domingo, 30 de novembro de 2014

Empresário alegou problema pessoal.



Fonte: Tribuna do Norte
29.11.2014.
Num depoimento de três horas e que gerou cinco laudas, o empresário Zuilton Barbosa de Melo relatou para o Delegado de Capturas, Ben-Hur Medeiros, que o sumiço dele por três dias – depois de ter deixado o carro no Parque da Cidade dom Nivaldo Monte, na Zona Sul de Natal, e seguido com  destino, sem avisar à família, para uma pousada em São Miguel, na região Oeste do Estado, tratou-se  de um problema de ordem  pessoal e familiar.
Humberto SalesZuilton pede desculpas à família, Estado e sociedadeZuilton pede desculpas à família, Estado e sociedade

Ben-Hur Medeiros disse que, apesar de desaparecido  na manhã da segunda-feira (24) e ter aparecido na manhã da quinta-feira (27), Zuilton B. de Melo “não vai sofrer nenhuma sanção penal”, em virtude da contribuição do sumiço e mobilização de parte do aparelho de segurança do Estado: “Zuilton não vai responder por nada, até porque não foi ele que divulgou o desaparecimento, a família é que ficou preocupada e mobilizou toda a sociedade, a imprensa e o sistema de segurança”, avaliou o delegado.

Segundo o delegado de Capturas, “qualquer família que se sentisse numa situação dessa faria a mesma coisa”. 

A decisão de sair de Natal para o interior sem avisar a família, deveu-se a problemas particular e de ordem pessoal. “Agradeço a todos que se empenharam pra tentar resolver esse problema”, resumiu ele, no gabinete do titular da Decap, na  Cidade da Esperança.

Ben-Hur Medeiros disse que o empresário deixara o  carro e documentos dentro do veículo no Parque das Cidades, mas saiu com dinheiro no bolso, usado para pagar a hospedagem em São Miguel. 

Depois de ouvir Zuilton Melo, o delegado afirmou que não tinha mais dúvida de que ele saiu de Natal por livre e espontânea vontade: “Já tenho certeza absoluta que não houve sequestro e nenhum tipo de crime”.

Medeiros acrescentou que desde  que tomou conhecimento do desaparecimento do empresário, passou-se a trabalhar no sentido de localizá-lo, “até porque a nossa competência, da Decap, era depois de localizar e se constasse que tivesse sido vítima de algum tipo de crime encaminhar o caso para uma delegacia competente”.

O sumiço do empresário não resultou em nenhum fato mais grave, mas o delegado exemplificou que em vários outros casos, em que investigou-se o desaparecimento de pessoas, verificou-se que algumas estavam mortas e os casos encaminhados para a delegacia de Homicídio ou do bairro para instaurar inquérito e concluir as investigações.

Segundo Medeiros,  como a investigação de pessoas desaparecidas é complexa, a Decap usa, nesses casos, de cautela para que não se coloque em risco a própria pessoa ou seus familiares, já que geralmente deve-se a algum delito. 

O delegado de Captura acrescentou que, na manhã da quarta-feira (26), foi informado de que Zuilton tinha entrado em contado com um parente, dizendo que se encontrava numa pousada em São Miguel.

Depois, houve o contato com o delegado, que se disse confortado porque o empresário não tinha sido vítima de nenhum tipo de crime, principalmente de sequestro, como chegou a ser divulgado nas redes sociais. “Minha obrigação era chamá-lo para conversar ”, declarou.

Nota de Esclarecimento e Agradecimento
Eu, Zuilton Barbosa de Melo, esclareço que não fui vítima de nenhum tipo de crime e o que de fato aconteceu no último dia 24 de novembro de 2014, quando fui dado como desaparecido, foi a perda de contato com os meus familiares por motivos absolutamente pessoais, já devidamente esclarecidos, por mim, às autoridades policiais. Tal contato foi restabelecido na manhã desta quinta-feira, dia 27 de novembro.

