pensar em tudo. A primeira coisa que me perguntei é se ele não estaria tendo um derrame, mas não tinha outros sintomas", afirmou.
"Cheguei a cogitar também que seria um tipo devastador de demência, porque veio em duas etapas: inicialmente, era 'não sei onde estou'. Em seguida, ao pedir para que fosse para a sombra, percebi que ele sabia quem era, quem eu era e onde a gente morava... mas tinha perdido a memória dos últimos dez dias, tempo em que estivemos na Croácia", recorda-se.
"Depois, percebi que, além disso, ele não conseguia registrar qualquer memória nova do que estava acontecendo: ficava repetindo perguntas para mim", acrescentou Kirsty.
Foi então que, no meio da tarde, Paul perguntou a Kirsty:
"E aquela caminhada que a gente ia dar?"
Ele acredita que foi nesse momento que o quadro começou a se reverter. O casal tinha falado sobre esse passeio no dia anterior.
Aos poucos, Paul começou a lembrar do que tinham feito durante os dez dias em que estavam na Croácia, mas a memória do que aconteceu nesse período de seis horas, entre a metade da manhã e meio da tarde, nunca mais voltou.
Até hoje, há essa lacuna na sua memória.

Ataque de amnésia

"O que Paul descreveu é ​​um exemplo clássico de amnésia global transitória", explica Adam Zeman, professor de Neurologia Cognitiva e Comportamental da Universidade de Exeter, na Inglaterra.

Ilustração que simboliza perda de memóriaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCrises transitórias de amnésia atingem uma em cada 10 mil pessoas por ano

Trata-se da perda súbita, temporária e quase total de memória de curto prazo quando esta não está ligada a outras condições neurológicas comuns, como acidente vascular cerebral ou crises de epilepsia.
Acredita-se que o que ocorre durante esses ataques é que "o hipocampo, parte do cérebro envolvida na fixação e consolidação de memória de curto prazo, é desligado por um período de várias horas".
"Por isso, é impossível armazenar novas memórias durante esses episódios e também há um impacto sobre as memórias mais recentes", explica Zeman.
Isso explica por que, durante a crise, a pessoa que sofre o ataque faz repetidamente as mesmas perguntas para quem o acompanha, mas não é capaz de reter as respostas.
As crises transitórias de amnésia atingem uma a cada 10 mil pessoas por ano, ou seja, não são ocorrências tão raras assim.

Amnésia misteriosa

Um dos mistérios que ronda essa condição neurológica é que ela normalmente não se repete. Segundo Zeman, a taxa de recorrência é muito baixa, mas não se sabe por quê.

Ilustração que mostra a complexidade do funcionamento do cérebroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption'Ainda não está claro o que acontece exatamente no hipocampo em um episódio de amnésia global transitória', diz Zeman

Essas crises de amnésia temporária costumam ser desencadeadas por estresse físico ou psicológico.
E, segundo o especialista, tomar banho de água gelada é um dos gatilhos mais conhecidos. Imersão súbita em água quente, um esforço físico formidável e recebimento de más notícias são outros.
Há também indícios, de acordo com Zeman, de que pessoas mais propensas a sofrer de ansiedade correm mais risco de desenvolver amnésia global transitória.
"Ainda não está claro o que acontece exatamente no hipocampo em um episódio de amnésia global transitória", diz Zeman.
"Inicialmente, acreditava-se que a crise poderia estar relacionada com epilepsia, com um 'miniderrame' cerebral ou enxaqueca, mas depois vimos que se tratava de uma síndrome distinta", acrescenta.
Diagnosticar alguém que está sofrendo um ataque de amnésia transitória pode ser difícil. Mas, em geral, se você está tendo um derrame ou uma crise de epilepsia deve apresentar outros sintomas.
Em um caso como o de Paul, os pacientes devem procurar um médico para avaliar sua condição cardiovascular e descartar um "miniderrame cerebral", conhecido como ataque isquêmico transitório, que ocasionalmente pode provocar amnésia.
Desde o episódio na Croácia, Paul não voltou a ter qualquer problema de memória.

A moradora de rua voltou.


A "doidinha" voltou às ruas de Candelária, desde o inicio da manhã de hoje. Não sabemos o seu nome, mas ela chama a atenção dos moradores por um detalhe sensual (para alguns): usa um chorte curtinho, exibindo parte das nádegas que, aparentemente, faz questão de mostrar. Hoje, não mexeu com ninguém na praça da rua Bento Gonçalves ou da área comercial próxima. No entanto, é bom que todos fiquem atentos: entre 2015 e 2016, ela tentou esfaquear um homem no bairro e ficou despida. Como ela deu muito trabalho, foi necessária a intervenção das autoridades para dominá-la e interná-la em hospital especializado no tratamento de possuidores de distúrbios mentais. Isso foi feito. Até o vigário da paróquia ajudou nesse sentido. Bom, isso passou, mas pode não ser página virada. Fiquemos de olhos abertos, sem provocar nem reagir a possíveis alterações da ordem pública por parte da mulher que está usando cabelos "loiros". Em tempo, ela aparenta calma e desde às 7 horas de hoje andou sem parar até às 11h30 e sumiu para outra área, ou outras àreas. 
Qualquer alteração, basta ligar para 190.

domingo, 18 de junho de 2017

Polícia Federal prende em Natal pernambucano 

com oito 

quilos de cocaína

Suspeito foi monitorado pelos policiais federais e estava com droga escondida em veículo com placas de São Paulo.

