domingo, 30 de outubro de 2016

BRASIL

PSDB vence 2º turno em cinco capitais e PT perde no Recife

Tucanos vencem em cinco capitais no segundo turno, e PT não elege nenhum candidato em uma grande cidade da região nordeste. Para TSE, eleições foram tranquilas mesmo em municípios que precisaram de reforço de segurança.
Brasilien | Mayoral Elections (picture-alliance/Ap Photo/N. Antoine)
O PSDB venceu em cinco capitais das oito que disputou no segundo turno das eleições municipais deste domingo (30/10). O PT perdeu no Recife e não conseguiu eleger nenhum candidato em uma grande cidade da região nordeste, e o PMDB conquistou as prefeituras de Cuiabá, Florianópolis e Goiânia.
Os tucanos ganharam em Belém, Maceió, Manaus, Porto Alegre e Porto Velho, e perderam em Belo Horizonte, Campo Grande e Cuiabá. Já em Recife, Geraldo Júlio (PSB) venceu o petista João Paulo.
No Rio de Janeiro, o bispo licenciado da Igreja Universal, o senador Marcelo Crivella (PRB), venceu a disputa com mais de 59% dos votos válidos. Já Marcelo Freixo (PSOL), com cerca de 40%, ficou em segundo lugar.
Segundo turno tranquilo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que o segundo turno "transcorreu em clima de paz e normalidade" mesmo nos municípios que precisaram de reforço de segurança como São Luiz, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Até as 19 horas, o TSE havia registrado 309 ocorrências e 88 prisões. A maioria dos casos foi de cabos eleitorais fazendo "boca de urna". Segundo os dados, nenhum candidato foi preso.
Segundo Mendes, a ocupação de algumas escolas em Santa Catarina e no Paraná por movimentos estudantis geraram custos para a Justiça Eleitoral, que teve que alterar alguns locais de votação. No entanto, o tribunal ainda não tem um levantamento do gasto total com essas mudanças.
O presidente do TSE disse que, com as novas regras eleitorais que proíbem a doação de empresas para candidatos, as doações de campanha, do ano de 2012 para 2016, caíram de 6,4 bilhões de reais para 2,4 bilhões de reais.
Ele declarou, ainda, que o TSE recebeu reclamações sobre o tempo mais curto para a realização de campanha e também sobre doações de empresas, mas que caberá agora ao Congresso se debruçar sobre a reforma política eleitoral e o modelo a ser adotado para as próximas eleições.
Veja os resultados do segundo turno nas capitais:
Aracaju – Edvaldo Nogueira (PC do B) 52,11% x Valadares Filho (PSB) 47,89%
Belém – Zenaldo Coutinho (PSDB) 52,33% x Edmílson (PSOL) 47,67%
Belo Horizonte – Kalil (PHS) 52,98% x João Leite (PSDB) 47,02% 
Campo Grande – Marquinhos Trad (PSD) 58,77% x Rose Modesto (PSDB) 41,23%
Cuiabá – Emanuel Pinheiro (PMDB) 60,41% x Wilson Santos (PSDB) 39,59%
Curitiba – Rafael Greca (PMN) 53,25% x Ney Leprevost (PSD) 46,75%
Florianópolis – Gean Loureiro (PMDB) 50,26% x Angela Amin (PP) 49,74%
Fortaleza – Roberto Cláudio (PDT) 53,57% x Capitão Wagner (PR) 46,43%
Goiânia – Iris Rezende (PMDB) 57,70% x Vanderlan (PSB) 42,30%
Macapá – Clécio (Rede) 60,50% x Gilvam Borges (PMDB) 39,50%
Maceió – Rui Palmeira (PSDB) 60,09% x Cícero Almeida (PMDB) 39,91% – 96% das urnas apuradas
Manaus – Artur Neto (PSDB) 55,96% x Marcelo Ramos (PR) 44,04%
Porto Alegre – Nelson Marchezan Júnior (PSDB) 60,50% x Sebastião Melo (PMDB) 39,50%
Porto Velho – Dr. Hildon (PSDB) 65,16% x Léo Moraes (PTB) 34,84% – 99% das urnas apuradas
Recife – Geraldo Júlio (PSB) 61,30% x João Paulo (PT) 38,70%
Rio de Janeiro – Crivella (PRB) 59,37% x Marcelo Freixo (PSOL) 40,63%
São Luís – Edivaldo Holanda Júnior (PDT) 53,94% x Eduardo Braide (PMN) 46,06%
Vitória – Luciano (PPS) 51,19% x Amaro Neto (SD) 48,81%
FC/abr/ots
O escritor e pesquisador Rostand Medeiros agora é sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN. Confira o que ele publicou em sua página:

