segunda-feira, 30 de março de 2015

Cantora e compositora Jacira Costa permanece em UTI.

Jacira Costa, 92, moradora de Candelária, está internada na UTI de Hospital Center, no bairro do Tirol, em Natal, após sofrer uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro, devido a uma queda em sua residência, há uma semana. Segundo informações, a poetisa e compositora Jacira Costa caiu de madrugada, mas a cuidadora comunicou o ocorrido aos familiares horas depois, desconhecendo a pancada na cabeça que ela sofreu. Seu estado de saúde recomenda cuidados especiais na UTI por causa da idade.
Compositora e cantora, dona Jacira Costa ficou famosa em 1960, quando compês e cantou os hinos da campanha de Aluizio Alves, principalmente "Cigano Feiticeiro", dentre outras. Em 1986, fez as letras e músicas de Geraldo Melo, candidato vitorioso ao Governo do Estado.

domingo, 29 de março de 2015

Policiais do Bope e da DEICOR matam sete assaltantes de banco no RN

   

Adicionar estrela  29 de março de 2015 10:01



Policiais do Bope e da Divisão Especial de Investigação e de Combate ao Crime Organizado – DEICOR, tiveram intenso confronto com assaltantes de bancos na BR 226, entrada de Currais Novos, na região do Seridó,  interior do Estado do Rio Grande do Norte.

O fato se deu por volta das 2 horas da madrugada deste domingo (29). De acordo com as informações apuradas pelo Blog Sidney Silva, os homens que estavam em dois carros, quando viram os policiais abriram fogo. Houve o revide por parte dos policiais. 

No interior dos veículos, foram encontrados diversos explosivos e muitas armas de fogo de diversos calibres. Um homem foi capturado. Ele disse que era taxista e que estava sendo sequestrado pelo bando e que foi obrigado a dirigir um dos carros. 

A Delegada Danielle Filgueira, deve se pronunciar ainda neste domingo, ou na segunda-feira, sobre o assunto.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Secretaria da Segurança publica nota sobre sistema prisional e promete reconstruir presídios destruídos.

NOTA – SISTEMA PRISIONAL
 
NATAL (RN), 23 de março de 2015.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), vem a público parabenizar todas as instituições que atuaram na importante e imprescindível tarefa de estabelecer a paz e a ordem junto ao Sistema Penitenciário do Rio Grande do Norte após os motins realizados em 14 unidades prisionais do estado, no período de 11 a 18 de março, que culminaram ainda com atentados a cinco ônibus, duas delegacias e uma viatura policial.

As exitosas ações tomadas por meio do Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI-E) resultaram em infratores identificados e presos, armas e drogas apreendidas, veículos recuperados, além de amotinados devidamente contidos.

A pronta e eficiente ação integrada dos membros do GGI-E, além do irrestrito apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e de sua Força Nacional, foram determinantes para que o Estado pudesse neutralizar os preocupantes incidentes que se sucederam neste período. Apesar do pânico, rapidamente difundido em redes sociais, a situação sempre esteve sob controle, sem que fosse desestabilizado, em qualquer momento, o controle da Segurança Pública no estado.

Em quatro dias, mediante atuação técnica e ininterrupta dos membros do GGI, em especial das forças militares deslocadas para a operação e dos agentes penitenciários, a situação foi controlada por meio de combate enérgico.
 
É digno destacar que, mesmo diante de tantos riscos, não houve nenhuma morte, seja de presos ou de qualquer integrante das forças da segurança pública presentes. Em circunstância de absoluta catarse, os presos provocaram inúmeros danos. Mas, antes paredes quebradas do que vidas ceifadas.

Os riscos do confronto foram reais e poderiam ter resultados num massacre de graves proporções. Felizmente o uso da força utilizada, as decisões acertadas, as estratégias implementadas e a intervenção técnica na hora certa, resultaram na preservação da vida, o que sempre foi o objetivo principal.

Destacamos que, em alguns momentos, por longas noites em claro, foi difícil manter a serenidade e tomar as decisões acertadas quando, no auge da crise, não faltaram aqueles que, incentivaram a invasão precipitada e se limitaram a criticar a situação e apontar culpados, sem muito colaborar com o que interessa para a sociedade hoje que é o controle da situação e a resolução - passo a passo, de tão complexa crise.

A grave situação da superpopulação carcerária e as flagrantes violações aos mais elementares Direitos Humanos sacramentados em leis universais e junto a Lei de Execuções Penais Brasileira tem sido o grande responsável pela deflagração de motins dessa natureza. Não se pode enfrentar a crise sem reconhecer que grande parte das reivindicações de fato recaem sobre obrigações estatais que vem sendo sistematicamente esquecidas.

É nosso dever buscar as soluções, pois limitar-se a criticar o passado em nada ajudará no enfrentamento da crise.

