segunda-feira, 30 de novembro de 2015

EDIÇÃO ESPECIAL PELOS 20 ANOS DA PRÓ-REITORIA

PROGESP LANÇA REVISTA EM EDIÇÃO ESPECIAL PELOS 20 ANOS DA PRÓ-REITORIA

A Progesp, Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFRN, comemora 20 anos de história em 2015. Como reconhecimento aos serviços prestados ao longo desses anos, o Escritório de Ideias, um projeto desenvolvido pela Pró-Reitoria, criou um informativo em formato de Revista. Para o lançamento, uma edição comemorativa seráapresentada na próxima terça-feira (1°), às 16h, no pátio da Reitoria.
A edição número zero da Revista “Gente”que será eletrônica, traz um trabalho produzido em três meses e conta toda a trajetória da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas desde 1995, por meio de entrevistas com personalidades que participaram do órgão, como a primeira Pró-reitora, Ana Célia. Ela foi responsável por fazer a integração do que na época era apenas o Departamento Pessoal, com outros setores da UFRN.
O assessor de projetos, Joade Cortez, é um dos servidores que ajudou a tirar a ideia do papel. Ele diz que a Revista foi uma iniciativa de um dos muitos projetos desenvolvidos pela Progesp. “Por uma feliz coincidência, nós do Escritório de Ideias tínhamos essa proposta cadastrada no nosso banco de dados e a Progesp estava aniversariando. Pensamos que seria uma boa iniciativa unir as duas ações. Então, criamos a edição zero da Revista “Gente” homenageando a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas”.
A equipe é composta, além de Joade, pela jornalista Ângela Almeida, pelo fotógrafo Cícero Oliveira, pela diretora de desenvolvimento de pessoas Raquel Alves, pela revisora da SEDIS, Fabíola Barreto. O planejamento gráfico foirealizado por Rafael Sordi. A equipe se propôs a fazer dessa revista um periódico leve, tanto na escrita quanto na linguagem visual, que pudesse divulgar as iniciativas da Progesp ao público interno.
Sobre a escolha das cores vibrantes, mescladas com a forma artística que compõe o nome da Revista, RafaelSordi contou que os elementos foram construídos pensando nos indivíduos: “Cada um tem uma opinião e uma forma de agir própria, quando usamos a paleta de cores extensa e colorida estamos tratando dessas diversidades. E o nome da revista também remonta a isso, uma união de pessoas diferentes que estão em processo de crescimento para um papel comum”, conclui.
Depois dessa edição de lançamento, a próxima edição da Revista “Gente” sairá no primeiro semestre de 2016. A proposta é que cada uma contemple linguagens diferentes, com uma proposta visual única. Mesmo que alguns elementos permaneçam constantes, outros estarão sempre em mutação com a intenção de valorizar e dar chance a divulgar o trabalho de outros talentos da Universidade.
No dia do lançamento, será disponibilizado no portal da Progesp (www.progesp.ufrn.br) o link que dá acesso direto a Revista “Gente”.
30.11.2015
ASCOM/UFRN
UFRN discute a importância da água na I Feira de Ciências das Escolas de Pureza

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria/UFRN)

Palestras, oficinas, minicursos e um Parque de Ciência com experimentos ao vivo. Essa é uma das contribuições do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) durante essa segunda-feira, 30, na 1ª Feira de Ciências das Escolas de Pureza, município do litoral potiguar, que tem como tema a água.

Ao saudar os participantes na abertura, na manhã de hoje, por meio de um vídeo, a reitora chamou a atenção dos estudantes e professores para os desafios diários que se apresentam durante a construção de uma vida saudável. “A ciência é um grande vetor de desenvolvimento e não pode ficar guardada nos laboratórios, nos arquivos da UFRN”, disse a reitora, ao realçar a presença do IMT nessa 1ª Feira de Ciências de Pureza. “Precisamos fazer ciência e educação juntamente com todos os atores que vivem em nossa sociedade”, completou Angela Paiva.

Na parte da tarde a palestra Ciência: o que é, para quê e para quem?, da pesquisadora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), confere o grau de interesse do IMT nesse evento de aproximação da ciência com a população. Em Pureza, por exemplo, o IMT participa da educação continuada dos professores da rede escolar, ofertando cursos de aperfeiçoamento aos professores do município.

A saudação da reitora da UFRN aos participantes da Feira de Ciências de Pureza pode ser conferida nesse endereço:
https://drive.google.com/file/d/0B-hgnkRT6StNU2I1V0hYVjBBN0U/view?usp=docslist_api

sábado, 28 de novembro de 2015

Dois homens e uma mulher tatuada assaltam residência na rua Isabel Gondim.

