quinta-feira, 16 de novembro de 2017



UFRN mantém diálogo com Polícia Federal e Sesed

ASCOM – Reitoria/UFRN

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, esteve reunida na manhã desta quinta-feira, 16, com os gestores da Polícia Federal e da Secretaria de Segurança do RN (Sesed), Araquém Alencar Tavares de Lima e Shiela Freitas, respectivamente. As reuniões aconteceram nas sedes dos órgãos e tiveram como objetivo buscar um entendimento comum e contextualizar a situação ocorrida na última terça-feira, 14, quando uma ação militar ocorreu no âmbito da Universidade Federal do rio Grande do Norte (UFRN) sem que a administração central tivesse conhecimento.
Acompanhada de pró-reitores, ouvidor, diretor de centro e pelo diretor de segurança patrimonial, Ângela Paiva explicou que as medidas administrativas para garantir a segurança foram tomadas. Ela destacou que a Diretoria de Segurança Patrimonial (DSP) atuou na orientação em relação ao melhor local para a realização do evento, contribuindo nos momentos anteriores ao evento em si, bem como os membros da DSP estavam presentes quando da chegada dos policiais militares.
Além disso, enfatizou que o pedido à Polícia Federal para a presença dos PMs partiu de pessoas que não possuem relação institucional com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ao final, a reitora da UFRN reafirmou a necessidade de que a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança do RN trabalhem abertas ao diálogo e à comunicação com a UFRN, realçando ainda o compromisso institucional de contribuir para a harmonização das atribuições específicas das instituições para que cada uma possa cumprir sua respectiva missão.

EM DEFESA DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA

Na última terça-feira, 14 de novembro de 2017, no início da noite, a comunidade universitária foi surpreendida com a presença indevida e não autorizada da Polícia Militar no Campus Universitário da UFRN.

A ação policial foi desencadeada em total desrespeito à UFRN, uma vez que a Reitora, única autoridade legítima e competente para solicitar a interveniência de força policial para salvaguardar a segurança da comunidade universitária, julgadas a pertinência e a excepcionalidade da situação, sequer foi consultada ou comunicada.

A autonomia universitária foi frontalmente ferida e aviltada. Esse fato configura-se, assim, como algo de extrema gravidade institucional e exige o repúdio uníssono dos dirigentes da UFRN.

Diante disso, impõe-se o dever de virem a público para defender a integridade da autonomia universitária, que é condição sine qua non para a existência e o desenvolvimento das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão que caracterizam, no mundo moderno, a Universidade.

Em nome da comunidade universitária, os dirigentes da UFRN reafirmam o compromisso com os valores fundamentais da democracia e dos princípios consagrados na Constituição Federal, dentre os quais se sobrelevam a defesa e o respeito à autonomia universitária por todas as instituições públicas e privadas que compõem a sociedade norte-rio-grandense e a sociedade brasileira.

Natal, 15 de novembro de 2017.

Ângela Maria Paiva Cruz (Reitora)
José Daniel Diniz Melo (Vice-Reitor)
José Ivonildo do Rêgo (Diretor do Instituto Metrópole Digital)
Graco Aurélio Câmara de Melo Viana (Diretor do Centro de Biociências)
Jeferson de Souza Cavalcante (Vice-Diretor do Centro de Biociências)
Hênio Ferreira de Miranda (Diretor do Centro de Ciências da Saúde)
Antonio de Lisboa Lopes Costa (Vice-Diretor do Centro de Ciências da Saúde)
Djalma Ribeiro da Silva (Diretor do Centro de Ciências Exatas e da Terra)
Jeanete Alves Moreira (Vice-Diretora do Centro de Ciências Exatas e da Terra)
Maria das Graças Soares Rodrigues (Diretora do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes)
Sebastião Faustino Pereira Filho (Vice-Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes)
Maria Arlete Duarte de Araújo (Diretora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas)
Maria Lussieu da Silva (Vice-Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas)
Márcia Maria Gurgel Ribeiro (Diretora do Centro de Educação)
Jefferson Fernandes Alves (Vice-Diretor do Centro de Educação)
Sandra Kelly de Araujo (Diretora do Centro de Ensino Superior do Seridó)
Alexandro Teixeira Gomes (Vice-Diretor do Centro de Ensino Superior do Seridó)
Luiz Alessandro Pinheiro da Câmara Quiroz (Diretor do Centro de Tecnologia)
Carla Wilza Souza de paula Maitelli (Vice-Diretor do Centro de Tecnologia)
Júlio César de Andrade Neto (Diretor da Escola Agrícola de Jundiaí)
Gerbson Azevedo de Mendonça (Vice-Diretor da Escola Agrícola de Jundiaí)
Douglas do Nascimento Silva (Diretor da Escola de Ciências e Tecnologia)
José Josemar de Oliveira Junior (Vice-Diretor da Escola de Ciências e Tecnologia)
Jean Joubert Freitas Mendes (Diretor da Escola de Música)
Valéria Lázaro de Carvalho (Vice-Diretora da Escola de Música)
Edvaldo Vasconcelos de Carvalho Filho (Diretor da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi)
Dimitri Taurino Guedes (Vice-Diretor da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi)
Sidarta Tollendal Gomes Ribeiro (Diretor do Instituto do Cérebro)
Kerstin Schmidt (Vice-Diretor do Instituto do Cérebro)
George Dantas (Diretor da Escola Multicampi de Ciências Médicas)
Lucas Pereira de Melo (Vice-Diretor da Escola Multicampi de Ciências Médicas)
Edilene Rodrigues da Silva (Diretora da Escola de Saúde)
Gilvania Magda Luz de Aquino (Vice-Diretora da Escola de Saúde)

