sexta-feira, 31 de julho de 2015

PM faz blitizes em Caicó, Parnamirim e Natal.

 
 
 
 
 
 Foto da PM/RN
Em Caicó, os policiais do Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) iniciou, nesta quarta-feira (29), a blitz educativa denominada “Motorista do Bem“ nas proximidades da Feirinha de Sant’ana. Vários condutores de veículos e motocicletas foram abordados e orientados sobre boas condutas no trânsito. A ação educativa permanece ao longo desta quinta-feira (30) na cidade.
“A campanha educativa "Motorista do Bem" ilustra diversas situações cotidianas vividas por todos que fazem parte do trânsito, seja ele motorista, passageiro ou pedestre, e fortalece o conceito do respeito à vida, da obediência às leis de tráfego, do mérito das atitudes cidadãs e principalmente, da importância da boa conduta do motorista, tudo isso em troca da construção de um trânsito melhor para todos”, disse o Major Silva Neto, Comandante do 3º DPRE.
Natal

Já em Natal, o CPRE saturou os bairros do Planalto e Pitimbu, na zona Oeste da cidade. Ao todo, 47 condutores foram abordados, sendo 14 motocicletas recolhidas ao Departamento estadual de Trânsito (Detran)por falta de habilitação do condutor.
Parnamirim
Em Parnamirim, a Operação Motociclo contou com o apoio do 3º Batalhão de Polícia Militar (3ºBPM). A ação percorreu os bairros de Nova Esperança, Vale do Sol, Cohabinal, Passagem de Areia e Rosas dos Ventos. 64 condutores foram abordados sendo 24 motocicletas recolhidas ao pátio do Detran por falta de habilitação dos condutores.
Assessoria de Comunicação da PMRN (SESED)
(84) 8137-2312/3232-6387

domingo, 26 de julho de 2015

Matou a sogra e mandou matar o sogro.



SÓ DUAS PERGUNTAS
Tomislav R. Femenick (www.tomislav.com.br)


O Padre Jahannes Simon Vondel tinha terminado de rezar as vésperas, a oração do final da tarde e começo da noite, quando o telefone da sacristia da pequena igreja, da pequena cidade do interior, tocou estridentemente. Era a enfermeira de Dona Lucrecia, viúva de Pedro Correia Fernandes, rico proprietário e chefe político, recentemente falecido. Queria que ele fosse urgente ao casarão, pois a doente tinha piorado muito nas últimas horas e pedido para se confessar, mas só com o Padre Vondel.
Mesmo com quase setenta anos, o padre holandês cultivava o hábito de andar de bicicleta, até porque as parcas receitas da paróquia não lhe permitiam o luxo de um carro. Pedalando pelas ruas mal iluminadas, ele ia reavivando suas lembranças sobre Dona Lucrecia. Há trinta anos, quando ele chegou na cidade, Lucrecia era a grande dama local. Promovia as melhores festas, era patronesse de obras beneméritas e mãe de somente uma filha pequena. Hoje a filha era a Dra. Amélia Fernandes Oliveira, casada com o Dr. Paulo Dutra Oliveira, ambos médicos e donos do hospital local.  Seu Pedro Correia tinha morrido misteriosamente e a viúva, embora tratada permanentemente pelo genro, vivia em uma cama e tinha uma enfermeira e uma empregada como únicas companhias, naquela residência tão grande.  
Quando o padre chegou ao sobrado, a porta estava aberta e as luzes da escada acesas. Pensando que estavam a sua espera, subiu em direção ao quarto da dona da casa e encontrou uma cena surpreendente e horripilante. O recinto estava iluminado apenas por duas grandes velas, mas dava para se ver um pentagrama desenhado na parede, atrás e acima da cabeceira da cama, e uma grande quantidade de sangue esparramado pelo chão. O corpo da enfermeira estava aos pés da cama, com a garganta cortada, e o cabo de uma faca de prata se projetava do abdome de Dona Lucrecia. Tudo levava a crer que teria havido um ritual macabro, no qual as duas teriam sido sacrificadas. Foi ainda meio desorientado que o reverendo ligou para a polícia.
O delegado da cidade era um advogado que não mais exercia a profissão e devia a sua nomeação a Pedro Correia Fernandes. Talvez o delegado tenha sido o maior amigo do casal. Era o padrinho de Amélia; padrinho de batismo, de formatura e de casamento. Até brincavam: se ele não fosse o único tri-padrinho do mundo, com certeza era o único da cidade. Pouco depois de o delegado chegar ao casarão, a cidade toda já sabia da notícia e para lá se dirigia. A filha, desesperada, estava sendo consolada nos braços do Padre. Dr. Paulo, seu marido, esbravejava contra “esses fanáticos” e dizia que o crime somente poderia ser obra do Sebastião das Cebolas, o Pai de Santo local. Sebastião foi preso e transferido para uma delegacia da capital, pois se ficasse na cidade seria linchado.
Pelos outros presos, o Pai de Santo ficou sabendo que o escrivão da delegacia era o Pereira, aquele que já tinha resolvido alguns casos desconcertantes. Conseguiu falar com ele e expor seu problema: estava preso, porém não era o autor do crime. Pereira conhecia o Padre Vondel e Dona Lucrecia, pois era de um lugarejo próximo, e resolveu investigar. Foi rever o reverendo holandês e a cidade. Por cortesia foi fazer uma visita ao delegado, oportunidade em que se inteirou dos detalhes e do andamento das investigações. A enfermeira era de fora e tinha sido indicada pelo genro da doente. O delegado já tinha certeza que Sebastião das Cebolas não tinha nada a haver com o caso; só o mantinha preso para evitar que o povo o linchasse.
Foi ver a cena do crime e visitar o Padre Vondel, quando soube que Dona Lucrecia nunca havia sido muito religiosa, mas, à medida que a doença progredia, ela rezava mais e mais e, às vezes, ia assistir missa, mesmo que para isso fosse preciso ir de cadeira de roda. Porém nunca tinha se confessado. O Padre também achava que o Pai de Santo não tinha nada com a história. Conversando com outras pessoas, soube que o inventário de Pedro Correia Fernandes ainda não tinha sido realizado e que a saúde financeira do hospital da filha e do genro ia muito mal. Conversando com a velha Manuela, empregada do casarão dos Fernandes há mais de quarenta anos, inteirou-se de um segredo: Dona Lucrecia, logo que se casou, teve um caso com um advogado que tinha chegado na cidade e que hoje é o delegado. Desse caso nasceu Amélia. Sentindo a aproximação da morte, talvez tenha sentido a necessidade de confessar o pecado.
Daí, foi relativamente fácil resolver o caso. Foi só responder duas perguntas. Quem ganhava com a morte da senhora? Sua filha e seu genro, que estavam praticamente quebrados, com as dívidas do hospital.  Quem perderia se fosse provado que ela não era filha do velho Pedro? Os mesmo, pois Pedro e Lucrecia eram casados em separação de bens. Foi só apertar o genro. No começo negou, depois confessou tudo. Tinha mandado fazer exame de DNA da mulher e do delegado (atestaram pai e filha), tinha mandado matar o sogro e, ele mesmo, matou a sogra e a enfermeira. Primeiro a sogra e depois a enfermeira, após forçá-la a ligar para o padre. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015