O assalto ocorrido no final da tarde de ontem, na rua Isabel Gondim, numa residência alugada recentemente, ao lado do CONACAN, leva-nos a refletir sobre alguns aspectos: é uma rua com casas de um lado só, não tinha vigia de rua na hora, descuidos dos moradores (deixaram porta de entrada aberta), portão sem cadeado e um muro da frente é baixo (até lagartixa da um salto sobre ele). Em suma, é uma casa arcaica para os "padrões" de hoje, pois segundo informações de moradores, não tem grade nas janelas. Filé para arrombadores. Ontem, os ladrões entraram a pé, dois armados, e anunciaram o assalto dentro da casa, na base da violência oral (uma bandida , de cor morena, com uma tatuagem na testa em forma de cruz era que gritava com mais "rancor", parecia uma siri dentro de uma lata). A família viveu minutos de terror da dupla (o terceiro assaltante ficou dentro de um Corsa preto, cuja placas não foram informadas, mas dizem que foram anotadas). Resultado: levaram celulares, televisor e um notebook e objetos de valor. Um detalhe para a polícia investigar: quase todas as casa já foram "visitadas" e muitas possuem câmeras, cujos donos poderiam colaborar para a elucidação do assalto de ontem. Ou todo mundo vai ficar nesse individualismo e medo?
Segundo informações de moradores da rua Isabel Gondim, o inquilino que trabalha numa empresa de telecomunicações, ficou abatido com o assalto na casa alugada a dona Lúcia, que, se não forem gradeadas as janelas e portas e muro levantado, vai rescindir o contrato de aluguel e procurar um lugar seguro. Isso é o que se diz na pracinha, por sinal o nome é Praça da Juventude.
Resultado de imagem para conselho de moradores de candelaria - conacan - natal-rn Victor, presidente do CONACAN, é o homem indicado para comandar uma ação contra o terror dos bandidos. Contratar uma vigilância motorizada para enfrentar os assaltantes que pululam em Candelária, tipos de aves de rapinas, como carcarás, que atacam de surpresa. O Carnatal está próximo e os gatunos estão rondando o bairro para darem os botes. Cadê o vigia da rua Isabel Gondim? Sumiu? Está de férias? Victor, está na hora de outra campanha contra a insegurança!




terça-feira, 24 de novembro de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
Este e-mail não está abrindo corretamente?
Veja no seu navegador.

Parlamentar do Ano de 2015 será escolhido no início de dezembro

Crédito da foto: Assessoria de Comunicação
 
Os jornalistas que cobrem o cotidiano das atividades da Assembleia Legislativa escolhem no próximo dia 2 de dezembro o "Parlamentar do Ano", quando se elege aquele cuja atuação mais se destacou no ano vigente.

O Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa publicou o edital de convocação da eleição que acontecerá das 8h às 11h30, na sala Alexis Gurgel (Comitê de Imprensa), com apuração imediata após o fim da votação. Todos os parlamentares poderão ser votados.

A entrega do título marca o fechamento de mais um ciclo parlamentar no final do ano. O Parlamentar do Ano 2015 receberá uma placa do Comitê de Imprensa, durante a confraternização de fim de ano da Casa.
 

domingo, 22 de novembro de 2015

Operação da PM apreende veículos em Candelária e conduz baderneiros à delegacia

 

22.11.2015
l
Foto: imprensa.pmrn/divulgação
O Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Polícia Militar reforçou na noite deste sábado (21) o patrulhamento tático móvel e com barreiras nas proximidades de um supermercado, situado às margens da BR 101, em Candelária, na zona Sul de Natal. Segundo informações repassadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) vários adolescentes e adultos estavam no local, fazendo badernas e consumindo drogas, com suas respectivas motos, atrapalhando o fluxo dos clientes ao estabelecimento.

Durante a ação, mais de 50 condutores de motocicletas, que estavam em atitude suspeita e realizando direção perigosa, foram abordados e revistados. Deste total, 31 motos foram aprendidas e vários condutores conduzidos para melhor averiguação na Delegacia de Plantão da zona Sul, entre eles um suposto envolvido com facções criminosas no estado.


A ação contou com policiais do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), Batalhão de Choque (BPChoque) e do Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) que atuaram integrados na operação que tinha como objetivo prevenir roubos, furtos, tráfico de drogas e coibir infrações de trânsito na localidade. [com informações da Imprensa PM/Sesed-RN]


--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/22/2015 11:12:00 AM

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Morador de rua removido para hospital.

Morador de rua de Candelária, Luiz de tal, conhecido por "Carioca", caiu na calçada da rua Bento Gonçalves, por volta das 8h30m de hoje, mas moradores disseram que ele estava morrendo por falta de socorro (convulsões). Quem chamou a ambulância do SAMU foi uma moradora, tendo em vista que os carros passavam na rua e ninguém se prontificou para prestar socorro, segundo informações. Mas o SAMU veio, prestou os primeiros socorros e removeu "Carioca" para a UPA da Cidade da Esperança. A causa teria sido desnutrição. Mas os primeiros exames deram que ele está com taxa de 240 de glicose (pré-diabético) e pressão baixa.
Não se conhece a real identidade de "Carioca", mas ele apareceu em Candelária há cerca de 20 anos, fazendo serviços de limpeza na calçada do Bar Cabeça do Bode e imediações, mas recebeu cartão vermelho do proprietário, sr. Régio, por excessos de cachaça. Era biriteiro antigo, tomava cana com farinha, segundo os seus amigos, e trabalha como pastorador na frente de um restaurante da av. Prudente de Morais. Dizem que ele tem filhos no bairro Planalto e no Rio de Janeiro. Há meses, a partir das 7 horas da manhã, ele já se reunia com vários papudinhos na rua Princesa Leopoldina, após a varrição da calçada para o dono de uma cigarreira.Onde dormia? Na rua. Amigo? E tinha? Não se sabe. Talvez só "Gugú".