sábado, 11 de novembro de 2017

"Os burros são mais inteligentes do que alguns cidadãos que cuidam dos problemas do Brasil".

BURROS INTELIGENTES
Prof. Francisco Rodrigues Alves *

Não sei por que dizem que os burros são bichos destituídos de inteligência, ao ponto de muitos homens serem chamados asnos ou burros, numa alusão aos pobres animais.

Agripino Grieco lamenta a fama que têm os burros, tantas vezes lúcidos e capazes. E acrescenta: Em viagens noturnas, adivinham buracos, no escuro, com uma paciência que falta a muitos homens de governo.

Raimundo Maranhão conta-me a estória de uma burra que, no serviço de carregamento de cana do engenho de seu pai, parava quando a sirene avisava a hora do almoço, ou do fim do dia.

O escritor Raimundo Nonato também me falou sobre vários casos de inteligência de burros, inclusive de um que, em Serra Negra, era exímio abridor de porteiras, e cancelas.
Todos conhecem a estória do “burro Canário”, que sabia mais matemática do que os professores que reprovam estudantes por um décimo...
Cheguei a ver esse asno fabuloso, numa de suas passagens por Moçoró.

O meu primo Antônio Alves, por sua vez, me falou de um burro que dava a mão a quantos se dirigissem a ele, pedindo-a.

È por demais sabido que os burros conhecem o seu dono, no meio de outros indivíduos, pela fala, pelos gestos, ou pelo aspecto da roupa. Outros não consentem que, pessoas estranhas lhes ponham a sela, ou a brida, ocasião em que só o dono poderá fazê-lo. O jumento “Cacheado”, o mais velho da tropa, era danado para morder as pessoas que não eram do seu “agrado”. Eu era uma das pessoas “privilegiadas”, porque lhe dava ótimas rações, principalmente de batatas cruas, ou nós de cana. 

Cacheado só marchava quando a gente se montava na sua garupa.
“Cacheado Novo”, também conhecido por “Cotó”, gostava de esconder-se para não trabalhar. “Cochicho” costumava fazer certas proezas, inclusive jogar as crianças por cima das cercas, como fez comigo, numa madrugada em que eu ia para o Colégio.

A burra “Velha”, de uma feita, meu padrinho vinha a cavalo nela, trazendo-me de garupa.  A burra “Velha” parou, de momento, para que ele atirasse numa hambu que estava no tronco de uma imburana. Outro jumento, que se chamava “Canário”, ia para casa sozinho com a carga d’água ou de lenha, subia a calçada e ficava esperando que o aliviasse do peso. Depois é que entrava para o quintal.

Com esses casos, vê-se que há uma injustiça em dizer-se que os muares e jericos são “burros” quando eles, na verdade, são mais delicados e inteligentes do que alguns cidadãos que cuidam mais dos seus interesses particulares do que dos problemas do Brasil.

*O professor F. Rodrigues Alves, falecido, ensinava no curso de História da UFRN. Fonte: arquivo de N.Gomes da Costa, aposentado da UFRN.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

BRASIL

"Sociedade brasileira é uma árvore sem raízes"

