segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Presidente do STF critica ordenamento jurídico do Brasil.

Em palestra, Barbosa afirma que não há sistema jurídico mais confuso que o brasileiro

Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo
  • Danilo Verpa/Folhapress
    Em palestra, Joaquim Barbosa qualificou o sistema legal brasileiro como uma "monstruosidade"
    Em palestra, Joaquim Barbosa qualificou o sistema legal brasileiro como uma "monstruosidade"
Em palestra realizada nesta segunda-feira (30) em São Paulo, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, qualificou o sistema legal brasileiro como uma "monstruosidade" e disse que não há no mundo Justiça tão confusa quanto a brasileira.
O presidente da Corte ainda fez críticas ao "bacharelismo pomposo", à "multiplicidade de recursos" cabíveis na Justiça e ao que considera inchaço da máquina judiciária. O magistrado apontou que estes elementos provocam morosidade na Justiça e são entraves ao desenvolvimento econômico do país. "A morosidade da Justiça causa graves entraves à economia. Os processos que se atrasam e a multiplicidade de recursos para aqueles que desejam procrastinar o processo (...) não trazem benefícios para a população", afirmou Barbosa.
Ele disse que esses entraves são "expressões vivas de um bacharelismo decadente, palavroso, mas vazio, e, sobretudo, descompromissado com a eficiência".
"O bacharelismo serve para criar soluções para problemas inexistentes ou para cantar glórias de batalhas não travadas", afirmou Barbosa, que criticou também o que chamou de "apego ao academicismo histérico e pomposo". "Em alguns meios, um título acadêmico serve de mera plataforma para soberba ou funciona como marca de ostentação nobiliárquica."

Indicação política

Ao responder uma pergunta da plateia, Barbosa afirmou que a indicação política faz com que juízes não tenham independência na hora de tomar decisões. O presidente da Corte disse que "é preciso deixar o juiz em paz."
Ampliar

Após condenações no mensalão, ministro Joaquim Barbosa vira hit na internet8 fotos

2 / 8
Site criado por anônimos pede que o ministro Joaquim Barbosa se candidate a presidente em 2014. Na página inicial do site, o rosto do ministro aparece fundido à bandeira do Brasil Reprodução
"Um dos fenômenos --que eu chamo de mais pernicioso-- é a indicação política. Não há mecanismos que criem automatismo, que, passado um determinado tempo, um juiz seja promovido sem que tenha que sair com o pires na mão. É isso que eu digo, deixe o juiz em paz, permita que ele evolua na sua carreira, na carreira que abraçou, de maneira natural, sem que políticos tenham que se intrometer, sem que tenha que pedir apoios. Esta é uma das razões do porquê os juízes não decidem", afirmou.
O magistrado afirmou que só não aplica a lei o juiz que é "medroso, comprometido ou é politicamente engajado em alguma coisa e isso o distrai, o impede moralmente de cumprir sua missão."
Para Barbosa, historicamente o Brasil adotou o aumento da máquina judiciária para tentar resolver a lentidão dos processos no judiciário. "A solução fácil de aumento da máquina judiciária é apenas momentaneamente paliativa e não resolve a origem do problema, que está na vetustez barroca da nossa organização de todo sistema judiciário."

Recado para o próximo presidente

Questionado pelo jornalista Ricardo Boechat, mediador do debate, sobre qual recado gostaria de dar ao próximo presidente da República, Barbosa disse que o orientaria a se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado e do próprio STF e que pedisse três coisas: "simplicidade, objetividade e eficiência."
Outra solução apontada por Barbosa é valorizar e dar prioridade à primeira instância da Justiça e "reduzir o número excessivo de recursos que atualmente permite que se passe uma década sem que haja solução definitiva do litígio.

Lula

Barbosa evitou comentar recente declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, que afirmou, em entrevista publicada neste domingo (29) no jornal "Correio Braziliense", que seria "mais criterioso" hoje nas nomeações de ministros do Supremo. O atual presidente do STF foi um dos oito ministros nomeados por Lula.

"Não tenho nada a dizer. Ele foi presidente da República, eu não sou presidente da República, não tenho nenhum papel na nomeação de ministros para o Supremo e nunca procurei exercer influência sobre esse papel, que não me cabe", afirmou.

Sobre a criação de novos partidos, Barbosa afirmou que é algo "péssimo" para a "estabilidade do sistema político brasileiro". "Nenhum sistema político funciona bem com dez, 12, 15, muito menos com 30 partidos. Tínhamos algo que existe em vários outros países, que é a chamada cláusula de barreira, mas o STF declarou-a inconstitucional. Esse é o caminho, da representatividade, sobrevive aqueles partidos que continuam a ter representatividade no Congresso."
Ampliar

Retrospectiva 2012: Qual a frase mais inusitada dita durante o julgamento do mensalão?34 fotos

25 / 34
6.dez.2012 - "Como dizem os ingleses, let"s move on [vamos seguir em frente]", disse o ministro Joaquim Barbosa. Ele afirmou ainda que "a nação não aguenta mais esse julgamento" Leia mais Carlos Humberto/STF

domingo, 29 de setembro de 2013

Lula fará campanha para Dilma em 2014.

