terça-feira, 30 de setembro de 2014

"È triste que um equipamento de alta relevância para a pesquisa e para história da UFRN, tenha sido perdido", disse o físico e Phd Liacir Lucena.(2)

Prezado Cortez

Concordo com você.  O V Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia (SBGEA) é um evento muito importante.  Este evento não veio para Natal por acaso. Representa o reconhecimento do esforço realizado pela UFRN para estabelecer o seu primeiro grupo de pesquisas. As pesquisas iniciadas 40 anos atrás, em 1974, sobre Física da Ionosfera e sobre propagação de ondas de rádio via satélites geoestacionários tiveram o apoio do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPQ), do Instituto de Atividades Espaciais, do Centro de Rádio Astronomia da Universidade Mackenzie liderado pelo Prof. Pierre Kaufman, do Air Force Geophysical Laboratory, da Universidade de Boston e da Universidade de Illinois.

O projeto de pesquisa sobre Cintilações Ionosféricas foi o primeiro a obter recursos financeiros do CNPQ em nossa universidade.  Em 1974 conseguimos implantar o nosso Rádio Observatório. O principal equipamento instalado foi uma antena parabólica de 10 metros de diâmetro, de alta sensibilidade, que podia atuar até na faixa de frequências de Gigahertz. Isto possibilitava também a sua utilização em Rádio-astronomia. Na época era o melhor e mais moderno equipamento existente para este tipo de pesquisa.  Posteriormente em 1976 a antena foi colocada sobre uma torre com um suporte que permitia mudar a direção focalizada.

Em torno da antena se desenvolveu um grupo de inovação e alta tecnologia em telecomunicações, eletrônica e mecânica de precisão.  Alguns professores e técnicos dedicaram o melhor de suas vidas às pesquisas: Juarez Azevedo, Remarque Fernandes da Silva, Sebastião Spercoski, Sebastião Souto, Enivaldo Bonelli, Mario Bravo Barbery e muitos outros. Eu mesmo participei com entusiasmo deste projeto nos primeiros anos.  Vale citar que alguns físicos destacados de nossa universidade , ainda quando estudantes, começaram suas atividades na Ciência como bolsistas de iniciação científica analisando dados coletados pela citada antena: Ananias Monteiro Mariz, Luciano Rodrigues da Silva, Ezequiel Silva de Souza, José Renan de Medeiros, entre outros

A antena gigantesca representou um símbolo da UFRN, de sua capacidade de fazer pesquisas científicas, de sua competência na área espacial e de Física da Ionosfera.  Feita de duralumínio e de excelente qualidade de fabricação a antena estava ainda em perfeitas condições de funcionamento.

A importância da antena misteriosamente desaparecida para a universidade ultrapassa o que pode alcançar uma imaginação fértil.  Graças a ela investigações científicas foram realizadas, trabalhos foram publicados em revistas internacionais, mestres e doutores foram formados, convênios  com grupos de pesquisa em todo mundo foram efetivados, a UFRN consolidou-se científicamente, obteve status e prestígio.

É triste constatar que, por falta de zelo ou por ignorância, um equipamento da mais alta relevância para as pesquisas e até para a história da UFRN tenha sido perdido.

Um abraço

Liacir





Antena do laboratório de rádio-comunicação e pesquisas da Ionosfera sumiu do Campus da UFRN. (1)

 

 Foto de 1983, no Campus Central da UFRN: Liacir Lucena, Remarque Fernandes, Luciano Rodrigues e Elias, físicos e pesquisadores de nível internacional.




Decorridos mais de 90 dias do seu desaparecimento do Campus da UFRN, em Natal, o mistério permanece e a pergunta circula nos corredores, salas de aulas, no restaurante do Centro de Convivência: onde está a antena de dura alumínio,  de 10 metros de diâmetro, com peso total de cerca de 2 toneladas, que durante décadas serviu ao Departamento de Física e, por último, ao Departamento de Geofísica? 
O "estranho" sumiço " da antena de radioastronomia, onde foram realizadas as primeiras pesquisas que possibilitaram a consolidação da UFRN no cenário científico nacional e internacional, a partir de 1976 ( a instalação começou em 1973), serviu de comentários entre alguns participantes do V Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia e IV Forum de Pesquisa e Inovação, no Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno. Um deles, Pierre Kaufamnn, da Universidade de Campinas/SP, perguntou pela antena rádio da Universidade e, ao saber do ocorrido, as lágrimas correram dos seus olhos. Ninguém para onde a antena foi levada e quem cometeu o crime. Até ontem, não se sabe se foi aberta uma sindicância na UFRN para apurar a destruição da antena que, durante três anos, professores, técnicos e funcionários suaram, diuturnamente, para a sua efetiva instalação e transformação num avançado laboratório de pesquisas da Ionosfera, juntamente com cientistas e instituições dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Índia e Inglaterra.
O que já se sabe que a antena foi serrada em pedaços e transportada em caçambas de coleta seletiva. Quem autorizou? Quem comprou o material? O que fizeram com o propalado e suposto "apurado"? Ninguém sabe. Mas que viram o desmonte e o transporte sorrateiro, é que se comenta no Campus.
Na semana passada, mandei um imeio para o físico Liacir Lucena:
 
Parece até uma ironia do destino, mas haverá um minicurso sobre
pesquisas aeroespaciais de 29.09 a 3 de outubro, na Barreira do
Inferno: V Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia
(SBGEA) e o IV Forum de Pesquisa e Inovação . Coordenação local: José
Henriques Fernandez . Convenio entre a UFRN e o CLBI. Encontro de
nível internacional, segundo matéria publicada hoje, 25, na p.12, da
Tribuna do Norte. O evento programado cerca de 70 dias depois da
destruição total de equipamentos de alta qualidade, caríssimos que,
apesar de décadas de uso, estavam em boas condições. Foram vendidos
como sucatas.
A "ironia" a que me refiro, professor Liacir, é a geofísica da UFRN, a
que teria demolido a antena  de dura alumínio, de 10m², da estação de
de rádio  instalada no Campus em 1976, que prestou relevantes serviços
às pesquisas ionosféricas do Brasil, em parceira com a Universidade de
Boston e participação direta da Base de Lançamentos de Barreira do
Inferno, hoje CLBI.
Att.
Cortez.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TRE-RN já tem o DISQUE-ELEIÇÕES.