Em entrevista à DW, o escritor Luiz Ruffato lança um olhar crítico sobre o passado e o presente da sociedade brasileira, que, segundo ele, vê o autoritarismo como a solução mais fácil para a corrupção a violência.
Luiz Ruffato (Tadeu Vilani )
Luiz Ruffato: "A apatia que temos hoje é a apatia da repressão"
Conhecido por não medir palavras ao falar do Brasil, de sua história e de sua sociedade, o escritor Luiz Ruffato alcançou projeção tanto no Brasil quanto no exterior. Durante o mês de novembro, ele apresenta na Alemanha e na Áustria seu último romance traduzido para o alemão, Vista parcial da noite – o terceiro volume da pentalogia Inferno Provisório.
Na série, Ruffato recria a história do proletariado brasileiro, de 1950 até o início do século 21, no que a editora Companhia das Letras define como "uma saga descomunal sobre um Brasil que muitas vezes não queremos ver". 
Pela pentalogia e por seus demais romances traduzidos para o alemão – incluindo Eles eram muitos cavalos – Ruffato foi reconhecido na Alemanha com o Prêmio Hermann Hesse de 2016. Os organizadores destacaram sua "alta qualidade literária, que possibilita olhar para os abismos de um mundo desconhecido".
Em entrevista à DW, o escritor mais uma vez lança um olhar crítico sobre a história e a o momento atual do Brasil, que, segundo ele está na iminência de uma nova ditadura.
"Para resolver o dano da corrupção do sistema político e colocar um ponto final na decomposição do sistema de segurança pública [...] a população prefere o caminho mais fácil, e ilusório: o do autoritarismo", afirma.
Para Ruffato, a sociedade brasileira é uma espécie de árvore sem raízes. "O futuro só pode ser construído se você conhece o passado. Mas no Brasil não há uma consciência disso."
DW Brasil: Inferno provisório é uma pentalogia que retrata a sociedade brasileira num período de cinquenta anos, de 1950 a 2000. Como você procurou ler a história do país nesses anos cruciais?
Luiz Ruffato: Considero que a história do Brasil de hoje é, sem dúvida, o resultado do processo que transformou o país rural em um país urbano. Essa transição, porém, ocorreu de uma maneira totalmente violenta. Não foi algo construído, planejado ou contando com qualquer organização urbana. Mas, algo absolutamente caótico, sem infraestrutura alguma para receber a massa de mão de obra barata do campo para trabalhar na construção civil e no comércio. O que somos hoje é o resultado desse processo: um processo no qual nunca tivemos uma participação efetiva, nunca fomos consultados como população. Todas as decisões tomadas na nossa história foram tomadas autoritariamente, e, como sociedade, somos fruto disso: não pertencemos a lugar algum, estivemos e ainda estamos num limbo. A derrocada do sistema de saúde e de educação é uma evidência disso.
Mas, se isso é tão evidente, se os abismos políticos e sociais do Brasil são tão evidentes, por que se observa em grande parte da população uma inércia e até apatia?
A apatia que temos hoje é a apatia da repressão. Nós temos uma sociedade que nasceu reprimida, que nasceu com a matança de índios, com os feitores batendo nos escravos, com uma imigração de pessoas que iam simplesmente morrer de fome aqui na Europa. Esses fatores fizeram com que a sociedade brasileira fosse moldada pelo medo. Atualmente, contamos com 32 anos de democracia no país. Esse é o período democrático mais longo de toda a história do Brasil, porque ela é uma história de sucessões de ditaduras. Ora, uma sociedade cuja história é uma sucessão de ditaduras é uma sociedade do medo. E, infelizmente, acho que estamos prestes a ter mais um episódio de ditadura. Muito proximamente.
Quão perto estamos dessa ditadura? Isso tem a ver com a onda do fortalecimento do autoritarismo no país?
Estamos na iminência de uma ditadura ao ler que as pesquisas apontam que o candidato da extrema direita e ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro é o que mais vem crescendo nas intenções de votos. Hoje, ele iria para um segundo turno com o Lula. Isso deve ser pensado no contexto do viés totalitário da população brasileira. Para resolver o dano da corrupção do sistema político e colocar um ponto final na decomposição do sistema de segurança pública – problemas complexos e de resolução a longo prazo – a população prefere o caminho mais fácil, e ilusório: o do autoritarismo.
 