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Garibaldi Alves: Previdência precisa de reformas profundas para evitar 'quadro tenebroso'

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) apontou nesta terça-feira (17) a necessidade de profundas reformas na Previdência de modo a evitar um quadro “tenebroso” no futuro. Ele alertou para a gravidade do problema previdenciário e cobrou coragem para enfrentá-lo: ele condenou a resistências às mudanças no Legislativo e manifestou dúvida sobre se o atual governo seria capaz de promover as reformas necessárias.

Garibaldi manifestou em Plenário preocupação com o desequilíbrio do Regime Geral da Previdência Social, cujo déficit atingiu R$ 56 bilhões em 2014 e aumenta a cada ano. O senador observou que a Previdência atravessa dificuldade porque a expectativa de vida tem tendência de alta e a taxa de natalidade diminui, o que reduz o número de contribuintes por beneficiário.
— Não podemos negar a dura realidade de que a Previdência está — isso é uma verdade absoluta — sugando recursos que poderiam alimentar outras políticas públicas, destinadas a grupos sociais até mais vulneráveis — afirmou.

O senador sublinhou que o envelhecimento da população é um fenômeno mundial, mas a situação no Brasil é agravada pela falta de uma idade mínima para aposentadoria. [Com Agência Senado]


- O senador Garibaldi Alves Filho foi ministro da Previdência no primeiro mandato da presidenta Dilma.

39 casos de microcefalia no Rio Grande do Norte.

O Ministério da Saúde divulga nesta terça-feira (17) o primeiro boletim epidemiológico sobre microcefalia, cujo aumento do número de casos no país tem sido monitorado e investigado pela pasta. Até o momento, foram notificados 399 casos da doença em recém-nascidos de sete estados da região Nordeste.

O maior número de casos foi registrado em Pernambuco (268), primeiro estado a identificar aumento de microcefalia em sua região e que conta com o acompanhamento de equipe do Ministério da Saúde desde o dia 22 de outubro. Em seguida, estão os estados de Sergipe (44), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (21), Piauí (10), Ceará (9) e Bahia (8).

Aos gestores e profissionais de saúde, o Ministério da Saúde orienta que todos os casos de microcefalia sejam comunicados imediatamente por meio de um formulário online que, a partir desta quarta-feira (18), estará disponível a todas as secretarias de saúde.

Sobre as gestantes, é importante que elas mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério da Saúde reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes. [Portal Saúde Saiba mais]


--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/17/2015 06:54:00 PM

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dilma diz que 'não tem que concordar sobre tudo' com Lula e faz apelo por CPMF

  • Há 5 horas
Dilma Rousseff | Foto: Roberto Stuckert Filho/PRImage copyrightRoberto Stuckert Filho
Image captionPresidente afirmou estar em fase "Dilminha paz e amor", resgatando frase de Lula
A presidente Dilma Rousseff fez na manhã desta segunda-feira, na Turquia, uma das defesas mais veementes da permanência do ministro da Fazenda no cargo - e também de um dos pilares do pacote fiscal de Joaquim Levy, a volta da CPMF.
Questionada durante a cúpula do G20 se concordava com avaliação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o "prazo de validade vencido" de seu principal auxiliar econômico, a presidente afirmou "não ter que concordar com tudo" que seu antecessor e padrinho político pensa.
"Não só gosto muito do presidente Lula, como o respeito, e isso é público e notório. Agora nos não concordamos e não temos que concordar com todas as avaliações."
"Eu não tenho de concordar com tudo que pessoas das quais eu gosto imensamente pensam. Até porque somos todos adultos e cada um de nós pode ter sua forma de encarar a realidade diferentemente. Mesmo considerando que, no geral, quanto ao país, a gente concorda", afirmou.
Dilma também elogiou Levy – "um grande servidor público", "tem compromisso com o país" – e disse que os rumores sobre sua saída, que cresceram nos bastidores na última semana, são "extremamente nocivos e negativos" ao Brasil.
"As especulações que vira e mexe são feitas quanto ao ministro Joaquim Levy me obrigam também, de forma sistemática, vir a público e reforçar que o ministro Joaquim Levy fica onde está", afirmou.
Siga a BBC Brasil no Facebook e no Twitter
No mês passado, ao final de visita a Suécia, Dilma havia confirmado Levy no posto – desta vez após críticas do presidente do PT ao ministro – e dito que não comentaria mais o assunto. Mas conversas de bastidor se intensificaram e fizeram a presidente retomar o tema.
Sobre a turbulência política no país, Dilma disse acreditar que "a situação está cada dia se normalizando", e que o governo possui hoje maioria no Congresso – "bem confortável" ou "mais apertada" a depender das questões em pauta.