24/07/2015 16h59 - Atualizado em 24/07/2015 16h59

Policiais rodoviários federais usam cruzes em protesto na BR-101, no RN

Protesto cobra valorização dos profissionais da segurança.
De acordo com sindicato, cruzes simbolizam falência da segurança pública.

Do G1 RN



Cruzes foram colocadas no canteiro central do viaduto de Ponta Negra para simbolizar a falência da segurança pública (Foto: Divulgação/ SINPRFRN)Cruzes foram colocadas no canteiro central do viaduto de Ponta Negra para simbolizar a falência da segurança pública (Foto: Divulgação/ SINPRFRN)
Policiais rodoviários federais realizaram um protesto em prol valorização dos profissionais de segurança pública do estado na tarde desta sexta-feira (24), em Natal. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio Grande do Norte (SINPRFRN), Sanderson Oliveira, cerca de 200 policiais e familiares participaram da manifestação.
A concentração começou por volta das 14h, no viaduto de Ponta Negra. O grupo ocupou uma faixa da BR-101 e seguiu em direção pela BR em sentido ao centro da cidade até o Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e voltou até o ponto inicial.
Durante a caminhada, policiais rodoviários federais carregaram cruzes, que de acordo com o presidente do sindicato representam a falência do sistema de segurança pública e a violência no estado. "Essas cruzes representam a cruz que todo profissional de segurança pública tem que carregar todos os dias. Representa também as mortes no trânsito e de profissionais que morreram em combate. Nossa sensação hoje é de abandono", afirmou Sanderson.
"O que os profissionais esperam é um reconhecimento salarial pelo trabalho que desempenhamos, muitas vezes sem o apoio de ninguém. Mas não queremos apenas esse reajuste, queremos a ampliação do efetivo e a melhoria das condições de trabalho dos agentes de segurança pública como um todo", concluiu.
Policiais rodoviários protestaram por valorização dos profissionais de segurança pública (Foto: Divulgação/ SINPRFRN)Policiais rodoviários protestaram por valorização dos profissionais de segurança pública (Foto: Divulgação/

PM usa GPS de celular e prende suspeitos de arrastão na zona Sul de Natal

Publicação: 2015-07-24 07:18:00 | Comentários: 
Tribuna do Norte -24.07.2015

 Três pessoas foram presas na noite desta quinta-feira (23) suspeitas de envolvimento em um arrastão ocorrido em uma lanchonete na zona Sul de Natal. Segundo a Polícia Militar, o GPS do celular de uma das vítimas ajudou na localização dos criminosos.