Assistir ao vídeo04:37

Luiz Ruffato conquista público alemão com livro sobre migração

A ambientação da sérieInferno Provisório é a cidade mineira de Cataguases, cujos alicerces retratados por você são a migração e a violência. Isso seria uma transferência das bases da sociedade brasileira, não?
Quando se escreve, é necessário fazer recortes que tenham a capacidade de transcendência. Ou seja, aquilo que você escreveu num determinado lugar e espaço pode ser reconhecido num outro lugar e num outro tempo. Nesse ponto, tive a sorte de ter nascido em Cataguases, e o fato de ela ser uma cidade industrial permitiu que eu me debruçasse sobre seus estamentos sociais. E com isso, estava de certa forma me debruçando também sobre os estamentos sociais do Brasil. A história do Brasil, de sua composição econômica, política e social está espelhada na cidade de Cataguases: uma espécie de microcosmo da estrutura do Brasil. As questões inerentes à nossa história também foram transferidas ao romance, como a relação dos operários com as fábricas e das pessoas entre si, a aquisição de bens de consumo pela classe média baixa e o que isso significa e provoca nelas, questões ligadas à migração, à questão de pertencimento e não pertencimento a um determinado lugar.
Quando você aponta a questão de pertencimento e não pertencimento, qual seria a principal consequência desse sentimento de inadequação social na sociedade brasileira?
Precisamos entender que a violência urbana no Brasil está, evidentemente, ligada ao tráfico de drogas, mas mais intrinsecamente ao lugar de pertencimento. Nós tivemos um movimento migratório no Brasil em que as pessoas foram descoladas de seus espaços de conhecimento para as periferias das cidades, onde não tiveram nenhuma relação de enraizamento. Por tanto, isso nos faz pensar que a sociedade brasileira é uma espécie de árvore sem raízes, na qual ninguém se reconhece, na qual não há uma ideia de coletividade e tampouco de sociedade. Pensamos absolutamente de forma individual. Por isso, a violência grassa no Brasil, onde a vida não vale nada. Se não pertencemos a um lugar, se estamos aqui de passagem, é claro que a vida também não terá valor algum.
Se estamos, então, aqui de passagem, em uma espécie de "inferno provisório", isso significa que a violência nossa de cada dia poderia ser algo temporário? Ou seja, haveria, uma luz no fim do túnel?
O futuro só pode ser construído se você conhece o passado. Mas no Brasil não há uma consciência disso. Na verdade, nunca fomos sujeitos da nossa história, fomos sempre objetos dela. Por isso, é muito difícil construir algo perene e profundo em um cenário assim. O conceito de "inferno provisório" é um problema por conta da dúvida: se o inferno é provisório e se ele se torna um estado definitivo, não há do que escapar, é o inferno realmente. Agora, se ele não se torna um estado definitivo, eu me pergunto: em que ele se transforma, então? Eu não sei. E talvez seja esse o grande enigma que temos no Brasil de hoje: saber exatamente para onde estamos caminhando, se é que que vamos saber algum dia. Eu temo que nunca chegaremos a essa resposta.
________________
A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App

quinta-feira, 9 de novembro de 2017


Estande conta história e iniciativa inclusiva da Assembleia em evento das Apaes

Crédito da Foto: João Gilberto
 
A história da Assembleia Legislativa e o seu pioneirismo em iniciativas de inclusão social são destaques no 26º Congresso Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), aberto ontem (8) e com programação até esta sexta-feira (10), no Centro de Convenções de Natal. O estande organizado pelo Memorial do Legislativo Potiguar recebe os congressistas com informações sobre o programa de inclusão e parte do acervo permanente da Casa.

“Por meio dos painéis que retratam as fachadas do legislativo estadual, contamos a história da Assembleia e também do Rio Grande do Norte, destacando o ineditismo potiguar em diversas áreas, como por exemplo a inclusão de pessoas com Síndrome de Down”, explica o historiador Plínio Sanderson, que integra o quadro funcional do Memorial.

Além da linha do tempo da Assembleia, o estande conta ainda com painel sobre a vida e a obra do folclorista Luís da Câmara Cascudo, que foi deputado estadual por três dias na década de 1930. Expositores com objetos de ex-parlamentares também estão no espaço, como a espada de Rafael Godeiro, quando o ex-deputado era intendente do município de Patu.

Para a presidente da Federação Nacional das Associações (Fenapaes), Aracy Lêdo, a iniciativa da Assembleia de assegurar a presença profissional de pessoas com deficiência na Casa é louvável e serve de exemplo. “Trata-se de uma demonstração de respeito à dignidade dessas pessoas, que faz com que outros órgãos públicos tenham a mesma postura”, acredita ela. O evento reúne 3.000 pessoas de todos os estados do Brasil.

sábado, 4 de novembro de 2017

O MERCADO É O MELHOR JUIZ

EGUNDA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2017

UMA OPINIÃO





                                                         Geniberto Paiva Campos (*) – Brasília, 29 de outubro, 2017

“- Pois agora vejo claro que é inútil pedir justiça ao poder contra o poder...” (1)
(Fala do personagem Sancho, na peça “O Melhor Juiz, o Rei”, Lope de Vega, 1562/1635)