'Consciência' para aprovação da CPMF

A presidente fez coro com o ministro da Fazenda em defesa da aprovação da CPMF (contribuição sobre movimentações financeiras) como saída para a crise econômica no país. E ensaiou como será a defesa do impopular imposto perante a opinião pública: disse que sua gestão foi a que "mais diminuiu impostos" e que a retomada da CPMF "é para crescer mais, não para gastar mais".
"Nós fizemos um grande esforço de reequilíbrio fiscal. Esse esforço agora vai requerer de nós, para poder fechar as contas e fazer superavit, a consciência e a responsabilidade para aprovar a CPMF. Isso nós vamos ter que discutir com a opinião pública, parlamentares, toda a sociedade brasileira. Porque é uma questão fundamental para o Brasil se ancorar, se estabilizar e ter condições de acelerar o processo de saída da crise."
"Acredito que muitos, como eu, que antes não queriam aumentar imposto, entendem hoje que esse aumento não é para se gastar mais, é uma aumento para se crescer mais, essa é a diferença."
Ao final da entrevista, já deixando a sala no centro de imprensa do G20, a presidente foi questionada se teria algum problema com Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Lula e virtual substituto de Levy. Afirmou "não ter problemas com ninguém" e disse estar em fase "Dilminha paz e amor", adaptando, mais uma vez, a expressão consagrada por Lula ao falar de si.
A presidente volta a Brasília ainda nesta segunda-feira.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Deputados da Frente Parlamentar da Água participam de reunião em Recife

Crédito da foto: Assessoria de Comunicação

 
A Frente Parlamentar da Água do Rio Grande do Norte, presidida pelo deputado estadual Galeno Torquato (PSD), participa nesta segunda-feira (16), às 9h, de reunião do movimento União pelo Nordeste na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALPE). Estarão reunidas, além do Estado anfitrião, as frentes parlamentares dos estados do Maranhão, Ceará, Bahia, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará.

O Rio Grande do Norte será representado pelos deputados Gustavo Fernandes (PMDB), Tomba Farias (PSB), Carlos Augusto Maia (PTdoB), George Soares (PR) e Galeno Torquato (PSD), da frente no RN. “Iremos elencar as prioridades dos estados nordestinos diante da seca, além de fortalecer a união das bancadas desses estados com o objetivo de cobrar recursos do Governo Federal, sobretudo para obras de enfrentamento à seca de curto prazo”, afirma Galeno.

O parlamentar reforçou a necessidade de união das classes políticas dos estados nordestinos afetados pela seca na busca por soluções para a crise hídrica. Segundo Galeno, a queda no repasse de recursos da União também será discutida durante a audiência na capital pernambucana. “Além de não nos enviar o aporte financeiro de R$ 63 milhões solicitados pelo Governo do Estado ao Ministério da Integração, o Governo Federal reduziu o valor dos repasses feitos mensalmente ao Estado para obras hídricas”, observa Galeno.

De acordo com dados da Companhia de Águas e Esgotos (CAERN), o Rio Grande do Norte registra atualmente 153 cidades em estado de emergência, sendo 80 delas atendidas em sistema de rodízio e 13 em colapso no abastecimento de água. Segundo o Governo do Estado, esta é a pior seca dos últimos 100 anos.

Ações do Legislativo Estadual
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte vem realizando um conjunto de ações para o enfrentamento da crise hídrica no Estado, como a criação do Comitê de Ações de Combate à Seca, representada pelo deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), e a Frente Parlamentar da Água, liderada pelo deputado Galeno Torquato (PSD). Desde o início do ano, a temática vem sendo trabalhada, inclusive em nível regional, pelo Legislativo Estadual por meio de audiências públicas, reuniões e visitas a obras de beneficiamento hídrico.

Amanhã, 14, passeios de helicóptero no Centro Administrativo, vizinho de Candelária.

No dia 14, próximo sábado, o Potiguar 01 fará apresentação ao público no Centro Administrativo 

Foto: imprensacbmrn/divulgação
A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do RN (Sesed) inicia nesta quarta-feira (11) uma programação especial em comemoração ao 13º aniversário do Centro Integrado de Operações Aéreas (CEIOPAer). Durante a celebração dos 13 anos de atuação do órgão no Rio Grande do Norte estão previstos torneios esportivos, exposições de equipamentos da Segurança Pública (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192/RN), além de uma apresentação do helicóptero Potiguar 01.

Durante a programação, os participantes que doarem um quilo (1kg) de alimento não perecível concorrerão a sorteio de brindes.

Programação:

Dia 11/11 - Torneio de Tiro no Clube de tiro CAT, em Macaíba, a partir das 9h, tendo como convidados a SESED, PM, PC E CBM.