divulgação

A Justiça Eleitoral do RN disponibilizou em seu Portal o DISQUE-ELEIÇÕES com números de telefones para o eleitor tirar dúvidas e buscar informações, como o endereço de locais de votação, obter orientações de como justificar o voto, os contatos de cartórios eleitorais entre outras informações inerentes ao eleitor.
Confira os telefones: 0800-0841008 e (84) 3654-5000. O serviço ficará disponível até as 18h do dia da votação, neste domingo, 5 de outubro. Clique aqui e acesse a página do TRE do RN.
 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 9/29/2014 07:19:00 PM

domingo, 28 de setembro de 2014

Amanhã, 29, começa encontro de geofísicos na Barreira do Inferno.


Natal sediará evento aeroespacial

Publicação: 2014-09-27 00:00:00 | Comentários: 0
Fonte: Tribuna do Norte.
Na próxima semana, Natal será a capital do Espaço. A cidade sediará, de segunda-feira (29), até sexta-feira (3) o V Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia (SBGEA) junto com o IV Fórum de Pesquisa e Lançamentos da Barreira do Inferno, promovidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI), respectivamente.
Adriano AbreuCel. Maurício Alcântara falou sobre os temas do evento, entre eles, o aproveitamento de carga útilCel. Maurício Alcântara falou sobre os temas do evento, entre eles, o aproveitamento de carga útil

Na programação dos eventos, estão previstos minicursos, apresentações orais, apresentações de posteres e, no encerramento, o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), que ocorrerá no Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno. A Barreira do Inferno fará 50 anos em 2015 e até hoje lançou um total de 2.992 foguetes, uma média de 59 lançamentos por ano.

A geofísica é a parte que estuda o clima espacial, enquanto a aeronomia estuda a meteorologia de altitude. “A ciência considera  meteorologia a parte da atmosfera que fica até 50km de distância da Terra, depois disso é aeronomia. Dentre outros meios, usamos os foguetes para estudar o espaço”, explica o diretor do Departamento de ciência e Tecnologia Aeroespacial, coronel Maurício Lima de Alcântara.

Entre os temas a serem discutidos no Simpósio está o aproveitamento de carga útil, a parte do foguete que viabiliza a realização de testes.. “O foguete é composto basicamente pelo motor, que é a carga que explode e gera o impulso, e a carga útil, que é o que ele carrega, onde vai o experimento”, explica o coronel. As discussões serão sobre o que se pode enviar nesta parte, para que seja resgatada e estudada posteriormente.

De acordo com o presidente do Comitê Organizador Local (COL), professor José Henrique Fernandez, o Brasil está desenvolvendo tecnologia para lançamento de satélites, e encontros como este são de grande importância para o compartilhamento de informações entre colaboradores.

“Muitas vezes temos colegas que trabalham no mesmo projeto e que estão em lugares distantes, essa oportunidade de nos encontrarmos, o calor humano e as experiências compartilhadas são importantes para a ciência”, explica Fernandez, que é também físico formado pela Universidade de São Paulo (USP).

Com relação ao desenvolvimento de tecnologia para lançamento de satélites, o físico afirma que a grande dificuldade está na parte de softwares, eles “não podem ser comprados, precisam ser desenvolvidos dentro do país, não é fácil e demora”, e cita o acidente que ocorreu no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), em 2003, onde morreram 22 cientistas. “O conhecimento que aqueles cérebros tinham vai demorar para que possamos alcançar”, lamenta.

 O físico ressalta ainda que eventos como o que ocorrerá em Natal servem para atrair a atenção dos estudantes. “As atividades de discussão ajudam no fortalecimento da comunidade científica como um todo. Quando os estudantes se interessam, eles são capazes de desenvolver vários projetos. Precisamos atrair a massa crítica para pensar”, afirma Fernandez.

As palestras, minicursos e apresentações de posteres serão feitos nas dependências do Departamento de Geofísica da UFRN, enquanto o lançamento do foguete ocorrerá na base da Barreira do Inferno. Os eventos serão abertos ao público, as inscrições podem ser feitas através do site www.vsbgea.ccet.ufrn.br e ficarão abertas durante a programação. 

Serão emitidos certificados para todas as atividades desenvolvidas e os melhores trabalhos serão publicados na revista do Departamento de Ciência e Tecnologia, de caráter internacional.

Parceria
A parceria entre o Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno e a Universidade Federal do RN começou oficialmente em 2010 e desde então diversos projetos foram desenvolvidos, entre eles:

Implementação da gestão integrada no CLBI, que está em fase final e foi desenvolvida pelo Departamento de Engenharia de Produção da UFRN junto com colaboradores do Centro;

Projeto Acervo Histórico, que fez a paginação do Centro de Cultura Espacial e Informações Turísticas, funcionando desde 2011, hoje o Centro atrai cerca de 2 mil pessoas por dia;

Projeto de Tragetografia de Foguetes, que se baseia na utilização um foguete para interceptar o outro, servindo pra segurança nacional;

Criação de um Vante, veículo não tripulado pra fazer a visualização da área do Centro, que auxiliará na recuperação da carga útil que cai no mar;

Produção de Antenas Fractais, microantenas que podem ser utilizadas em foguetes ou em satélites.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cientistas debaterão a ciência aeroespacial e aeronomia na Barreira do Inferno.