Policiais federais acharam os tabletes de droga em uma cavidade do painel do carro. (Foto: Divulgação / PF)
A Polícia Federal prendeu, neste sábado (17), em Natal, um pernambucano de 32 anos suspeito de tráfico de drogas. O homem foi flagrado com oito quilos de cocaína. A droga, de acordo com a PF, estava escondida no painel de um veículo com placas de São Paulo.
A prisão do pernambucano aconteceu no bairro de Ponta Negra e contou com apoio da Polícia Militar. Além da cocaína, os policiais encontraram uma pistola calibre 380 com o suspeito.
A ação ocorreu quando os policiais investigavam informações de que organizações criminosas da região Sudeste do país estariam enviando para o Rio Grande do Norte drogas e armas através de transportadoras em caminhões do tipo “cegonha”.
Os policiais então, na última sexta-feira, utilizando um cão farejador do BPChoque, fiscalizaram uma empresa localizada na zona Sul de Natal. Pouco tempo depois, um veículo, com indicativo de droga no seu interior, foi encontrado.
A Polícia Federal passou a vigiar o local e ficou aguardando a chegada da pessoa que receberia o carro. Isso aconteceu apareceu 24 horas depois, já no sábado. O suspeito foi seguido até Ponta Negra, onde depois de abordado foi conduzido para a sede da PF.
Após uma minuciosa vistoria, os policiais federais acharam a droga em uma cavidade do painel do carro, enrolada em sacos plásticos. O pernambucano recebeu voz de prisão e em seguida foi autuado em flagrante, indiciado pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
Ele permanece custodiado na superintendência da PF, à disposição da Justiça, e negou saber que transportava qualquer tipo de material ilícito. Essa foi a terceira apreensão de cocaína que a Polícia Federal fez este ano em Natal.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

UBER derrubou o seu fundador.

Os motivos que levaram o fundador do Uber a cair em desgraça – e deixar o comando da empresa

O fundador do Uber, Travis KalanickDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionTravis Kalanick ficou famoso pelo estilo de liderança abrasivo
O fundador do Uber, o americano Travis Kalanick, anunciou na terça-feira sua saída do comando da empresa americana e seu afastamento do trabalho por tempo indeterminado.
Em um e-mail para os funcionários, Kalanick disse que sua saída faz parte dos esforços para "fazer um upgrade" da empresa.
"Para que o Uber 2.0 vingue, nada é mais importante para mim do que dedicar meu tempo para montar uma equipe de liderança. Mas se vamos trabalhar no Uber 2.0, eu preciso também cuidar do Travis 2.0", escreveu ele, sem especificar quanto tempo passará longe da empresa.
O Uber opera em 662 cidades ao redor do mundo, incluindo o Brasil, e tem valor de mercado de mais de US$ 232 bilhões.
Conhecido pelo estilo despojado e politicamente incorreto de liderança, Kalanick disse recentemente que sente "vergonha" de seu comportamento e que precisa amadurecer.
Mas quais foram os principais motivos que levaram o bilionário a cair em desgraça?

Machismo e bullying

Kalanick enfrenta críticas há um tempo. Em 2014, ele causou polêmica ao fazer uma piada de mau gosto durante uma entrevista para a revista masculina GQ, dizendo que pensava em criar um serviço de delivery de mulheres, em resposta a uma pergunta sobre sua popularidade com o público feminino.
Uber branded carDireito de imagemEPA
Image captionEmpresa opera em 662 cidades ao redor do mundo
Em fevereiro, uma ex-engenheira do Uber, Susan J Fowler publicou em um blog suas experiências com o sexismo na empresa. O post viralizou e forçou Kalanick a pedir uma investigação interna. Outras denúncias de atitudes preconceituosas contra mulheres também despertaram atenção.
Na semana passada, o Uber anunciou a demissão de mais de 20 funcionários como resultado de uma análise de mais de 200 queixas feitas ao departamento de recursos humanos da empresa sobre assédio moral e bullying.

'Trapaças'

Em março deste ano, o jornal americano The New York Times alegou que o Uber estava usando um programa de computador que permitia identificar possíveis inspeções em regiões em que o aplicativo ainda não era permitido e impedir que inspetores conseguissem carros.
No mês seguinte, o mesmo jornal relatou que a Apple ameaçou banir o Uber de sua loja de aplicativos depois de vir à tona que a empresa estava coletando números de série de iPhones de usuários, o que permitia rastrear suas atividades. O Uber alegou que a prática era importante para evitar fraudes.
Tela de telefone celular com aplicativo UberDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUber teria usado programa para "despistar" inspeções
O Uber também não fez amigos no Google, cuja holding, a Alphabet, acusou Kalanick de usar tecnologia roubada da Waymo, sua empresa que desenvolve carros sem motorista. O bilionário negou, mas no mês passado demitiu Anthony Levandowski, um ex-empregado da Waymo que em 2016 começara a trabalhar para o Uber.
Outra reclamação constante é sobre a política de preços do Uber, em especial a que aumenta o preço das corridas em horários de maior demanda - incluindo durante momentos de apuros públicos, como a intensa nevasca que atingiu Nova York em 2013, ou os momentos seguintes ao atentado de London Bridge, em Londres, há duas semanas.
"Demos às pessoas mais opções de se locomover, isso é o mais importante", afirma Kalanick.

Violência sexual

Motoristas do Uber são alvos frequentes de acusações de assédio e violência sexual, e a empresa constantemente enfrenta críticas relacionadas ao rigor de sua checagem de antecedentes criminais de seus condutores. Nos EUA, por exemplo, o Uber não checa impressões digitais, algo exigido de todas as profissões que envolvam certo risco para o público - professores, médicos e motoristas de táxi, por exemplo.
Escândalo maior ainda foi a revelação de que executivos da empresa obtiveram ilegalmente a ficha médica de uma indiana vítima de estupro por um motorista na Índia, em 2014. Isso porque o Uber acreditava se tratar de uma "armação" de uma empresa rival.

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