Dia 14/11 - Evento comemorativo no Centro Administrativo, em Natal, das 9 às 12h. Exposição do CEIOPAer, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, SAMU 192/RN e da Associação de Plastimodelismo do RN.
Neste dia, o Potiguar 01 realizará uma apresentação, ficando disponível para visitação pública.

Dia 19/11 - Solenidade de aniversário do CEIOPAer no auditório da Escola de Governo, a partir das 10h.

Saiba mais

O Centro Integrado de Operações Aéreas (CEIOPAER) realizou 266 missões durante o primeiro semestre de 2015, em diversas operações realizadas pela aeronave Potiguar 01 com destaque para ocorrências policiais, patrulhamento preventivo, apoio aeromédico, rebelião/fuga de preso, policiamento ambiental, salvamento aquático, busca marítima/terrestre e outras operações da Polícia Militar, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros Militar do RN. Entre as ocorrências, 36% delas foram para operação policial, 23% de prevenção e 11% de instrução.

Se comparado as atividades realizadas pelo CEIOPAER no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado verifica-se que houve um aumento de 230% nas operações policiais, 160 % no auxílio às ações do Corpo de Bombeiros e de 200% no atendimento aeromédico.

Durante o primeiro semestre, os militares do CEIOPAER conseguiram recuperar 24 veículos, deter 35 pessoas, apreender 13 armas, além de três vítimas resgatadas, dez vítimas socorridas e um corpo localizado.

O Centro Integrado de Operações Aéreas racionaliza em um único órgão, o controle, a operação e a manutenção das aeronaves pertencentes à Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do Estado, a serem empenhadas em atividades policiais, operações de busca e salvamento, resgate e missões de defesa civil e operações aeromédicas em cooperação com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Imprensa CBMRN