Programação

COMPETIÇÃO PARA DEFINIÇÃO DO LOGO OFICIAL DA SBGEA:
Na plenária da Sociedade Brasileira de Geofísica Espacial e Aeronomia, que acontecerá às 10:30h da sexta (03/10), ocorrerá a definição do LOGO OFICIAL da Sociedade.
Para que os associados elejam este símbolo, ícone da SBGEA, o presidente da Sociedade Dr. Clezio Marcos De Nardin, solicita a todos pensarem, idealizarem e criarem LOGOS para serem apresentados na plenária. Todos os membros são convidados (e estimulados) a apresentarem suas opiniões que serão apreciadas pelo coletivo, durante a plenária, para a eleição do LOGO OFICIAL.

Prezados participantes,
Saiu a programação do V SBGEA & IV FoPI abaixo.
Todos os trabalhos, mesmo os que foram selecionados para apresentação oral, podem também fazer a apresentação em poster. Verifique sua sessão logo abaixo da programação.

Prezados,
Anteriormente havia sido divulgado que financiaríamos as inscrições dos estudantes participantes. Entretanto essa prática acabou se mostrando inviável pela natureza da verba das inscrições (é a única verba sem restrição para uso no pagamento dos coffee breaks; todas as demais não permitem esse emprego). Assim o COL continuará financiando (devolvendo/isentando) o valor das inscrições mas apenas para os contemplados com auxílio financeiro. Esperamos que todos compreendam que essa medida foi necessária para realizarmos assim um evento melhor para todos vocês.

A LISTA DOS CONTEMPLADOS COM AUXÍLIO FINANCEIRO (05 DIÁRIAS NACIONAIS CNPq) ESTÁ LOGO ABAIXO DA PROGRAMAÇÃO. 

29/09/2014 – SEGUNDA-FEIRA – V SBGEA
Registros e inscrições - Todas as manhãs, mesmo horário (o Sol nasce muito cedo em Natal ...)
1h
7:00 - 8:00
ABERTURA
1h
8:00- 9:00
Chair: Prof. Dr. Ricardo Arlen Buriti– UFCG  
Tutorial 1: Dr. Alexei Pevtsov - Título: NSO INTEGRATED SYNOPTIC PROGRAM (NISP)
30 min
9:00-9:30
Tutorial 2: Pierre Kaufmann - Título: FREQUENCY-INCREASING THZ SOLAR FLARE EMISSIONS AND NEW TOOLS TO REVEAL SPECTRAL SHAPES
30 min
9:30-10:00
Coffee break
30 min
10:00-10:30
Chair Dra. Inez Staciarini Batista - INPE
ANÁLISE DE REGISTROS NATURAIS EM ANÉIS DE ÁRVORES COM RELAÇÃO AOS PARÂMETROS METEOROLÓGICOS LOCAIS
Lauren Catherine Brum Göergen
15min + 5min
10:30-10:50
APLICAÇÃO DA WAVELETS DE MORLET E DE HAAR PARA O ESTUDO DA PERIODICIDADE DOS RAIOS CÓSMICOS E INFLUÊNCIA NO CLIMA
Ronabson Cardoso Fernandes
15min + 5min
10:50-11:10
THE INVESTIGATION OF SECONDARY AND PRIMARY GRAVITY WAVES IN MESOSPHERE AND LOWER THERMOSPHERE
Patrick Essien
15min + 5min
11:10-11:30
INFLUÊNCIA DA TROCA ESTRATOSFERA-TROPOSFERA NA VARIAÇÃO DO OZÔNIO NA REGIÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL
Letícia de Oliveira Santos
15min + 5min
11:30-11:50
Almoço
1h 40 min 
Chair Dr. Alisson Dal Lago - INPE
THE EFFECT OF SOLAR OSCILLATION ON LARGE SCALE SYSTEMS IN THE SOUTH AMERICA
Lígia Alves da Silva
15min + 5min
13:30-13:50
ESTUDO DE ESTRUTURAS MAGNÉTICAS INTERPLANETÁRIAS E SUAS CORRESPONTES EJEÇÕES CORONAIS DE MASSA UTILIZANDO DE DETECTORES DE RAIOS CÓSMICOS E CORONÓGRAFOS
Alisson Dal Lago
15min + 5min
13:50-14:10
RÁDIO EMISSÕES MÉTRICAS PRECURSORAS DA FASE IMPULSIVA DE FLARES SOLARES
Francisco Carlos Rocha Fernandes
15min + 5min
14:10-14:30
ON THE SOLAR SOURCES OF EXTREME SPACE WEATHER EVENTS
Laura Balmaceda
15min + 5min
14:30-14:50
ANALYSIS OF THE SOLAR DIAMETER VARIATIONS AT JULY, 1986 AND THE GEOMAGNETIC STORM OF MARCH, 1989
Marcos Antonio Garcia
15min + 5min
14:50-15:10
Coffee break
20 min
15:10-15:30
Minicurso 1
Sala: Sala de Computação 4 - Departamento de Geofísica
ORIGIN LAB: Introdução à análise de dados e ferramentas gráficas
2h 30min
15:30-18:00
FIM DO PRIMEIRO DIA
Obs.: As inscrições para os minicursos ainda estarão abertas no início do simpósio e fórum pois há vagas remanescentes.

