quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dia 31, sábado, às 8h30m, vá a São Gonçalo e assista a inauguração do aeroporto. Jaime Calado está convidando o povo.

FESTA NO INTERIOR


Foto convite selo comemorativo/divulgação
No próximo dia 31, o município de São Gonçalo do Amarante vai viver um momento histórico com a chegada do voo inaugural e o início das operações do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves. Para marcar a data, a Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Cultural Dona Militana e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, preparou um receptivo para os visitantes e potiguares que vão desembarcar no terminal de passageiros.

O início das operações do novo aeroporto está previsto para as 8h30, mas o voo inaugural, de número 3306 da empresa TAM, tem como origem a cidade de São Paulo e destino São Gonçalo do Amarante, com pouso às 9h40.

Na chegada os passageiros vão ser recepcionados por apresentações culturais e vão receber kits comemorativos pela ocasião da data.

Lançamento de Selo
Ainda para comemorar o voo inaugural, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos vão lançar o Carimbo Comemorativo e o Selo Personalizado como forma de registro do momento histórico para o município que está recebendo este grande empreendimento.

A solenidade acontecerá no terminal de passageiros, logo após o receptivo. O evento vai contar com a presença do prefeito Jaime Calado e o diretor regional dos Correios do Rio Grande do Norte, José Alberto Brito. [por secretaria municipal de comunicação]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/29/2014 01:20:00 PM
Fonte:assessorn.com

Quem são os inimigos do SUS?

quinta-feira, 29 de maio de 2014




O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: SUA FORÇA E SUA FRAQUEZA

Uma  proposta de reflexão coletiva para o OBSERVATÓRIO DA SAÚDE DO DF (Parte  I)
Geniberto Paiva Campos -  maio/2014, médico em Brasília, DF

1)      Um breve histórico da trajetória do SUS 

Decorrido um quarto de século da existência e do funcionamento do SUS/Sistema Único de Saúde brasileiro,  urge fazer permanentes  avaliações do Sistema e o impacto  da sua implantação na Saúde Pública do país.

Esta frase deveria soar como um chamamento, talvez um alerta, para todos os cidadãos preocupados com a formulação e a execução de políticas sociais, potencialmente capazes de corrigir as graves distorções e desigualdades prevalentes no modelo de desenvolvimento  adotado no Brasil nas últimas décadas.

A criação do SUS, no momento em que o Brasil reencontrava o caminho da Democracia, após décadas de turbulências político-institucionais, representa a vitória de um grupo de sanitaristas engajados na luta pelas garantias do acesso à Saúde como direito de cidadania e dever do Estado, finalmente, expresso como norma constitucional.

Entretanto, o Sistema Público de Saúde vem, ao longo do tempo, enfrentando  dificuldades para exercer em plenitude o que está expresso na letra e no espírito da Constituição Cidadã, promulgada em 1988.  Problemas que,  pela sua complexidade,  merecem análises atentas a partir do entendimento de que o Estado brasileiro sofreu mudanças e inflexões significativas, quando da  inserção do Brasil como mercado emergente  da economia global.

Transcrevendo  Octávio Ianni (1997):  este é o contexto em que se desenvolve a reestruturação do Estado compreendendo a desestatização, a desregulação, a privatização e a  abertura dos mercados. Redefine-se, de alto a baixo,  a estrutura do aparelho estatal de modo  a fornecer e dinamizar a transnacionalização da indústria, da agricultura, do comércio e do sistema bancário.”

Em seu nascedouro o SUS, originário de concepções corretas e socialmente justas, atribuiu à iniciativa estatal praticamente toda a carga de responsabilidade na organização e na oferta  dos serviços de Saúde. Cabendo ao setor privado o papel de sistema suplementar, previsto na nova Constituição. Simultaneamente, a prática médica passava por profundas modificações, incorporando, com surpreendente rapidez, e consequentes aumentos de custos, novos conhecimentos científicos e tecnologias diagnósticas e terapêuticas, antes impensáveis. A conjunção desses fatores impactou fortemente o SUS ao longo da sua existência. E é possível perceber o crescimento lento e inexorável do Sistema Suplementar, colocado como alternativa ao Sistema Público.

Se considerarmos o governo José Sarney – 1985/89 – como um período de transição para a normalidade democrática e reconstitucionalização do país, a eleição de Fernando Collor – 1990/92 – substituído pelo seu vice, Itamar Franco – 1992/93 – marca um período de forte questionamento do Estado¸ com objetivos de modernização da sociedade brasileira e o sempre esperado “salto para o Desenvolvimento”. Os governos subsequentes, dispondo, a partir de 1998, do estatuto da reeleição, continuaram, apenas com diferentes nuances, esse questionamento da missão do Estado como indutor e executor de políticas públicas. Os governos Itamar Franco/Fernando Henrique Cardoso propiciaram o controle racional do processo inflacionário, dotaram o país de uma moeda forte, o Real, mas seguiram a trilha do neoliberalismo. Os governos subsequentes, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef promoveram consistente inclusão social. Com esforços evidentes para fazer do Estado o elemento indutor do desenvolvimento. Mas, em essência, respeitaram os cânones do neoliberalismo ortodoxo. E nenhum deles, no espaço de 20 anos dos seus mandatos,  lograram fazer do SUS um programa efetivo de Saúde Pública. O SUS persistiu enfrentando todas as dificuldades impostas pelo aparato legal que nega ao Estado tornar-se efetivo na implantação e no desenvolvimento de  políticas públicas.