SÓCIO EFETIVO DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – UMA GRANDE HONRA!

Recentemente eu recebi a informação que meu nome havia sido aprovado pelo Conselho de Admissão e Sindicância do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte-IHGRN e que no próximo dia 27 de outubro me tornarei sócio efetivo desta instituição, a mais antiga instituição cultural do Rio Grande do Norte. [Leia na íntegra]
Foto relacionada à publicação


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Postado por João Bosco de Araujo no AssessoRN.com em 10/29/2016 11:23:00 A

A maior derrota do ABC no futebol brasileiro.

O Capitão.

François Silvestre


Estávamos no Amarelinho, na Praça Floriano, da Cinelândia, há quantos anos? Não lembro. Aurélia, Felipe e eu. Felipe ainda de colo; hoje joga bola na Praia do Flamengo, num time de moleques da escola onde estuda na Rua Buarque de Macedo. No Catete. Mas, voltemos ao fato. O bar estava quase lotado. Quando vejo, vindo do lado da estação do metrô, o Capitão Carlos Alberto Torres. Ao passar por nós, falei: “Capitão”. Ele parou e dirigiu-se a mim. Abraçamo-nos e conversamos por alguns minutos. Não foi muito tempo, mas foi suficiente pra chamar a atenção do bar. 

Quando ele saiu, deixou um aceno de quem parecia ter visto um amigo antigo. Foi assim. Aurélia se culpa de não ter registrado o “encontro”, por uma foto do celular. Rubinho Lemos me admoestou: “França, seu galado, você não registrou isso”? 

Soube agora que o Capitão partiu. Fico vendo a cena do drible de Tostão, lá da linha de fundo, sem olhar, passando a bola pra Pelé, que esperou a vinda de Carlos Alberto Torres, ao dar o passe perfeito e ver o Capitão estufar a rede italiana e marcar o quarto gol do Tri. 

Valeu, Capitão!…, O tempo era escuro naquele tempo, hoje é claro no escuro. E no futebol é cinza!

*Com post no Substantivo Plural
Foto relacionada à publicação


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Postado por João Bosco de Araujo no AssessoRN.com em 10/30/2016 08:49:00 AM

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Estado e Prefeitura de Natal garantem melhorias no atendimento ortopédico.

NOTA - PARCERIA VAI DIMINUIR ESPERA POR CIRURGIAS ORTOPÉDICAS

Uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a Secretaria de Saúde de Natal (SMS) vai amenizar a grande demanda de pacientes que aguardam por cirurgias ortopédicas em todo o Rio Grande do Norte. Os gestores das duas pastas se reuniram ontem, 26, para construção das minutas de contrato com os prestadores de serviço e a expectativa é de que um mutirão seja iniciado em novembro. A ação vai unir esforços de todos os envolvidos na área da ortopedia e o processo de contratação dos hospitais que irão realizar os procedimentos está em fase adiantada.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA
NATAL (RN), 27 DE OUTUBRO DE 2016

SESAP COMUNICAÇÃO

27/10/2016 18h06 - Atualizado em 27/10/2016 19h48

Chacina deixa seis mortos em João Câmara, RN

Crime aconteceu na tarde desta quinta-feira (27).
Uma sétima pessoa foi socorrida com vida.