Em entrevista exclusiva, Lula diz que Dilma e Eduardo erraram

Publicação: 29/09/2013 08:11 Atualização: 29/09/2013 08:41

'Se houver alguém que se diz lulista e não dilmista, eu o dispenso de ser lulista', diz o ex-presidente. Foto: Luludi/Esp. CB/D.A Press
'Se houver alguém que se diz lulista e não dilmista, eu o dispenso de ser lulista', diz o ex-presidente. Foto: Luludi/Esp. CB/D.A Press

São Paulo - A casa discreta no tradicional bairro do Ipiranga em nada lembra os palácios de Brasília mas seu principal inquilino ali trabalha cerca de 10 horas por dia, com a mesma disposição que, nos oito anos em que governou o Brasil, extenuava auxiliares - hoje reduzidos a uma pequena equipe.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levanta-se em São Bernardo do Campo às seis horas da manhã, faz duas horas de exercícios físicos, toma café e chega ao instituto que leva seu nome por volta das 9h, raramente saindo antes das 20h. Ali recebe políticos, empresários, sindicalistas, intelectuais, agentes sociais e personalidades em busca de seu apoio a uma causa ou projeto. Quase três anos após deixar a Presidência e depois da vitória contra o câncer, Lula declara-se completamente "desencarnado" do cargo e com a saúde restaurada, o que a voz, agora limpa das sequelas do tratamento, confirma.

Por telefone, ele é alcançado também por interlocutores de diferentes países, por convites para viagens e palestras no Brasil e no exterior. No ano que vem, o ritmo vai cair, pois ele vai ajudar, "como puder", na campanha da sucessora Dilma pela reeleição. "Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste", disse o ex-presidente.

Nas instalações simples da casa no Ipiranga, o que denuncia o inquilino são as fotografias nas paredes, de momentos especiais da Presidência, selecionadas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, que continua a seu lado, assim como os assessores Clara Ant, Luiz Dulci e Paulo Okamoto. Na sala de trabalho, em vez das cigarrilhas, chicletes sabor canela. Foi lá que, na quinta, 26, Lula recebeu o Correio para uma entrevista de duas horas em que não parou de falar. Da vida no poder e fora dele, da disputa eleitoral do ano que vem, passando por espionagem, Mais Médicos, mensalão e novos partidos.

Lula também falou, pela primeira vez, sobre a Operação Porto Seguro, a investigação da Polícia Federal, que revelou um esquema de favorecimentos em altos cargos do governo federal e provocou a demissão de Rosemary Noronha, a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo. E disse ter saudades de Brasília: "O nascer e o pôr do sol no Alvorada são inesquecíveis".

Considerado um eleitor de 58 milhões de votos por conta do total de apoios conquistados na última eleição que disputou, em 2006, Lula confessou, sem dissimulação, que deixar o poder foi "como se me tivessem desligado da tomada". E que não foi fácil aprender a ser ex-presidente. Para evitar a tentação de dar palpites sobre o novo governo, disse que decidiu visitar 32 países nos primeiros 10 primeiros meses de 2011, até que o câncer foi descoberto, no dia de seu aniversário, 27 de outubro.

Vencido o calvário do tratamento, ele voltou à rotina no Instituto, vacinou-se contra o "Volta Lula", antecipando o lançamento da candidatura Dilma, e agora se prepara para mais uma campanha eleitoral. Ele acha que a presidente será reeleita, lamenta o desenlace da aliança com Eduardo Campos, embora reconheça as qualidades do governador para a disputa, evita especular sobre o destino dos votos de Marina Silva, caso ela saia da corrida, e parece revelar preferência por José Serra como adversário tucano, ao dizer que o PSDB terá mais trabalho para tornar Aécio Neves conhecido. Uma contradição com o que ele mesmo fez, ao lançar uma também desconhecida Dilma como candidata em 2010. Uma coisa é certa. "Desencarnado" e em plena forma, Lula será um "grande eleitor" em 2014. (Por Tereza Cruvinel e Leonardo Cavalcanti)
Clique nas setas (abaixo) e navegue na imagem multimídia