Enaltecemos e parabenizamos o importantíssimo papel dos agentes penitenciários deste Estado. São eles os heróis do dia a dia que vem administrando o caos há anos. Para estes destaca-se o exemplo de superação nesta relação com os apenados. Aos abnegados e honrados profissionais, que executam tão difícil missão no RN, nos resta parabenizá-los e pedir que confiem no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo atual Governo do Estado no sentido de avançar na resolução dos complexos problemas que há anos afligem o Sistema Penitenciário.

Ressaltamos que além da relevante presença da Policia Militar, da Força Nacional e da atuação dos Agentes Penitenciários, devemos destacar também a eficiente colaboração da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Itep, além da OAB/RN, Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), Secretaria de Infraestrutura, Prefeitura Municipal de Natal, Prefeitura Municipal de Nísia Floresta, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Justiça Federal.

A pró-ativa união de forças de cada instituição envolvida foi fundamental para o sucesso da missão, sem olvidar-se o importante papel protagonizado pela imprensa ali presente, pontuados o profissionalismo, o bom senso e solidariedade desta.

Agradecemos, ainda, em especial, ao governador Robinson Faria; a Regina Miki, secretária Nacional de Segurança Pública; Luciano Ramos, procurador do Ministério Público de Contas; Marcos Dionísio, presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos; e a Guiomar Veras, coordenadora da Pastoral Carcerária.
A crise, por sua gravidade, deu provas suficientes de que não há outro caminho ao Governo senão priorizar seu enfrentamento, através de medidas de curto, médio e longo prazo, de modo a sanar, dentro do possível, tantas omissões históricas.

É preciso que a população compreenda que não se trata de ceder a caprichos ou benesses de apenados, mas de honrar o cumprimento da Lei de Execuções Penais. Afinal, quase todos aqueles homens, hoje encarcerados, um dia retornarão ao convívio social, de modo que, a continuidade no crime dependerá, em grande parte, de uma ressocialização enérgica, mas também digna.

Afora a recuperação, em caráter emergencial, de celas depredadas, o Governo do RN priorizará ainda mais o restabelecimento e a ampliação de vagas, além do que não medirá esforços para, dentro de possível, implementar, por meio da Sejuc, todas as providências atinentes ao respeito à Lei de Execuções Penais.

Ao fim de uma semana de tensão, tranquilizamos cada cidadão norteriograndense e, mais uma vez, agradecemos a todas as instituições parceiras convocadas pelo Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI-E) e que estiveram conosco de prontidão, na certeza de que foi oferecida a resposta correta ao problema vivenciado, tendo prevalecido a autoridade do Poder Público.

Assessoria de Comunicação/SESED
Telefone : 8129-3618

Assessoria Sesed

Crise do mercado da construção civil em Natal gera aumento do número de “lesados” por empreiteiras

Tribuna do Norte
O “boom’ imobiliário vivenciado entre os anos de 2008 e 2010  aqueceu o setor da construção civil, sobretudo em Natal, com lançamentos, movimentou a economia, mas  legou também ao mercado um passivo de obras inacabadas e outras que sequer saíram do papel.
Algumas construtoras foram atraídas pelo momento favorável ao crescimento do consumo, mas não conseguiram viabilizar os projetos.
Atrasos em  obras, paralisação,  investimentos “perdidos”, processos judiciais e administrativos e um grande número de proprietários que buscam reaver o bem ou os recursos são parte do saldo – negativo – deste período.
Post scriptum -A crise no mercado imobiliário tem motivado o crescimento de consumidores lesados por empreiteiras.
O jornal TN dispõe de um espaço eletrônico no Instagram, no qual estão registrados inúmeros casos de pessoas “enganadas” por empresas e por isso fazem denuncias, citando, inclusive, o nome da empresa.
O blog acompanhará os registros de consumidores iludidos e publicará para conhecimento público e da justiça.
Muitas situações narradas são levadas pelos advogados ao conhecimento da justiça, através de petições nos autos,  para demonstrar a gravidade da situação e proteger os direitos individuais.
Embora admitam ser alta a demanda de processos nesse sentido, o Tribunal de Justiça do Estado e o Procon Estadual não dispõem do número de consumidores lesados por empreiteiras.
Levantamento nesse sentido estaria sendo feito para informação à opinião pública.
Inúmeros casos foram levados à justiça, que tem respondido a altura, assegurando os direitos dos clientes lesados pela boa fé manifestada.

domingo, 22 de março de 2015

Sinforosa lotada de béradeiro; Dares pra me ires, quantos qui eres?

Por João Bosco de Araújo
Jornalista  boscoaraujo@assessorn.com  

Sinforosa estava bem usada. O maltrato chegava aos olhos de todos, se bem que esse todo tinha o maior apreço e mesmo com dó não se limitava de nunca deixar de passar a mão, o que a deixava ainda mais sobrecarregada. Não porque o seu proprietário o quisesse, o fato é que a camioneta servia de transporte coletivo entre a cidade e o sítio, uma distância em média de 25 km, que nesse trecho percorrido o que não faltavam eram passageiros na beira do caminho a esperar uma carona amiga e social.