O segundo “julgamento” de Michel Temer, o qual resultou em nova “absolvição” pela Câmara dos Deputados, nos remete às teses do dramaturgo espanhol Lope de Vega, autor da peça “O Melhor Juiz, o Rei”.
Denunciado novamente pela PGR, com graves acusações, o presidente – ainda – em exercício, obteve os votos necessários ao não reconhecimento da nova denúncia.
Em permanente estado de perplexidade, o povo brasileiro, distante e aparentemente alheio, assiste impassível ao surgimento de uma nova moral. Um novo conceito de “corrupção”. Onde tudo é permitido, desde que sejam atos praticados pelos representantes dos interesses da Elite. A favor do Mercado. E do Neoliberalismo.
E onde se comprova, mais uma vez, que a luta contra a “corrupção ´é apenas um mero pretexto político para justificar o afastamento de governos ditos “populistas”, inaceitáveis para a Elite. Governos que defendem os interesses da maioria dos cidadãos, cuidam da soberania nacional e dos direitos de todos brasileiros, preservando o Estado Democrático de Direito.
Ao se apropriar da política e, finalmente, do Poder, o Mercado mostrou que o moralismo é a mais perfeita tradução da hipocrisia e do cinismo da classe dominante e dos seus confiáveis e permanentes serviçais da mídia e das classes médias.
O caso do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso na carceragem curitibana, é totalmente atípico. Quem sabe um dia, teremos conhecimento pleno dos fatos reais que o colocaram atrás das grades?
Mas o desenrolar dos últimos acontecimentos já nos permite concluir que o Governo, ou vá lá, os 3 PODERES, tornaram-se reféns do Mercado e da Teoria Neoliberal.
E o Brasil, lamentavelmente com ajuda de “brasileiros transnacionais” (2), foi apropriado por um sistema político/econômico ilegítimo e improdutivo, potencialmente capaz de destruir a Nação, tornando-a simples Colônia, produtora e exportadora de matérias primas. Se possível, a preços vis. Projeto que, cinicamente, ousou denominar “Ponte para o Futuro”.
Nenhum país, repetimos, nenhum país que adotou as teses econômico/sociais do Neoliberalismo, tornou-se um país melhor. Ao contrário. Regrediu como Nação.
Alguns economistas (3) sustentam: “a justiça social dinamiza a economia, reduz as tensões políticas, reduz os conflitos éticos. Essencialmente, (isso é o principal!), ela é saída produtiva”.
O Capitalismo Neoliberal não tem futuro. Torna-se uma espécie de réquiem para o Capitalismo Produtivo e Democrático. Garantidor dos direitos sociais.
É legítimo, portanto, perguntar: - para onde o governo Michel Temer pretende levar o Brasil?
Independente da sua legitimidade, da honestidade e da correção da conduta pública dos seus integrantes, o mal que este governo está fazendo ao Brasil poderá tornar-se irreversível. Inviabiliza o país como nação livre e soberana. Respeitada no concerto internacional.
A forma ladina, fraudulenta como o grupo político de Michel Temer arrebatou o poder de um governo eleito democraticamente, jamais lhe permitiria tamanha ousadia e irresponsabilidade na condução da coisa pública.
Aos que costumam estabelecer comparações históricas, não há como fazer confrontos entre o governo Temer e os governos militares (1964/1985).
Para efeitos comparativos vamos lembrar de início dois presidentes do ciclo dos generais, Castelo Branco e Ernesto Geisel, os quais podem ser designados, com justiça, como os de maior visão estratégica do país e do contexto geopolítico. Ambos militares originários da Escola Superior de Guerra/ESG, do Exército Brasileiro. E ainda o general João Batista Figueiredo, que encerrou o período autoritário, promulgou a Anistia, e conduziu o período da Abertura e garantiu a transição pacífica do poder aos civis, grandiosa obra política de brasileiros liderados pelo então governador mineiro Tancredo Neves.
Como enfrentar o imenso desafio colocado a todos os brasileiros, ameaçados de perder direitos conquistados e que imaginavam permanentes? Como enfrentar as ameaças, agora já bem visíveis, de retrocesso?
O ex-ministro Eugênio Aragão, em artigo recente (4), afirma precisarmos imediatamente de “coragem civil”. E diz: “O Brasil se encontra numa dessas encruzilhadas da história em que dependerá muito de se acertar em escolhas dramáticas para não cair no abismo. E todos parecem saber o melhor rumo, mas ninguém o quer desbravar. O abismo é o outro, a quem se quer eliminar, mal enxergando que, a cada impulso exterminador, aproxima-se mais a borda do precipício que pode a todos engolir”.
Está, assim, lançado o desafio.  Dito de outro modo:  A SAÍDA É POLÍTICA.
Precisamos usar de toda nossa inteligência, coragem e serenidade para impedir a destruição do nosso país. Enfrentando um inimigo oculto, que não ousa assumir abertamente a sua deletéria missão. Com o vergonhoso auxílio de brasileiros “transnacionais”. Conhecidos, antigamente, como traidores da pátria...