Deixar de ser presidente trouxe alívio ou pesar?
Não é fácil falar sobre isso. Eu achava que seria simples deixar a Presidência. O (João) Figueiredo, que saiu pela porta dos fundos, até pediu para ser esquecido. Quando a pessoa não sai bem, quer esquecer mesmo. Mas eu saí no momento mais auspicioso da vida de um governante. Eu brincava com o Franklin (Martins): se eu ficar mais alguns meses, vou ultrapassar os 100% de aprovação. Foi como se me desligassem de uma tomada. Num dia você é rei, no outro dia não é nada. Depois de entregar o cargo, cheguei a São Bernardo e havia um comício, organizado por amigos e pessoas do sindicato. O Sarney me acompanhou. Antes, visitei o Zé Alencar, choramos juntos. Eu fiquei danado da vida porque achava que ele devia ter ido à posse e subido a rampa de maca, mas os médicos não deixaram. Participei do comício e quando deu 11 horas da noite eu subi para o apartamento. Ao me despedir dos que trabalharam comigo na segurança e voltariam a Brasília, o general me disse: "Olha presidente, daqui a três dias os celulares da Presidência serão desligados e os carros serão recolhidos". Mas levaram apenas três minutos para me desconectarem. Este é o lado hilário da coisa. Mas ser ex-presidente é um aprendizado sobre como se comportar, evitando interferir no novo governo. Quem sai precisa limpar a cabeça, assimilar que não é mais presidente. Mas é difícil sair de um dia a dia alucinante, acordar de manhã e perguntar: e agora?

Mas como conseguiu resolver o "desligamento"?
Entre março de 2011 e a descoberta do meu câncer, em outubro, eu fiz 36 viagens internacionais, visitei dezenas de países africanos e latino-americanos. Eu queria ficar fora do Brasil para vencer a tentação de ficar dando palpites. Decidi voltar para o Instituto, que eu já tinha, e comecei a trabalhar aqui. No dia do meu aniversario fui levar a Marisa para fazer um exame mas acabaram descobrindo o câncer em mim. E aí foi um ano de tortura. Nunca pensei que fosse tão difícil fazer quimioterapia e radioterapia. A doença, a internação, o fato de não poder falar ajudaram no desligamento. Fui desencarnando e hoje isso está bem resolvido na minha cabeça. Este ano, no evento dos 10 anos de governos do PT, quando eu disse que a Dilma era minha candidata, eu queria tirar de vez da minha cabeça a história de voltar a ser candidato. Antes que os outros insistissem, antes que o PT viesse com gracinhas, antes que os adversários da Dilma viessem para o meu lado, eu resolvi dar um basta e fim de papo.

Mesmo com eventuais "Volta Lula", com manifestações, crises?
Mesmo. Hoje há pessoas defendendo o fim da reeleição. Eu sempre fui contra a reeleição mas hoje posso dizer que ela é um beneficio, uma das poucas coisas boas que copiamos dos americanos. Em quatro anos, você não consegue realizar uma única obra estruturante no pais. Depois, o eleitor pode julgar o governante no meio do período. Bush pai não se reelegeu, Carter não se reelegeu. Mas foi bom para os Estados Unidos o Clinton ter governado oito anos.

O senhor não ficou tentado a buscar o terceiro mandato, quando o deputado Devanir apresentou aquela emenda?
Eu fui contra. Chamei o partido e disse: não quero brincar com a democracia. Se eu conseguir o terceiro, amanhã virá alguém querendo o quarto, o quinto. Sou amplamente favorável à alternância no poder, de pessoas e de segmentos sociais. Comigo, pela primeira vez um operário chegou à presidência. Com a Dilma, a primeira mulher. Quer mais mudança do que isso? Quero que o povo continue mudando. Para errar ou acertar, não importa.

Deixar o poder traz mais liberdade?
Eu nunca tive liberdade, nem antes nem depois. Fiquei oito anos em Brasília sem ir a um restaurante, a um aniversario, a um casamento, porque tinha medo daquele mundo futriqueiro de Brasília. Mesmo hoje, prefiro passar o final de semana em casa, de bermudas.

Mas afora os problemas do poder, alguma saudade de Brasília?
Olha, o nascer e o pôr do sol no Alvorada são para mim inesquecíveis. Todos os domingos de manhã, eu e Marisa pescávamos. Há um lago no Torto, outro no Alvorada, e há o Lago Paranoá. Houve um dia em que a Marisa pegou 26 tucunarés, ali no píer onde fica o barco da Presidência. Disso eu tenho saudade. Não pude conviver, por precaução minha. Mas o céu de Brasília é muito bonito. O clima é extraordinário, o padrão de vida do Plano Piloto é invejável. Não é mais aquela cidade criticada porque não tinha esquinas. O povo soube fazer suas esquinas.

Saiba mais...