Neste momento já estou de volta ao meu lar e aproveito para agradecer ao empenho de todos aqueles que se envolveram em minhas buscas. Em especial aos órgãos de segurança pública do Estado: Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, e à sociedade civil que utilizou as redes sociais, compartilhando informações que pudessem contribuir com a localização do meu paradeiro. A todos sem exceção o meu agradecimento.

Por fim, me sinto no dever de repor a verdade às notícias veiculadas nas redes sociais após a minha localização, no sentido de que tudo não teria passado de uma brincadeira. Sou uma pessoa honrada e respeitada por todos que me conhecem, e jamais brincaria desta maneira, causando tanto sofrimento e angústia aos meus entes queridos. Neste momento de grande alívio por estar de volta ao meu lar, peço encarecidamente que seja respeitada a intimidade da minha família, permitindo que tenhamos plenas condições de nos recuperar deste episódio a que todos, infelizmente, estamos sujeitos a vivenciar. Muito obrigado a todos!

Natal/RN, 28 de novembro de 2014
Zuilton Barbosa de Melo

IDADE  E  LIBERDADE

AGUINALDO LOYO BECHELLI      


Que delícia este mote !  De quem é ?
Um pouco de cada um de nós.
Risco, rabisco e arrisco texto, sem aspas.


Eu nunca trocaria a minha amada família, os meus amigos, vida tão vivida, por menos cabelos brancos ou barriga mais lisa. Que fiquem as rugas, mas não me tirem o bem-querer ao próximo.

Envelhecendo, tornei-me mais amável comigo e menos crítico de mim mesmo. Sou meu próprio amigo. Não perdi tempo tentando permanecer com 40 anos. No meu aniversário, desfaço anos. E agora já não sei viver sem a minha companhia. Sem mim eu não seria eu. Quer mais? É ler meu livro “QUE AGUINALDO ISSO É AQUILO? – AUTOBIOGRAFIA.”

Não deixo de comer feijoada no calor do verão. Como na sombra, igual a meu pai. Não me censuro por não fazer a minha cama. Ou comprar algo supérfluo. A grana curta não me tira o bom humor. A natureza é de graça. A passagem de ônibus também. Tenho o direito de ser desarmado, singular ao acaso e livre. Mais que independência, é saber desobedecer regras convencionais, sem agredir a civilidade. Ter autonomia na encruzilhada.

Recostado no sofá, dormi na cara da visita, sem remorso. Na feira sei conversar com qualquer um. Dou tchau pra avião. O outono me comove.  Agora, descubro: quando eu era moço não sabia usar a janela.

Vi gente deixar este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que advém do envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo, escrevendo ou meditando até altas horas? E dormir até meio-dia? Ou emborcar uns tragos? Posso mergulhar o pão na xícara de café com leite, sem acanhamento. Brincar com guardanapo. Conversar de homem pra homem com a moça fardada, sargento da polícia militar.

Prefiro pegar música no rádio e dançar com a vassoura, ao som daqueles sucessos maravilhosos da época de ouro, das serestas e bailinhos. E se, ao mesmo tempo desejo chorar por um amor perdido, chorarei. Tiro um lamento do coração da cuíca, encarno carinho em direção à boca da mulher.

Não me envergonho do amor platônico, ao admitir o desejo acima da razão e gozar na imaginação fértil, num namoro à traição.

Há uma elegância em ser mal-ajambrado. Posso andar na praia de calção samba-canção, desalinhado. Mergulhar no rasinho nas ondas condescendentes e nadar no estilo cachorrinho, Que se dane os olhares penalizados dos surfistas ou velozes no jet ski. Quem sabe entendam quando souberem usufruir do balacobaco do idoso. Tempo tenho para ter preguiça e melhor espreitar a silhueta da criatura desejável.

Larga ou apertada, visto a felicidade.
Não sou vítima de porra nenhuma. Tudo que me aconteceu foi aquilo mesmo, para significativas mudanças, graças a arte de me reerguer do tombo. Hoje, até debocho: era assim mesmo que eu queria cair.
As adversidades é que me fizeram achar a mim mesmo.