 O impacto dessas novas concepções no âmbito do Congresso Nacional foi  muito intenso. A elite brasileira, ou se preferirmos, a classe dominante, sobretudo aquela  representante do capitalismo financeiro, rentista  e não produtivo, percebeu que o controle da “fábrica de leis” – senado e câmara federais – tornara-se a arena decisiva para o caminhar seguro do processo de modernização, de acordo com o seu ponto de vista e interesses de classe. Alguns experientes analistas políticos afirmam que o maior partido do Congresso é o “partido do empresariado”.   A tudo isso o SUS  vem conseguindo resistir, a duras penas. O episódio da CPMF, em 2007, é emblemático. Recursos substanciais, cerca de 40 (quarenta) bilhões anuais, foram retirados do SUS, por decisão do Congresso Nacional, decisão  amplamente comemorada, sem nenhum pudor, por parlamentares eufóricos. Que defendiam, e ainda defendem, com boa dose de cinismo, “mais recursos para a Saúde Pública”. O retrato mais evidente da ambiguidade que permeia os “apoiadores” do nosso Sistema de Saúde. O êxito de um programa de saúde pública, sob liderança estatal e com forte enraizamento popular, é algo a ser evitado como anátema. Os impasses do SUS, seus avanços e recuos, decorrem em boa parte dessa concepção. Declara-se apoio puramente retórico ao Sistema, ao mesmo tempo em que criam-se as amarras  legais que, na prática, impedem o seu funcionamento.

2)      O SUS  visto por dentro

Dos princípios que norteiam o SUS, dois deles resumem os seus nobres objetivos, enquanto programa social: 1. UNIVERSALIDADE  da cobertura: TODOS  os cidadãos brasileiros passaram a ter direito de acesso à assistência à saúde;  2. INTEGRALIDADE  das ações de Saúde: significando atuação em TODAS as etapas do processo Saúde/Doença, a saber, prevenção/diagnóstico/tratamento/reabilitação/cuidados paliativos. Ações assumidas, constitucionalmente, como DEVER DO ESTADO.

Outro importante aspecto, este de ordem estratégica, estabeleceu o MUNICÍPIO  como núcleo responsável pelas ações de Saúde, criando-se, em consequência, um processo irreversível de descentralização, pulverizando as ações do Sistema Único em milhares de estruturas estanques. Sem tempo para a criação de uma definição doutrinária precisa, cada município, boa parte deles sem nenhuma tradição ou experiência prévia com as complexas questões sanitárias, com o campo da saúde em permanente mudança, via-se compelido a criar as condições para a organização e operacionalização de um sistema de atenção à saúde, atuando, por imposição legal, em todos os níveis de complexidade primário, secundário e terciário, conforme estipulavam as normas administrativas vigentes. Nesse aspecto, a Federalização foi levada às últimas consequências.  As instâncias de articulação ,criadas em decorrência do esvaziamento político e administrativo das Secretarias de Saúde -  comissões bi e tripartites – não se mostraram eficazes em promover a harmonia funcional do Sistema. Instâncias efetivas de permanente avaliação das ações  foi o elemento que esteve de todo ausente, ou não conseguiu mostrar sua indispensável atuação na regulação e controle do Sistema. Gerando, muitas vezes, ineficácia, desperdício de recursos e incapacidade operacional.

Como exemplo desse descompasso do Sistema, após mais de duas décadas de funcionamento, aproximadamente 800 (oitocentos) municípios brasileiros não dispunham de  médicos ou condições mínimas de infraestrutura assistencial. O que gerava justas reclamações da população desassistida e graves preocupações das prefeituras, legalmente responsáveis por essa omissão. Importante lembrar que foi este fato que levou a Associação Nacional de Prefeitos a criar o movimento “Cadê o Doutor?”, o qual teve como pronta resposta do Ministério da Saúde a criação do programa “Mais Médicos” em 2013, gerador de sérias polêmicas e conflitos com as entidades de representação da classe médica.

O acervo de realizações do SUS é um fato incontestável. O elevado número de procedimentos médicos e cirúrgicos é contado em milhões. Sem o SUS, um imenso contingente de renais crônicos ficaria sem assistência e com a sua sobrevida em risco. E um número elevadíssimo de cardiopatas evoluiriam para situações terminais da sua doença cardiovascular. São evidentes as modificações no perfil  epidemiológico do país, ocorridas nas últimas décadas e que tiveram a participação direta ou indireta do SUS. Cabe então a pergunta: por que o SUS não é percebido positivamente pela população carente como um Sistema  de efetiva prestação de assistência integral à saúde?

Quais as medidas a serem adotadas no sentido de corrigir os rumos do Sistema? Talvez seja correto apontar correções no âmbito externo, isto é, o aparato estatal e na organização interna do próprio SUS, enquanto sistema prestador de serviços, na complexa e desafiadora área da saúde. E focar todas essas medidas de correção desde o ponto de vista do usuário, a razão da existência do Sistema Único de Saúde.