Pedro Salviano, implacável ao volante, não hesitava e antes do sinal de parar do passageiro dava início a brecar o automóvel que, embora caminhasse em marcha lenta, somente iria parar metros após o lugar desejado, forçando o caroneiro a correr até o canto da grade da carroceria e num impulso olímpico conseguir um lugar entre tantos que se acomodavam naquele carro em movimento.

Quantas mulheres grávidas perto de dar à luz, e Pedro Salviano era acordado na madrugada para ir levá-las até a maternidade, em Caicó. Mortos transportados sem caixão para serem enterrados na cidade, em urna da prefeitura. Um costume entre os sertanejos nesse trajeto: bebericar o defunto.

Quantas urgências; fosse uma dor de dente, feridos à bala, colapso ou passatempo, Sinforosa estava ali para transportá-los. Animais: galinhas, porcos, peixes, patos e perus, cabras e ovelhas, Sinforosa também era uma verdadeira Arca de Noé.

O veículo Chevrolet, modelo norte-americano, ano 1951, permaneceu em poder de seu proprietário por cerca de duas décadas, desde o início dos anos 1960 até a década seguinte. Foram anos de resistência aos encalces e trajetos do lugar, cercado de pedregulhos, buracos e lama na época do inverno.

Nas chuvas, Sinforosa ficava a mercê do tempo e do que poderia vir a acontecer. Até que o Açude Itans não sangrasse, o caminho a fazer pelo Rio Barra Nova, bem acima da vazante da Barra da Espingarda. Com o aumento do volume do rio e o açude já cheio, a única solução seria ir pelo “Alto do Quebra-cu”, uma estrada de curvas, pedras e serrotes, que passava pelo sangradouro e depois seguia pela parede do açude. O veículo subia e descia cruzando pontas de pedras e lajes, com solavancos e uma trepidação seqüenciada, tornando uma angústia e dolorosa situação para os passageiros sentados na carroceria.

Fechados os acessos com a sangria do Itans – inclusive pelo “Alto do Quebra-cu” –, o único jeito seria chegar à beira do rio na camioneta e atravessar por meio de canoas, já comercializado o transporte por pescadores do lugar. Do outro lado da margem, o grupo escolar da Barra da Espingarda e o trajeto a pé até chegar ao “Aleijado”, uma casinha na beira da BR 427, cuja calçada era abrigo da espera do ônibus e outros carros para chegar a Caicó.

Terminada a feira, o retorno e tudo se repetia até a morada, já noite. Foi então que aconteceu o inusitado, entre João Pereira da Pedra D’água e “Binô”, um canoeiro nas horas vagas. Como estava bem tarde, ninguém queria fazer o transporte de um lado a outro do rio. Foi sugerido a “Binô”, mas ele não concordou na tarefa salubre. Nesse ínterim, surge João Pereira e sem muita discussão pega o pobre canoeiro e o mergulha no rio, segurando sua cabeça até a altura do pescoço. Ao levantar-se, assustado, olhos arregalados e respirando com dificuldades, ouve de Pedro Salviano, já bem sentado na canoa, a perguntar se a água estava morna. Foi o suficiente para o mal-estar, se bem que o dublê de canoeiro não mais hesitara de transportar os feirantes com destino ao Umbuzeiro.

Nem só de tristeza vivia Sinforosa. Como outra qualquer, vivenciou momentos de pura alegria. Fossem em viagens de casamentos, batizados, festas de aniversários, forrós nos arredores, sempre estava lotada. O surpreendente em tudo isso ficava por conta do seu dono, que não cobrava um tostão sequer pelo custo da viagem. Fosse aonde fosse, com quem quer que fosse!

Entre tantos fatos ocorridos, mais outro surpreendente. Duas moças acabavam de chegar de São Paulo. Embora fossem do lugar, fazia um tempo que moravam na capital paulista e impunham um sotaque sulista na maneira de se expressar.

Na porta do grupo escolar do Açudinho, as duas sorridentes e elegantes moças levantam e movimentam o polegar esquerdo da mão num trejeito diferente de pedir carona, muito comum em centros urbanos. Sinforosa é bruscamente brecada pelo motorista.

Dares pra me ires?– fuzilou num carregado sotaque baiano-paulista-italiano a feliz e agora sulista-urbana diante de uma camioneta lotada de béradeiro.

Pedro Salviano não titubeou.

– Ô, cusdiachoSobe, a boleia tá cheia!

E Sinforosa segue viagem, sem constrangimentos, nem arrependimentos e sofrimentos. O Sul maravilha estava mais perto, a civilização já não era um desejo, o sonho de consumo parecia ser uma realidade. Sinforosa chega na cidade. As duas mocinhas, sem a timidez das donzelas, soletram ao descerem do carro.

– Quantos qui eres?

Pedro Salviano as observa, abre um sorriso insinuante e responde:

– Na-da!

E dá marcha a Sinforosa, resmungando aos lados.

– Essas duas bestas não são as filhas de compadre João Antônio?