Sei que às vezes esqueço coisas. E há mesmo certas coisas que devem ser esquecidas. Recordo-me de passagens gratificantes, alegres, desprendidas. Lembranças coloridas ou em preto e branco. Tanto faz.

Claro, ao longo dos anos, meu coração foi quebrado. Quebra-se quando se perde um ente querido ou uma criança sofre. Ou mesmo se um animal é atropelado. Coração partido nos dá força, compreensão e compaixão.

Abençoado na minha longa trajetória, lá e cá. Ter a testa prolongada, os cabelos grisalhos e o semblante cordial, repleto de momentos. O andar mais compassado aguça os sentidos. Presta-se melhor atenção ao derredor.

Os risos da juventude estão gravados para sempre no sulcos do meu rosto. E ainda que imperfeito em procedimentos, a alegria herdada dos meus antepassados é inabalável. E acabo rindo de mim mesmo.

Muitos nunca riram, outros morreram antes dos cabelos cor de prata. Conforme a gente envelhece, é mais fácil ser positivo e fazer caricatura do negativo. Mania saudável, bem aplicada, ninguém avacalha.

Não me preocupo com o que os outros pensam. Não me questiono mais. E já não me importo se não me dão atenção. Calado, pinço melhor o ridículo.

Ganhei o direito de estar errado. E compreender a insignificância de estar certo. Aprendi a deixar as coisas terminarem, mesmo inacabadas.

Não basta simplesmente me aceitar em ser idoso. É mais que isso, é uma nova liberdade, sem precisar justificar-me. Gosto da pessoa que me tornei, graças ao tempos e contratempos ao longo dos anos.

Enquanto estou por aqui, não vou lamentar o que poderia ter sido ou preocupar-me com que ainda poderei ser. Uso sapatos sem meias. Como sobremesa todos os dias, se me apetecer. Depois do almoço, tiro uma pestaninha de duas, três horas. Faço versos, mesmo sem rima. Chuto uma lata no quintal. Fora do chuveiro, canto a valsa que aprendi com meu pai. Mandei ampliar a foto de minha avó-madrinha.  Dou bom dia ao romper da aurora e um tchauzinho saudoso ao contemplar o sol de cócoras no seio dos montes, ao entardecer.


Em tempo:
O autor do artigo “Idade e Liberdade” é um pandeirista, tocador de cuíca, poeta e filósofo das areias de Santos, amigo do inefável pianista Arthur Moreira Lima, há muitas décadas, e que m'o repassou. Em outubro fez 83 anos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Assalto na farmácia Irmã Dulce . Limparam a área de perfumaria e fugiram .Moradores de Candelária devem tomar precauções redobradas por causa da proximidade com o CARNATAL, pois os ladrões estão atrás de grana para torrar no Carnatal.

Arrastão na Farmácia Irmã Dulce há poucos minutos. As vítimas estão na Base Comunitária da

Polícia Militar, na rua Bento Gonçalves, dando informações sobre os assaltantes.

Foram dois ladrões armados que levaram todos os perfumes da farmácia e os pertences (carteiras, relógios, celulares, etc) de seis clientes, além de um rapaz que passava na calçada que foi empurrado para dentro da farmácia por um assaltante que estava ao lado da motocicleta. Muita gente que passava de carros viu o assalto e não fez nada. Correram com medo dos 3 Oitões.

Todo cuidado é pouco em Candelária. Motivo: Carnatal no dia 4 próximo. Como sempre acontece nesse período de BACO, os assaltos aumentam em Candelária.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quando ele chegar no bar preferido, vai dizer: "diga aí,macho velho, quais são as novidades?". Mas Zuilton foi mesmo dar uma relaxada, segundo um sobrinho. Realmente, vida de contador é estressante.