(Caberia uma indagação pertinente nesta análise: por que as instituições públicas de  saúde, de êxito inegável  nas esferas assistencial, de ensino e pesquisa “fogem” do modelo estatal ortodoxo de organização? Provavelmente porque  seriam submetidas, neste modelo, a dificuldades intransponíveis, em função do controle draconiano de organismos criados com o alegado intuito de defender a correta aplicação de recursos públicos, mas que na prática inviabilizam o seu funcionamento. Várias instituições de excelência podem ser citadas. Todas adotando modelos de fundação, associação, parcerias público/privadas, entre outras modalidades).   – FIM DA 1ª PARTE –  

3)      QUEM SÃO OS “INIMIGOS” DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE?       (Parte II do texto)

Pelas considerações emitidas na primeira parte do presente artigo, os “inimigos” do SUS poderiam  ser classificados em 2 categorias: externos e internos. Se essa análise corresponder à realidade, caberia, então, fazer as necessárias e imprescindíveis mudanças: 1. no ambiente interno, aparentemente mais fácil de ser realizada; e 2. no ambiente externo,  por motivos óbvios  de bem mais difícil alcance. Esses adversários do Sistema poderiam ainda ser classificados em reais (mas disfarçados) e aparentes.

 A remoção dessas dificuldades ao desenvolvimento do Sistema passa por um pesado  e complexo jogo político. Que, logicamente, começaria pelas mudanças no âmbito interno. Corrigindo falhas estruturais e operacionais do Sistema. É fácil perceber que o Sistema Único de Saúde representa, nos dias de hoje, uma  pesada máquina administrativa, tendo incorporado, ao longo do tempo, vícios e virtudes. Pelas diferenças regionais, com características culturais próprias de cada macro região, o Sistema Único, naturalmente, adquiriu certas nuances na esfera administrativa e na forma de prestação de serviços assistências. São fatores a serem levados em conta, frente a eventuais mudanças no Sistema.

Para alguns analistas e militantes da Saúde Pública o SUS precisa ser “reinventado”. Este um termo que  causa algum tipo de repulsa ás lideranças tradicionais do Sistema, que imaginam o SUS um produto perfeito e (bem) acabado, necessitando, no máximo, de pequenas correções de rumo. É possível que tenha chegado a hora de se criar um FÓRUM PERMANENTE DE AVALIAÇÃO DO SUS. Escrutinando o seu ambiente interno e também o ambiente externo, nos quais, sabemos, residem uma série de obstáculos ao pleno funcionamento do Sistema.

A serem avaliados: no ambiente externo
Fonte:

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Desembargador envolvido em confusão em padaria desiste da Presidência do TRE

Publicação: 28 de Maio de 2014 às 10:24 | Comentários: 0
Fonte: Tribuna do Norte.
O desembargador Dilermando Mota declinou da indicação para presidir o Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE) durante o período em que ocorrerão as eleições. Durante a ordem administrativa da sessão desta quarta-feira (28), na Corte do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o desembargador pediu a palavra e informou que não iria aceitar indicação para integrar a Presidência e Vice-Presidência da Corte Eleitoral. O magistrado não deu detalhes sobre o motivo pelo qual desistiu de ocupar o cargo.
Rayane MainaraDesembargador Dilermando Mota disse que razões pessoais o levaram a desistir da presidência do TREDesembargador Dilermando Mota disse que razões pessoais o levaram a desistir da presidência do TRE

“Peço aos meus pares que se porventura meu nome vier a ser posto na lista, não venha a fazer parte desta, pois não faz parte de projeto pessoal meu, neste momento, integrar aquela Corte”, disse Dilermando Mota, apesar de garantir que o cargo "muito o honraria".

Dilermando Mota está respondendo processo disciplinar dentro do TJRN devido ao envolvimento em uma confusão na padaria Mercatto, em dezembro do ano passado, quando discutiu com clientes e funcionários de uma padaria em Natal. Em vídeos publicados na Internet, o desembargador é visto xingando pessoas e dando ordem de prisão contra cliente da padaria, que não foi cumprida pela polícia.
Faltam 15 dias para o inicio da COPA 2014. Ao estádio da COPA, vizinho ao Centro Administrativo do Estado, divisa com Candelária, acorrerão milhares de torcedores. Por isso, o Estado preparou seus órgãos de segurança pública para os 30 dias de jogos e intensa movimentação de veículos e de torcedores, etc. As principais ruas e avenidas de Candelária foram sinalizadas, mas há necessidade urgente de substituir as luminárias  queimadas e/ou defeituosas. Por exemplo, a praça da rua Bento Gonçalves, em frente à Escola Estadual Governador Walfredo Gurgel, estava  parcialmente às escuras, na noite de ontem, 27, mormente no lado da rua Raposo Câmara. No centro da praça, há uma Base Comunitária da PM. Segundo moradores, com a escuridão,  o local ficou perigoso, principalmente para os alunos e alunas do "Walfredo Gurgel", cujas aulas terminam às 22 horas.
À SEMSUR cabe as providências para recuperar a iluminação da praça.

Prepare o seu coração para a COPA.