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sábado, 21 de março de 2015

ADELSON BARRETO, UM DENTISTA DIFERENTE

DO COTIDIANO EU FAÇO CRÔNICAS – IV
ADELSON BARRETO, UM DENTISTA DIFERENTE
Por Eduardo Gosson (*)

No alto Oeste potiguar, precisamente fazendo as cidades  de Umarizal, Apodi, Itaú,  Martins e Portalegre viveu no século passado  ADELSSON BARRETO, meu sogro, que era dentista de profissão mas, tinha uma peculariedade: “se é governo, sou contra”. De estatura média para baixo  era casado com Maria Zeneide de Meneses e foi pai de oito filhos: (mulheres) Sandra, Suely, Sânzia e Edinha; (homens) Roberto, Abraão, Barreto e Paulo. De temperamento agitado era o oposto da esposa.
Na década de 50 foi Vereador na cidade de Itaú-RN  por um mandato. Iniciada as Campanhas políticas colocava os seus serviços profissionais  para os políticos de oposição. Aí começava as estórias maravilhosas que fazem parte do anedotário potiguar:
- Seu  ADELSON, aquela chapa que o senhor fez para mim não prestou ...
-Engano seu querida, a sua boca foi que entortou.
De outra vez uma eleitora reclamou dizendo que ele não tinha feito à prótese dela:
-Engano, minha filha. A sua chapa está dentro daquele saco que está em cima da mesa. Vá experimentando até você  encontrar a sua.
Alma de camponês nunca quis trocar o campo pela cidade. Achava, como o poeta português Cesário Verde, que  “Deus fez os campos, o diabo as cidades”.
Aos oitenta anos levou uma queda e veio para o hospital ITORN, em Natal. Nunca mais voltou para a sua UMARIZAL. Hoje repousa  debaixo de um  pé de cajueiro no cemitério de São Gonçalo do Amarante/RN.

Eu não sabia que doía tanto!
(*) é Poeta. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Quem está governando o Brasil?
(*) Rinaldo Barros
Nunca torci tanto para estar enganado quanto estou torcendo nesta conversa de hoje.
Nestes últimos dias, têm-me vindo frequentemente à cabeça as palavras que Heggel, noutro contexto, escreveu no início de um ensaio sobre a Constituição alemã: "A Alemanha não é mais um Estado".
E vou repetindo para mim mesmo a pergunta: "Ainda somos um Estado?"
Durante séculos, o Estado, a começar pelas antigas cidades gregas, foi representado e concebido como um conjunto de partes ligadas entre si, formando um corpo unitário.
Não existe Estado sem um princípio ordenador, sem um Projeto de Estado, unificador.
Às analogias da máquina e do organismo, tidas hoje como superficiais, juntou-se a analogia do Estado como um "sistema", no sentido da teoria dos sistemas, derivando a expressão técnica, já em uso no dia-a-dia, de "sistema político". De qualquer forma, permanece a imagem do Estado como um todo unitário.
O movimento desse conjunto de partes deve ser originado por um único centro propulsor, o órgão decisório. Ou seja, o governo.
Em qualquer sociedade organizada, das mais simples às mais complexas, não se pode falar de Estado se não se consegue dar uma resposta clara à pergunta: "Quem governa?"
Quem observa o patropi, fica deveras embaraçado. Antes de tudo, por ver relegados para segundo plano esses documentos sem valor que são as constituições (nacional e estaduais) e as leis orgânicas municipais.
O patropi caminha como se estivesse numa aventura, sem mapa, numa região sacudida pelas forças da Natureza. Nas cartas, no ordenamento jurídico, cada coisa está (ou deveria estar) em seu lugar e todas num conjunto compõem um desenho harmonioso, uma figura racional em perfeito equilíbrio.
Quando jogamos fora o mapa, a orientação torna-se cada vez mais difícil, como se torna também difícil encontrar o ponto de conexão entre as partes e identificar o elemento unificador.
O centro propulsor e unificador encontra-se na dialética entre o Parlamento e o Governo. E oxalá o Parlamento, com seus atuais Presidentes, interrompa sua trajetória lamentável de perda de sua legitimidade.
Quando falta um centro unificador, o sistema vai se desmantelando, como um relógio desmontado ou um corpo desmembrado. As várias partes do todo não conseguem mais funcionar como um conjunto. Os estudiosos chamam a isso de "crise de hegemonia".
Alguns estudiosos afirmam que se trata do marco inicial de um período caracterizado pela quebra da dominação oligárquica. Em outras palavras, as oligarquias estariam perdendo o controle do Estado, mas não existe ainda uma definição clara sobre o novo conjunto de forças (classe dirigente) que assumirá o poder.
Não existiria ainda um novo projeto político de poder capaz de se tornar hegemônico no patropi.
No miolo da "crise de hegemonia", sabe-se que a capacidade de dirigir, de exercer o poder, constrói-se de fora para dentro do Estado. Trata-se de propor uma alternativa cultural e ideológica que cimente solidariedades e interesses da maioria.
Nesse sentido, paralisado pelo pragmatismo, o patropi ainda é uma sociedade sem alternativas.
Disso decorre uma enorme perda de energia, para obter resultados mínimos, por vezes ridículos, que deixam todos descontentes e provocam imediatamente novas questões, as quais tornam a convivência ainda mais desordenada e mais obstruída a comunicação entre governantes e governados.
Para reforçar essa impressão, renovo aqui um alerta para o caos logístico, que - ano passado - levou a China a cancelar a compra de 2 milhões de toneladas de soja (R$1,1 bilhão de dólares) porque dos 12 navios que deveriam entregar a soja em janeiro e fevereiro, só dois chegaram ao destino. Os grãos não embarcados apodreceram nos caminhões, porque demoraram cerca de dez dias para percorrer 2 mil quilômetros.
As estradas, como de resto todos os modais de transportes brasileiros integram o atual contexto de desmantelamento das relações institucionais, por falta de comando, por falta de governo, e de um Projeto para o Brasil. Acrescentemos a crise econômica (inflação, crescimento zero do PIB, juros e carga tributária nas alturas) com crescimento do desemprego e da insatisfação popular em todos os níveis.
Some-se a isso ainda a perda da governabilidade, o descrédito nas instituições e nos partidos políticos, e o tsunami de corrupção que assola o patropi, para vir à tona a pergunta que não quer calar: quem está governando o Brasil?