--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/12/2015 08:06:00 PM

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

'O que arrebentou a economia foi o real forte', diz ex-ministro

  • Há 57 minutos
Image captionBresser-Pereira é amigo pessoal e ex-ministro de FHC, mas apoiou Dilma Rousseff nas últimas eleições
Em tempos de polarização da política e do debate econômico, o professor da Fundação Getúlio Vargas Luiz Carlos Bresser-Pereira se recusa a se enquadrar em categorias preconcebidas.
Amigo pessoal e ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso (FHC), ele apoiou Dilma Rousseff nas últimas eleições.
É um orgulhoso desenvolvimentista (linha que defende ação ativa do Estado na promoção do desenvolvimento econômico), mas também um defensor do ajuste fiscal que está cortando o orçamento da saúde e educação.
Seu apoio ao governo também não o dissuade de classificar a gestão Dilma como "desastrosa" em muitos aspectos.
Nem de acusar Luiz Inácio Lula da Silva de promover um "populismo cambial" ao manter o dólar a R$ 2 para garantir a eleição de sua sucessora e apaziguar a classe média, que hoje, segundo ele, teria desenvolvido um ódio "profundo" e "irracional" ao PT.
"O dólar a R$ 2 foi o pior legado de Lula, a bomba que ele deixou para Dilma", afirma. "Fala-se no superávit primário, mas até 2012 não tivemos problema nessa área (...) O que arrebentou a economia foi o câmbio, que provocou uma desindustrialização."
Aos 81 anos, Bresser já esteve no PMDB e foi um dos fundadores do PSDB. Foi ministro da Fazenda do governo José Sarney (quando um plano com seu nome falhou no controle da inflação), ministro da Reforma do Estado no primeiro mandato de FHC e de Ciência e Tecnologia no segundo.
Ele falou com a BBC Brasil em seu escritório, em São Paulo, dias antes de receber o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano da União Brasileira de Escritores.
BBC Brasil - Muitos de seus colegas desenvolvimentistas estão criticando o ajuste fiscal. Como vê essas críticas?
Luiz Carlos Bresser-Pereira - São críticas dos desenvolvimentistas populistas ou keynesianos vulgares. Acredito que o Estado deve ter uma intervenção moderada na economia e uma política macroeconômica ativa.
O mercado é uma maravilha para coordenar setores competitivos, mas os baseados em monopólios ou quase monopólios, como o de infraestrutura, precisam de uma intervenção forte e planejada. Mas não há nenhuma razão para eu defender a irresponsabilidade fiscal, que o governo possa gastar dinheiro sempre que quiser. John Maynard Keynes (economista britânico) deve estar rolando na cova de irritação diante dessa irresponsabilidade que a gente vê em nome dele.
Fábrica (Reuters)Image copyrightReuters
Image captionPara Bresser, valorização do real contribuiu para 'desindustrialização'
BBC Brasil - O governo está cortando onde deveria?
Bresser - Nenhum ajuste corta no lugar certo. Estamos reduzindo o investimento (público), que já estava baixo. O governo está cortando onde pode, no fundo é isso. Defendo o retorno da CPMF: é um imposto pequeno, necessário.
Mas o ajuste é o que tem de ser feito. Por outro lado, não sou a favor desse aperto monetário. Sei que a inflação está alta, mas com essa recessão não precisamos de juros mais altos para segurar os preços – o que, além de ser um empecilho para a retomada dos investimentos, têm um custo financeiro enorme.
O Banco Central está ‘descontando’, como dizem as crianças. Em 2011 fizeram uma redução grande na taxa de juros que não deu certo. A inflação subiu, a Dilma teve que voltar atrás e eles ficaram com a imagem prejudicada junto ao sistema financeiro. Agora, disseram à sociedade brasileira: ‘vocês vão ver’. E estamos vendo.
BBC Brasil - No seu livro A Construção Política do Brasil (Editora 34), o sr. fala das coalizões de classes que se formaram no país. A Lava Jato colocou em evidencia um problema estrutural da relação do Estado com o grande empresariado ou o que revelou foi uma exceção?
Bresser - Não vejo nada de estrutural nisso. É natural que existam estatais e um Estado que faz compras e, nesse quadro, infelizmente, sabemos que a corrupção é grande. Nesse caso, ainda temos um fato adicional: o partido de esquerda no poder fez uma coisa que normalmente os partidos não fazem. Só posso entender isso como uma loucura stalinista que atingiu uma minoria do PT, mas o fato é que algumas pessoas com posição de líderes, especialmente o José Dirceu, inventaram essa história de que era legítimo no capitalismo você financiar um partido com dinheiro de corrupção.
Quando você financia uma campanha específica é diferente. É menor. A coisa ficou muito grande e foi um desastre. E está desmoralizando um partido que tem pessoas admiráveis e que dedicaram sua vida para fazer um Brasil melhor.
Mas uma coisa boa dessa crise é que ela não foi denunciada por políticos, nem pela imprensa, e sim pelo próprio Estado. O Ministério Público já tem liberdade há muito tempo. E a partir de 2004, houve uma série de mudanças que deram à polícia mais autonomia e melhores salários. Hoje, temos órgãos do Estado capazes de defender o Estado. O que mostra que nossa política vai mal, mas o Estado não vai tão mal assim.
BBC Brasil - Mas se há uma ideologia de que um Estado forte deve defender o interesse dos grandes empresários, não se cria muitas oportunidades para associações espúrias?
Bresser - Essa é a tese liberal: o Estado tem de ser pequeno para evitar a corrupção. Mas sabemos que a corrupção dentro das empresas também é grande.
Não sou a favor de um Estado imenso. A grande maioria dos investimentos tem de ser feita pelo setor privado. Agora, o Estado tem um papel social fundamental - e para isso precisa de recursos. Estão querendo até acabar com o SUS (Sistema Único de Saúde), imagine.