De acordo com a PM, dois suspeitos teriam cometido crime, no estabelecimento que fica na avenida Lima e Silva, bairro de Lagoa Nova, zona Sul de Natal. Momentos após o assalto, os policiais começaram a rastrear o GPS de um dos celulares levados e chegaram até a localização dos criminosos.

Um dos homens que teria realizado o arrastão foi preso com os objetos levados. Os outros dois detidos são um casal que teria auxiliado na fuga. Um quarto suspeito, que também participou do crime no local do assalto permanece foragido, assim como a moto usada por ele.

Os suspeitos detidos foram levados para a Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
22.07.2015 - 16h47m

Federações sindicais do RN dizem ´não à terceirização´ e aprovam Carta de Natal

Crédito da foto: João Gilberto

Audiência Pública foi conduzida pelo senador Paulo Paim (PT-RS)


            Com a presença dos senadores Paulo Paim (PT-RS), Fátima Bezerra (PT-RN), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), do deputado Fernando Mineiro (PT) e das principais federações sindicais do Estado, a audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (22), com o tema Jornada contra a Terceirização, lotou o auditório da Casa e aprovou a Carta de Natal contra a chamada PEC da Terceirização. A votação simbólica aconteceu ao final dos debates, quando a Carta de Natal foi lida e os participantes endossaram o seu conteúdo.

          O evento foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDHLP), em parceria com os mandatos do deputado Fernando Mineiro, senadora Fátima Bezerra e entidades como a OAB-RN, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação dos Magistrados do Trabalho da 21ª Região (Amatra 21), CUT, CTB, CGTB, Intersindical, Levante Popular da Juventude, Centro de Promoção Social Noir Medeiros (Campo Redondo-RN), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), PT, PC do B.

            O projeto de Lei 30/2015 aprovado na Câmara, que terá votação no Senado e prevê a regulamentação e expansão da terceirização de várias atividades profissionais no Brasil, recebeu críticas das entidades presentes, principalmente sob o argumento de que significa um retrocesso na legislação trabalhista, minando direitos conquistados por décadas. O senador Carlos Paim, que preside a CDHLP, é o relator da matéria e vem realizando audiências em todo o Pais.

            “Irei aos 27 Estados pedir que esse projeto seja rejeitado na íntegra. Enquanto eu puder, farei isso que estou fazendo. Adoro a ideia de uma assembleia livre e soberana como estou vendo aqui, com a presença de sindicalistas, jovens, aposentados, movimento negro, entre outros. Caso esse projeto seja aprovado, eu me pergunto como ficarão os metalúrgicos do Brasil daqui para a frente. Isso me lembra os tempos da escravidão. Saio daqui muito feliz pelo Rio Grande do Norte ter dado um não à terceirização”, disse o senador, que se emocionou durante o seu pronunciamento encerrando os debates.

            O senador Garibaldi Alves colocou seu mandato à disposição e afirmou que pretende debater o assunto à exaustão no Senado: “Não posso colocar a comissão da qual faço parte à disposição, porque o projeto não irá tramitar por ela. Mas vamos provocar um debate exaustivo, porque Paulo Paim é um defensor intransigente dos direitos do trabalhador”, afirmou.

            O vizinho Estado da Paraíba é destino da próxima audiência. A senadora Fátima Bezerra fez um alerta contra o crescimento da bancada federal no Congresso. “É uma das piores composições e perfis do ponto de vista do conservadorismo. E isso se explica com os ataques cotidianos que a sociedade brasileira vem enfrentando. O País precisa é ampliar direitos, reafirmá-los. Com esse projeto os trabalhadores irão ganhar menos e trabalhar mais, além de ter condições mais precárias. Precisamos é da igualdade de direitos e condições de trabalho”, disse.

Entidades
            Maximiliano Garcez, do Fórum Nacional Contra a Terceirização, classificou o projeto como de “aluguel de pessoas”. Advertiu que não irá somente terceirizar: “Esse projeto permite que uma empresa terceirize e depois quarteirize e quinteirize. Vira uma grande fábrica de gatos e de laranja. Com ele, o trabalhador vira mercadoria, você aluga, compra, vende e quando não quer mais, joga fora”, disse.

            Presidente da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (ANAMATRA) e diretor da Associação dos Magistrados do RN (AMATRA), Maria Rita Mazzaro afirmou que a entidade está fazendo um intenso trabalho de corpo a corpo para conquistar votos contra a PEC. “Essa PEC é a precarização das relações de trabalho. Ao final, o trabalhador vai receber menos e trabalhar mais. Hoje para cada cinco acidentes de trabalho com morte, quatro são de terceirizados e a quantidade de afastados do trabalho é o dobro e não é por falta de sorte, mas de investimento em medidas protetivas. Aprovar este projeto será um retrocesso”, disse.