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com
Sábado 28/MARÇO - CURSO: ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

A alimentação vegetariana pode ser adotada com segurança em todas as fases da vida. Consciente na hora de fazer as escolhas alimentares poderemos ter uma vida longeva e saudável.

Neste curso iremos conversar sobre o vegetarianismo e suas dúvidas nas diferentes fases da vida. Muitas vezes a insegurança de preparar uma refeição completa acaba fazendo desistir a vontade de muitos em manter novos hábitos.

No preparo de receitas deliciosas iremos encorajar aqueles que desejam para si e outros oferecer o melhor para uma vida saudável.

Sábado 28/03/2015
Larissa Batista - Chef Vegana
Início: 8h30
Término: 14h30
14 receitas
Bufet Degustação Incluso
Vagas limitadas
Reservas: 3237 0093

Larissa Batista

Moradora de Candelária viveu momentos de terror .

Moradores de Candelária, zona sul da capital, têm sido alvos constantes das ações de bandidos, em muitos casos resultando em latrocínios. As estatísticas de assaltos e crimes ocorridos no conjunto-bairro se multiplicam. Em meio aos tumultos na segurança pública, ocorridos nos últimos dias, em Natal, uma dona de casa em Candelária quase enlouquece por conta de uma ligação para o telefone fixo de sua residência e vive momentos de terror.

Segundo contou a um vizinho, por volta das 22h da noite da última terça-feira (17), ela foi surpreendia por uma telefonema que do outro lado da ligação ameaçava de morte sua filha que estaria nas mãos deles, caso a mãe não repassasse “grana”. Tanto que ela escutava a voz de uma moça dizendo que estava bem, mas fizesse como eles estavam ordenando.

Nesse momento, a dona de casa lembrou-se de ligar para a polícia, pelo celular, enquanto mantinha a ligação com os supostos sequestradores. Segundo ela, a polícia foi até a sua casa, viu e rastreou a ligação, depois entrou em contato com a filha dela e a localizou em um shopping da cidade, tranquilizando a mãe dizendo “que nada havia ocorrido nesse sentido”.


A dona de casa, que pediu para não ser identifica, é costureira, moradora da rua Câmara Raposo e sua família é de Caicó. Quanto ao resultado final, ela não soube dizer como os policiais agiram em relação aos acusados das ameaças, embora tenham anotado o contato telefônico.

©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 3/19/2015 12:49:00 PM

Resposta rápida

quarta-feira, 18 de março de 2015

Fiscalização será prioridade na Comissão de Infra-estrutura do Senado.






Foto por assessoria: divulgação









O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) foi eleito presidente da Comissão de Infra-Estrutura para o biênio 2015/2016. O vice-presidente será Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Já nesta primeira reunião foi aprovado o convite para a vinda do ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, em audiência cuja data será agendada.

Em seu primeiro pronunciamento, Garibaldi deixou claro que pretende fazer da fiscalização do Poder Executivo um dos nortes de seu trabalho. O senador preocupa-se com o fato de diversas agências reguladoras estarem com diretorias vagas por falta de indicações da presidência da República.

- Não podemos só ficar esperando estes nomes, temos que cobrar. As agências estabelecem segurança jurídica para inúmeras atividades.


Cabe à Comissão de Infraestrutura realizar as sabatinas com os nomes indicados pelo Poder Executivo, podendo aprová-los ou não.

Garibaldi citou nominalmente a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com uma diretoria vaga e outras duas que se abrirão logo; a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), hoje ocupada por três diretores interinos; e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também com duas vagas.