Image copyrightThinkstock
O sistema de saúde pública é uma grande conquista da democracia e do capitalismo. O consumo coletivo (de serviços de saúde) não é só mais justo, é mais barato e eficiente. Na Europa, o total gasto com saúde é de 11% do PIB, por exemplo. Nos EUA, onde o serviço é baseado no setor privado, é 17%.
BBC Brasil - O sr. apoiou a Dilma na campanha. Ela prometeu uma política econômica e ao ser eleita aderiu a outra, fazendo cortes até em áreas como educação e saúde. Houve estelionato eleitoral?
Bresser - De nenhuma maneira. A Dilma cometeu erros graves como a irresponsabilidade fiscal, que atribuo ao desespero. Não conseguia fazer o país crescer e, de repente, acreditou na bobagem de fazer uma política industrial agressiva.
Mas, em outubro de 2014, quem estava prevendo que o Brasil entraria em uma gravíssima recessão econômica, com queda de 3% do PIB? Ninguém. Não sabíamos. A economia é uma cienciazinha muito modesta, só é perfeita na cabeça dos economistas ortodoxos. Só se começou a falar em crise em dezembro.
As pessoas dizem que ela (Dilma) passou a fazer o que “a direita quer”, mas a mudança de política mostra algo admirável: ela reconheceu o erro. O que ela é, de fato, é incrivelmente incompetente do ponto de vista político. Em dezembro ela já devia estar sabendo que a situação das contas estava ruim e precisava reajustar o que havia desajustado.
BBC Brasil - Por que a crise chegou a esse ponto?
Bresser - Essa crise está ligada a uma grande insatisfação da classe média tradicional, que nos anos 80 liderou a transição democrática. Tivemos 35 anos de baixo crescimento e (mais recentemente) uma clara preferência pelos pobres. O PT não traiu os pobres, foi coerente nesse ponto, embora também tenha deixado os ricos ganharem muito dinheiro. Então os ricos e os pobres ganharam e a classe media ficou de fora.
Dilma Image copyrightPR
Image captionPara Bresser, Dilma deveria ter admitido os erros da gestão anterior ao ser eleita
Quando o PT começou a se perder, primeiro com o mensalão e depois com o problema da expansão fiscal, começaram as manifestações. Essa classe (média) desenvolveu um ódio profundo ao PT e o governo. Uma coisa irracional, perigosa e antidemocrática.
A democracia é uma forma de governo de pessoas que lutam entre si, mas é uma luta de adversários. De repente nos vimos em uma luta de inimigos. Ainda é um setor minoritário, mas há um setor da sociedade brasileira que radicalizou para a direita e passou a adotar posições pior que udenistas, fascistas.
BBC Brasil - O sr. já tinha defendido essa tese do ódio das elites ao PT. Mas a Dilma tem uma aprovação em torno de 10%. Não é exagero falar que a rejeição vem só da elite e classe média? 90% da população é elite?
Bresser - A Dilma de fato perdeu popularidade em todos os setores. Quando ela percebeu que tinha errado tinha de falar para a imprensa: “Olha, fiz uma reavaliação, algumas coisas não deram certo e vou ter de mudar a política. Peço desculpas por não ter previsto isso antes.”
Em vez disso, depois que ela foi eleita, desapareceu, e só apareceu de novo ao lado do (ministro da Fazenda Joaquim) Levy, já com a política definida e sem explicações. Só reconheceu que errou há um mês. Como disse, ela é muito inábil politicamente. Isso dificulta a sua vida. E a nossa.
BBC Brasil - Como o sr vê o debate sobre o impeachment?
Bresser - Acho que é resultado desse ódio (da classe média ao PT) e do oportunismo de alguns deputados, que se sentem ameaçados por essas investigações (de corrupção). Resolveram contra-atacar.
E o contra-ataque se faz à presidente, porque ela não barrou a Polícia Federal e o Ministério Público (nas investigações). Mas o debate amorteceu. O grande problema do país hoje é se a Dilma consegue levar o ajuste fiscal adiante.
Image copyrightAg. Brasil
Image captionLevy e o ministro do Planejamento, Joaquim Barbosa, falam sobre medidas do ajuste fiscal
BBC Brasil - Quais seriam as consequências econômicas de um impeachment?
Bresser - Seria um caos danado. Até eu iria para a rua. Nunca vou para a rua, sou um intelectual, mas se houvesse um impeachment com as razões que eles tem aí, pedaladas, TCU, eu iria. Agora, se descobrirem algum crime que a Dilma praticou é outra coisa. Como no caso do Collor.
Acho que as elites brasileiras, e as empresariais principalmente, perceberam que isso (impeachment) não adiantaria nada. Poderia até piorar a crise. Então de um ponto de vista conservador, eles são contra.
BBC Brasil: É uma crise de um modelo de desenvolvimento?
Bresser - A crise é por falta de modelo. Não temos modelo desde os anos 80. Estamos semiestagnados e sem saber o que fazer.
BBC Brasil - Houve um momento em que muitos intelectuais acreditaram que o Brasil estaria criando um novo modelo. A Economist chamou de Capitalismo de Estado, alguns acadêmicos, de um desenvolvimentismo repaginado.
Bresser - De fato houve quem visse um novo modelo e quem tenha se entusiasmado. A própria Economist colocou o Cristo Redentor decolando na sua capa. Foi um grande equívoco. O que houve no Brasil entre 2005 e 2010 foi um boom de commodities, que fez as exportações triplicarem. Isso enganou os economistas da esquerda e da direita.
Image copyrightThinkstock
BBC Brasil - É possível ter um governo um governo de esquerda e um Estado forte com equilíbrio fiscal?
Bresser - Um ajuste fiscal é necessário para por as finanças do Estado em boa forma, uma condição para um Estado forte, capaz. Para que (esse Estado) não quebre, nem dependa de credores. O mesmo vale para o Estado-nação, que inclui o setor privado: você fica devendo para outros países quando tem deficits em conta corrente (que inclui importações e exportações e transferências unilaterais). Em 2014, esse deficit foi de 4,6% do PIB. Uma loucura.