Do G1 RN
Local da chacina atraiu curiosos em João Câmara (Foto: Divulgação/ PM)Local da chacina atraiu curiosos em João Câmara (Foto: Divulgação/ PM)
Uma chacina foi registrada na tarde desta quinta-feira (27) em João Câmara, município a 75 quilômetros de Nartal. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos seis homens foram mortos durante um tiroteio na cidade. Um sétimo homem foi ferido e socorrido ao hospital.
De acordo com o capitão João Batista Fonseca Neto, da PM, testemunhas afirmaram que seis suspeitos chegaram até o local e atiraram nos homens.
"A informação é que seriam quatro homens em um carro branco e outros dois em uma moto, todos eles armados. A suspeita é que tenha sido um acerto de contas entre facções criminosas, porque algumas das vítimas tinham passagem pela polícia", informou o capitão.
No local do crime, a polícia se deparou com os corpos espalhados entre uma residência e a rua. Um homem foi morto dentro da casa. Outros três foram baleados na calçada. Uma quinta vítima foi atingida na lateral da residência e outro foi morto no meio da rua.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, uma das vítimas foi socorrido ao Hospital Regional de João Câmara. O estado de saúde dele, no entanto, não foi informado. O G1 tentou contato com o hospital, mas não teve retorno.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cofre dos Correios achado em matagal em Pureza/RN










25/10/2016 19h11 - Atualizado em 25/10/2016 19h11

No RN, PM encontra cofre de agência dos Correios enterrado em matagal

Cofre foi encontrado na tarde desta terça-feira (25) em Pureza.
Segundo a PM, suspeita é que cofre tenha sido roubado no começo do mês.

Do G1 RN
25/10/2016 


Cofre dos Correios estava enterrado próximo a um matagal (Foto: Divulgação/ PM)Cofre dos Correios estava enterrado próximo a um matagal (Foto: Divulgação/ PM)
Policiais militares encontraram um cofre dos Correios enterrado em uma área da mata na zona rural do município de Pureza, distante 59 Km de Natal. De acordo com a Polícia Militar, um morador do distrito de Cana Brava, local onde o cofre foi encontrado, informou a polícia sobre o achado. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (25).
De acordo com o sargento Galdino, comandante do policiamento de Pureza, desde a semana passada a polícia recebeu informações sobre a presenã do cofre no local. "Chegamos a ir até o local duas vezes, mas nunca encontrávamos quem passou as informações. Quando fomos hoje é que encontramos uma pessoa que nos levou até o local", explicou.
Ainda de acordo com o sargento, a porta do cofre estava jogada dentro do matagal. Também havia areia revirada no local. "O catador disse que tentou cavar com um pedaço de pau e bateu em algo, mas não cavou para ver. Quando cavamos, encontramos o restante do cofre no buraco", disse.
Segundo Galdino, a suspeita é que o cofre encontrado seja o mesmo roubado por bandidos da agência da cidade no dia 5 de outubro. Ainda de acordo com o sargento, o cofre foi deixado no local e deve ser removido pela Polícia Federal.
"Não tem como saber o conteúdo, porque não retiramos nada, mas provavelmente é o cofre roubado da agência da cidade", concluiu.

domingo, 23 de outubro de 2016

O texto teria sido escrito a partir dos inquéritos da Operação Lava-Jato

Correio Braziliense - DF



 postado em 23/10/2016 08:04 / atualizado em 23/10/2016 12:21


Kléber Sales/CB/D.A Press
No dia 12 de março de 2015, ficou uma dúvida a respeito de uma declaração do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando respondeu ao deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) sobre possuir dinheiro no exterior. O peemedebista havia garantido na CPI da Petrobras que não tinha recebido propina relacionada à petroleira ou às investigações da Operação Lava-Jato. “Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu Imposto de Renda”, afirmou Cunha aos parlamentares.

A dúvida era se eventualmente ele teria alguma empresa offshore, que poderia, essa sim, ser dona de uma conta bancária controlada por ele. O Correio abordou Cunha no anexo II da Câmara, entre o saguão e uma rampa que dá acesso ao plenário da Casa, depois que o então deputado acabava de sair de uma entrevista com outros jornalistas sem responder a essa pergunta adicional: “Presidente, o senhor mantém algum recurso no exterior em offshore?”

Cunha foi mais categórico.