30/09/2014 – TERÇA-FEIRA V SBGEA
Chair: Dr. Clezio Marcos De Nardin - INPE
Tutorial: Dr. Kazuo Makita: UPPER ATMOSPHERE PHENOMENA IN GEOMAGNETIC ANOMALY REGION AND THEIR RELATIONSHIPS WITH POLAR REGION DISTURBANCE
1h
8:00-9:00
INSTRUMENTAÇÃO MAGNETOTELÚRICA PARA SONDAGENS PROFUNDAS NO INTERIOR DA TERRA (SONDAGEM EM GRADE GEOGRÁFICA)
Maria José Faria Barbosa
15min + 5min
9:00-9:20
CORRELAÇÃO ENTRE OS CAMPOS ELÉTRICOS DA REGIÃO E EQUATORIAL E A COMPONENTE H DO CAMPO GEOMAGNÉTICO MEDIDA EM SOLO
Sony Su Chen
15min + 5min
9:20-9:40
STUDY OF THE FEASIBILITY OF COLLECTING GEOPHYSICAL DATA USING LOW COST CONTROL SYSTEMS
Claudiele Andrade Pinheiro
15min + 5min
9:40-10:00
Coffee break
30 min
10:00-10:30
Chair: Prof. Dr. Enivaldo Bonelli - UFRN
DEVELOPMENT OF A BROADBAND ACTIVE CAVITY RADIOMETER BASED ON THE ATMEGA 328 CHIPSET
Lucas Feksa Ramos
15min + 5min
10:30-10:50
ESTUDO DA MARÉ LUNAR NO SETOR BRASILEIRO UTILIZANDO MEDIDAS DE CONTEÚDO ELETRÔNICO TOTAL
Ana Roberta Paulino
15min + 5min
10:50-11:10
ESTUDO DE ONDAS DE GRAVIDADE UTILIZANDO OBSERVAÇÕES DE LUMINESCÊNCIA ATMOSFÉRICA NA REGIÃO DA MESOPAUSA NO SUL DO BRASIL
Cassio Espindola Antunes
15min + 5min
11:10-11:30
PAPEL DOS VENTOS NEUTROS NA PREVISÃO DO CONTEÚDO ELETRÔNICO TOTAL DA IONOSFERA EQUATORIAL E DE BAIXAS LATITUDES 
Jonas Rodrigues de Souza
15min + 5min
11:30-11:50
Almoço
1h 40min 
Chair Dr. Hisao Takahashi - INPE
SIMULAÇÃO DO EFEITO DA CINTILAÇÃO IONOSFÉRICA POR MEIO DE REDES NEURAIS RETROALIMENTADAS
Alessandro Gerson Moura Izzo de Oliveira
15min + 5min
13:30-13:50
UM ESTUDO SOBRE A MORFOLOGIA E PROPAGAÇÃO DOS LSTID’S NO SETOR BRASILEIRO EM RESPOSTA A TEMPESTADES MAGNÉTICAS ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2006
Elio Pessoa Cazuza
15min + 5min
13:50-14:10
OBSERVAÇÕES DE ONDAS DE GRAVIDADE NA ANTÁRTICA: UMA VISÃO GERAL DOS RESULTADOS RECENTES
José Valentin Bageston
15min + 5min
14:10-14:30
ESTUDO DA PERTURBAÇÃO DO AQUECIMENTO ESTRATOSFÉRICO REPENTINO EM ALTAS LATITUDES NA IONOSFERA EQUATORIAL
Paulo Roberto Fagundes
15min + 5min
14:30-14:50
STATISTICAL ANALYSIS OF RADAR OBSERVED F REGION IRREGULARITIES FROM THREE LONGITUDINAL SECTORS
Ricardo Yvan de la Cruz Cueva
15min + 5min
14:50-15:10
Coffee break
20 min
15:10-15:30
Minicurso 2
Sala: Sala de Computação 4 - Departamento de Geofísica
Processamento de Dados Científicos usando o software MATLAB
2h 30min
15:30-18:00
FIM DO SEGUNDO DIA
01/10/2014 – QUARTA-FEIRA V SBGEA & IV FoPI
Registros e inscrições FoPI das 7:00 às 8:00
Chair: Dr. Mangalathayil Ali Abdu - INPE
Chair: Cel. Braga (vice director CLBI)
Sessões paralelas
Tutorial: Dr. James Brundell
ULTRAMSK: A SUBIONOSPHERIC VLF RADIO RECEIVER FOR REMOTE SENSING OF SPACE WEATHER EVENTS
Tutorial: Eng. José Bezerra Pessoa Filho – Tecnologista Sênior do IAE
O ESPAÇO AO SEU REDOR - aquecimento global, vida em Marte, acesso à informação, falta de água, educação e política espaciais.
1h
8:00-9:00
UMA NOVA REDE NA AMÉRICA DO SUL PARA ESTUDAR O CAMPO ELÉTRICO ATMOSFÉRICO E SUAS VARIAÇÕES RELACIONADAS A FENÔMENOS GEOFÍSICOS
José Carlo Tacza Anaya
ALGORITMOS DESENVOLVIDOS PARA SUPORTE DE TRATAMENTO DE DADOS ATRAVÉS DE UM FOTÔMETRO SOLAR
Cristina Tobler de Sousa Rae
15min + 5min
9:00-9:20
STUDY OF SPRITE RELATED ELECTRIC FIELDS USING FEMM SIMULATIONS
Gabriel Sousa Diniz
MAGNETÔMETROS FLUXGATE PARA FINS AEROESPACIAIS
José Pedro da Silva Júnior
15min + 5min
9:20-9:40
STUDY ON QUASI-PERIODIC TRAVELLING IONOSPHERIC DISTURBANCES OVER BRAZILIAN EQUATORIAL REGION USING AIRGLOW MEASUREMENTS
Igo Paulino
TRANSPONDER DE COLETA DE DADOS PARA UM MANO-SATELITE DO SISTEMA BRASILEIRO DE COLETA DE DADOS AMBIENTAIS
José Marcelo Lima Duarte
15min + 5min
9:40-10:00
Coffee break
30 min
10:00-10:30
Chair: Dr. Jean-Pierre Raulin - CRAAM/UPM
Chair: Prof. Dr. Nednaldo Dantas dos Santos
Sessões paralelas
CAMPOS ELÉTRICOS NA FORMAÇÃO DA CAMADA E-ESPORÁDICA DURANTE TEMPOS CALMOS E TEMPESTADES MAGNÉTICAS
Mangalathayil Ali Abdu
ITA ROCKET DESIGN – IREC
Antonio Vinicius Diniz Merladet 
15min + 5min
10:30-10:50
TEC VARIATION DURING HIGH AND LOW SOLAR ACTIVITIES OF 2001 AND 2009 RESPECTIVELY OVER SOUTH AMERICA SECTOR
Esfhan Alam Kherani
ABORDAGEM DA ERGONOMIA NAS ATIVIDADES DAS EQUIPES DE RESPOSTA À EMERGÊNCIA EM LANÇAMENTOS DE VEÍCULOS AEROESPACIAIS
Leonardo de Oliveira Medeiros
15min + 5min
10:50-11:10
ASSOCIATION OF SOLAR RADIO BURST OBSERVED FROM SUB-MILLIMETER TO DECAMETER WAVELENGTHS WITH THE JANUARY 27, 2012 CME LAUNCH TIME
Ray Fernando Hidalgo Ramirez 
CRONOLOGIA ONLINE: SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DE CRONOLOGIAS DE LANÇAMENTOS DE FOGUETES
Marcos César Gomes Matos
15min + 5min
11:10-11:30
ESTUDO DE INSTABILIDADE DEVIDA AO CISALHAMENTO DE VENTOS DAS MARÉS ATMOSFÉRICAS NA REGIÃO MLT
Vânia Fátima Andrioli
ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS RASTREIOS DOS VOOS DOS FOGUETES DE TREINAMENTO BÁSICO DO CLA
Jonas de Jesus Barros 
15min + 5min
11:30-11:50
Almoço
1h 40min 
1h 30min
13:30-15:00
Coffee break
30min
15:00-15:30
Minicurso 3
Sala: Auditório - Departamento de Geofísica
Técnicas observacionais/instrumentais para a pesquisa em ionosfera no Brasil
2h 30min
15:30-18:00
Minicurso 4
Sala: Sala 02 - Departamento de Geofísica
Aproveitamento da carga útil em lançamento de foguetes
2h 30 min
15:30-18:00
JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO (POR ADESÃO)
21:00h
Restaurante Tábua de Carnes, na Eng. Roberto Freire
As adesões para o jantar deverão ser manifestadas até o final da última sessão da terça-feira. R$ 40,00 por pessoa (bebidas à parte)
FIM DO TERCEIRO DIA
02/10/2014 – QUINTA-FEIRA: DIA DO LANÇAMENTO DO FOGUETE V SBGEA & IV FoPI
Chair: Coronel Moreira - ITA (Doutor em Sensoriamento Remoto)
Tutorial: Cel. Alcântara – Diretor do CLBI
O CLBI: PASSADO, PRESENTE E FUTURO