Jornal de Hoje traz uma matéria na qual Zuilton passou "um tempo" descansando em São Miguel e que estará em Natal amanhã, 28, para se apresentar a um delegado de polícia para dar a sua versão que, segundo Zuilton falou com um sobrinho, por telefone, não houve sequestro nem mulheres nesse passeio para tirar o estresse. A informação foi dada ao JH por Robério Aquino, sobrinho de Zuilton, acrescentando que ele saiu de Natal para "relaxar".
Há quem pergunte se a pousada em São Miguel fica no alto oeste ou na praia de São Miguel do Gostoso, litoral norte, a 110 quilometros de Natal.


27/11/2014 11h34 - Atualizado em 27/11/2014 11h41
Fonte: G1/RN

Empresário que estava desaparecido é encontrado no interior do RN

Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos, estava desaparecido desde segunda.
Segundo a família, ele foi encontrado bem.

Do G1 RN
Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos, desapareceu na segunda-feira (24) (Foto: Arquivo pessoal)Zuilton Barbosa de Melo foi encontrado no interior
do RN (Foto: Arquivo pessoal)
O empresário Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos, que estava desaparecido desde a última segunda-feira (24), foi encontrado com vida em uma cidade do interior do Rio Grande do Norte. De acordo com a família, ele passa bem. "Meu primo foi buscá-lo. Ele não me disse em qual cidade ele estava, só nos informou que ele estava bem", disse Grancisco Moreira, filho do empresário.
Zuilton Barbosa de Melo foi visto pela última vez quando saiu de casa para caminhar no Parque da Cidade, em Natal, por volta das 5h. O carro dele foi encontrado fechado, com celular e documentos, no estacionamento do Parque. A família registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Capturas ( Decap).
"Estamos aliviados. O importante é que ele está bem", disse Francisco

"Polícia deve ser povo".