Saiba como cuidar de seu coração para torcer na Copa 2014
Não vai faltar emoção quando a bola rolar no próximo dia 12 de junho. Mas é preciso ter saúde para torcer pelo Brasil durante a Copa do Mundo. A alta carga de euforia e adrenalina partilhada pelos torcedores da seleção durante os dias de jogo pode ser um fator de risco cardiovascular se somada a hábitos ruins. E não apenas para quem já apresenta alguma cardiopatia. A bebida em excesso e o fumo são inimigos do coração e levam milhares ao infarto anualmente.
“Alimentar-se corretamente e dormir bem nos dias precedentes à partida é fundamental, mas é importante também tomar outros cuidados para que a comemoração não se torne um estresse para o coração”, explica o cardiologista Stephan Lachtermacher, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). O médico destaca o cuidado com a sobrecarga de músculos, pelas horas em pé e pela agitação da festa, destacando que é importante fazer exercícios regularmente.
O cardiologista do INC esclarece que a euforia faz com que o coração precise bombear uma quantidade maior de sangue em menor tempo. Por isso, o cuidado deve ser redobrado com pessoas portadoras de hipertensão arterial, diabetes, com colesterol alto (LDL), estressadas e com histórico familiar de doença cardíaca. Para os fumantes, a recomendação é largar o fumo o quanto antes. Bebida alcoólica é permitida, mas com moderação.
Os cuidados precisam ser os mesmos, independentemente de onde você assistirá ao jogo. Para evitar os lanches gordurosos nos estádios ou nas confraternizações do trabalho, uma boa opção é levar sanduíche de peito de peru e suco de laranja ou manga. Se a festa for em casa, o churrasco não precisa ser vetado, mas é importante dar preferência à carne branca e magra. Nada de linguiças, salsichas e farofa. Se quiser comer um doce, prefira uma gelatina.
Dicas do INC
1- Comece a se exercitar. Caminhe cinco vezes por semana, vinte minutos ao dia.
2- Lembre-se que o foco é a festa, a diversão. Nada de se estressar!
3- Coma com qualidade. Frutas, verduras e proteínas precisam estar no cardápio.
4- Não abuse do sal.
5- Durma bem antes da partida, de preferência completando oito horas de sono.
6- Beba bastante água durante o dia e leve para o estádio se for acompanhar o jogo.
7- Leve também sanduíches, suco de frutas e barra de cereais para a partida.
8- Não fume. Especialmente no jogo, quando a emoção e o exagero falam mais alto.
9- Bebida alcoólica pode, mas apenas dois copos para os homens e um para as mulheres.
10- Se possível, faça antes uma consulta ao médico para saber como anda sua saúde.
Fonte: INC


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/27/2014 07:24:00 PM

terça-feira, 27 de maio de 2014

Miguel Josino Neto, uma unanimidade sábia
Armando Negreiros, médico (armandoanegreiros@hotmail.com) 

É uma tristeza perder um grande amigo do quilate de Miguel Josino. Há cerca de vinte anos o conheci, na casa do meu irmão Fernando. Família boa e fácil de conviver. Ficamos íntimos de toda a família areia-branquense. O Sebastião pai, o Sebastião filho, Daniel, Rodrigo, enfim, todos passamos a nos frequentar e criamos uma sólida amizade.
O acidente que levou o nosso amigo ocorreu no seu apartamento, uma queda de menos de três metros de altura, quando preparava um churrasco. Escorregou, caiu de mau jeito, traumatismo craniano e medular, com morte cerebral.
Telefonemas no início da noite do domingo (18 de maio de 2014) e pela madrugada da segunda já davam conta de morte cerebral. A noite inteira acordado pensando e imaginando todo o mundo pronunciando a palavra “fatalidade”. Para quem tinha tanta fé, era devoto de tantos santos, deveria ter sido amparado em sua queda, que o conduziu para a extinção terrena, para continuar difundindo a sua generosidade e inteligência. Mas... é a tal fatalidade, o tal livre arbítrio... por aí...
Miguel Josino Neto era portador de uma convergência perigosíssima: inteligência, erudição, memória e amizade. Convivi, e convivo, com poucas pessoas que agregam essas qualidades. São tão criativas que conseguem mesmerizar e cativar os circunstantes; ora recitando e interpretando textos em prosa, poesia ou até mesmo discursos, de memória; ora telefonando nos momentos mais inesperados com convites irrecusáveis; ora com demonstrações de carinho e afeto elogiando algo que você fez. Sempre sem a inibição de demonstrar interesse em manter o contato, o diálogo, a aproximação. Quando todas essas qualidades são direcionadas para o bem não há o menor perigo, obviamente.
Fui até a Unidade de Tratamento Intensivo, mas não quis ver o corpo que já estava em fase de doação de órgãos, atitude nobre que todos nós devemos ter. Fui ao velório e assisti aos vários depoimentos, todos pungentes e verdadeiros. Abracei alguns familiares que encontrei, todos profundamente comovidos com o infortúnio grave, irreversível e repentino. É um milagre estarmos vivos. Vivemos à própria sorte.
Li alguns depoimentos que mostram Miguel Josino com a sua face conhecida de conciliador, amigo generoso dos amigos e dos bons livros e vinhos; pai, marido, filho, etc., apaixonado; recebi fotos da adolescência em 1977, na casa de Titico Maia, com Toinho Pitel, meu cunhado, Fred Câncio, Osório Sampaio, Paulo Maia, Moacir Vilar, Júnior Maia, Januário Fernandes, Edilson Maia, Delevam, Marcos Mendes e o professor Janjão. Reportagens inteiras nos principais jornais da cidade elogiando o grande jurista, professor, profissional do direito, procurador do estado, humanista, escritor, acadêmico imortal das letras jurídicas, todos, em uníssono, deixando o seu registro sobre essa grande figura inesquecível.
Artigos no Jornal de Hoje de Vicente Serejo e Alex Medeiros que retratam características bem verdadeiras do Miguel sedento por cultura.
Conheci a biblioteca jurídica de Miguel Josino e fiquei impressionado. Na época ele tinha 32 anos de idade e a quantidade de livros era impressionante. No seu escritório havia uma coleção de girafas. Porque girafas?, perguntei. Porque gosto de girafas!, respondeu. Numa viagem que fiz trouxe uma girafa para Miguel, mas do pescoço bem curto. Ele não gostou muito, mas disfarçou e agradeceu, sensibilizado. Precisei dele para as minhas filhas advogadas, Carla e Bruna, fazerem estágio no seu escritório, foi na hora. Precisei para filhos e filhas de amigos, também foi de uma presteza imediata. Vou usar um lugar comum, comuníssimo: quem era amigo de Miguel não estava só.
É uma injustiça todos nós perdermos um homem amigo, fraterno, generoso e íntegro como Miguel Josino Neto. Os pais, irmãos, filhos, enteados (mesmo que filhos), todos os parentes, amigos e aderentes e principalmente minha amiga Karla, muita força nessa hora!