(*) – Do Coletivo Lampião
(1) – Lope de Vega in “O Melhor Juiz, o Rei”
(2) – Alm. Othon Luiz Pinheiro da Silva, in Carta Capital, Nº 975, outubro, 2017
(3) – Ladislau Dowbor,  in Caros Amigos, nº 247,  outubro,2017

(4) Eugênio Aragão, in Diário do Centro do Mundo/DCM, outubro, 2017      


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Jungmann janta com Huck na casa de Calabi

Fonte:
Folha Política/Recife/PE

Renata Bezerra de Melo.

Padrasto de Huck foi presidente do BNDES na gestão FHC e secretário da Fazenda de Alckmin



O intermédio foi feito por Armínio Fraga, que protagoniza o movimento RenovaBR , coletivo de renovação política. O ex-presidente do Banco Central quis saber se o ministro da Defesa, Raul Jungmann, não tinha interesse em conhecer o apresentador de TV Luciano Huck. Jungmann concordou. O ministro, então, foi recebido em um jantar, em São Paulo, na casa de Andrea Calabi, padrasto de Huck. Calabi foi presidente do BNDES no governo Fernando Henrique Cardoso, no qual também foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento e presidente do Banco do Brasil. Calabi também foi secretário da Fazenda de Geraldo Alckmin, entre outras funções públicas que exerceu. O encontro deu-se na sexta-feira retrasada. A conversa levou cerca de uma hora. Armínio não participou, apenas fez a ponte. Presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que esteve com Huck em ocasião anterior, como a Folha de Pernambuco registrou ontem, também não estava. As chances de Huck entrar no páreo da corrida presidencial, naturalmente, foram à mesa. Não há nada cravado por enquanto sobre o ingresso do apresentador no PPS. Ontem, em entrevista à CBN, Jungmann reafirmou que Roberto Freire, em passagem recente por seu gabinete, comentou a "hipótese de fazer um convite a Luciano" para concorrer ao Planalto pelo PPS. Jungmann realça o desempenho recente de Huck na pesquisa Ibope: "Sem se lançar candidato, sem dizer que é candidato, ele empata com o governador Geraldo Alckmin, que foi candidato à presidência". A respeito da primeira impressão sobre Huck, o ministro pontua: "Tivemos uma conversa muito agradável. Ele parece uma pessoa realmente do bem. O padrasto dele é velho amigo meu".



Agora! 1 > *Paulo Câmara* recebeu, ontem, uma das coordenadoras do movimento Agora!, que se "propõe a atualizar a forma pela qual a política brasileira é imaginada e praticada".



Agora! 2 > Ilona Szabó jantou com o governador no Palácio, falou de suas experiências e ele das políticas de sua gestão. O movimento tem Luciano Huck entre seus padrinhos.
Enviado do meu iPhone

domingo, 29 de outubro de 2017

Os dois lados da notícia.

Para fazermos um jornalismo ético e democrático, devemos ouvir os dois lados da notícia.

Portanto, em virtude de várias sugestões de matérias sobre a comunidade de Candelária,  inclusive  informações incompletas, truncadas, facciosas e tendenciosas, há necessidade de apurações imparciais, antes da sua checagem e /ou divulgação.

A nós, cabe a decisão de postagens de notícias que merecem ser notícias. Não discuto jornalismo com quem não sabe o que é jornalismo. Todas as sugestões devem ser de interesse da coletividade.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Missas dos Protomártires do Brasil.

ARQUIDIOCESE DE NATALASSESSORIA DE COMUNICAÇÃOFONE: (84) 3615-2800

Arquidiocese celebra missas em ação de graças pela canonização
As celebrações acontecerão nos dias 28 e 29 de outubro e 4 de novembro

Centenas de fiéis devem se dirigir ao monumento dedicado aos Mártires, na comunidade de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal, neste sábado, dia 28 de outubro, para render graças a Deus pela canonização dos Protomártires do Brasil. Pela manhã, das 7 às 12h, a programação será voltada à comemoração do Dia Nacional da Juventude, em nível arquidiocesano. Às 10h e às 12h, serão celebradas missas. A partir das 14 horas, serão realizados shows religiosos, no palco do monumento. O primeiro terá a animação da cantora religiosa potiguar, Fátima Santos. Às 15 horas, subirá ao palco o grupo Cantores de Deus, de São Paulo.
Às 16h30, haverá o lançamento da Revista ‘A Ordem – especial Mártires’, produzida pelo Setor de Comunicação da Arquidiocese de Natal. O impresso, com 60 páginas, traz a história dos massacres ocorridos em 1645, no Rio Grande do Norte; entrevista com o Cardeal Dom Cláudio Hummes, o ‘padrinho’ dos Mártires; matéria sobre os processos de beatificação e de canonização; artigos, e uma reportagem sobre a celebração de canonização, realizada dia 15 de outubro, na Praça de São Pedro, em Roma, presidida pelo Papa Francisco.
Ainda no sábado, 28, em Uruaçu, às 17 horas, será celebrada a solene missa em ação de graças, presidida pelo arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Dom Cláudio Hummes, concelebrada por 14 arcebispos e bispos do Rio Grande do Norte e de outros estados, e padres do clero da Arquidiocese de Natal. A celebração será transmitida pela TV União (de Natal), TV Canção Nova e por uma cadeia de mais de 15 emissoras de rádio. Após a missa, haverá a apresentação da ‘Cantata dos Santos Mártires’, organizada pela Fundação José Augusto, do governo do Estado.
No dia seguinte, 29, às 10 horas, será celebrada a segunda missa em ação de graças pela canonização. Será no Santuário dos Mártires, no bairro Nazaré, zona oeste da capital, presidida pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.
E, no dia 4 de novembro, às 16 horas, a celebração acontecerá na capela de Nossa Senhora das Candeias, na comunidade de Cunhaú, no município de Canguaretama, presidida por Dom Jaime.