Segurança, somos corresponsáveis
“É preciso devolver a polícia ao povo”. Ricardo Balestreri (ex-secretário nacional de segurança)
(*) Rinaldo Barros
No Brasil, mais de 50 mil pessoas são assassinadas por ano - isso já acontece há vários anos.
Quase todas as vítimas da violência urbana são jovens negros, jovens pobres, moradores de favelas e de periferias urbanas de cidades brasileiras. Policiais também são mortos cada vez em maior número. Uma guerra civil.
Os jovens pobres são vistos sempre como se fossem suspeitos de serem criminosos. Culpados, a priori.
Não digam, por favor, que o PT governo está sabendo o que fazer, nem que os partidos (de qualquer orientação) estão sendo capazes de propor soluções para tirar a população da sua miséria cotidiana.
O quadro do desemprego e da informalidade, no Brasil, é muito grave. O Estado brasileiro é ausente para a maioria da população. E o crime organizado está cada vez mais articulado.
E é preciso dizer que nunca foram suficientes os investimentos realizados em Segurança no Brasil. Ainda por cima, foram investimentos aplicados basicamente em viaturas, armas e equipamentos; esquecendo o capital humano, principal esteio de qualquer instituição. Vivenciamos, há décadas, a ideologia da “viaturização” das polícias.
Além disso, as forças de Segurança, principalmente as polícias, ainda não passaram por um processo profundo de democratização, de modernização. Continuam apartadas do povo.
Sabemos que a criminalidade tem ligações com o nosso problema social, cuja causa principal é a ausência do Estado em quase todos os aspectos da vida dos segmentos mais pobres da população.
A sociedade civil organizada não consegue mais aceitar essa situação, herdada de erros históricos cometidos pelo Estado em negar os Direitos Constitucionais de cada cidadão de bem. Equívocos foram cometidos, ainda que eivados de boas intenções, nos períodos de regimes autoritários: Estado Novo (1937/45) e Regime Militar (1964/85).
Hoje, quase 30 anos depois, em pleno regime democrático, no Brasil, ainda formam-se policiais como se fossem inimigos do povo, para o combate. Não se faz, ainda, a formação do policial voltada para prevenir, com inteligência, para evitar a ocorrência do crime; na polícia e na sociedade como um todo. Com a cooperação do povo.
Polícia deve ser povo, respeitada pelo povo. O povo não pode ter medo da polícia, tal como ocorre hoje.
Esquecem-se os interesses da maioria da população - que só quer viver, trabalhar, estudar e ser feliz.
Todavia, qual é o cerne do problema?
Estou convicto de que há uma confusão conceitual, uma questão de fundo, um nó górdio a ser desatado.
Ao policial foi confiado, pelo Estado, o papel da Segurança pública; como se a sociedade não fosse corresponsável. Como se a Segurança fosse possível de ser obtida a partir da força bruta contra os pobres.
Ou seja, historicamente, a Segurança pública, tem-se resumido ao combate à criminalidade, como se os cidadãos todos fôssemos suspeitos. Uma desinteligência sistêmica, porquanto violência gera violência. Resultado: já vivemos em plena guerra civil sem quartel; com o crime se modernizando mais rapidamente do que o Estado.
Entendo que dar Segurança significa prevenir, por todos os modos permitidos e imagináveis, para que a infração penal não ocorra. O PROERD é um bom exemplo (http://www.proerd.rn.gov.br/).
Aprendi também que os gastos e os prejuízos materiais e humanos, em regra, são muito maiores com o combate do que com a verdadeira Segurança. A polícia deve continuar com viaturas, armas e equipamentos modernos de comunicação e banco de dados, todavia, tendo como premissa que prevenir é melhor e mais barato.
Deve-se usar a inteligência lato sensu.
Os cidadãos não necessitamos de uma polícia que nos encare como inimigos em potencial. Necessitamos de uma nova concepção da polícia, de suas finalidades, de seu treinamento e métodos de ação.
Cidadania é a capacidade de intervir de forma crítica; fazer-se sujeito da história; buscando superar a manipulação da população enquanto massa de manobra.
Ou seja, a população precisa ser protagonista. É preciso participar, informar e contribuir com as polícias.
Diante da perspectiva de priorizar os investimentos para capacitação e informação (ainda que o Governo Federal esteja investindo uma merreca para o tamanho do Brasil), é preciso mais e melhor articulação das polícias com a mídia, com a Justiça, com o Ministério público, Sistema prisional, administrações municipais, gestores da educação, esporte, cultura e lazer; tudo associado à urbanização e iluminação sistemática dos espaços urbanos degradados.
Com a polícia perto do povo, com o policial inteligente, investigando, pesquisando, conquistando a confiança das pessoas comuns, em convivência cotidiana; quase como se fossem líderes populares, representando a presença do Estado, um canal aberto para os bens da cidadania. Uma polícia comunitária, de todos os cidadãos.
Enfim, urge uma nova concepção de Segurança pública e, por conseguinte, novo papel do agente policial no seio da sociedade. Até porque, sem Segurança pública, não há Cidadania. Nem Democracia!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Polícia sem pistas de Zuilton.

26/11/2014 17h43 - Atualizado em 26/11/2014 17h43

Guarda Municipal faz novas buscas por empresário desaparecido em Natal

Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos, desapareceu na segunda-feira (24).
Carro dele foi encontrado no Parque da Cidade com documentos dentro.

Do G1 RN
Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos, desapareceu na segunda-feira (24) (Foto: Arquivo pessoal)Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos
(Foto: Arquivo pessoal)
A Guarda Municipal de Natal esteve no Parque da Cidade nesta quarta-feira (26) para novas buscas pelo empresário Zuilton Barbosa de Melo, de 59 anos. Ele está desaparecido desde a manhã de segunda-feira (24), quando saiu para caminhar no Parque da Cidade e não voltou para casa.

A família registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Capturas (Decap). O carro de Zuilton foi encontrado estacionado na área interna do parque com documentos e o celular dele dentro.