O senador também anuncia que dará prioridade para a aprovação de projetos na área da mobilidade urbana.

- A população clama às vezes de modo retumbante por melhorias no transporte público, no transporte aéreo, mas também por abastecimento d'água e saneamento. Estes serão nossos focos. [por assessoria de imprensa]



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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 3/18/2015 07:14:00 PM

Cadeia no Pará tem única cooperativa formada apenas por prisioneiras do País

Fonte: easy coop. 18.03,2015.
03/03/2015
A liberdade que dezenas de detentas do único presídio feminino do Pará procuravam foi alcançada dentro da cadeia. As aulas de português, matemática e artesanato dadas em setembro de 2013 se transformaram, cinco meses depois, em uma cooperativa para vender os produtos. A primeira do Brasil formada exclusivamente por mulheres presas.
 
Criada por meio de uma portaria interministerial do Governo Federal, a Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) trabalha diariamente na produção de artesanatos como pelúcias, crochê, vassouras ecológicas, sandálias e bijuterias. Os produtos são vendidos em três grandes praças da região metropolitana de Belém.
 
“Eu sempre bati na tecla: ‘Vocês estão presas, mas a mente de vocês e as mãos estão livres’”, conta a criadora do projeto e diretora da penitenciária, Carmen Botelho. “Quando eu olho os produtos e vejo o que elas foram capazes de assimilar com o conhecimento que o designer trouxe, o que elas cresceram em pouco tempo, fico satisfeita.”
 
A produção é feita em um galpão improvisado no Centro de Reeducação Feminina de Ananindeua, cidade da região metropolitana de Belém. O presídio tem cerca de 600 detentas. Atualmente, 50 participam da cooperativa. A iniciativa concorreu ao Prêmio Innovare em 2014.
 
“A gente conseguindo tirar a pessoa do mundo do crime, quantas famílias a gente não está salvando?”, diz Carmen.
 
VEJA ENTREVISTA COMPLETA COM A DIRETORA DA PENITENCIÁRIA
 
ESTADÃO: A Cooperativa surgiu de que maneira?
 
CARMEN BOTELHO: Em setembro de 2013, nós demos alguns cursos (na penitenciária). Em dezembro de 2013, nós fizemos um grande bazar, com todo esse material confeccionado. O dinheiro da venda foi repassado para elas. Foi um sucesso. Eu cheguei e disse: ‘Vocês querem continuar?’. Elas disseram: ‘claro’. Algumas mandaram dinheiro para o filho, para a mãe, ficaram super satisfeitas. A gente decidiu, então, criar a cooperativa. Em janeiro de 2014, o sistema cooperativista do Estado, foi para dentro da unidade e fez a capacitação. Foram 50 presas selecionadas e capacitadas em um curso de 2 meses de duração – janeiro e fevereiro. Das 50 (capacitadas), nós tiramos 27, que estavam com a documentação em dia, carteira de identidade, CPF, título de eleitor, para dar entrada na constituição da cooperativa. As outras estão em processo. Fazem parte, mas não estão inseridas legalmente na cooperativa, por falta de alguma documentação.
 
ESTADÃO: Como são feitas as vendas dos produtos?
 
CARMEN: Elas saem para fazer as vendas em três grandes praças de Belém, Ananindeua e Marituba (cidades da região metropolitana da capital paraense). Os prefeitos doaram as barracas onde as presas do semi-aberto fazem as vendas, aos finais de semana. Na cooperativa, nós temos presas do regime provisório, fechado, semi-aberto e aberto. Das 27, duas estão no regime aberto. Elas são do interior e estão esperando nós montarmos uma filial lá, para elas continuarem (o trabalho).
 
ESTADÃO: A produção dos artesanatos é feita dentro da penitenciária?
 
CARMEN: Sim, dentro de um galpão que nós adaptamos. Elas saem das celas e vão para lá às 8h, almoçam lá dentro. Em dezembro, como as encomendas foram muito grandes, elas pediram para ficar além do horário. Foi permitido e elas ficaram até as 22h, 23h. Sábado e domingo, as que não tem visita, em vez de ficar nas celas, pedem para trabalhar e a gente libera. Elas assinam o horário que entram e que saem. Isso é computado na redução de pena delas. A cada três dias de trabalho diminui um na pena. Elas estão super felizes.
 
ESTADÃO: Essa atividade melhorou a autoestima delas?
 