            A procuradora regional do Trabalho, Ileana Neiva Mousinho, ressaltou que não se trata apenas de uma relação capital x trabalho, mas do modelo de Estado que se pretende ter. “Devemos decidir entre um modelo que precariza as relações de  trabalho e dá as costas para a constituição ou um que priorize a nossa constituição. Precisamos reduzir as desigualdades sociais, desenvolver a economia mas com valorização do trabalho”, disse.

Terceirização
No Brasil, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), são mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados.De acordo com o levantamento do órgão, o trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais por dia e recebe em média e recebe 25% a menos pelo mesmo serviço realizado. Além disso, terceirizados ficam 3,1 anos a menos no emprego do que trabalhadores contratados diretamente; estão mais expostos a acidentes de trabalho e acumulam prejuízos na hora de se aposentar.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Todo cuidado é pouco no Campus da UFRN!

Serviços da ciclofaixa pedem cautela no anel viário da UFRN

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria/UFRN)


Os serviços da ciclofaixa no anel viário do campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão avançados, mas ainda pedem cautela a quem trafega no sentido Centro-Zona Sul da capital.  Executadas pela Superintendência de Infraestrutura da universidade (SIN), as obras de muro de arrimo para reforço ao piso das paradas de ônibus no trecho entre a Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) e o Setor IV de Aulas, exigem a presença de carros com material de construção e homens trabalhando nos limites da pista.



Obra Ciclofaixa_21Jul15_Cicero Oliveira

Crônica
21-07-15

Para o amigo e o amigo do amigo

Bom dia amigos do dia, da noite, de fora e de dentro, das madrugadas longas e enluaradas. Amigos da cidade, das trilhas empoeiradas, das filas quilométricas de espera para sermos atendidos pelos médicos; das barracas de feiras onde a gente se acostuma a comprar mantimentos sempre no mesmo lugar.
Amigos do primeiro pileque, dos segredos dos flertes e das confidências das paixões embutidas. Amigos que com quem dividimos a conta ou aqueles que pagam no nosso lugar quando o liseu bateu, os quais a gente nunca lembra de devolver o dinheiro ou de cobrar-lhes, e ainda nos sentimos satisfeitos por sabermos que da parte deles e da nossa a confiança vai continuar.
Eu poderia continuar desfiando esse rosário de qualidades que só em amigos a gente sabe enxergar.   Mas, prefiro me sentar à mesa rodeada dos poucos  amigos que ainda tenho (por que alguns a vida se encarregou de levar) e com eles prosear.  Se não puderem comparecer ao chamado à farra vou entendê-los, pois, a eles, não costumo falhar.
Enfim, a todos os que me restam dedico-lhes essa metáfora: grandes ou pequenos, altos ou baixos; gordos ou magros; profundos ou rasos não importa: somos amigos. E por sermos assim a gente se aproxima, se toca. Abraça-se, beija-se, mas não se acorrenta um ao outro. Os amigos são livres. Voam como pássaros, grudam quando preciso. Fazem do nosso ouvido... um divino divã de despejo. Choram as lamúrias, desconjuram o destino. O tempo passa e de uns a gente nem ouve falar. E, quando menos esperamos lá estão eles numa roda de novos amigos que, com a gente, começa  a partilhar.
Amigo, mesmo longe está presente, mas também é um incessante movimento de ir e voltar e a gente tem sempre reservado um abraço e o perdão para lhe dar e um punhado de gargalhadas para trocar.

(Sirleide Pereira - 21/07/2015).
*Pedido a gente só faz a amigo: compartilhe com outros amigos que nem conheço, mas que um dia gente pode se esbarrar

sábado, 18 de julho de 2015

De 'barulhaço' a indiferença: No Rio, duas reações a fala de Cunha na TV

  • 18 julho 2015
 
 
 
 
 
