domingo, 29 de junho de 2014

Virão mais chuvas por aí, meninos?

sábado, 28 de junho de 2014

Velhos tempos




Ah! Os guarda-chuvas!

Elísio Augusto de Medeiros e Silva

Empresário, escritor e membro da AEILIJ
elisio@mercomix.com.br
Quando eu era criança, tive muitas capas de chuva, fabricadas de tecidos impermeáveis, e um sem-número de guarda-chuvas, que normalmente eram comprados na “Formosa Syria”, na Av. Rio Branco.
Perdi tantos... que acabei desistindo de usá-los. Desde essa época, que vivi sem nenhum desses abrigos contra a chuva. Também em Natal não chovia muito! De uns tempos para cá é que resolveram cair essas chuvas torrenciais na Cidade do Sol! Chove de dia, de tarde, de noite!...
Então, de início, em vez de andar com um guarda-chuva pendurado, pingando água, preferia usar as proteções das marquises das lojas, ou dos estacionamentos cobertos, dos shoppings, embora, ocasionalmente, isso não impedisse um ou outro banho de chuva.
Esse ano, como vocês devem ter percebido, está chovendo muito em Natal, e como preciso deslocar-me diariamente a vários lugares, resolvi não tomar mais chuvas. Então, decidi comprar novamente um guarda-chuva, mesmo sabendo de antemão que seria um problema conduzi-lo... e não perdê-lo.
A Formosa Syria não existe mais, porém, vocês precisam ver como existem camelôs que vendem guarda-chuvas na Av. Rio Branco.
Desde que os ingleses passaram a adotá-lo, em 1786, com a função correta, tornou-se um dos objetos mais fáceis de perder, principalmente, pelos proprietários que não têm o hábito de saírem com eles todos os dias. O uso ocasional faz com que ele suma na primeira distração – dizem os mais antigos que isso não acontecia com as bengalas, que, acredito, serem parentes dos guarda-chuvas. Pelo jeito, só se é fiel àqueles a quem faz dele uso constante!
Como vocês sabem, o guarda-chuva dobrável, surgido em 1805, permaneceu imutável: quase os mesmos, pois nunca conseguiram mudá-lo totalmente: austeros, de tecidos pretos, cabo curvo (vários materiais) e as infinitas aspas... como quebram essas aspas! Embora convenhamos, atualmente, vários modelos dispõem de recursos sofisticados.
Desde que foi inventado, a sua função continua a mesma: proteger os usuários. Faça chuva ou faça sol!
A história nos informa que, na Mesopotâmia, região atual do Iraque, há 3400 anos, já se usavam artefatos destinados a proteger a cabeça dos reis – mas, contra o sol, pois a chuva era rara ali.
Então, lembro-me que, durante a minha infância, mesmo não sabendo do detalhe acima, os guarda-chuvas tinham o aspecto de coisa muito antiga. Em alguns países, uma de suas características era ser usado em enterros. Fúnebre, não?!
Quando, após ser usado, está molhado e escorrendo água, descansa normalmente encostado a uma parede, sem ter a liberdade de ser aberto para secar – isso somente no sol!
As senhoras adoram as sombrinhas, que têm a mesma função, enquanto o pessoal mais jovem não lhes dá muita atenção, mas, mesmo assim, nunca saiu de uso.
Existem uns parentes seus, próximos, bem maiores: os guarda-sóis de praia, que, com seus coloridos, enfeitam as nossas orlas, desde os anos 50.
Durante o carnaval, os passistas do frevo usam umas sombrinhas pequenas, para embelezarem os seus passos. Embora com uma função totalmente diferente, devem ser da mesma família.
Depois que voltei novamente a usar o guarda-chuva, constatei que se encontram totalmente em desuso os porta-guarda-chuvas, tão comuns nos finais do século XIX. Estou procurando um, se souberem, me avisem.
Pelo jeito, vou incorporar novamente o guarda-chuva no meu dia a dia, e aprender a conviver com ele. A propósito... vocês o viram por aí?
Analisando a condição humana, Ernest Hemingway, certa vez disparou : 
"Aos que trazem muita coragem neste mundo, o mundo quebra a cada um deles e eles ficam mais fortes nos lugares quebrados. Mas aos que não se deixam quebrar, o mundo mato-os.Mata os muitos bons, os meigos,  os bravos, imparcialmente. Se não pertenceis a nenhuma destas categorias, morrereis da mesma maneira, mas não haverá pressa nenhuma em matar-vos” – Ernest  Hemingway
Eduardo Gosson

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Os idosos de Candelária, que gostavam de cinema, nos anos 60, se lembram dele.