Protomártires do Brasil
No ano de 1645, dois grupos de cristãos foram massacrados por defenderem a fé católica. O primeiro massacre ocorreu no dia 16 de julho, na capela do engenho Cunhaú, em Canguaretama, quando foram mortos o Padre André de Soveral e um grupo de fiéis leigos. No dia 3 de outubro, na comunidade de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, foram mortos o Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e outros companheiros leigos.
Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados pelo Papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma, em 5 de março de 2000. Foram canonizados pelo Papa Francisco, no último dia 15, em Roma. André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e companheiros leigos são os primeiros Santos Mártires do Brasil.

SERVIÇO
Missas em ação de graças pela canonização dos Protomártires do Brasil. 28 de outubro, às 17h, no monumento dos Mártires, em Uruaçu, São Gonçalo do Amarante. 29 de outubro, às 10h, no Santuário dos Mártires, bairro Nazaré, Natal-RN. 4 de novembro, às 16h, na capela de Nossa Senhora das Candeias, Cunhaú, Canguaretama

MAIS INFORMAÇÕES
. Cacilda Medeiros – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – (84) 3615-2800 / 99968-6507. Luiza Gualberto – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – (84) 3615-2800 / 99936-3663

OBSERVAÇÃO
Em anexo, fotos da capa da revista A Ordem – especial Mártires, que será lançada no próximo sábado, do monumento de Uruaçu e da capela de Nossa Senhora das Candeias.






 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Não embarque na Avianca, sugere ex-ministro.


 
 

Cuidado com a Avianca

Não despache sua mala: essa empresa não é confiável.
No dia 19/10/17, último, embarquei em Brasília com destino ao Rio de Janeiro (Galeão) no voo 6219 da Avianca. O avião chegou ao destino com pouco atraso, mas minha mala não apareceu. Contatada a empresa, descobri, mais de uma hora após o desembarque, que minha mala simplesmente havia sido extraviada. A funcionária que me atendeu fez-me preencher um ‘Registro de irregularidade de bagagem’ com a promessa de que me telefonaria dando alguma notícia ainda no correr daquela noite. De fato, um pouco depois das 23 horas recebo a bela notícia: a mala havia sido localizada. Estava em Brasília, isto é, não havia sido embarcada com o passageiro, e, ainda naquela noite chegaria, no Rio, no aeroporto Santos Dumont, e na manhã seguinte, sexta-feira, 20, seria entregue na minha residência. Passou-se porém a manhã dessa sexta-feira sem nenhuma ligação da empresa e foram vãs as centenas de tentativas minhas de estabelecer um contato. Nenhum dos telefones fornecidos atendia. Veio a surpresa com o chamado da Infraero, ‘serviço de achados e perdidos’, informando que ‘uma mala com uma etiqueta com meu nome e telefone havia sido encontrada no banheiro masculino da praça de alimentação’ do aeroporto Santos Dumont. Pedi que a transportadora fosse avisada e, ansioso por recuperar a mala, fui ao aeroporto recolhe-la. Encontrei-a aparentemente intacta. Mas, ao abri-la, descobri que havia sido furtado, pois me haviam surrupiado dois HDs e outros objetos valiosos. O larápio (como esse alguém teve acesso à mala?) deixara apenas as roupas usadas e os livros.
Até este momento a Avianca não tem o que dizer-me, enquanto um serviço de atendimento automático, dela, na Internet, repetia, até ontem, a velha informação. 
Roberto Amaral

Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Comunidade de Candelária deve colaborar e participar do Conselho de Segurança, sem medo.







O  Conselho de Moradores de Candelária-CONACAN (Natal/RN), realizou na noite de 27 de setembro, uma reunião para tratar da insegurança e a criação de uma comissão para trabalhar em prol da segurança do conjunto residencial que não está abandonado pelas autporidades da área, mas pela grande maioria dos seus moradores, isto é, pela omissão e o individualismo. Vamos aos tópicos do encontro.