O que considera como mudanças importantes deixadas por seu governo?
As coisas que foram feitas, se em algum momento foram negadas, a verdade foi mais forte que a versão. A ONU acaba de reconhecer, com dados irrefutáveis, que o Brasil foi o pais que mais combateu e reduziu a pobreza nos últimos 10 anos. Eu queria provar que quando o Estado assume a responsabilidade de cuidar dos pobres, isso tem efeitos. Tenho muito orgulho de ter sido um presidente que, sem ter diploma universitário, foi o que mais criou universidades no Brasil, o que mais fez escolas técnicas, o que colocou mais pobres na universidade... Já houve presidentes da República que tinham diplomas e mais diplomas, fizeram muito pouco pela educação. Nós provamos que era possível fazer porque decidimos que educação não era gasto, era investimento. A outra coisa de que muito orgulho é de ter sido o primeiro presidente que fez com que o povo se sentisse na Presidência.

E o quê o senhor considera o maior erro de seu governo?
Certamente cometi muitos erros. Os adversários devem se lembrar mais deles do que eu. Mas fiz as coisas que achava que poderia fazer. Há quem me pergunte se não me arrependo de ter indicado tais pessoas para a Suprema Corte. Eu não me arrependo de nada. Se eu tivesse que indicar hoje, com as informações que eu tinha na época, indicaria novamente.

E com as informações atuais?
Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes, indicados por governadores, deputados, senadores, advogados, ministros de tribunais. E é preciso ter quem ajude a pesquisar e avaliar as pessoas indicadas. Eu tinha o Márcio Tomas Bastos no Ministério da Justiça, o (Dias) Toffoli na Casa Civil... Uma coisa que lamento é não ter aprovado a reforma tributaria, e tentei duas vezes. Hoje estou convencido de que não poderá ser feita como pacote, mas fatiada, tema por tema. Eu mandava um projeto com apoio de todo mundo mas as forças ocultas de que falava o Jânio se apresentavam nas comissões do Congresso e paravam tudo. Eu receava também que segundo mandato fosse repetitivo, com ministros não querendo trabalhar. Foi aí que tivemos a ideia do PAC. Mas acho que poucos conseguirão repetir o que fizemos entre 2007 e 2010. Era o time do Barcelona jogando. Tudo fluiu bem. Posso ter errado mas não tenho arrependimentos. Tenho frustração de não ter feito mais.

Voltando à indicação dos ministros do STF. Hoje, se o senhor pudesse voltar no tempo...
Nem podemos pensar nisso. Eu não sou mais presidente, eles já estão indicados e irão se aposentar lá.

O senhor continua fazendo palestras?
Tenho feito mas vou reduzir. No ano que vem vou me dedicar um pouco à campanha. Vocês sabem que um ex-presidente da Republica não tem aposentadoria. Não tendo aposentadoria de outra origem, terá que ser mantido pelo partido dele ou terá que se virar. Mas você só é convidado para fazer palestras se tiver sido exitoso no governo. O Fernando Henrique inovou e passou a fazer palestras. O PT ofereceu-me um salário e eu agradeci. Eu mesmo ia tratar da minha sobrevivência.
 (Luludi/Esp. CB/D.A Press)
O que acha das criticas de que existiria conflito de interesses quando as empresas têm contratos com o governo?
Acho uma cretinice. Primeiro porque não faço nada além do que eu fazia como presidente. Eu tinha orgulho de chegar a qualquer pais e falar da soja, do etanol, da carne, da fruta, da engenharia, dos aviões da Embraer... Eu vendia isso com o maior prazer do mundo. Com orgulho. Eu achava que isso era papel do presidente da Republica. Quando Bush veio aqui, fomos a um posto que vendia etanol. E havia lá um carro da Ford e outro da GM. Chamei o Bush para tirarmos uma foto e ele disse que não podia fazer merchandising de carro americano. Só que ele estava com um capacete da Petrobras na cabeça. Eu falei: "Então fica você aqui que eu vou lá". Se eu puder vender as empresas brasileiras na Nigéria, no Catar, na Líbia, no Iraque, na África, eu vou vender. Estas críticas também refletem o complexo de vira-lata. É não compreender o sentido disso. Tenho orgulho de saber que quando cheguei à Presidência não havia uma só fabrica brasileira na Colômbia e hoje existem 44. Havia duas no Peru e hoje são 66. De termos ampliado nossa presença na Argentina ou na África. Se não formos nós, serão os chineses, os ingleses, os franceses. E não são apenas empresas de engenharia. Hoje temos fábrica de retro virais em Moçambique, SENAI e escolinhas de futebol do Corinthians em mais de 13 países africanos. Agora mesmo me pediram para tentar levar o vôlei para a África, onde o esporte não existe. E vou ajudar com o maior prazer. Só não vou jogar porque tenho bursite. Mas veja a malandragem. Todas as empresas, inclusive as de jornais e de televisão, têm lobistas em Brasília. Mas são chamados de diretor corporativo ou institucional. Agora, se alguém faz pelo pais, é lobista. Faz parte da pequenez brasileira. Veja o caso da Copa do Mundo. Todo país quer sediar uma Copa do Mundo. O Brasil não pode. Ah, porque temos problemas de saúde e moradia! Todos os países têm problemas, e por não pode ter Copa do Mundo e Olimpíada? E o quanto uma nação ganha com isso, do ponto de vista cultural, do ponto de vista do desenvolvimento? Qual é a denúncia contra as obras?