Enchia a cara de Coca-Cola, vivia comendo no Roman Ribs - era doido por uma costelinha de porco, dormia pouco, só fazia papel de bandido cucaracho, adorava uma mesa de doces e sobremesas proibidas pelos médicos. Ía completar cem anos no próximo ano. Um outro Plus : fumava que nem uma caipora (como dizemos lá no Sertão, terra de cabra macho e cangaceiro valente ! 

Morre um dos ‘maus’ do cinema

Luiz Zanin Oricchio

Se você gosta de western spaghetti, há de se lembrar de Tuco, o mexicano, que ao lado de Clint Eastwood e Lee van Cleef, eram Os Três Homens em Conflito, título brasileiro desse emblema do gênero, dirigido por Sergio Leone em 1966. Tuco era interpretado por Eli Wallach, que morreu na última terça-feira, aos 98 anos. Neste filme, ele usava uma técnica especial. Fazia o malvado ficar engraçado, puxando o tipo mexicano em direção a uma caricatura que se auto-parodiava. Visto de perto, era trabalho de um grande ator, e Eli era dos melhores.
DivulgaçãoWallach fez com maestria papéis importantes e comédias levesWallach fez com maestria papéis importantes e comédias leves

De certa forma, no imaginário do público, ele ficou preso a esse papel, ou alguns similares, embora tenha interpretado quase duas centenas de personagens ao longo de uma extensa carreira. Dos filmes mais conhecidos em que figura no elenco, podem-se citar Sete Homens e um Destino, A Conquista do Oeste e O Poderoso Chefão 3.

Mas na verdade, Wallach, nascido em Nova York em 1915, trabalhou até idade avançada, tendo integrado o elenco de Wall Street: o Dinheiro Nunca Dorme, crítica de Oliver Stone à especulação financeira. Uma longa vida - uma das suas últimas participações é de 2010, em O Escritor Fantasma, de Roman Polanski.

Se na memória dos cinéfilos sua imagem ficou presa ao do homem mau inventado por Sergio Leone, era, na verdade, muito mais versátil. Era conhecido como ator pau para toda obra exatamente pela plasticidade com que aplicava o “Método”, aprendido no Actor’s Studio, de Lee Strasberg, que revolucionou o cinema e o teatro norte-americanos no pós-guerra. Foi colega de Marlon Brando, Montgomery Clift, Sidney Lumet. Brando e Clift logo conheceram o estrelato. Já o tipo de Wallach, em métier tão dependente da beleza física, o empurrava para papéis secundários e, na maior parte das vezes, vilões.

Diferente era no teatro, palco em que Wallach podia tocar toda a extensão de sua gama dramática, sem os entraves mercadológicos de Hollywood. Por isso, costumava dizer, com bom humor, que tinha “vida dupla”. Numa, era o eterno vilão do cinema; noutra, o ator escolhido para viver personagens sofisticado. Wallach, no meio teatral nova-iorquino, tinha reputação de ótimo intérprete de Tennessee Williams, Eugène Ionesco e Tom Stoppard, entre outros autores.

Mas essa é a cena teatral, que, embora cosmopolita, não viaja, ou viaja com menos facilidade e frequência que o cinema. Inevitavelmente, Wallach torna-se conhecido por sua atuação na tela. E, nesta, foi mais limitado, pelo menos em aparência.

Mas, mesmo em termos de cinema, se pensarmos bem, Wallach criou personagens matizados. Por exemplo, em O Poderoso Chefão 3, na parte da Sicília, faz um inesquecível Dom Altobello, o mafioso veterano, cheio de sabedoria, que se envolve na luta do angustiado Michael Corleone (Al Pacino) contra facções locais e o poder do Vaticano. Como tantas outras figuras secundárias, escolhidas a dedo por Francis Ford Coppola, Wallach contribui com seu tanto de talento e refinamento para que o resultado se torne nada menos que uma obra-prima da história do cinema.

Lembramos com facilidade do homem mau, mas esquecemos outras de suas facetas, Além de Dom Altobello, Wallach foi Guido, que, em Os Desajustados, de John Huston, dança com Marilyn Monroe em seu último filme.

Wallach fez cinema, telefilmes, séries, peças de teatro. Foi ator completo.

Sábado, 28, haverá festa junina em Candelária.