1h
8:00-9:00
Minicurso 5
Salão de Eventos
Soluções de engenharia para Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT)
Eng. Dolvim
2h 30min
9:00-11:30
O PAPEL DO VLM NO PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO
Henrique Oliveira da Mata
15min + 5min
9:00-9:20
MONITORAMENTO DA RESSONÂNCIA DE SCHUMANN NO CAMPUS DO ITA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP
João Paulo Corrêa
15min + 5min
9:20-9:40
THE CAPACITY BUILDING OF THE INPE-UFSM NANOSATC-BR, CUBESAT DEVELOPMENT PROGRAMTHE NANOSATC-BR1 LAUNCHING AT YASNY – RUSSIA
Nelson Jorge Schuch
15min + 5min
9:40-10:00
Coffee break
30 min
10:00-10:30
Chair: Prof. Dr. José Henrique Fernandez - UFRN 
MODELO COMPUTACIONAL PARA A FORMAÇÃO DE EQUIPES DE ALTA EFICIÊNCIA BASEADO NAS REDES SOCIAIS EGOCÊNTRICAS DOS COORDENADORES TÉCNICOS DE CAMPANHA DE LANÇAMENTO
Joel Carlos Vieira Reinhardt
15min + 5min
10:30-10:50
ROCKET OBSERVATIONS OF ANOMALOUS ELECTRON TEMPERATURES BELOW THE F LAYER
Polinaya Muralikrishna 
15min + 5min
10:50-11:10
CONASAT – UMA MISSÃO ESPACIAL DE MONITORAMENTO AMBIENTAL USANDO CUBESAT
Manoel Jozeane Mafra de Carvalho 
15min + 5min
11:10-11:30
Almoço
1h 30min 
Um ônibus levará os participantes para Ponta Negra onde poderão escolher o local para o seu almoço.
Saída do CLBI: 11:45h
Retorno ao CLBI: 13:15h - LOCAL À COMBINAR  
Briefing sobre o LANÇAMENTO – Cel. Alcântara (Diretor do CLBI)
1h 
13:30-14:30
Deslocamento para área de Lançamento – Centro de Controle
10 min
14:30-14:40
LANÇAMENTO DE FOGUETE SUBORBITAL
50 min
14:40-15:30
Coffee Break e SESSÃO DE PÔSTERES 2
1h
15:40-16:40
Debriefing do Lançamento – Cel. Alcântara (Diretor do CLBI): Análise dos dados do lançamento
20 min
16:40-17:00
FAREWELL BEACH PARTY AT CLBI
Local: Praia Privada – Area Militar dentro do complexo do CLBI
Adesão de R$ 20,00 (para as bebidas)
2h
17:30-19:30
FIM DO QUARTO DIA
Obs.: O dia 03/10 é feriado estadual no RN – Dia em Homenagem aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu (Massacres que ocorreram em 1645 no Rio Grande do Norte). A UFRN estará fechada mas é possível o acesso até os anfiteatros aos participantes do Simpósio. Não será servido almoço nas dependências do campus. 

03/10/2014 V SBGEA (Instrumentação)
Chair: Prof. Dr. Gilvan Borba - UFRN
Tutorial: Dr. Jean-Pierre Raulin:
PESQUISAS EM FÍSICA ESPACIAL REALIZADAS NO CENTRO DE RÁDIO ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA MACKENZIE

1h
8:00-9:00
AQUISIÇÃO E TRATAMENTO DE DADOS PARA UM MONITOR DE RADÔNIO
Marcelo Sampaio
15min + 5min
9:00-9:20
DEVELOPMENT OF A SOLAR TRACKING SYSTEM FOR THE SOLAR LUMINOSITY AND IRRADIANCE MONITOR (SLIM-BR)
Lucas Feksa Ramos
15min + 5min
9:20-9:40
SUBIONOSPHERIC VLF PROPAGATION MODELLING DURING SOLAR FLARES
Alberto Akel
15min + 5min
9:40-10:00
Coffee break
30 min
10:00-10:30
Plenária da Sociedade Brasileira de Geofísica Espacial e Aeronomia
1h 30min
10:30-12:00
Encerramento
 12:00 
























SUS em RECIFE é de Primeiro Mundo!