– Não, eu não tenho nada. Se eu não respondi, me perdoe. Foi a ânsia de querer completar tudo. Não tenho nenhum recurso, não sou sócio de nenhuma empresa. Tudo o que eu tenho está no meu imposto de renda. Se eu não respondi a essa pergunta lá ou passou batido, eu peço desculpas, mas é claro e textual. Tudo o que eu tenho está no meu Imposto de Renda, declarado à Justiça Eleitoral. Não sou sócio de nenhuma offshore, não mantenho conta no exterior de nenhuma natureza.

Um mês depois, o Ministério Público da Suíça enviava ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, papéis com as contas de Cunha em nome das offshores Orion SP, Triumph e Netherton, além de uma outra relacionada à sua esposa. As informações vieram a público no segundo semestre, quando o castelo de poder de Eduardo Cunha começava a ruir, até culminar com seu afastamento do mandato, sua cassação e prisão em 2016, por ordem do juiz Sérgio Moro.

Fora do poder, o ex-deputado prometeu escrever um livro em que contaria os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff, a ex-presidente que ele ajudou a derrubar em meio à tormenta que também sofria. A partir de investigações da Operação Lava-Jato, com informações obtidas com a Polícia Federal, o Ministério Público, advogados e o próprio Cunha, o Correio escreve os primeiros capítulos de um livro sobre o poder e os negócios do ex-presidente da Câmara.

Capítulo 1
“Agora é comigo”

O dissabor já durava três anos. Em 2010, Fernando Antônio Falcão Soares, o “Fernando Baiano”, estava numa encruzilhada cada vez mais apertada. Recebia cobranças de funcionários da Petrobras insatisfeitos. E não era culpa dele. Mas da falta de compromisso de Júlio Gerin de Almeida Camargo, um profissional que fazia as vezes de executivo de empreiteira, mas, por ter muitas ligações com profissionais japoneses e do Oriente extremo, aproveitava e fechava negócios aqui e ali obtendo comissões.

No caso, Júlio acertou uma grande empreitada em favor de sul-coreanos em 2006 e 2007. Conseguiu que o estaleiro Samsung, em parceria com a Mitsui, negociasse dois navios com a Petrobras, as sondas Vitória 10.000 e Petrobras 10.000. A bolada chegava a US$ 1,2 bilhão. Para isso, Júlio pediu um adicional em suas comissões a fim de “agradar” um funcionário da petroleira em particular, que foi responsável por viabilizar a empreitada: o então diretor de Internacional Nestor Cerveró. Pai de um ator de teatro e acometido por uma espécie de ptose, que faz a pálpebra cair sobre seu olho esquerdo, Cerveró recomendou que os pagamentos fossem feitos para Fernando Baiano, a fim de não chamar a atenção.

Como no mundo dos negócios, lícitos ou não, tudo tem que ser organizado, só faltou o carnê. Júlio Camargo acertou pagar as propinas aos parceiros à medida que ia recebendo seus US$ 40 milhões de “comissões turbinadas” da Samsung. Mas ele se desentendeu com os sul-coreanos, e os jetons deixaram de ser pagos. Sem dinheiro, Júlio Camargo foi à Justiça e passou a enrolar Baiano no pagamento da corrupção a partir de 2007.

Três anos sem receber nada dos US$ 16 milhões que faltavam, Baiano — que, apesar do apelido, nasceu no estado de Alagoas — desistiu e apelou para Eduardo Cunha. Os dois haviam se conhecido em 2009 num café da manhã no hotel Marriott, no Rio de Janeiro, por intermédio do deputado Alexandre Santos (ex-PSDB e hoje PMDB-RJ), a quem Baiano considerava “influente” na Petrobras. De vez em quando, Cunha perguntava a Baiano se ele ou as empresas espanholas que representava podiam fazer doações para campanhas eleitorais de 2010.

Valendo-se dessa recente relação, Fernando Baiano propõe ao deputado cobrar a diferença de propina que Júlio lhe devia. Em troca, daria 20% ao parlamentar, que, assim, poderia resolver problemas de financiamento de campanha das eleições. Numa primeira conversa, Baiano usou o nome de caciques do PMDB para impressionar Cunha como beneficiários da propina. Júlio Camargo seguia prometendo pagar.