Arrastão em Candelária.

O assalto na casa de Candelária foi mais um dos diversos ocorridos aqui. Não somente em Candelária, mas em Potilândia, Mirassol e outros conjunto residenciais da zona sul de Natal.Segundo informações, essa é uma prática de gangues de jovens da periferia de Natal e de municípios vizinhos que roubam carros e vêm para Candelária aguardar a chegada das vítimas, principalmente mulheres,após os levantamentos e sondagens da área. Geralmente, os veículos são encontrados depois que os ladrões obtém outros veículos. Guarapes, Planalto e Felipe Camarão seriam as preferidas pelos ladrões para abandonar os veículos, conforme as versões divulgadas por dezenas de vítimas.

26/05/2014 18:20
  • Fiscais da Semsur flagram roubo na Decoração da Copa
Os fiscais, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), responsáveis por acompanhar o trabalho de decoração da Copa contratado pela Prefeitura do Natal, prenderam em flagrante, um homem identificado por Emanuel Nazareno de Lima Souza. O ato ocorreu por volta das 23h45, desse domingo (25), na Avenida Prudente de Morais.

O homem estava retirando os projetores que haviam sido instalados nas árvores localizadas no canteiro central da Prudente de Morais, próximo a Avenida Miguel Castro.

Segundo o fiscal da Semsur, Rosemilson da Silva, no momento da prisão, Emanuel Nazareno estava portando um alicate e um refletor. Ele foi conduzido a Delegacia de Plantão da Zona Sul, em Candelária e, após o Boletim de Ocorrência, levado a 5ª Delegacia de Polícia. "Acredito que este homem possa estar envolvido em outros furtos em razão de casos anteriores já registrados", acrescentou.

O Secretário de Serviços Urbanos, Raniere Barbosa, afirma que tem sido recorrentes os roubos deste tipo de material. "A iluminação pública, como um todo, é alvo constante da ação dos marginais, pois existe um mercado paralelo e o produto utilizado tem valor comercial. Cada projetor deste no varejo é comprado por R$ 218,00. Cada lâmpada de 400 w custa R$ 152,00. É um prejuízo para o erário", disse.

A empresa prestadora de serviço ao município, a Servlight, contabilizou o material furtado no período de 60 dias, apenas nas avenidas Presidente Prudente de Morais e Hermes da Fonseca. Cerca de 500 metros de cabos do tipo 2X2,5 de felx, 400, unidades de Fita BAP, 264 lâmpadas de vapor metálico branco, com 400 watts de potência.
Fonte: saite da pmn/semurb - www.natal.rn.gov.br

domingo, 25 de maio de 2014

Prefeitura libera túnel da avenida Romualdo Galvão

Publicação: 25 de Maio de 2014 às 11:13 | Comentários: 0
Tribuna do Norte
A primeira das seis estruturas do complexo de obras viárias no entorno da Arena das Dunas, no bairro de Lagoa Nova, está liberada ao tráfego de veículos desde às 10h30 deste domingo (25).

O túnel da avenida Romualdo Galvão passa sob a avenida Lima e Silva permite aos motoristas o deslocamento rumo aos bairros da sul de Natal e quem deseja retornar à Cidade Alta. O desafio agora é entregar outras cinco estruturas — uma delas, o viaduto à margem da BR 101, só deve ser concluída após os jogos da Copa do Mundo. Essa é a data anunciada pelo prefeito Carlos Eduardo, que esteve na manhã de hoje acompanhando a liberação do tráfego.

Já o túnel da avenida Raimundo Chaves com Prudente de Morais só será entregue dia 12, um dia antes da primeira partida pela Copa do Mundo em Natal.

De acordo com Carlos Eduardo, a as obras do viaduto estaiado, do túnel no cruzamento das avenidas Lima e Silva com São José, além dos túneis das avenidas Jerônimo Câmara e Capitão Mor-Gouveia serão entregues no dia 9 de junho. As estruturas estarão concluídas dia 31 deste mês, segundo o secretário de Obras, Tomaz Neto, mas com necessidade de alguns dias para instalação da sinalização horizontal e vertical, além da pintura.

Quanto ao túnel da avenida Romualdo Galvão, entregue neste domingo, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (Semob) reforça que o acesso é através da avenida Norton Chaves: o condutor segue direto, ou retorna pelo viaduto Quarto Centenário.