“Apesar de ser uma área bem extensa, praticamente todo território do parque foi verificado. Mesmo assim, sabendo da angustia da família e da preocupação da sociedade em um caso como esse, vamos continuar procurando qualquer detalhe que possa ajudar a encontrar o empresário”, afirma o secretário.

De acordo com o sobrinho do empresário, Vagner de Melo Furtado, Zuilton nunca desapareceu antes e não tem problemas de saúde. "Ele tem o hábito de caminhar no Parque da Cidade e na segunda-feira foi pra lá por volta das 5h. Ele não voltou para casa e a esposa tentou falar com ele durante todo o dia, mas não conseguiu. Ela comunicou os filhos e acionaram a polícia", disse.
Segundo ele, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros já fizeram buscas no parque, mas não encontraram nada. "A família está desesperada. Já fomos a hospitais e até no Itep, fizemos contato com o Samu pra ver se eles atenderam alguma ocorrência por essa região, mas até agora nada", explicou.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Zuilton pode ligar para os telefones (84) 8833.7227 ou (84) 9954.2897.

Zuilton, o contador boêmio, desapareceu há mais de 48 horas.

Tomei um susto, no final da manhã de hoje, através de um telefonema, quando soube do desaparecimento do contador Zuilton, boêmio de Candelária, uma grande figura humana, bom de papo e companheiro de mesa em qualquer bar do bairro onde residia. Tive oportunidade de conversar com ele muitas vezes num bar da rua Raposo Câmara, onde se falava de Deus e o Mundo, com ou sem aniversários, como este da foto acima, tirada numa manhã de domingo (18.11.2013, provavelmente). Na foto, Zuilton está com camisa branca, ao fundo, ouvindo as conversas do outro lado mesa, onde o aniversariante Cesar Cabral estava abraçado com a sua companheira.
Segundo informações, já divulgadas na mídia local, Zuilton sumiu na manhã de 2ª feira, 24, após sair de casa no seu carro e rumar para o Parque da Cidade, entre Candelária e Cidade Satélite, onde faria a sua costumeira caminhada matinal, a partir das 5 horas.O seu carro foi encontrado fechado, com documentos e carteira, intacto. Segundo dizem, o filho dele levou o carro para casa, através da chave reserva. A polícia está em diligências para localizar Zuilton, natural de Santana do Matos/RN.
Zuilton é cunhado do jornalista Albimar Furtado, colunista do NOVO JORNAL.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Zeca Baleiro cantará no dia 12 na praça de Mirassol.


Quatro shows do Natal em Natal são transferidos para Árvore de Mirassol

Publicação: 2014-11-25 11:15:00 | Comentários: 0TRIBUNA DO NORTE

A programação musical do Natal em Natal que aconteceria no pátio da Arena das Dunas será realizado na Praça da Árvore, em Mirassol. A mudança aconteceu após a Prefeitura de Natal firmar um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público e OAS por reclamações de moradores de Lagoa Nova por poluição sonora.

A primeira atração na zona sul será o grupo Monobloco, no dia 12 de dezembro. No dia seguinte, o show será do cantor Zeca Baleiro.
Arquivo TNParalamas do Sucesso é uma das atrações que vão se apresentar na Árvore de MirassolParalamas do Sucesso é uma das atrações que vão se apresentar na Árvore de Mirassol

Já no dia 19 de dezembro, a banda Paralamas do Sucesso se apresenta em Natal. O encerramento do festival de música será dia 25 de dezembro, com o lançamento do novo álbum de Tom Zé.