‘Nunca fui tão bem tratada’, diz mineira que largou plano por SUS

  • Há 3 horas
Bom funcionamento faz com que pacientes como Cintia (à direita) deixem atendimento privado.
Cintia Vieira Leal, de 29 anos, começou a frequentar o Posto de Saúde da Família (PSF) de seu bairro em Uberlândia (MG) apenas "enquanto o novo convênio não ficava pronto". Ao descobrir uma doença durante a gravidez, no entanto, decidiu abandonar o tratamento privado em favor do SUS. "Nunca fui tão bem tratada", disse à BBC Brasil.
Apesar dos problemas na implantação do modelo de atenção básica no Brasil, médicos de família e comunidade - os especialistas que atuam na atenção básica - entrevistados pela BBC Brasil dizem que histórias de pacientes que trocaram o plano de saúde pelo acompanhamento com equipes de Saúde da Família são mais comuns do que parecem, quando o modelo funciona bem em um município.
Nos postos de saúde e unidades básicas, uma equipe de médicos, enfermeiros e agentes comunitários deve acompanhar até quatro mil pessoas – desde crianças até idosos. O bom funcionamento do modelo, que também é adotado por países como Reino Unido, Canadá e Austrália, ajudaria a evitar a superlotação de emergências e hospitais, um dos principais gargalos do atendimento médico no país.
Na maior parte das unidades, no entanto, pacientes e profissionais sofrem com a infraestrutura precária e a dificuldade de completar equipes de profissionais, especialmente em municípios menores e mais distantes das capitais.
O desconhecimento da população sobre o funcionamento do sistema de saúde também faz com que muitos pacientes procurem diretamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais.
"Eu tinha ido poucas vezes nessas unidades do SUS, porque tudo costuma ser mais rápido pelo convênio. Mas minha vizinha fazia o atendimento lá e resolvi começar o pré-natal", disse Cintia, que trabalha como porteira, à BBC Brasil.
Quando seu novo plano de saúde ficou pronto, ela chegou ir a consultas com outro médico, mas decidiu deixar o atendimento privado e concluir a gestação com o acompanhamento da equipe do posto de saúde.
"Na minha outra gravidez fui atendida pelo convênio, mas o atendimento era superficial. O médico não me perguntava muito sobre mim e eu não sentia a oportunidade de perguntar para ele. No posto de saúde, gostei de como a equipe me acolheu. Pareciam ter interesse em me ajudar, tirar minhas dúvidas", diz.
Durante a gestação, a equipe diagnosticou Cintia com toxoplasmose - uma infecção que oferece sério risco ao bebê. "Meu convênio não me dava segurança de que teria cobertura para o que precisasse e a doutora me convenceu a ficar no SUS."

'Outro tipo de complexidade'

A médica que atendeu Cintia, Natália Ferreira, afirma que parte do preconceito com relação aos médicos de família parte de acreditar que o trabalho nos postos de saúde é "simples".
"Os recém-formados acham que ir para a atenção básica até passar em uma residência é mais fácil do que ir para uma urgência, onde os problemas são mais agudos e é preciso ter mais experiência. Mas não é tão fácil assim, é outro tipo de complexidade", disse à BBC Brasil.
"Na atenção básica você não precisa tanto da tecnologia, dos exames complexos. Mas nós lidamos com a situação do indivíduo e com a complexidade clínica. Se um sujeito é hipertenso e eu fosse um cardiologista, meu foco seria na doença dele. Quando eu, médica de família, recebo um hipertenso, eu considero que ele é idoso, que tem outras doenças associadas. É como se eu montasse o quebra-cabeça das especialidades."
Mesmo encaminhando o paciente para um especialista, segundo Natália, o médico da família deve, idealmente, continuar fazendo o controle da sua situação. "Somos nós que lidamos com a dificuldade de a família cuidar dele, de ele não saber entender a receita, de não querer tomar o remédio", afirma.
A médica de 29 anos, que hoje orienta recém-formados na residência de medicina da família e comunidade da Universidade Federal de Uberlândia, diz que os novatos "se espantam com a quantidade e com o tipo" de pacientes que procuram o posto de saúde.
Um médico de família divide sua carga horária semanal em atendimentos no posto ou unidade básica de saúde - que ocupam a maior parte do seu tempo - e visitas às casas dos pacientes quando é necessário. Em alguns casos, um trabalho de investigação chega a ser necessário para solucionar problemas que atingem pacientes de um bairro ou comunidade.
Há cerca de três meses, Natália e outras médicas de seu posto de saúde foram até uma creche em Uberlândia descobrir por que três crianças atendidas por elas permaneciam abaixo do peso normal. "Descobrimos que a creche servia as refeições às crianças com um intervalo muito pequeno entre uma e outra e não controlava se elas comiam", diz.
"Algumas não tinham fome na hora da refeição e tomavam só leite o dia inteiro. Por isso não estavam ganhando peso". A solução provisória encontrada foi negociar o acompanhamento especial das três crianças pela professora, mas as médicas questionaram junto às autoridades o cardápio das creches do município e aguardam resposta.