Nos protestos, a crítica era ao custo das obras...
Ora, se em 1960 o Brasil pôde fazer um estádio para a Copa do Mundo, em 2013 não podemos fazer outros? Pergunto qual é a denuncia? Eu deixei dois decretos, um sobre a Copa outro sobre a Olimpíada, que estão no site da CGU. Perguntem ao Jorge Hage onde tem corrupção na Copa. O TCU designou um ministro, o Valmir Campelo, encarregado de fiscalizar especificamente os gastos com a Copa. Perguntem a ele onde há corrupção. A Copa está marcada e tem que ser feita com a maior grandeza. Se alguém praticar corrupção, que seja posto na cadeia. Já conversei com os patrocinadores sobre a necessidade de uma narrativa diferente para a Copa do Mundo. Vi na TV pessoas chorando no Japão, que vai sediar uma Olimpíada. E vi um jornalista dizer que tudo bem, o Japão está retomando o crescimento, diferentemente do Brasil, que ainda é pobre. Então Olimpíada é só para países doG-8? E ainda que fosse, o Brasil está no G-6. Não me conformo com o complexo de vira lata e com o denuncismo infundado. Precisamos de uma lei que puna também o autor de denúncia falsa.

Falando nas manifestações, o que mudou com elas no Brasil?
Eu acho que fizeram muito bem ao Brasil. Com exceção dos mascarados. Todas as reivindicações que apresentaram, um dia nós também pedimos. Veja o discurso de (Fernando) Haddad na campanha de São Paulo: "Da porta da casa para dentro a vida melhorou, mas da porta para fora ainda precisa melhorar." Hoje muito mais gente anda de carro mas o transporte público não melhorou. Eu andava de ônibus lotados como latas de sardinha em 1959, e continua a mesma coisa. O Haddad agora me disse: "Precisando de tanto dinheiro, conseguimos reduzir em 50 minutos o tempo de viagem só com latas de tinta". As faixas exclusivas para ô ônibus tiveram uma aprovação de 93% das pessoas. O povo nos disse o seguinte: "Já conquistamos algumas coisas e queremos mais". As pessoas querem mais, mais salário, mais transporte, melhorarias na rua, e isso é extraordinário. Nem dá mais para ficar dividindo tarefa: isso é com o prefeito, isso com o governador, aquilo com o presidente. Agora é tudo junto.

Haddad não errou, quando demorou a recuar na tarifa?
Houve muita gente ponderando para o Haddad que era preciso recuar. Se ele tivesse dado o aumento em janeiro, não tinha acontecido o que aconteceu. Ele e o prefeito do Rio foram convencidos de que, adiando o aumento, ajudariam no controle da inflação. Eles concordaram e tudo caiu nas costas deles. Meu primeiro movimento foi mostrar ao Haddad que aquilo não era contra ele, que ainda estava muito novo no cargo: "Haddad, levante a cabeça, tira proveito disso, que bom que o povo esta se manifestando". Acho que ele demorou uns dois ou três dias mas foi correto. E o transporte é caro mesmo... Enfim, as manifestações nos ensinaram que o desejo do povo de mudar as coisas é infinito. Nós todos queremos sempre mais. Quem consegue um aumento de 10% nos salários e logo depois quer outro. Quem consegue comprar carne de segunda passa a querer carne de primeira. Tínhamos 48 milhões de pessoas que andavam de avião em 2007. Em 2012, eram 103 milhões. Hoje tem gente que entra no avião e não sabe nem guardar a mala. Alguns acham isso ruim. Eu acho ótimo. Tem mais gente indo a restaurantes, a museus, a institutos de beleza, e isso é um bom sinal. A única coisa que eu critico é a negação da política. Ela sempre resulta em algo pior, como o fascismo, o nazismo. Tenho dito ao PT para enfrentar o debate. Vamos perguntar aos tucanos por que eles derrotaram a CPMF, tirando 40 bilhões da saúde por ano em meu governo, achando que iam me prejudicar. E eu disse: quem vai pagar é o povo.