Foto: Júlia Carneiro | BBC Brasil 
'Barulhaço' no Rio teve mais de mil confirmados no Facebook, mas cerca de cem participantes presenciais
Tinha tamborim, corneta, batuque em latinha de cerveja e até flauta doce apitando na praça São Salvador, na zona sul do Rio de Janeiro, durante os dez minutos concentrados de "barulhaço" contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, enquanto o peemedebista fazia seu pronunciamento em rede nacional.
Mais de mil pessoas haviam confirmado sua participação no evento no bairro do Flamengo pelas redes sociais, mas cerca de cem se reuniram para protestar durante o pronunciamento, enquanto dezenas de outros seguiam tomando suas cervejas na mureta do tradicional reduto boêmio do Rio.
Aquele foi o principal foco do movimento convocado pelo Facebook conclamando pessoas no país todo a se manifestarem contra Cunha o mais ruidosamente possível durante o pronunciamento que marcou o início do recesso no Congresso – no mesmo dia em que o deputado anunciou sua ruptura com o governo e um dia após o depoimento do empresário Júlio Camargo, da Toyo Setal, acusando Cunha de lhe exigir um pagamento de US$ 5 milhões (R$ 15 milhões) em propina sobre contratos de navios-sonda da Petrobras.
Quase 70 mil pessoas confirmaram que participariam do Barulhaço no Facebook. O protesto buscava ser um contraponto ao panelaço que ressoou durante os pronunciamentos da presidente Dilma Rousseff, e foi ouvido em bairros de diversas capitais do país, como São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Palmas, Macapá e Recife.
No Twitter, a hashtag #CunhanaCadeia esteve entre as mais comentadas do mundo durante a noite.
Leia mais: Cunha e governo mergulham em nova fase de incertezas
Leia mais: Em dia de pronunciamento, Cunha anuncia ruptura com governo e pede que PMDB faça o mesmo
No pronunciamento pré-gravado, que durou cinco minutos, Cunha fez um balanço do trabalho do Legislativo e listou projetos aprovados sob sua gestão – como a reforma política e a redução da maioridade penal – exaltando a "maior iniciativa" e independência da Câmara e afirmando que a casa "nunca trabalhou tanto como agora".
Sem acompanhar o discurso, os manifestantes cariocas entoaram gritos de "fora, Cunha!" e outras frases de efeito.

Reunião para novos protestos

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O evento foi acompanhado por repórteres de diversos veículos nacionais e internacionais. Apesar de o número pequeno de pessoas reunidas no local, o estudante Rodrigo Luis Veloso, um dos organizadores do "barulhaço", se disse feliz com o resultado.
"Estamos recebendo mensagens de amigos de várias partes do Rio e do país dizendo que a adesão foi forte, e é isso que importa", disse à BBC Brasil.
"O nosso objetivo hoje era marcar posição. Mostrar que existe uma parcela da população que não concorda com a agenda do Cunha e está insatisfeita com a sua presença na presidência da Câmara."
Depois que o barulho arrefeceu, Veloso e os demais organizadores aproveitavam para fazer contatos para seguir com uma campanha contra Eduardo Cunha. Ele disse que uma reunião será marcada para os próximos dias para definir as próximas ações.
Leia mais: #SalaSocial Estudantes mobilizam 50 mil pessoas para ‘barulhaço’ contra Cunha
Organizadores da manifestação aproveitavam para criar rede de contatos para futuros protestos

Eduardo Cunha, quem?

 

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Maria das Graças Brandão, que trabalha há oito anos vendendo cerveja à noite na praça São Salvador, achou o barulho diferente do que ocorre nas outras sextas-feiras e foi apurar de que se tratava.
"Dizem que é para sair o Eduardo Cunha. Mas eu nem sei quem é o Eduardo Cunha!", disse à BBC Brasil, entre uma venda de cerveja e outra. "Perguntei por aí e o pessoal me falou que era contra ele. Tudo bem, desde que seja pacífico, está tudo certo. Só não pode é ter briga."
Um grupinho que fora à praça para comemorar um aniversário diz ter apoiado à distância, embora a aniversariante confesse ter ficado apreensiva. "Fiquei feliz que o barulho acabou logo, senão ia acabar com a comemoração."
O empresário do setor cultural Iuri Carvalho também não se animou a caminhar alguns metros e se juntar ao protesto. "Preferi ficar aqui na minha cervejinha. Sou absolutamente contra o Cunha, mas não concordo nem com panelaço contra a Dilma nem com barulhaço contra o Cunha", afirmou.
"Não tem efeito, acho meio besteirol. Se as pessoas querem protestar, o jeito é não aceitar suas manobras políticas e voltar para a rua."

Silêncio no Leblon

Há alguns quilômetros dali, os moradores do Leblon – o metro quadrado mais caro da capital fluminense – responderam com silêncio à fala de Cunha em rede nacional.
Não houve adesão ao "barulhaço", nem tampouco ao "aplausaço" convocado pelo peemedebista horas antes de seu pronunciamento em uma tentativa de angariar apoio por meio das redes sociais.
A reportagem da BBC Brasil percorreu ruas do bairro entre 20h25 e 20h30, enquanto durou o discurso, e não testemunhou manifestação alguma, apesar das muitas varandas acesas em prédios de alto padrão.
"Me parece que está havendo uma certa crise, sim, mas não tenho tido tempo de acompanhar", disse à BBC Brasil Alice Valente, de 63 anos, dona de casa e moradora do bairro.
Em duas das ruas mais boêmias do bairro, Conde de Bernadotte e Dias Ferreira, havia mais interesse no ouro histórico da nadadora Etiene Medeiros nos Jogos Pan-Americanos de Toronto do que na crise política enfrentada pelo país.
Enquanto Cunha falava à nação, os televisores em mais de dez bares e restaurantes visitados pela reportagem mostravam prova em que Medeiros conquistou a primeira medalha de ouro da história da natação feminina no torneiro, nos 100 metros de costas.
"O pessoal aqui gosta muito mais de esporte do que de política", disseram dois donos de bares em resposta à pergunta da reportagem sobre se não queriam acompanhar o pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados.
Mensagem pré-gravada de presidente da Câmara exaltou trabalho e "independência" de deputados