Na zona norte de Natal, os shows estão confirmados na área do ginásio Nélio Dias. Dia 14 de dezembro, Zé Ramalho fará o show, no dia 20 de dezembro é Fagner quem se apresenta. A prefeitura ainda prevê um show gospel no dia 19 de dezembro, mas aguarda a confirmação da atração.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Comissão da Verdade repudia ditadura e lembra tortura a servidores da UFRN




postado porCarta Potiguar

Do UFRN Notícias

Comissão Verdade Caicó_17Set13_Cícero Oliveira B R33
Comissão da verdade – Audiência Pública – CERES-Caicó
Os 50 anos do golpe de Estado do Brasil estão em discussão em vários espaços de educação, cultura e cidadania.
No Rio Grande do Norte (UFRN), a melhor universidade do Norte e do Nordeste do país tem planejado várias ações para que a comunidade acadêmica e científica possa refletir sobre esse momento histórico.
Uma das ações é o Manifesto da Comissão da Verdade, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), encabeçado pelo seu presidente, Carlos Roberto de Miranda Gomes, professor aposentado do Curso de Direito da UFRN e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio Grande do Norte.
Endossado pelos demais integrantes da Comissão, o documento repudia veementemente a violência praticada pelo regime de exceção no país, entre elas a tortura e o assassinato de pessoas, inclusive servidores da UFRN, por parte do estado brasileiro.
A seguir, a íntegra da transcrição da nota que originalmente pode ser acessada pelo link ao final deste boletim.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
COMISSÃO DA VERDADE
MANIFESTAÇÃO
No ensejo da passagem dos 50 anos do golpe de Estado de 31 de março de 1964, a Comissão da Verdade da UFRN vem manifestar o seu repúdio aos atos e ações praticados durante o regime de exceção, eliminando vidas, suprimindo direitos, perseguindo e torturando pessoas, desviando carreiras e destruindo ideias de jovens estudantes, professores e servidores públicos da UFRN, fazendo da repressão o meio de empanar o caminho largo da democracia.
                                                                           Natal, março de 2014
Carlos Roberto de Miranda Gomes –                                                                                                            Presidente
Ivis Alberto Lourenço Bezerra de Andrade
Vice-presidente
Almir de Carvalho Bueno (CERES)
José Antonio Spinelli (Ciências Sociais)
Maria Ângela Ferreira (ADURN)
Moisés Alves de Sousa (SINTEST)
Juan de Assis Almeida (DCE)

Proposta de uma professora contra título de Doutor Honoris Causa para fundador da Rede Globo, foi rejeitada há meses, segundo presidente da Comissão da Verdade da UFRN.


As especulações cresceram após os comentários publicados na coluna CENA URBANA, do jornalista Vicente Serejo, na edição de 8/9.11,pág. 13, do Jornal de Hoje, com três tópicos sobre a caça às bruxas por parte de pequeno setor da ultra-esquerda potengina, mas de sotaque forasteiro. Por isso, a moção sem alicerce e fundamentação, teria sido rejeitada sem nenhum relato a respeito.
Mas vamos aos comentários:
“ACREDITE –I
Ainda há, na UFRN, quem lute para tornar sem efeito a decisão do Conselho Superior Universitário que outorga o título de Honoris Causa a Roberto Marinho na gestão do reitor Diógenes da Cunha Lima.
PIOR – II
A decisão do Consuni, claro, não será revogada, pelo menos se depender da Comissão da Verdade, a quem a idéia foi encaminhada. Seria abrigar algo tão tenebroso quanto foi a própria ditadura militar.
REAÇÃO – III
Revogá-la seria não apenas agressão a um homem morto, numa reação tão hedionda como a ditadura, como um exemplo de intolerância. Além de uma provocação tola e desnecessária ao Sistema Globo”.
O professor Carlos Roberto de Miranda Gomes,  presidente da Comissão da Verdade no âmbito da UFRN, dias depois da publicação dos comentários em CENA URBANA, disse que a comissão, há meses, já tinha rejeitado a solicitação da professora Chandra Ericson, que não constará no seu relatório final, previsto para dezembro próximo.

Abaixo publicação da transcrita do Novo Jornal.
09/11/2014 - 00:15
Argemiro Lima / NJ
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) vai entregar à presidente Dilma Rousseff, no próximo dia 10 de dezembro,  o relatório final sobre dois anos de apuração das violações dos direitos humanos ocorridas no Brasil entre 1946 e 1988. Os trabalhos se concentraram principalmente no período da ditadura militar (1964-1985).  