O compromisso de Baiano com o deputado


Geraldo Bubniak/AGB
No segundo semestre de 2010, Baiano vai ao condomínio onde Cunha mora, na Barra da Tijuca, no Rio. Um balde de água fria. Cunha disse ao operador que estava em plena campanha e “não tinha tempo” para tratar daquilo. Ficou para depois. Bem depois, apesar dos inúmeros pedidos de “pressão” sobre Júlio Camargo que o operador fazia ao deputado. Prometeu até pagar uma comissão maior a Cunha.

Baiano foi reclamar com Camargo e usou seu pistolão: “Estou vindo na qualidade de seu amigo”, alertou. “Quero te dizer o seguinte: eu tenho um compromisso com o deputado Eduardo Cunha.”

Em 2011, Cunha acertou fazer requerimentos na Comissão de Fiscalização da Câmara sobre as empresas que Júlio Camargo representava. O objetivo era intimidar o lobista a pagar logo as propinas. Os requerimentos foram feitos, mas por uma aliada do parlamentar, a hoje prefeita de Ribeirão Bonito (RJ), Solange Almeida (PMDB). Júlio Camargo ficou assustado. Pediu ajuda ao então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A princípio, deu certo. Conseguiu uma reunião rápida entre ele e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que reclamou com Eduardo Cunha por telefone.

Mas nada se resolvia, ainda assim. As cobranças não paravam e os pagamentos também não voltavam. Baiano sugeriu a Cunha fazer uma reunião cara a cara. O deputado topou. O operador conseguiu que um amigo, o advogado Sérgio Weyne, liberasse uma sala comercial que ocupava no Leblon, bairro nobre carioca. Emprestou a chave e lá foi ele buscar Cunha em casa, que havia chegado ao Rio naquele domingo, 18 de setembro de 2011. No Leblon, à noite, finalmente colocou, frente a frente, Eduardo Cunha e Júlio Camargo.

Júlio disse que estava com problemas, que não queria “ficar mal” com o deputado e que ia pagar, mas de forma parcelada. Houve divergência sobre o total da dívida e os três acertaram que ela seria, ao final, reduzida para “apenas” US$ 10 milhões. Metade ficaria com Eduardo Cunha. Para agradar o deputado, Camargo disse que pagaria primeiro os US$ 5 milhões dele. Cunha não aceitou: eles deveriam receber juntos.

Cunha e Baiano rejeitaram a proposta de receber os valores em contas no Brasil por meio de notas frias. O acerto foi receber o dinheiro em espécie, em parcelas até setembro de 2012. Eduardo Cunha disse que isso garantiria o financiamento das campanhas eleitorais na corrida às prefeituras. A partir dali, as coisas se normalizaram.

Júlio Camargo fez um empréstimo com o doleiro Alberto Youssef, que repassou dinheiro em espécie para Baiano, que, por sua vez, o entregou a Cunha. Parte do dinheiro foi parar até na igreja. O católico Júlio fez duas doações à igreja evangélica Assembleia de Deus de Madureira, no Rio. Os dois pagamentos de R$ 125 mil foram ordem de Cunha, que é assembleiano e ligado aos pastores da igreja.

Celulares desmentem reuniões, diz defesaAo contrário do que dizem delatores e investigadores da Lava-Jato, a defesa de Eduardo Cunha nega as reuniões no Leblon ou telefonema recebido do ex-ministro Edison Lobão. Segundo petição do advogado Ticiano Figueiredo à Justiça, uma quebra de sigilos do ex-parlamentar informando a posição de seus telefones a partir das torres de celular demonstrará que ele nunca esteve no edifício no Leblon em 18 de setembro de 2011, como indicado por Fernando Baiano e Júlio Camargo. Ele requereu a quebra do sigilo de três linhas de Cunha além do pedido de informações ao condomínio. A defesa ainda pediu a quebra dos sigilos de Lobão para provar que não houve conversa entre os dois na data indicada por Camargo. O ex-deputado tem negado todas acusações a que responde.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Concerto sinfônico da orquestra abre a XXII CIENTEC da UFRN
(Sirleide Pereira – Ascom-Reitoria/UFRN)

A execução de sinfonias nacional e internacional pela Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (OSUFRN) encantou o público presente à abertura da XXII Cientec, na noite desta quarta-feira, 20, no anfiteatro da Praça Cívica do campus central da UFRN.