'Acusa daqui, acusa de lá'

O promotor Rodrigo Terra, que jantava com a família num restaurante da Dias Ferreira, considerou que a movimentação em Brasília nesta sexta-feira deveria ter tido outro desfecho: em vez de falar em rede nacional, Cunha deveria ter anunciado a renúncia à chefia do Parlamento brasileiro.
"Em qualquer país civilizado, um presidente do Congresso investigado por receber uma propina de US$ 5 milhões teria anunciado sua renúncia. É algo incompatível com sua permanência no cargo. Além do mais, está colocando o país inteiro num impasse por conta de seus interesses pessoais", disse.
Apesar da revolta, Terra acha que o país pode estar vivendo um momento crucial. "Agora que Lula, Collor, Dilma e Cunha estão todos na berlinda, e está evidente que a corrupção é generalizada, a Operação Lava Jato pode estar começando a desfazer a forma com que se governa este país. Quem sabe seja um marco."
Assistindo de longe à badalação típica do Leblon numa sexta-feira à noite, o porteiro Manoel Mendes, de 46 anos, diz que nunca tinha ouvido falar de Eduardo Cunha até então, mas que "se ele fosse bom, não estaria metido nessa confusão toda".
"A gente tem que botar alguém lá dentro. Collor, Lula, Dilma, até esse Cunha. Agora, estão dizendo que tem que tirar todo mundo, porque é tudo corrupto. Impeachment, renúncia, acusa daqui, acusa de lá, só se fala em escândalo", diz.
"Mas vai ter que colocar outros no lugar. E aí que eu me pergunto: quem?".

quinta-feira, 16 de julho de 2015

UFRN realiza 5ª edição do Festival Música Potiguar Brasileira



Estão abertas até 31 de agosto as inscrições para o Quinto Festival de Música Potiguar Brasileira - FMPB -, promovido pela Rádio Universitária (FMU) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O objetivo  é revelar, divulgar e premiar gravações de obras musicais inéditas de artistas potiguares.

As inscrições são feitas exclusivamente de forma presencial no setor de Promoção Institucional da Superintendência de Comunicação (COMUNICA), no prédio da TV Universitária, no campus central da UFRN, em  Natal. Pode participar músico residente e atuante no estado do RN, mediante apresentação de ficha de inscrição preenchida, além dos documentos e arquivos de gravação descritos no edital do festival, disponível no site da UFRN.

Há 15 anos o FMPB premia músicos e compositores nas categorias  Música Instrumental e Música com Letra. A seleção das composições acontece em duas fases. Na primeira, a Comissão Julgadora seleciona 26 músicas do total de inscritos, sendo 13 com letra e 13 instrumentais. Na segunda etapa, além da avaliação final da comissão as músicas selecionadas são veiculadas na emissora FM Universitária, para a votação popular.

PREMIAÇÃO


Além de passar a fazer parte da programação musical da FMU, os três primeiros colocados de cada categoria receberão R$ 3 mil para o primeiro colocado de cada categoria, R$ 2 mil para os segundo e R$ 1 mil para o terceiro. A música vencedora pelo voto popular receberá um prêmio de 40 (quarenta) horas de gravação em um estúdio a ser escolhido pela Comissão organizadora, a título de apoio cultural.

A cerimônia de premiação do festival acontecerá na primeira quinzena do mês de novembro de 2015. Acesso ao Edital e à ficha de inscrição em: http://www.sistemas.ufrn.br/shared/verArquivo?idArquivo=2645893&key=4ff72b557a92fb42e3059b3fa2d7eb5c.

Agecom/UFRN

terça-feira, 14 de julho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
14.07.2015

Assembleia recebe visita de candidatas a Miss RN 2015

Crédito da foto: João Gilberto
 
A Assembleia Legislativa recebeu na manhã desta terça-feira (14) uma visita de cortesia das candidatas ao Concurso Miss Rio Grande do Norte 2015, de exclusividade do Grupo Bandeirantes. As 25 concorrentes estiveram na Casa Legislativa acompanhadas pelo superintendente da TV Band Natal, Augusto Correia Lima, para divulgar o evento que será realizado na próxima sexta-feira (17), no Centro de Convenções.

“Estamos sendo agraciados com a visita dessas jovens que tão bem representam a diversidade da beleza da mulher potiguar”, disse o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB). O deputado Gustavo Carvalho (PROS) também participou da recepção.