No Estado foram criadas as  comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Municipal. Diferente da CNV, que tem prazo estabelecido para entregar o relatório, as demais comissões podem estender os trabalhos de investigação. 

Das três comissões formadas em Natal, somente a da UFRN deve entregar seu relatório até dezembro. Foram ouvidas 52 pessoas, a última delas foi a médica mossoroense que hoje vive em Paris, Maria Laly Carneiro. 

Em dois anos foram realizadas 27 sessões ordinárias e três audiências públicas no âmbito da UFRN.  Em dois anos de atividades, constatou-se que a Assessoria Especial de Segurança e Informações, a temida ASI, perseguiu professores e estudantes através de inquérito administrativos. 

O presidente da Comissão da Verdade da UFRN, advogado Carlos Roberto de Miranda Gomes, disse que os sete membros do grupo estão elaborando um relatório resumido de 150 páginas do que foi apurado até agora.  

Estudantes de História, Direito, Sociologia ajudaram na coleta e busca de documentação porque na UFRN não tinha documentos daquela época concentrados em um único local. Foi um trabalho árduo de investigação para descobrir, primeiro, onde estavam documentos e fotografias, principalmente, da ASI. 

Das pessoas ouvidas, o depoimento do professor de Direito Juliano Siqueira, perseguido e preso pelo regime militar, foi fundamental para nortear o trabalho da comissão com nomes e fatos do que aconteceu na UFRN naquela época. 

A comissão fez um levantamento do que aconteceu na UFRN na administração de todos os reitores no período de 1946 a 1988. Da gestão de Onofre Lopes, que ocupou o cargo por doze anos, a partir de 1961, dados documentais e do Programa Memória Vida da TV Universitária serviram como base para a comissão.  Este também foi o caso de Genaro Fonseca, ex-reitor.

Dificuldades também fizeram parte do trabalho como ouvir pessoas que não estão mais no RN e outras que se recusam a dar seus depoimentos. O ex-reitor Domingos Gomes de Lima, que mora no interior de Goiás, deu retorno às comunicações por telefone e via e-mail da mulher dele à comissão.  Ele foi reitor em um dos períodos mais fortes da ditadura, na segunda metade dos anos 1970. 

Um funcionário que também mora fora do RN, Ivan Benigno, foi contatado por correspondência, mas limitou a enviar seu currículo e a fazer críticas ao papel da comissão, explicou Carlos Roberto de Miranda Gomes, que ouviu os ex-reitores Diógenes da Cunha Lima, Daladier da Cunha Lima e o professor  Jurandir Navarro, que foi da ASI por um curto período, sendo substituído pelo coronel Renato Leite.

A ASI teve uma atuação permanente na UFRN, dando  pareceres sobre quem devia ser afastado das atividades ou recontratado, estudante que não devia continuar no curso, coisas assim, explicou o presidente da comissão. Era um braço das Forças Armadas dentro da Universidade. “Eles tiveram atuação aqui. Graças a esse problema, a atuação, muita gente foi prejudicada, de certa forma perseguida”, complementou.

A repressão na Universidade era feita através de inquéritos administrativos, que excluíam professores e alunos de seus quadros, embora mais adiante eles tivessem recuperado suas posições. 

Essa série de situações colocou a ASI como fundamental para compreender as atividades da ditadura militar dentro da universidade. Era um sistema de investigação da repressão dentro da instituição. Funcionou na biblioteca e depois foi transferida para um organismo do MEC no Estado.  
O que se encontrou da ASI são cópias de documentos, muitos deles reservados e com selo de confidencial. Muitos documentos foram conseguidos no Arquivo Nacional em Brasília. Pelos depoimentos e documentos coletados, a comissão reconstituiu muita coisa das atividades da ASI. O de Laly Carneiro foi colhido na quarta-feira na OAB. 
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