CARMEN: Percebi que ficaram mais felizes. Era como elas se fossem mortas vivas, aquelas pessoas que só acordavam e iam dormir, não tinham perspectiva, não tinha esperança de futuro. Muitas me disseram: ‘Se eu soubesse fazer isso, eu jamais teria entrado no mundo do crime’. Para mim, isso é mais do que gratificante. Algumas não sabiam nem ler e nem escrever. O que nós fizemos? Eu falei para elas: ‘Hoje vocês são empresárias, têm de saber falar, se portar, fazer conta, ler um contrato’. Nós abrimos três turnos de aula, de manhã, à tarde e à noite. Temos mais de 50% da nossa cadeia dentro da sala de aula. Com isso, elas melhoraram. Algumas dizem: ‘Eu jamais pensei que dentro da cadeira, eu fosse sustentar minha família lá fora’. Para o ser humano ser feliz, ele tem de ter dignidade. Como ele vai ter isso? Quando ele tem conhecimento, educação e um trabalho, uma renda para sustentar a família sem precisar de ninguém, sem precisar pedir esmola, ajuda. Elas são independentes. No início, eu fornecia todo material, agora elas dividem o dinheiro em 3 fatias: para a compra de material, a segunda para investimentos – compra de máquinas de costura – o que sobra elas dividem entre elas. Estão andando com as próprias pernas. Os juízes de execução foram sensíveis ao projeto e autorizam que as condenadas saiam mediante escolta. Elas saem para as exposições, eventos, feiras. Eu as acompanho nesse momento.
 
ESTADÃO: O trabalho dá liberdade para elas?
 
CARMEN: Elas dizem quando saem: ‘A gente não se sente presa. As pessoas olham para a gente com outro olhar’. No início foi um pouco difícil para elas despertarem o lado criativo. Eu sempre bati na tecla: ‘Vocês estão presas, mas a mente de vocês e as mãos estão livres’. Elas foram liberando a criatividade. Quando eu olho os produtos e vejo o que elas foram capazes de assimilar com o conhecimento que o designer trouxe, o que elas cresceram em pouco tempo, fico satisfeita.
 
ESTADÃO: Quem foram as primeiras escolhidas?
 
CARMEN: Primeiramente a gente baseou (a escolha) em saber fazer alguma coisa. Sabe costurar, bordar, crochê? Essas foram as pré-selecionadas. Algumas não tinham comportamento tão bom, mas nós acreditamos e foi ótimo. Elas são exemplos hoje. O comportamento mudou de tal maneira que eu já nem olho mais isso. Eu até falo que as piores deveriam ser as primeiras a serem inseridas. Lá dentro elas começam a se socializar, a tratar bem as outras. A maioria delas assume um comportamento agressivo por sobrevivência no mundo da carceragem. Quando elas vão para lá (cooperativa), elas se olham e se transformam. Lá é a não realidade do mundo carcerário. É como se a gente tivesse transformado um pedacinho da unidade em um local que não é lá dentro. É como se fosse uma empresa, uma indústria. Essa perspectiva de um futuro melhor é o que faz com que elas produzam mais e queiram mais.
 
ESTADÃO: Lembra de alguma história que te marcou?
 
CARMEN: Eu tenho uma presa, a dona Domingas. Ela é uma senhora de 57 anos e não tinha nenhuma passagem no mundo do crime. Na cadeia masculina, o homem vem no mundo do crime desde a adolescência. A mulher, não. Alguma coisa aconteceu na vida dela. Ela conheceu a pessoa errada ou assumiu o crime no lugar do marido, ou levou droga para dentro da unidade penitenciária e foi pega ou é uma necessidade extrema, como o caso dela. Em uma das conversas, eu falei com ela: ‘A senhora tem um crochê tão maravilhoso, por que a senhora veio parar aqui?’. Ela disse que não sabia fazer e tinha aprendido dentro da cadeia. Contou que teve dois casamentos e 5 filhos de cada marido. A relação acabou por causa de violência doméstica. Ela era empregada em uma casa, mas adoeceu e a patroa a demitiu. Ela estava sem marido, tuberculosa, analfabeta, com 10 filhos e 17 netos. Eram 27 pessoas dependendo dela. Para completar, o filho de 3 anos teve leucemia. Ela me disse: ‘Eu não pensei duas vezes, peguei e fui vender droga. A gente não precisa ir para a rua, a pessoa vem na nossa casa e compra. Eu podia cuidar dos meus filhos, cuidar do meu filho doente, comprar remédio e sustentar a casa. O que eu ia fazer? Eu sou uma pessoa honesta, não quero traficar’. Hoje ela sabe ler, escrever e fazer conta. É uma das cooperadas que está saindo (da prisão), mas não quer. Ela sustenta a família lá de dentro. A nossa meta agora é criar uma filial da cooperativa em outros locais, para que elas possam continuar o trabalho fora da cadeia. Quantos jovens ela não levou para um caminho praticamente sem volta? A gente conseguindo tirar essa pessoa do mundo do crime, quantas famílias a gente não está salvando?
Por Julia Affonso - Estadão / Foto: Marco Zaoboni

Polícia intensifica fiscalização nos ônibus.




Adicionar estrela 17 de março de 2015 21:07
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Foto:imprensa.sesed/divulgação

O Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Polícia Militar intensificou durante esta terça-feira (17) o trabalho de policiamento com abordagens nos transportes públicos de Natal. A operação Transporte Seguro tem o objetivo de garantir a paz social e a segurança aos motoristas e cobradores, bem como aos usuários do sistema de transporte público da capital.