'Deveria ser assim'

Mesmo satisfeita com o atendimento que teve na equipe de Natália durante a gravidez, Cintia Leal diz que nem tudo funcionava tão bem. "Eu tinha medo de perder a consulta e ter que pegar a fila de novo no posto, era desgastante. O ultrassom lá também é muito demorado. Eu não consegui nenhum, fiz todos pelo plano de saúde."
O bebê nasceu há cerca de um mês e ela diz que pretende continuar frequentando o PSF. "Não sei se esse projeto é só aqui ou se foi só o jeito dela (da médica) mesmo. Mas acho que deveria ser assim em todos os lugares", diz.
Apesar de trabalhar em uma unidade de referência em sua cidade, Natália reconhece que a infraestrutura é um dos principais problema dos profissionais na atenção básica - e um fator que afasta os pacientes.
"Muitas vezes falta o básico: macas, tensiômetros, medicamentos. E temos dificuldades ao encaminhar os pacientes para os especialistas e os hospitais. Pegamos pacientes graves, cujos casos não conseguimos resolver porque falta ambulância, falta leito no hospital", diz.
"Às vezes tenho um paciente com uma condição que não é tão aguda, mas que eu não consigo resolver porque encaminho para o especialista e a consulta demora quatro ou cinco meses."
A dificuldade para conseguir realizar exames mais complexos também contribui para a dificuldade dos médicos de família para resolverem uma quantidade maior de problemas de pacientes, segundo a profissional.
"Temos um número de exames de cada tipo que podemos fazer e um número de vagas em cada especialidade, definidos pelo município, mas em muitos lugares essa conta não fecha. Aí a fila fica enorme e os exames demoram meses pra sair. A minha fila de ultrassom hoje é de sete meses, no mínimo. No caso das gestantes e de pacientes muito graves eu faço um pedido de prioridade", diz.
Em entrevista à BBC Brasil, o secretário de saúde de Uberlândia, Almir Fontes, afirmou que o número de equipes de Saúde da Família na cidade aumentou de 50 para 70 em um ano e meio de gestão, na tentativa de impedir a sobrecarga do atendimento.
Fontes afirmou também que a prefeitura reformulou o sistema de entrega de medicamentos e o controle da compra dos materiais, mas fala de "problemas logísticos" e burocracia que causam atrasos na distribuição.
"Parte dos medicamentos da atenção básica é distribuída pelo Estado e recentemente houve uma demora por conta de um problema logístico. Reestruturamos a nossa central de farmácia e nesse momento estamos sem problema de falta de medicamentos. Mas isso também é dinâmico, há questões logísticas que às vezes não dependem de nós", afirmou.
Ainda de acordo com o secretário, um médico cardiologista, a demora na realização de exames como o ultrassom se deve, em parte, a um excesso de pedidos por parte dos profissionais. "O profissional hoje é mais voltado para a tecnologia do que para o exame, a conversa com o paciente. Por causa de uma cultura de formação, às vezes ele pede exames que não seriam realmente necessários após o exame clínico. Conseguimos reduzir as filas até para exames mais complexos, como a ressonância, mas a demanda do ultrassom de fato continua grande."
Mesmo com problemas, atenção de médicos de família 'conquista' usuários: à esquerda, Natália Ferreira atende Irene Silva

Vínculo

Apesar dos atrasos e filas, o atendimento pode fazer a diferença na hora de "conquistar" os pacientes. Durante a residência os médicos de família e comunidade são encorajados a estabelecer vínculos com as pessoas que acompanham - algo que nem sempre é comum em profissionais sem essa especialidade.
"Por sermos uma especialidade com menos prestígio, a abordagem da medicina de família ainda é desconhecida por muitos médicos que atuam na atenção básica", diz Natália Ferreira.
A dona de casa Irene Gonçalves da Silva, de 50 anos, também se disse "convertida" ao SUS pelo acolhimento da equipe. "Natália não me obriga a nada, mas conversa muito comigo. Desde então estou com ela e não pretendo mudar", disse à BBC Brasil.
Irene chegou à equipe do mesmo PSF com sintomas de descontrole de sua diabetes. "Eu nunca tinha feito atendimento no Posto de Saúde. Quando comecei com o problema de diabetes eu tinha convênio, então eu ia a um endocrinologista há três anos."
Após perder o convênio quando seu marido mudou de empresa, Irene continuou pagando consultas, mas sua saúde deteriorou. "Comecei a inchar, ter dores de cabeça, tinha dificuldade de enxergar. Quando Natália me atendeu e pediu os exames, descobriu que eu já estáva com insuficiência renal crônica. Aí ela trocou meus medicamentos e eu fui melhorando."
"Pra te falar a verdade, eu não achava que ia ter esse atendimento no SUS. Ela tira um tempo assim para te ligar, para saber o que está acontecendo. Isso eu nunca tive, nem no convênio", afirma.
25.09.2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Victor volta ao CONACAN>

Victor Vale obteve liminar na Justiça e continua na função de Presidente do Conselho de Moradores de Candelária, segundo informações de terceiros, pois não houve contacto com a administração do CONACAN. Até o momento, 18h48m, não há notícias de ato público e comemoração festiva pela liminar obtida que, por sua vez, contestou a ação impetrada pela Chapa 03, liderada por Marcus Vinicius Pereira.


sábado, 20 de setembro de 2014

Uma postagem diferente.

Imagem de aurora boreal sobre lago na Islândia é 'foto de astronomia do ano'

Atualizado em  19 de setembro, 2014 - 06:08 (Brasília) 09:08 GMT
BBC
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  • A  melhor da astronomia
De um eclipse sobre o Quênia até um céu sereno preenchido com uma aurora verde cintilante - a competição "Fotógrafo de Astronomia do Ano", realizada pelo Observatório Real de Greenwich, em Londres, apresenta o cosmos que vai além do nosso planeta por meio de fotos deslumbrantes.
Foram centenas de participantes de 51 países, com fotos divididas nas categorias Terra e Espaço, Pessoas e Espaço, Nosso Sistema Solar, e Espaço Profundo.
O vencedor geral foi o britânico James Woodend, que ganhou o prêmio principal de Fotógrafo de Astronomia de 2014 com uma foto da aurora verde cruzando o céu islandês e refletindo na lagoa glacial de Vatnajökull.
Shishir Shashank Dholakia, de 15 anos, dos Estados Unidos, ganhou na categoria Fotógrafo Jovem do Ano. As fotos vencedoras estão expostas no Observatório Real de Greenwich até 22 de Fevereiro de 2015.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tentativa de assalto, falta de energia e abaixo assinado em favor do presidente do Conselho do CONACAN.