Precedendo os discursos protocolares do reitor em exercício, Ênio Ferreira de Miranda, e da pró-reitora de Extensão, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, um movimento silencioso tomou conta do ambiente que durante três dias – desta quinta, 19, até sexta, 21, terá centenas de atividades voltadas para o tema “Nós do Planeta”.

De dentro da concha acústica do palco, músicos da Orquestra levantaram os braços e exibiram nas mãos papeis com letras grafadas. Juntas, expressavam um posicionamento sobre o momento político do país, referindo-se ao presidente atual. Refeito do silêncio, o público endossou de pé o ato, entoando, uníssono, a leitura dos dizeres.

As falas solenes do reitor em exercício e da pró-reitora de Extensão ecoaram numa só direção: a CIENTEC deve ajudar a sociedade a refletir sobre a realidade do planeta hoje e no futuro. “O que temos feito dele? Como aproveitar o seu potencial? Quais os meios de enfrentarmos o desafio de viver com conforto, segurança, e fraternalmente. Nada mais oportuno que nos preocuparmos em estudar e debater sobre essas questões que dizem respeito à nossa relação com o planeta que habitamos”, concluiu o reitor em exercício.

Depois disso, a audição do concerto ao ar livre continuou embalando quase 700 pessoas entre jovens, adultos e crianças. A programação ainda presenteou-os com os passos firmes, as piruetas no ar e a delicadeza dos malabarismos corporais do Grupo de Dança da UFRN (GDUFRN).

Nesta quinta e sexta a população da capital e do interior podem visitar a CIENTEC das 08h da manhã até às 22h. Stands expõem pesquisas e inovações de todas as áreas de conhecimento. A expectativa da organização é de receber 60 mil visitantes nos três dias.
Sobre Bob Dylan, livros e maracutaias
Tomislav R. Femenick - Historiador