A A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), reforça o compromisso com a população no sentido de garantir a ordem, resgatando os direitos humanos, e pede que os cidadãos mantenham a tranquilidade frente a esse movimento episódico e temporário que aflige, por ora, a paz social e que evite compartilhar boatos e informações inverídicas por meio das redes sociais. [com Assessoria Sesed]



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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 3/17/2015 04:07:00 PM




Foto: Cláudio Abdon –confira galeria de imagens



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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 3/18/2015 07:13:00 AM

terça-feira, 17 de março de 2015

App transforma celular em 'oftalmologista portátil'

  • 15 agosto 2013
Aplicativo Peek em ação (Foto: Andrew Bastawrous)
Aplicativo pode fazer exames de fundo de olho (Foto: Andrew Bastawrous)
Um pesquisador da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (London School of Hygiene and Tropical Medicine) está testando um novo aplicativo que transforma celulares em uma espécie de consultório de oftalmologia de bolso.
Andrew Bastawrous está testando o aplicativo Peek (Portable Eye Examination Kit, ou kit portátil de exame de olhos, em tradução livre) em 5 mil pessoas no Quênia.
O aplicativo usa a câmera do celular para examinar os olhos e detectar a catarata. Além disso, uma letra que aparece na tela e vai diminuindo de tamanho é usada no exame básico de visão - que detecta, por exemplo, a necessidade de óculos.
E, com o aplicativo, a luz do flash da câmera do celular é usada para iluminar o fundo do olho, a retina, para tentar detectar mais doenças.
As informações do paciente ficam no celular, o lugar exato onde ele está é também gravado usando o GPS do aparelho e os resultados podem ser enviados por e-mail a médicos.
Bastawrous criou esta solução pois, até mesmo nos países mais pobres, é possível encontrar oftalmologistas nas cidades maiores. Mas, encontrar os pacientes em locais mais afastados é um problema.
"Os pacientes que mais precisam (do atendimento oftalmológico) nunca vão conseguir chegar a um hospital, pois eles estão além do fim da estrada, eles não têm renda para o transporte, então precisávamos de um jeito para encontrá-los", afirmou.
Segundo a Organização Mundial de Saúde 285 milhões de pessoas são cegas ou portadoras de deficiência visual.
Mas, de acordo com a organização, o tratamento destes problemas frequentemente é simples: óculos ou cirurgia podem transformar a visão de uma pessoa.
Acredita-se que quatro a cada cinco casos podem ser evitados ou curados.

Custos e curas

O telefone é relativamente barato, custando cerca de 300 libras (mais de R$ 1.070) em comparação com o grande equipamento de exame oftalmológico que pode custar até 100 mil libras (quase R$ 358 mil).
Mirriam Waithara (Foto: Andrew Bastawrous)
Mirriam Waithara fez os exames em casa graças ao Peek (Foto: Andrew Bastawrous)
As imagens que o aplicativo capturou durante os testes em Nakuru, no Quênia, estão sendo enviadas para o Hospital Oftalmológico de Moorfield, em Londres.
Estas imagens estão sendo comparadas com as feitas em um aparelho tradicional de exames, que foi transportado pela região em uma camionete.
O estudo ainda não está completo, mas a equipe de pesquisadores afirma que os primeiros resultados são animadores e mil pessoas já receberam algum tipo de tratamento até agora.
Entre os pacientes beneficiados está Mirriam Waithara, que vive em uma área pobre e remota do Quênia onde não há médicos para diagnosticar a catarata que quase a cegou.
Mas, depois de passar pelos exames com o Peek, Mirriam fez a operação para remover a catarata e agora pode enxergar novamente.
"O que esperamos é que (o aplicativo) forneça cuidados para os olhos para aqueles que são os mais pobres entre os pobres", disse Bastawrous.
"Muitos hospitais fazem a cirurgia de catarata, que é a causa mais comum de cegueira, mas a verdade é que levar o paciente para os hospitais é um problema."
"O que podemos fazer usando isto é permitir que técnicos cheguem aos pacientes, às suas casas, os examinem lá e os diagnostiquem", afirmou o pesquisador.

Sem treinamento

Mesmo sem ter sido concluída, a pesquisa já está gerando elogios.
Peter Ackland, da Agência Internacional para Prevenção da Cegueira, afirmou que o aplicativo tem potencial para ser "decisivo" na luta contra doenças que afetam a visão.
"Se você é alguém que sustenta uma família e você não consegue enxergar, então você não consegue trabalhar e a família entra em crise", afirmou.
"No momento, nós simplesmente não temos funcionários treinados em saúde dos olhos para levar estes serviços para as comunidades mais pobres. Esta ferramenta vai permitir fazer isto com pessoas relativamente sem treinamento", acrescentou.
Ackland acredita que a África e o norte da Índia serão as regiões que devem se beneficiar mais com o novo aplicativo, pois os oftalmologistas e técnicos destas regiões estão operando com cerca de 30% a 40% de sua capacidade.