Luludi/Esp. CB/D.A Press
Luludi/Esp. CB/D.A Press
E o programa Mais médicos, é uma boa solução?
É uma coisa fantástica mas vai fazer com que o povo fique ainda mais exigente com a saúde. O sujeito vai subir o primeiro degrau. Vai ter um médico que vai lhe pedir os primeiros exames, e a saúde vai ser problema outra vez. Discutir saúde sem discutir dinheiro, não acredito. E não adianta dizer, como fazem os hipócritas, que o problema é só de gestão. Chamem os 10 melhores gestores do planeta e perguntem como oferecer tomografia, ressonância, tratamento de câncer, sem dinheiro. O hipócrita diz: "Eu pago caro por um plano de saúde, porque o SUS ao me entende". Mas quando ele vai fazer a declaração de renda, desconta tudo do imposto a pagar. Então quem paga a alta complexidade para ele é o povo brasileiro. E aí vem a FIESP fazer campanha para acabar com a CPF. Não foi para reduzir custos mas para tirar do governo o instrumento de combate à sonegação.

O Mais Médicos é uma marca de governo para Dilma?
Os médicos brasileiros que protestaram sabem que cometeram um erro gravíssimo. O (Alexandre) Padilha tem dito, corretamente: "Não queremos tirar o emprego de médico brasileiro. Queremos trazer médicos para atender nos locais onde faltam médicos brasileiros". Em vez de protestar, eles deveriam ter feito um comitê de recepção aos colegas estrangeiros. E Deus queira que um dia o Brasil forme tantos médicos que possa mandar médicos os para um pais africano. É admirável que um pais pequeno como Cuba, que sofre um embargo comercial há 60 anos, tenha médicos para nos ceder. Hoje há maquinas que descobrem o câncer com menos de um milímetro. Mas quantos têm acesso a isso? Saúde boa e barata e não existe, alguém tem que pagar a conta. Num país em construção, como o nosso, sempre haverá protestos. Temos de consolidar a democracia, sabendo que ela não pode ser exercitada fora da política. Tem gente que diz "eu não sou político" e começa a dar palpite na política. Esse é o pior político. Como eu fui ignorante, dou meu exemplo. Em 1978, no auge das greves do ABC, eu achava o máximo dizer: "Não gosto de política nem de quem gosta de política". A imprensa paulista me tratava como herói. Eu era "o metalúrgico". Dois meses depois, eu estava fazendo campanha para Fernando Henrique, que disputava o Senado por uma sublegenda do MDB. Dois anos depois, eu estava criando um partido político. Ninguém deve ser como o analfabeto político do Bertolt Brecht. Não se muda o país sem política.

"Há 40 anos,eu vi Garricha no Seridó".

Por José Vanilson Julião*
Jornalista freelancer
 
Foto arquivo Google/Garrincha
veste camisa do Alecrim FC
Setembro está terminando. Mas há 40 anos, numa tarde de domingo de sol, dia 2, fui uma testemunha ocular da história, parafraseando o slogan do famoso "Repórter Esso" da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nas décadas de 40 e 50.
 
Um anos antes, ele já havia encerrado a carreira profissional numa despedida no principal palco, o Maracanã, vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Mas, nessa data acalentei um sonho de infância, de assistir  Manoel Francisco dos Santos, o “Garrincha”, atuou um tempo pela seleção da Liga Amadora de Currais Novos, Região do Seridó, a LAC. O adversário: Centenário de Parelhas. Resultado: 2 a 1 para o selecionado local.
 
Os gols foram marcados pelo atacante Nabor, o “Diabo Loiro”, primo do basquetebolista Oscar Schmidt, Canteiro descontou para o time azul e branco da vizinha cidade. No intervalo ele deu lugar ao titular Fernando.
 
Na única arquibancada, do lado da sombra, do Estádio Coronel José Bezerra, estive ao lado do meu papai, José Julião Neto, e do mano, Valdir. Anos depois, no começo dos anos 2000, conversei com outro torcedor sobre a partida, o delegado parelhense Matias Laurentino dos Santos Filho.
 
Em Currais Novos, “Garrincha” ficou hospedado no Hotel Tungstênio (Centro), fundado pelo desembargador Tomaz Salustino de Araújo. Chegara pela manhã. Havia participado de evento semelhante na cidade paraibana de Patos.
 
O time amarelo e azul de Currais Novos formou com Castilho, Lucemario, Ivo, Imagem, França, Cia, Geraldinho, Oliveira, Garrincha (Fernando), Nabor e Dota.
 
O Centenário: Doda, Moacir, Mima, Barrá, Cofinha, Vando, Canteiro, Dué, Evilásio e Weber.
Esta foi a terceira vinda de Garrincha ao Rio Grande do Norte. Em fevereiro, dias 4 e 9, em 1968 e 1969, respectivamente, esteve em Natal.
 