Cartaz/Divulgação

Com o objetivo de fomentar a identidade cultural, utilizando espaços públicos para democratizar os diferentes tipos de culturas do bairro de Candelária, oportunizando que toda a comunidade possa participar e usufruir das diferentes atividades a serem desenvolvidas, será lançado no próximo sábado (28) o Projeto Candelária Multicultural, na Praça do Campo (Candelária), a partir das 18h30. 
O Projeto Candelária Multicultural terá como tema na sua primeira edição o “São João” e contará com várias atrações, dentre elas: a banda “Balaio de Gato” formada por moradores do bairro; trio pé de serra, quadrilha junina, grupos folclóricos, feira de artesanato, comidas típicas, além do relançamento do “Cordel de Candel” do professor e cordelista Manuel de Azevedo. 
A iniciativa é do Grupo Reviver Candelária, formado por moradores do bairro. A proposta visa incentivar e fomentar a pluralidade cultural através da ampliação da participação da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável, qualificando a vivência cultural através da introdução das ações coletivas no bairro. 
“Este projeto propõe despertar e valorizar valores emblemáticos relacionados as manifestações coletivas no contexto cultural. A vida no bairro de Candelária foi marcada pela diversidade cultural, com heranças e rastros dos mais velhos que aqui habitaram e que contribuíram para sua formação”, destacou Gustavo Santos, morador e integrante do grupo. 
Além disso, o Candelária Multicultural deseja proporcionar uma confraternização e intercâmbio de experiências entre os participantes, cujo local escolhido para essa primeira edição é a Praça do Campo. O espaço já foi local de grandes manifestações culturais do bairro ao longo do tempo.
Já segundo Marcus Vinícius, também morador e integrante do Grupo Reviver Candelária, o evento de sábado vai servir para reunir moradores, reviver a cultura que está adormecida e valorizar os artistas locais e consequentemente deixar um legado positivo para toda a comunidade. 
Gustavo Santos
Assessor de Imprensa
Fonte: assesorn.com[revivercandelaria@gmail.com]

segunda-feira, 23 de junho de 2014

MUITO IMPORTANTE.  NÃO DEIXEM DE LER E DE RETRANSMITIR


 
Advertência útil aos consumidores!
Alguns estabelecimentos comerciais, inclusive supermercados, shoppings e suas praças de alimentação, instalaram câmeras de alta resolução no teto de suas lojas, logo acima dos caixas, como parte de seu sistema de segurança.
Por tal razão, é recomendável aos usuários que pagam suas contas com cartão de crédito ou débito, que adquiram o hábito de colocar uma das mãos sobre o teclado enquanto digitam suas senhas, a fim de  obstruir a filmagem e conservarem sua privacidade com proteção
 
Atenção: O sistema não é operado por funcionários qualificados, que podem se beneficiar de seus dados!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"Essa história de que "o bom cabrito não berra", não é para Rosalba", segundo Poti Neto. O futuro dirá. Por isso, é melhor deixar a poeira baixar.

Acho cedo para qualquer avaliação sobre o mérito da recente e traumática decisão do DEM em negar legenda para que a governadora Rosalba Ciarlini pudesse ser candidata à reeleição aqui no RN.
Claro, neste momento, não apenas os partidários da governadora e seus afilhados, mas também aqueles que, antes, a detestavam e chegavam a “demonizá-la”, mas, agora, sonham com o seu apoio, consideram-na uma injustiçada.
Do mesmo modo, aos contrários, sobrarão argumentos para justificar a sua exclusão, sob o argumento de que Rosalba – tão competente na hora de construir as alianças que a elegerem repetidas vezes, foi incapaz de sustentá-las estando no poder, acabando como a principal prejudicada pelo próprio veneno.
Diz o provérbio popular que “o bom cabrito não berra”. Ao que parece, essa sentença não é compatível com a personalidade da governadora, pelo tom de ameaça que jogou no ar ao ser entrevistada por Diógenes Dantas nesta quarta-feira, na 96 FM, quando num claro gesto de desafio, lembrou a música de Alcione e proclamou: “Pode esperar”.
A governadora sente-se traída por todos os que tiveram que abandoná-la e, pela forma como fala, não parece disposta a uma atitude de mais serenidade, fazendo uma auto-crítica e até reconhecer que, se todos erraram, ela também pode ter cometido seus equívocos.
Pra mim, pelo pouco que entendo do feijão com arroz da política, se deixar mesmo a poeira baixar – como acenou que deixaria na mesma entrevista – a governadora ainda vai dar graças a Deus por não precisar disputar a reeleição.
Poti Neto (PMDB)
Vice-prefeito de São Gonçalo
- Com post na página de Poti NetoSerá que Henrique Eduardo não será o beneficiado com a saída de Rosalba do páreo eleitoral?, é a pergunta que parte do eleitorado de Natal faz.