Esse problema começou há algum tempo. Eu participei do governo Fernando Henrique, que é meu amigo, mas descobri que discordava fortemente da parte econômica dele. Foi no governo Itamar (Franco) - sem duvida, com a liderança de Fernando Henrique - que o Brasil estabilizou seus preços. Mas os oito anos do governo FHC foram muito ruins, o crescimento foi baixo. Ele começou dizendo que o Brasil cresceria com poupança externa, ou seja, com deficit em conta corrente financiado com empréstimos (lá fora) ou (atração de investimentos de) multinacionais. Naquela época não havia arcabouço teórico para criticar isso. Fiquei assistindo. Depois passei a fazer a crítica a esse esquema.
BBC Brasil - Como?
Bresser - A questão é que quando o dinheiro entra no Brasil, o câmbio aprecia (o real fica mais forte em relação ao dólar). Mas os investimentos caem, porque sem um câmbio competitivo os empresários não têm acesso a demanda efetiva (os consumidores preferem importados). Portanto, a taxa de investimento depende do câmbio. Mas dizer isso é uma revolução.
Nos países em desenvolvimento há uma tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio que leva o país de crise em crise. Na crise, a taxa cai, depois começa a subir de novo. Até que um dia a dívida começa a aumentar, os credores se preocupam, há um efeito manada e o país quebra. É o ciclo.
BBC Brasil - Ou seja, o sr. está dizendo que se um jantar em São Paulo está mais caro que um em Nova York algo vai mal, uma crise se avizinha?
Bresser - É isso.
Lula (AFP)Image copyrightAFP
Image captionNa avaliação do economista, Lula teria feito mais "populismo cambial" que FHC
BBC Brasil - Que patamar do dólar é ideal para o crescimento?
Bresser - Hoje deve estar perto de R$ 3,8. Já foi R$ 3,6, mas teve a inflação. Mas agora está no lugar certo porque houve uma crise. Não uma crise total, mas uma semicrise. Em 2002, a taxa a preços de hoje foi a R$ 7. Agora foi a R$ 4 - e já está caindo.
BBC Brasil - O sr. é bastante crítico do governo FHC nessa questão. E o governo Lula?
Bresser - Foi um desastre do ponto de vista cambial. Lula recebeu o governo com uma taxa de cambio que seria hoje equivalente a R$ 7 por dólar. E entregou para a Dilma a uma taxa de R$ 2, R$ 2,10. Com isso segurou a inflação, aumentou os salários dos trabalhadores e elegeu sua sucessora. Agora, para Dilma receber essa taxa de R$ 2 foi receber uma missão impossível. Como a Dilma não é o Tom Cruise - é uma mulher corajosa, meio turrona, nem sempre muito brilhante -, fez o que pode. Não conseguiu o desenvolvimento econômico nos primeiros dois anos de seu primeiro mandato e depois foi irresponsável fiscalmente. E aí foi um desastre.
O dólar a R$ 2 foi o pior legado de Lula, a bomba que ele deixou para Dilma. Fala-se no superavit primário (economia que o governo deve fazer para pagar juros da dívida), mas até 2012 não tivemos problema (nessa área). A própria Dilma só se perdeu nos dois últimos anos, quando inventou as desonerações e outras coisas do tipo. A história que contam do déficit estrutural, isso e aquilo, não existia há três anos. O que arrebentou a economia foi o câmbio, que provocou uma desindustrialização.
O Brasil por muito tempo teve um projeto nacional que se resumia nessa palavra: industrialização. Chegamos a ter 28% de participação da indústria no PIB. Hoje é 10%. Foi uma queda brutal e prematura. De duas, uma: ou nossos empresários são todos incompetentes, ou a taxa de câmbio inviabilizou seu negócio.
Brasil - A quem interessa uma taxa sobrevalorizada?
Bresser - Aos rentistas, aos interesses estrangeiros.
Isso é o populismo cambial. Temos o populismo o fiscal, que é o Estado gastar mais que arrecada, e esse cambial. Quem percebeu esse processo primeiro foi o economista argentino Adolfo Canitrot, nos anos 70.
ChávezImage copyrightGetty
Image captionPresidente venezuelano, Hugo Chávez, teria adotado "populismo violento"
Quando você aprecia o câmbio, todos os rendimentos, salários, lucros e dividendos, aluguéis, tudo vale mais em dólar. Como muitas mercadorias em uma economia aberta têm seu preço impactado pelos preços internacionais, você fica mais "rico". Os eleitores ficam felicíssimos. E é mais fácil para um político a se reeleger. O Fernando Henrique fez isso – e o Lula fez mais.
Mas logo há uma desvalorização (do real), o salário cai de qualquer maneira. Tudo fica mais caro. A classe media perdeu muito com a queda do real. Continua viajando para Miami, mas menos. A quantidade de brasileiros que comprou casas lá... uma tristeza.
A perda da ideia de nação mais essa preferência pelo consumo imediato são dois males da sociedade brasileira que precisam ser repensados. O Brasil só voltará a crescer se fizer essa crítica da taxa de cambio apreciada.
BBC Brasil - Em 2008 o senhor previu o fim da onda neoliberal, mas países que apostaram no desenvolvimentismo enfrentam problemas. Brasil, Venezuela, Argentina… Fala-se em refluxo da esquerda na região.
Bresser - Tivemos uma crise do capitalismo americano em 2008 que expandiu para o europeu. Foi uma crise do liberalismo econômico, porque foi a aplicação de suas teorias que deu nesse desastre com o qual o mundo sofre até hoje. O neoliberalismo continua em baixa, mas isso não significa que caminhamos para um desenvolvimentismo progressista.
Agora, sobre a América Latina, a Venezuela teve um presidente corajoso, com vontade de salvar o país e beneficiado pela alta do petróleo, mas que adotou um populismo violento que está liquidando com a economia local. Antes disso, os liberais sempre governaram a Venezuela e foi um fracasso atrás do outro. Apenas as elites ganhavam. O (ex-presidente Hugo) Chávez pelo menos melhorou o padrão de vida da população. Mas o mal do populismo é muito forte. Ele tinge tanto a esquerda quanto a direita - mas mais a esquerda e os desenvolvimentistas que os liberais.