Primeiro na derrota do Alecrim para o Sport Recife (0 a 1), com gol de Duda, alagoano que depois atuou pelo Vitoria de Setúbal (Portugal), Sevilha (Espanha) e Futebol Clube do Porto (Portugal).
 
Depois na vitória do Flamengo sobre o ABC: 1 a 2. Um gol de Garrincha, um de Dionísio, descontando Beto para o alvinegro da capital potiguar. As duas partidas aconteceram no antigo Estádio Juvenal Lamartine, da avenida Hermes da Fonseca, no Tirol.
 
*Publicado na página do jornalista


--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 9/29/2013 02:21:00 PM

sábado, 28 de setembro de 2013

Novos assaltos em Candelária.

Diariamente, estão ocorrendo assaltos em diversas ruas e trechos de Candelária. Nas últimas 48 horas, ocorreram assaltos num trecho considerado perigoso: na avenida Integração, trecho compreendido entre a av. Prudente de Morais e Jaguarari, principalmente na curva, onde recentemente foi feita uma cerca. O obstáculo impede que os carros saiam da Jaguarari para a Cidade da Esperança, via uma estrada carroçável. Tudo bem. Foi certa a decisão da Prefeitura em fechar o acesso ao lado de um condomínio fechado, mas os marginais ficam escondidos no matagal do morro e atacam de surpresa os passageiros e condutores dos carros que param no trecho e levam os pertences. Em seguida, fogem a pé, subindo o morro. Na tarde de hoje, houve dois assaltos testemunhados. Quer mais? 
As informações adiantam que dois rapazes, menores de 18 anos, estão agindo contra senhoras idosas que moram nos prédios da rua do Sol. Uma idosa correu para o prédio onde mora e escapou por pouco dos assaltantes que estavam em duas bicicletas.Alguém acudiu a idosa? Não. Nem o porteiro do prédio...
Eita povo solidário!
Anotem:o trecho fica na Av. da Integração, entre a Prudente de Morais e Jaguarari.
Ninguém deve parar nesse trecho, nem para fazer xixi. Os assaltantes ficam escondidos no matagal.

Bancos: a greve continuará na próxima semana.

Fique por dentro da Campanha Nacional dos Bancários, acesse o site www.unidadebancaria.com.br  .Adesão a greve no Rio Grande do Norte aumenta diante o silêncio dos bancos, Comando Nacional decide aumentar a greve já são 10.586 ag. fechadas, dep. Ricardo Berzoine manifesta apoio a greve, CUT-MS faz ato em solidariedade aos bancários, e veja outros assuntos.  
 
Natal/RN.  26 de setembro de 2013.
 
Saudações Sindicais
 
Unidade Bancária do RN-CUT.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Morre mulher vítima do acidente na br 101.

Home > Destaque sem miniatura > Polícia > Walfredo Gurgel confirma morte de mulher envolvida em capotamento em Potilândia

Walfredo Gurgel confirma morte de mulher envolvida em capotamento em Potilândia

Data: 27 setembro 2013 - Hora: 16:18 - Por: Portal JH
Um grave acidente entre dois veículos, no final da manhã dessa quarta-feira, na BR-101, próximo ao centro Administrativo do Governo do Estado, em Potilândia, deixou pelo menos uma vítima fatal. Uma mulher, que aparenta ter 50 anos, não resistiu aos ferimentos e teve morte cerebral confirmada pela assessoria do hospital Walfredo Gurgel na noite de ontem. A vítima era a mãe da condutora de um Fiat Uno, que chegou a capotar o carro, após perder o controle do volante, subir o canteiro central da pista e colidir contra um Grand Vitara, ao tentar desviar bruscamente de uma motocicleta, segundo relato da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Nem a condutora do Uno e nem os passageiros do Vitara correm risco de morte, já que apenas sofreram ferimentos leves.

Com informações do Blog do BG
Nota: Familiares da suposta vítima fatal residem na rua Marquês de Pombal, segundo informações.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

STF determina que estados paguem diferença a servidores prejudicados na conversão do Plano Real Favoritar