Tráfego de veículos já acontece no túnel
Foto: Magnus Nascimento.

Domingo, 25 de maio de 2014

O GÊNIO DE MACAÍBA



AUGUSTO SEVERO

 

Jurandyr Navarro
Do Conselho Estadual de Cultura

 

"Onde estiver o PAX estará o Brasil", proclamara o aeronauta rio-grandense-do-norte na sua empolgação sonhadora.

Augusto Severo foi um gênio inventivo. Notável pela invenção da aeronave no Brasil. Imitou, de certa forma, Leonardo Da Vinci que desenhou aeroplanos e estudou o voo das aves.

O sonho humano tornou-se realidade. Tudo começou com a fábula de ícaro com suas asas de cera...

Severo sucedeu a Jacques Montgolfier, que inventou o balão aerostático, auxilia­do pelo irmão Etienne. Ambos descobriram que o ar quente expande-se, ficando, assim, mais leve que um volume igual de ar frio. A experiência fora aplicada em balões, com êxito positivo, em Paris, quando no ano de 1783, um balão de ar quente conduziu, elevando à atmosfera, o físico François Pilatre de Pozier e um companheiro. Foram eles os primeiros astronautas da História (Asimov, 1989).

Inteirado estava também Severo da contribuição do gás hidrogênio - ar de fogo -, estudado por Cavendish, gás mais leve que o ar quente e possuía uma flutuabilidade muito maior e permanente. E que, em agosto de 1783, Charles construiu o primeiro balão desse gás, conseguindo, pioneiramente, subir com ele à altura de aproximada­mente três quilômetros. Um século depois, um inventor germânico, Ferdinand Adolf August Heirich von Zeppelin, concebeu a ideia genial de aerodinamizar um balão, para que sofresse menos a resistência do ar. Conseguiu sucesso, concebendo-o na forma de um charuto, com a novidade de ser auto-manobrado, não ficando como antes, à mercê dos caprichos dos ventos. Para atingir esse resultado foi aclopada uma gôndola que carregava um motor de combustão interna e um propulsor. Recebeu o nome de balão dirigível, abreviado, depois, para dirigível, simplesmente ou chamado,também de Zeppelin, nome do seu inventor.

Esses e outros inventos foram acompanhados na sua evolução científica pela mente arguta e penetrante do nosso conterrâneo ilustre.

Roger Bacon, monge franciscano (1214-1294), precursor do método experimen­tal, prognosticara:

"É possível fazer máquinas para a navegação sem remos, de modo que os grandes navios serão movidos por um único homem, e com mais velocidade do que se estivessem cheios de tripulantes (... ) Máquinas voadoras também poderão ser construídas e nas quais o homem gire um mecanismo com asas artificiais no ar como um pássaro em vôo. Também se poderá fazer uma pequena máquina para caminhar pelos rios e mares, e até mesmo no fundo, sem perigo".

Augusto Severo foi o primeiro aeronauta brasileiro, com o dirigível "Bartholomeu de Gusmão", em 1894, em Realengo, Rio de Janeiro, assinalou o historiador natalense Luís da Câmara Cascudo.

No seu tempo, Alberto Santos Dumont também tratou da ciência aeronáutica, que daria, com o passar dos anos, um gigantesco impulso ao progresso civilizatório.

 

Um comentário:

  1. O histórico Aeroporto Augusto Severo vai sumir do mapa? Esta é a pergunta que muita gente está fazendo. Eu também. O aeroporto é um das maiores homenagens ao gênio potiguar que deu uma das maiores contribuições ao desenvolvimento inicial da aviação mundial. A transferência dos vôos civis para São Gonçalo do Amarante provocará o abandono ou demolição do histórico prédio que, segundo dizem, foi construído pelos americanos na II Guerra? Eu fiz essa indagação na manhã do dia 21, 4ª feira, quando fui à Base Aérea de Natal assinar uma Declaração no setor de inativos, representando um irmão. Todos devem dar uma paradinha na frente do Aeroporto Augusto Severo e refletir sobre o futuro do histórico Monumento arquitetônico, que deveria ser patrimônio da Humanidade. Pense e sugira o que fazer para a sua preservação. a) Luiz G. Cortez G. de Melo,natalense e afcicionado da aviação

COPA 2014: GLOBO divulga Natal.