Tentativa de sequestro e assalto, falta de energia e abaixo assinado foram as notícias de destaques hoje, no conjunto residencial Candelária. A tentativa de assalto e sequestro relâmpago ocorreu por volta das 6h30 min de hoje, na rua Marquês de Pombal, quando a nora de dona "B.", caminhava para o trabalho, e foi abordada por um homem branco, condutor de um Volkswagen tipo Gol, cor branca, para o carro e mandou que entregasse a bolsa e entrasse no carro. R., respondeu que não entregava a bolsa nem entraria no carro e que estava indo para o trabalho. Apareceram moradores, por acaso. O condutor do carro desistiu e acelerou o carro, sumindo. Os comentários de que outras mulheres foram abordadas da mesma forma pelo homem "misterioso". Ele não mostrou arma nem foi agressivo com a vítima da rua Marquês de Pombal.
Por volta das 15h35min de hoje, faltou energia em Candelária durante  cerca de 6 minutos.O motivo seria a elevação da demanda no campus da UFRN, onde trabalham e estudam 40 mil pessoas por dia. Quando a energia cai ou desce bruscamente, Candelária sofre cortes de energia de curta duração. Segundo um professor, muitos equipamentos eletro-eletrônicos são danificados, inclusive elevadores. A solução seria a construção de uma sub-estação pela COSERN que, segundo informações, já foi solicitação pela administração central da UFRN há quase um ano.
O terceiro assunto é o abaixo assinado que foi elaborado pela assessoria jurídica do CONACAN, no sentido de VICTOR VALE continuar no cargo, pois a chapa 03 entrou na Justiça para anular o pleito realizado no dia 17 de agosto.. A ação judicial tem n° 0807113-49.2014.8.20.0001, pedindo a anulação da eleição pela Chapa 03, representada por Marcus Vinicius de Souza Pereira.

domingo, 14 de setembro de 2014

Até a cerveja teve queda na produção: 7%.



A economia no caminho do vinagre
Tomislav R. Femenick – Contador, mestre em economia.

            Recentemente fui convidado para almoçar na casa de um casal amigo.  Como manda a praxe, escolhi entre as minhas poucas garrafas de vinho aquela que seria a melhor opção para levar. Era o tipo certo de vinho, da marca certa, da safra certa. Era minha obrigação “fazer bonito” junto a pessoas que cultivam o prazer de uma boa mesa, com um bom vinho. Estava todo correto, até a hora de abrir a garrafa. A rolha tinha um defeito e o lacre não foi capaz de impedir a penetração do ar. Resultado: o vinho vinagrou; um vinho maravilhoso tinha se transformado em apenas um vinagre razoável.
            Esse fato corriqueiro e extremamente particular veio a minha mente quando comecei a analisar alguns dados da economia nacional, referentes a datas que correspondem aos meses recém-passados. A avaliação crítica desses elementos conduziu-me a conclusões que se chocam entre si. Há fatos bons e adequados, porém o viés, o comportamento dos índices no decorrer do tempo, apontam para um futuro se não aterrorizador, mas certamente preocupante.
            O país ainda tem um confortável estoque dólar e euro, as chamadas moedas fortes, que faz com que não exista problema de rolagem de dívida externa, e a inflação não atinge um patamar gritante; fonte das crises tradicionais que sofremos no passado. Todavia, nada garante que esse cenário se sustente por muito tempo. O que realmente preocupa é o “estado de espírito” que contamina o futuro da economia do país, isso em decorrência de fatos concretos.
A expectativa do PIB brasileiro para este ano decresce, em linha de queda sem interrupção, sempre abaixo de 1%. O emprego na indústria registrou um retrocesso de 0,7% em julho e no ano já acumula perda de 2,6%. As montadoras de veículos vêm reduzindo sua produção de maneira contínua. A Nissan suspendeu temporariamente o contrato de trabalho de 279 funcionários. Outras foram mais longe: a Peugeot-Citröen, suspendeu o contrato de 650 empregados e a General Motors de 930 da sua fábrica em São José dos Campos-SP. O setor de caminhões foi o que mais sofreu com as medidas idênticas em agosto, que atingiu as fábricas da MAN, Mercedes-Benz, Ford, Iveco e Volkswagen.
Na quarta-feira passada, o Ibovespa encerrou com queda de 0,81%, acumulando perdas de 5,97% nos últimos seis pregões e o dólar fechou em alta; em três dias a moeda norte-americana acumulou ganhos de 2,10% ante o real. Em agosto passado, a inadimplência do consumidor registrou uma variação de 17,2%, se comparada com o mesmo mês de 2013, e 2,5% acumulada no ano. Esse último fato indica um desaquecimento do modelo de incentivo ao consumo, adotado nos governos Lula e Dilma.
A Moody's, uma agencia de classificação de rating, revisou a perspectiva do Brasil de estável para negativa e para baixo a nota de crédito do BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e HSBC. A causa dessa atitude da Moody's, entre outras, talvez tenha sido os abalos sentidos pelo chamado tripé macroeconômicos: a flutuação cambial, as taxas de juros e a meta anual de superávit “primário” (uma espécie de poupança para pagar os juros da dívida pública) que sofrem interferência conforme seja o interesse momentâneo; a nova matriz de flexibilização econômica do governo Dilma.
Todos esses acontecimentos incutiram nas pessoas, principalmente nos empresários, a incerteza do crescimento e, mais preocupante ainda, a certeza da estagnação econômica. E o estado de espírito é um componente determinante, essencial mesmo, para o desenvolvimento. Consequência: menos investimento, menos emprego, menos consumo.
E para terminar quase como começamos: em agosto, a produção nacional de cerveja registrou a segunda queda consecutiva, com recuo de 7,7%.
Tribuna do Norte. Natal, 14 set. 2014.