Antes da abertura da reunião, o vereador Ney Lopes Júnior, falou sobre o êxito da sessão realizada anteriormente na Câmara Municipal de Natal sobre a problemática da segurança, "graças ao bom senso, da força e determinação dos governantes". E apontou os exemplos bem sucedidos dos conselhos comunitários dos conjuntos Potilandia e Lagoa Nova e que "não estou aqui para fazer politicagem" , se referindo ao empenho do Governo e dos moradores.

Em seguida, Leonardo Bezerra, presidente eleito e não empossado formalmente, abriu a sessão com críticas aos moradores que "só  reclamam e não participam" de uma reunião para tratar de assunto sério e importante: a insegurança, assaltos, roubos, etc. Apenas 42 pessoas compareceram. Leonardo citou o caso do Conselho de Segurança de Potilandia como iniciativa bem sucedida  e que o Conacan, já com um elo de ligação com a Polícia Militar para a formação de Projeto Piloto com quatro pessoas para amenizar a situação, com participação dos moradores. Como? O "Conselho de Segurança" vai decidir se vai tentar instalar câmeras, sirenes e/ou apitos para dar alarmes para os grupos que serão formados.

Sérgio Leocádio, empresário, disse que estava ali para falar como morador do bairro "que está uma loucura, com dificuldades imensas, pois o Governo do estado não gastou nada com segurança, não comprou uma bala para as polícias, as últimas balas que chegaram são do tempo da Copa do Mundo; não temos nada, as viaturas que vocês vêem nas ruas, trocam de motoristas diariamente, são as mesmas  todos os dias".
"Delegacia não temos, fica em Lagoa Seca. Só ganhamos um presídio, veja só. Não tenho segurança na rua em que moro. Esses projetos de fechamentos de ruas não funcionou ainda,  são caras as câmeras. Vamos procurar as empresas para ajudar Candelária: a CABO, as padarias, o comércio em geral e um grupo para atuar em Candelária. Carros para um plano de rondas, delegacia no bairro; uma pauta de médio e longo prazos; tirar o centro de detenção da avenida Prudente de Morais, pois não tem segurança e condições de funcionar. Vamos relacionar as empresas de Candelária para o projeto de monitoramento", disse Sérgio Leocádio, acrescentando que o CIOSP não está funcionando por causa do fim do contrato com a empresa prestadora de serviços.
'Cadê o Prefeito de Natal? O problema aqui é segurança, mas cadê a Guarda Municipal, que poderia nos ajudar no monitoramento", disse Leocádio.

Do coronel da reserva da Polícia Militar, Nunes:
" Temos  que adquirir mais viaturas.  Morro Branco zerou a criminalidade; lá, a população vê  o PM como  amigo. 0 5º Batalhão da PM . Não é hora de discursos mas de ação".
Atuando na segurança comunitária, citou o caso exitoso de Capim Macio, no bairro de Ponta Negra, cujos moradores são olhos e ouvidos da PM, nos pontos críticos, para informar aos batalhões da Zona Sul de Natal, representando um boa integração da vizinhança, provocando redução da incidência delituosa/criminosa.

O Coronel Nunes lamentou " escassez de policiais militares, há  policiais doentes,  outros baleados, já houve casos de assassinatos de soldados. Vamos rezar e pedir a Deus que nos proteja". O oficial da reserva da PM demonstrou muita sensibilidade quando relatava os problemas de saúde dos policiais que atuam em defesa da sociedade. Segundo ele, as reuniões do Conselho de Segurança da Comunidade de Capim Macio não contam com a participação das 500 pessoas cadastradas,  e "só 100 vão às reuniões , mas formaram grupos e se unem nas ações".  Visivelmente emocionado, cel. Nunes disse: "temos que  deixar de retórica". (continua na próxima publicação).








Ao final da reunião, com as presenças das vereadoras Nina e Viviane, o presidente do CONACAN, Leonardo Bezerra, agradeceu a participação de todos e garantiu a criação de um Conselho de Segurança do conjunto Candelária. Em seguida, Antonio Xavier Neto, administrador do clube, pediu a assinatura do morador Hermany Dantas, para encabeçar o novo conselho. Vamos ver se funcionará, pois no Brasil muitas ideias são apregoadas, "implantadas" e não passam do papel. Que a comunidade se disponha a colaborar e que o CONSEG de Candelária funcione.  Que suas casas e apartamentos não se transformem em tocas, esconderijos e prisões.  
Uma sugestão para a direção do CONACAN: que sejam elaboradas atas e gravações das reuniões para o o futuro acervo da sua história.
Fotos e textos de Luiz Gonzaga Cortez.