A vencedora da edição 2015 irá representar o Estado no maior concurso de beleza do país, Miss Brasil Universo. Este ano, o evento celebra 60 anos de criação.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sesap volta a distribuir colírios



Em reunião realizada na tarde de quarta-feira (8), entre o secretário-adjunto da Secretaria de Estado e da Saúde Pública (Sesap), Haroldo Vale, e prestadores de serviços, ficou acordado que a partir de segunda-feira (13), a Clínica Ceof, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, volta a distribuir colírios a pacientes que necessitam desse tipo de medicação.

De acordo com Haroldo Vale, a Sesap se comprometeu a fazer o pagamento do atrasado de janeiro a abril deste ano, algo em torno de R$ 600 mil, e que o processo já se encontra em tramitação devendo ser encaminhado à assessoria jurídica nesta quinta-feira para obter parecer.

Vale lembrou que a Sesap atende aos munícipes da Grande Natal e até do Vale do Açu, e quanto à capital, a Secretaria já está promovendo licitação para prestar também esse tipo de serviço. [Assessoria de Comunicação/Sesap-RN]

Redação ASCOM
(84)- 3232-2618/3232-2630/8137-2493

Sesap Comunicação [ascomsesap@gmail.com


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/09/2015 05:32:00 PM
IES do RN e MG lançam sítio sobre o semiárido brasileiro

Uma equipe multidisciplinar de cinco instituições de ensino superior do Brasil criou um sítio para divulgar informações sobre conservação e recuperação dos recursos naturais do semiárido brasileiro. O nome é "Mergulhando ciências no semiárido" e pode ser acessado no endereço:http://mergulhandocienciasnosemiarido.weebly.com/materiais.html

As pesquisas e o sítio resultam de um projeto financiado pelo edital MCT-INSA/CNPq/CT-Hidro/Ação Transversal Nº35/2010 – Desenvolvimento Sustentável do Semiárido Brasileiro, executado por pesquisadores na linha de capacitação de educadores e agentes de extensão.  O compromisso deles é produzir conhecimento, publicar informações e distribuir materiais paradidáticos contextualizados com a realidade da região semiárida.

Para a coordenadora do projeto, Doutora em Ecologia e Recursos Naturais e Professora do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CB/UFRN), Magnólia Fernandes Florêncio de Araújo, “a perspectiva é que os materiais produzidos funcionem como um incentivo ao ensino de ciências, com vistas à convivência com o ambiente semiárido e sua sustentabilidade.


Método

Escritos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do Semiárido (UFERSA), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), os materiais paradidáticos expõem o conhecimento científico em algo compreensível e palpável para experimentos pela populações menos esclarecidas da região. Em linguagem direta e com ilustrações, as publicações abordam assuntos como água, psicultura, caatinga, animais, protozoários, plantas tóxicas e outros que sem o devido manejo comprometem a sustentabilidade da região e a vulnerabilidade da sobrevivência humana.

Os materiais paradidáticos podem ser utilizados por educadores em escolas de educação básica, ou por agentes de extensão em seu trabalho com comunidades do semiárido brasileiro, precisamente a faixa do Rio Grande do Norte. “Assim, esperamos contribuir para a diminuição das diferenças sociais e regionais, além de promover a valorização da cultura e alfabetização científica no contexto delimitado pelo projeto”, diz textualmente Magnólia Fernandes.
A pesquisa e o sítio contam com o apoio do CNPq, Ministério do Meio Ambiente, Rede das Águas e Cátedra da UNESCO, Instituto de Biologia Marinha da UFRN, Instituto Nacional do Semiárido, entre outros colaboradores.

sábado, 11 de julho de 2015

Polícia Legislativa será criada na Assembléia.

Há rumores de que a Polícia Legislativa será criada na Assembleia Legislativa do RN, talqualmente existe no Senado Federal e Câmara dos Deputados. Mas é da autoria de Robinson Faria, na época em que era deputado, o projeto da sua criação. Faltou tempo para a sua implantação. Agora, segundo os comentários nos corredores, a Assembleia terá a sua polícia, independente do Executivo. Como, quando, quem está elaborando a sua estrutura e o seu regimento, são indagações que serão respondidas em agosto vindouro. Ademais, foi o governador Robinson Faria que, pioneiramente, teve a ideia de sua criação.
A Polícia Legislativa será implantada, pois é uma necessidade, mas com gente jovem, capacitada, competente e com visão de futuro. Os aposentados, a velha guarda da caserna, serão substituídos depois de uma fase de adestramento dos novos guardiões da segurança e da ordem interna. E o ônus financeiro quem pagará? Quem responderá a esta pergunta?
Aguardemos.

PM faz blitz e aborda 140 pessoas em Natal.


A-
Policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar (1ºBPM) realizaram na noite desta sexta-feira (10) mais uma operação preventiva e ostensiva de combate a criminalidade na zona Leste de Natal. Cerca de 140 pessoas, entre condutores de veículos, pedestres e usuários de transportes públicos foram abordados pelos militares que ficaram durante toda noite em pontos estratégicos e itinerantes.