Americano relembra tempo em que morou no RN na 2ª Guerra Mundial

Nesta Copa, a capital do Rio Grande do Norte vai ser a sede da primeira partida da seleção dos Estados Unidos - contra Gana. É uma coincidência histórica, porque a cidade de Natal foi o endereço de muitos militares americanos 70 anos atrás, durante a 2ª Guerra Mundial.
Um período que o Jornal Nacional relembra na reportagem de Alan Severiano e Orlando Moreira.
Nesta Copa, a capital do Rio Grande do Norte vai ser a sede da primeira partida da seleção dos Estados Unidos - contra Gana. É uma coincidência histórica, porque a cidade de Natal foi o endereço de muitos militares americanos 70 anos atrás, durante a Segunda Guerra Mundial.
"Boy", em inglês mesmo, é como muita gente chama os meninos em Natal. Uma herança da presença americana na Segunda Guerra.
Nessa casa no estado de Delaware, encontramos uma testemunha viva dessa história: John Harrison era fotógrafo da Marinha. Em 1943, ele foi enviado para Natal, que na época tinha a maior base aérea dos Estados Unidos fora do país.
Foi no subsolo da casa que, durante quase 60 anos, John guardou um tesouro: uma caixa cheia de negativos de fotos que ele tirou no Brasil na época da Segunda Guerra Mundial. Ele só resolveu revelar essas fotos no ano 2000. São mais de 200 imagens.
Elas mostram o dia-a-dia da base, que abrigava 5 mil americanos e tinha até cinema. Em uma foto, os militares jogam beisebol.
John, na época com 19 anos, registrou a visita da primeira-dama Eleanor Roosevelt, em 1944. Um ano antes, o marido Franklin Roosevelt se reuniu com o presidente Getúlio Vargas em Natal.
Pressionado pelos Estados Unidos, Vargas resolveu mandar tropas pra lutar na Itália. John conta que naquela época, com centenas de voos por dia, o aeroporto de Natal era o mais movimentado do mundo.
Os aviões precisavam de uma escala pra cruzar o Atlântico. Eles vinham da Flórida e, de Natal, seguiam pra África, Europa e Ásia levando tropas, jipes e armas para os aliados que combatiam as forças de Hitler.
John também fotografou o cotidiano de Natal nos anos 40. A interação com os moradores mudou hábitos.
“Sundae, banana split, hambúrguer. Essas pessoas realmente conheceram o fast-food antes do resto do Brasil”, contou o pesquisador Fred Nicolau, da Fundação Rampa.
O documentário “Natal – Encruzilhada do Mundo”, da Fundação Rampa, mostra os pontos positivos e negativos. John transformou as memórias em livro. Ele diz que Natal, que agora vai receber a primeira partida da seleção americana na Copa, foi decisiva pra vitória dos aliados: “Fui muito feliz lá. Muita gente aqui não tem a mínima ideia do quanto o Brasil nos ajudou na Segunda Guerra".

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ladrões amarraram o vigário de Santa Cruz no assalto que pretendiam levar o dinheiro arrecadado na festa de Santa RIta.

Padre e mais quinze pessoas foram assaltadas após missa em Santa Cruz

Nas redes sociais o Padre Vicente Fernandes explicou como foi vítima de assalto após a gigantesca missa da Santa Rita de Cássia em Santa Cruz, onde uma multidão esteve presente, com muitas autoridades políticas.

"Amigos! Ontem a noite, depois de toda a beleza da festa de Santa Rita, eu e mais 15 pessoas, vivenciamos uma situação humilhante. Os meus familiares e os de Pe. Jorge e 05 amigos que estavam já se despedindo, na abertura do portão, 06 elementos entraram, nos renderam e nos fizeram reféns. Minutos angustiantes e humilhantes. Levaram todos os nossos pertences, depois nos amarraram e nos amontoaram em um dos quartos da casa". 

"Depois de quase uma hora, fomos libertos pela graça de Deus. Queriam apenas o dinheiro da festa. Mas não tínhamos, levaram além dos nossos objetos (celulares, relógio, pulseiras, alianças e etc), tbm todos os donativos retirados das urnas. Por minha sorte tinha essa parte em casa. Não sei o que seria de mim e dos demais, se não tivesse tido essa quantia em casa. Mas Deus é fiel e com a sua graça tudo deu certo. Santa Rita rogai por mim sempre. Amém".
Fonte: blog de jair sampaio. 

Xuxa Meneghel visitou Câmara dos Deputados.



A apresentadora de TV, Xuxa Meneghel, presenciou, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a discussão e votação do projeto conhecido como "A lei da palmada". Ao final, foi levar seu testemunho ao presidente Henrique Eduardo a quem coube coordenar todo o processo de negociação que culminou com a aprovação do direito das crianças e adolescentes a recebem educação sem uso de castigos físicos. [por Paulo Tarcísio em sua página]
  


Divulgação.
 Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/22/2014 01:40:00 PM

quinta-feira, 22 de maio de 2014



FUTEBOL ALEGRIA  DO  POVO?
Sobre a construção dos mitos ideológicos do século 21.
Geniberto Paiva Campos- Brasília/ maio-2014