Estes últimos dias foram cheios de surpresas no campo na literatura, começando pela maior delas: o premio Nobel de Literatura de 2016 foi atribuído a Bob Dylan, cantor, compositor, pintor, e ator norte-americano, “por ter criado uma nova expressão poética dentro da tradição norte-americana da canção”. Realmente foi algo insólito; contrário à regra antes observada de agraciar um autor de livros que, no seu conjunto, tenha representatividade e expressão universal. Depois veio a notícia de que um instituto identificou Paulo Coelho, o nosso mago, como o autor de língua portuguesa mais traduzido no mundo. Suas obras já tiveram 1.098 traduções, enquanto que os livros de José Saramago, detentor do Premio Nobel de Literatura de 1998, tiveram apenas 534 traduções.
Realmente Paulo Coelho é um fenômeno de vendagem de livro. Sua obra O Alquimista, considerada um importante fenômeno literário do século XX, é tida como o livro de autor nacional mais vendido de todos os tempos. Por conta disso – e certamente não pela qualidade literária de sua produção – virou imortal da Academia Brasileira de Letras, onde não entraram nem Carlos Drummond de Andrade, nem Mário Quintana.
Mas no Brasil acontecem coisas estranhas. Nem Paulo Coelho, nem Jorge Amado são os autores que mais vendem livros em nossa pátria amada. Quem mais vende livros por estas plagas é o senhor Mario Furley Schmidt, enxadrista e professor de cursos pré-vestibulares, nascido em Niterói, terra onde “galinha cisca pra frente” e “urubu voa de costa”, segundo dizia o fenomenal Sergio Porto, que era mais conhecido pela seu pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta.
O Sr. Mario, mesmo não sendo formado em história, vendeu mais de 10 milhões de exemplares de sua coleção Nova História Crítica. Aliás, não tem nenhum bacharelado, pois abandonou os cursos de engenharia e filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ingressou em 1977 e 1984, respectivamente. Mesmo assim fez fortuna a custa do MEC, isso é, a custa do meu e do seu dinheiro.
A sua coleção é composta de cinco livros, destinados aos alunos da 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries e mais um para o ensino médio. Até aqui tudo bem. O problema é o conteúdo desses livros, sua concepção primária, sem nenhuma metodologia e de pura panfletagem anticapitalista e de louvor ao socialismo. Não poupa elogios aos regimes de Fidel Castro e de Mao Tsé-Tung, tratando-os como grandes estadistas e estrategistas militares. Nem uma palavra, por pequena que seja, diz sobre suas atrocidades. Como não poderia deixar de ser em uma mente deformada pelo esquerdismo, faz rasgados elogios as FARC Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e ao MST Movimento dos Sem Terra, tratando seus lideres como herói.   
Esses livros são editados pela Nova Geração e seu editor, Arnaldo Saraiva, diz que a obra “é o maior sucesso do mercado editorial didático dos últimos 500 anos”; volto a dizer, a custa do MEC e do meu e do seu dinheiro. Felizmente, o governo federal não está mais comprando exemplares da Nova História Crítica.
Entretanto, parece que no MEC um problema sempre vem seguido de outro. Agora o grupo “Somos Educação”, que controla as editoras Ática e Scipione, procura fazer um acordo de leniência com o governo federal, no qual confessaria fraudes no Programa Nacional do Livro Didático, mantido pelo mesmo Ministério da Educação. As duas editores, que receberam R$ 313 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), se mostram dispostas a colaborar com as investigações e reconhecem “práticas isoladas potencialmente ilícitas por parte de alguns poucos colaboradores no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático”. Fazer o que? Precisamos de mais juízes como o Moro e de mais cadeias como a de Curitiba.
Enquanto isso ficamos a espera de um, usinho só, Prêmio Nobel para o Brasil; qualquer que seja. Na América do Sul Chile, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela já ganharam os seus.
Tribuna do Norte. Natal, 20 out. 2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Bote Fé Natal acontece dia 22

Uma das atrações do evento, que ocorrerá na zona sul de Natal,
será o Ministério Missionário Shalom

O 2º Bote Fé Natal acontecerá no próximo sábado, 22, com concentração marcada para as 15horas, em frente ao Praia Shopping, em Ponta Negra. De lá, seguirá pela Av. Engenheiro Roberto Freire, até a Árvore de Mirassol. A animação, em trio elétrico, ficará por conta da Banda Sintonia do Bem, formada por cantores locais, e pelo Ministério Missionário Shalom.
A camiseta do evento custa R$ 25,00 e pode ser adquirida na Central Bote Fé, na Rádio Rural de Natal ou nas paróquias participantes. Para já adquiriu o ticket, antecipadamente, pode trocá-lo pela camiseta, nos dias 19, 20 e 21, na Central Bote Fé, situada no Natal Shopping.
A segunda edição do Bote Fé Natal é promovida pela Rádio Rural, Setor Arquidiocesano da Juventude e das Paróquias de Santo Afonso Maria de Ligório (Mirassol), Santa Rita de Cássia dos Impossíveis (Ponta Negra), Sagrado Coração de Jesus (Morro Branco), Santana (Capim Macio), Nossa Senhora da Esperança (Cidade da Esperança), São João Batista (Lagoa Seca) e Nossa Senhora Aparecida (Neópolis).

Missionários Shalom

Grupo criado em 1998, em Fortaleza (CE), como uma resposta da Comunidade Católica Shalom à necessidade de evangelizar mais e com meios e métodos arrojados para o tempo de hoje. Inicialmente chamado de “Ministério de Música Missionário”, o grupo recebeu também a missão de ser um referencial do Carisma Shalom em sua vida e atividade missionária pelo Brasil.
Com quase 20 anos de história, o Ministério Missionário Shalom faz sucesso Brasil afora e conta com vários CDs gravados.

MAIS INFORMAÇÕES:
. Cacilda Medeiros – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – (84) 3615-2800 / 2801 / 99968-6507
. Luiza Gualberto - assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal – (84) 3615-2800 / 2801 / 99936-3663

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