Carolina Brígido
26/09/2013 - 18h34
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que estados e municípios deveriam ter corrigido os salários de seus servidores em março de 1994, quando a moeda do país mudou de URV para Real, considerando os valores da Lei federal 8.880. Os governos e prefeituras que fizeram o reajuste com base em leis locais, com índices inferiores, terão de pagar a diferença retroativa.
A decisão foi tomada em um processo de uma servidora do governo do Rio Grande do Norte, mas foi decretada a repercussão geral ou seja, o entendimento vale para outros servidores na mesma situação de todo o país.
O STF também decidiu que a correção deve ser calculada desde março de 1994 até o momento em que uma lei, municipal, estadual ou federal, tenha reestruturado a carreira das categorias. No caso dos servidores do Judiciário da União, o marco temporal é 27 de junho de 2002, quando foi editada a Lei federal 10.475, que cumpriu essa função. Ou seja, não há um percentual unificado para todas as categorias em todos os estados. Os juízes de execução terão de calcular o percentual caso a caso.
Segundo dados do STF, 10.897 processos em tribunais de todo o país aguardavam a decisão desta quinta-feira. Agora, os juízes terão de aplicar o mesmo entendimento a todos os casos. Não há contabilidade sobre quanto os estados e municípios terão de desembolsar com a decisão. Só no Rio Grande do Norte, o impacto nos cofres será de R$ 300 milhões na folha salarial, além de um passivo de R$ 100 bilhões. Os governos de São Paulo e Bahia e a prefeitura de Belo Horizonte enviaram memoriais para serem anexados ao processo, mas outras sedes de poder público também têm interesse na causa.
No julgamento, os ministros concordaram, por unanimidade, que apenas a União tem poder para legislar sobre política monetária, conforme determina a Constituição Federal. Portanto, todos os servidores teriam de ter os salários reajustados conforme os parâmetros da Lei federal 8.880, de 1994. Conversões realizadas por legislação estadual em moldes diferentes, portanto, são inconstitucionais.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte deu ganho de causa à servidora, determinando a recomposição dos vencimentos em 11,98%, com pagamentos retroativos, com acréscimo de juros e correção. O estado recorreu ao STF alegando que aumentar o percentual aplicado aos vencimentos dos servidores do estado é uma forma de conceder aumento salarial, algo que só seria possível a partir de lei de iniciativa do governador. Os ministros afirmaram que o reajuste em percentual menor era uma forma de redução salarial, algo proibido pela Constituição.
- Efetivamente, houve um erro nessa conversão. A incorporação do índice é legítima, sob pena de a supressão originar ofensa ao princípio da irredutibilidade. A lei local não poderia fazer as vezes da lei federal - disse o relator do processo da servidora do Rio Grande do Norte, Luiz Fux.
- Não há dúvida de que a competência legislativa em matéria monetária é da União. O estado membro tem competência para fixar a remuneração dos servidores estaduais, mas não é disso que se trata. O estado não pode reduzir a remuneração dos servidores a pretexto de corrigir a moeda, que foi o que aconteceu aqui - argumentou Luís Roberto Barroso.
O governo do Rio Grande do Norte também pediu no recurso que o STF delimitasse como marco temporal para os pagamentos a data do primeiro reajuste a cada categoria depois da lei de 1994. Nesse aspecto, o recurso foi atendido.
- Se houve depois reestruturação na carreira, surgindo novos valores, prevalecerá o que constante nessa reestruturação - explicou Marco Aurélio Mello.



Roberto di Sena é candidato a Grão Mestre da GLERN.

Maçonaria terá eleições em novembro

Publicação: 26 de Setembro de 2013 às 00:00Tribuna do Norte

Parte da comunidade maçônica potiguar está em clima de eleições até o mês de novembro. A Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Norte (Glern) escolherá, no dia 4 de novembro, o Grão-Mestre, representante da comunidade no Estado. Também está marcada para a segunda quinzena do mesmo mês a escolha de 25 novos Veneráveis Mestre, um para cada loja maçônica da Glern.

Segundo o Grão-Mestre da Grande Loja, Luiz Carlos Rocha da Silva, a data dessa segunda eleição fica à critério de cada loja. Em Natal, dez Veneráveis Mestres serão escolhidos. Concorrem ao maior cargo no RN quatro representantes: Wecsley de Barros Dantas, Roberto di Sena, Umberto Câmara e San Tavares Revoredo.

Para disputar a vaga, os maçons devem, primeiramente, ter sido Venerável anteriormente, seguido de um intervalo, chamado interstício, de pelo menos três anos. Além disso, os candidatos precisam ser definidos por eleição feita na loja que ele representa, mas nem toda loja precisa indicar um candidato.

A eleição para o cargo de Grão-Mestre ocorre a cada três anos, enquanto os Veneráveis são escolhidos anualmente. Segundo Luiz Carlos Rocha da Silva, “a renovação constante é um fator importante para o desenvolvimento da Ordem Maçônica Universal”.

Os candidatos eleitos tomam posse durante o mês de fevereiro de 2014, quando começa o período administrativo, que dura até 2017 para o Grão-Mestre.

Maçonaria

A maçonaria conta com três instituições no mundo, que no Rio Grande do Norte são representadas pela Glern, pela Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte (Goiern) e pela Grande Ordem do Brasil (Gob). A Glern, que está em processo de eleição, existe há 40 anos e está presente em 15 municípios do Estado. 
Fonte: TRIBUNA DO NORTE.