O comandante do 1º BPM, Major Marinho da Silva, explica que essas operações estão sendo realizadas constantemente a fim de garantir a paz social tão desejada pela população. “Com a realização de uma série de operações na zona Leste de Natal, nos últimos meses, é fácil perceber que o número de ocorrências registradas diminuíram significativamente na região. O próprio Centro Integrado de Operação de Segurança Pública (CIOSP) tem sentido uma redução no quantitativo de chamadas. Os moradores de bairros como Mãe Luiza e Areia Preta tem nos parado para agradecer e pedir que esse trabalho continue”, disse o comandante

O mês da festa chegou!

Fernando Antonio Bezerra*

Foto Festa de Sant'Ana de Caicó: Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil
Mês de julho chegou e todo ano tem! Tem, sim, uma festa famosa com banda que toca na procissão vendo o choro de beatas e de boêmios, de quem chega e de quem sai. Todo ano tem uma festa famosa na região. É a festa da fé; é a festa da família; é a festa do abraço; é a festa de Joaquim e Ana de Caicó; é a maior Festa de Sant'Ana do Brasil!

“Espetáculo de fé,
no sertão do Seridó!
Chega tarde e parte cedo
Quem visita o nosso pó.
Peregrino de Sant'Ana,
sê bem vindo a Caicó.”

Quem está longe, logo corre: “ó, mana, deixa eu ir”; ó, mana, eu vou até sozinho; mas, mana, deixe-me ir para o sertão do Caicó! “Eu vou andar com Sant'Ana, vou carregar seu andor; eu vou levar pra Sant'Ana o meu pezinho de flor.” Ana, mulher santa de Deus, mãe de Maria, avó de Jesus, rogai por quem lhe roga!

Não há outro tempo igual. O cenário, as cores, o clima, as pessoas, enfim, tudo passa a ter uma nova moldura no mês de Sant'Ana. É o mês das melhores roupas; da apresentação mais apurada; da mesa farta e da vontade em receber gente. É o mês da Festa! É, afinal, o marco divisor do calendário caicoense e já foi declamada em prosa e cantada em versos que vão desde o Padre Gleiber, sacerdote, até nomes consagrados na música nacional como Quinteto Violado, Elba Ramalho, Ary Lobo, Milton Nascimento, Chico César, Dodora Cardoso e Elino Julião, dentre tantos outros.

O Seridó, de fato, é uma porção muito especial do território brasileiro e Caicó, sua capital, tem uma história - de superação e resistência - digna de registro nas melhores páginas da história brasileira. Os que chegaram primeiro, mesmo não tendo cana-de-açucar, ouro ou extração vegetal significativa, conseguiram viabilizar a permanência na região a partir da pecuária e, tempos depois, da cultura do algodão, de atividades industriais e de outros meios econômicos menos expressivos, mas, igualmente, importantes para assegurar a sobrevivência no semiárido. O caicoense foi, enfim, se amoldando aos desafios da economia, do trabalho e da vida.

E a Festa de Sant'Ana, além de tudo que representa como evento e reencontro, é também uma manifestação da importância que teve – e tem - a Igreja Católica, Apostólica, Romana na formação do povo caicoense e de suas intervenções positivas na organização da sociedade local. E não é de hoje! Vem de muito tempo. Como, aliás, também é bem antiga a devoção a Sant'Ana. Remonta aos primeiros colonizadores e a vinculação da Senhora Sant'Ana com os sertões e suas atividades de criar e plantar. O marco histórico de 1748 é sempre lembrado com destaque, porque no mês de Julho daquele ano se deu a instalação da Freguesia Mater e a primeira procissão de Sant´Ana em Caicó. Muitos anos depois, em 1939, foi criada a Diocese de Caicó, instalada solenemente no dia 28 de julho de 1940, tendo como padroeira a Senhora Sant'Ana.

Muitos construíram a devoção e a Festa, fazendo-a, inclusive, patrimônio imaterial do Brasil. Entretanto, de 1966 a 2012 um líder religioso foi decisivo à frente da coordenação da Festa. Ainda bem vivo, Graças a Deus, como Emérito, ele não é o Pároco, mas sua voz ainda ecoa dizendo: “a festa é um estrondo!” Refiro-me ao muito estimado Monsenhor Antenor Salvino de Araújo e sobre ele ainda vamos conversar outras vezes, mas, nenhuma voz foi tão marcante e firme ao dizer que a imagem, de tão bela, parecia falar e, em seguida, provocar o povo a abrir o peito e gritar com emoção: “Viva Sant'Ana; Viva Sant'Ana de Caicó!”.

*Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó

- Com post na página do Bar de Ferreirinha.

Vídeo
Abaixo, um vídeo postado nas redes sociais - com a musica “Caicó, linda cabocla”,
letra do poeta José Lucas de Barros -, sem identificação do intérprete.

video




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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/11/2015 09:02:00 AM