Os brasileiros adoram esportes. Somos excelentes no futebol, basquete, vôlei, judô, vela, tênis, atletismo, natação, e outros menos votados.Até em alguns esportes considerados inicialmente “estranhos”, fora das competições olímpicas, assumidos como invenções brasileiras – o futebol de salão -  e dos  cariocas: futebol e vôlei de praia, futevôlei temos mostrado a nossa aptidão em competições internacionais. Nós brasileiros sabemos citar de cabeça nomes de patrícios que se destacaram nessas modalidades. Recitamos a escalão completa das nossas seleções, campeãs de 58 e 70.  E o futebol sempre foi o orgulho nacional. Afinal somos penta campeões, cinco taças do mundo  conquistadas ao longo do tempo em competições duríssimas, nas quais mostramos a nossa arte e a nossa fibra.
 Organizar a disputa de uma Copa do Mundo de Futebol no século 21 seria motivo de grande orgulho para o país, esperava-se. Além de mostrar ao Mundo a nossa arte e capacidade competitiva com a bola nos pés, ficaria evidente a capacidade de organização de um torneiode futebol que se tornou um desafio para os países-sede  na era da globalização.  Da sociedade de consumo de massas e do espetáculo.  Mais ainda, seria uma forma de apagar as complicadas lembranças do “Maracanazo”, encravadas até hoje na alma dos brasileiros que amam o Futebol : a decepção da final da Copa de 1950, na qual, jogando em casa e pelo empate, fomos derrotados pela seleção uruguaia.
Com todo o acervo de conquistas nas áreas econômica – somos a 6ª economia do Mundo – e social , com o consistente processo de inclusão dos desfavorecidos, teria chegado “a hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor”. Na cadência e no repique  do samba e da malemolência. Imaginaram os brasileiros crédulos e ingênuos. Não ocorre assim, entretanto.
O que teria acontecido para que estejam ameaçadas as conquistas da Copa?  Estaria havendo a prevalência do discurso ideológico sobre os fatos reais? Em pouco mais de um ano houve uma mudança no sentimento de segmentos específicos da sociedade brasileira sobre a Copa do Mundo de 2014. Afinal, uma festa de congraçamento mundial através do futebol. Uma forma de promover a paz e o entendimento entre povos e nações.  A essa altura seria correto indagar: a quem interessa o fracasso da Copa? Por que essa espécie de ódio ao futebol, construído e disseminado em tão curto tempo? Sentimento esse propagado por gente de elevado poder aquisitivo, com grande repercussão nos meios de comunicação, vocalizado por pessoas do âmbito artístico e cultural, mais ou menos famosas. Deixando transparecer algum tipo de articulação mais ampla no discurso e nas ações desses  outrora considerados formadores de opinião?
Talvezseja importante rememorar os acontecimentos. A partir do primeiro semestre de 2013 as redes sociais foram surpreendidas pela participação de moças e rapazes que dirigiam mensagens aparentemente inocentes aos internautas brasileiros. Falando um inglês perfeito, com legendas, insistiam para que repetissem uma espécie de mantra sobre a próxima Copa do Mundo: - “a Copa não é importante. Não interessa ao Brasil. O país tem que investir recursos em educação, saúde , mobilidade urbana, segurança pública”. E reforçavam:“- não discutam, não argumentem, apenas repitam. Logo, todos irão entender”! Vieram, em seguida as surpreendentes “manifestações de junho”. Estranhas em seus objetivos e ainda carentes de análises mais sólidas e de  interpretações com profundidade política e sociológica.
O que se pode inferir desse estranho movimento na tentativa de desconstrução de um evento de tanta importância para todos os povos amantes do esporte e com tanto significado esportivo e cultural? E tendo como alvo o chamado “país do futebol”? Além dos ousados objetivos de politização /partidarização de um evento esportivo de tal magnitude, percebe-se os indisfarçados movimentos para a construção de mais um mito ideológico da atualidade. Desta feita envolvendo a maior competição esportiva do planeta. Como entender tamanha ousadia? Ou seria tão somente a aposta segura na ingenuidade política dos brasileiros? Repetindo aquele magnata do jornalismo internacional: -“ não perde quem aposta na infantilidade incurável dos seus leitores!”
Este movimento anti-Copa talvez se insira em ações semelhantes, desencadeadas na primeira década deste século, por instituições governamentais e multinacionais, tendo como objetivo a construção de mitos ideológicos, capazes de justificara criação de preconceitos arraigados e intervenções ,diretas ou indiretas, contra nações,  povos e etnias.
Nesse sentido, é oportuno lembrar a estigmatização dos povos árabes como componentes do “eixo do mal”,de acordo com editos do governo americano (período do ex-presidente Bush Jr), conceitos logo repercutidos pela mídia mundial, ressoando  a “ameaça islâmica”. Conceitos que tiveram sequência, como omito da posse de armas químicas pelo Iraque e da urgente necessidade de destruí-las, justificativa para a invasão militar do país pelas forças armadas americanas,também no governo Bush Jr. Mais recentemente, a publicação do livro  “Eurábia”, o qual trata da “invasão” da Europa,  que estaria sendo perpetrada por árabes e muçulmanos, com o objetivo de  gangrenar (sic) o continente europeu para depois dominá-lo.  Esse disparate foi assumido como verdade por políticos e intelectuais e tornou-se um dos argumentos do discurso da extrema direita europeia, após sistemática repetição pelos eficientes meios de comunicação e persuasão do Velho Continente. Não é sem razão, portanto, que se fala na “2ª Guerra Fria”.
Voltando ao movimento “Não vai ter Copa”. Toda a lógica do movimento é no mínimo estranha. As “graves acusações” sobre gastos financeiros,repetidas como ponto de percussão pelos meios brasileiros de comunicação e persuasão, embora não sustentadas em fatos concretos, são assumidas como verdades incontestes. As comparações mais esdrúxulas são feitas, sustentadas por um discurso e retórica vazias, aparentemente estúpidas, mas capazes de mobilizar corações e mentes de brasileiros que acreditam , conforme lhes é ensinado,nos “graves prejuízos” que a realização da Copa trará, certamente ,ao Brasil. Tudo isso em um  país que, segundo Nelson Rodrigues, “não apenas joga futebol, mas vive futebol.”
Dia desses, assistindo ao debate sobre a Copa, ouvi do professor Antonio Lassance, da Universidade de Brasília, a frase que, pelo seu bom senso, deveria desestimular alguns ímpetos anti-Copa: “NÃO SE BOICOTAM EVENTOS ESPORTIVOS”. Tornam-se ações inúteis do ponto de vista político. E são coisas ultrapassadas, características da 1ª Guerra Fria.