sexta-feira, 28 de junho de 2013

Hoje, às 15 horas,na Praça Cívica.

SEXTA-FEIRA, 28 DE JUNHO DE 2013

MOVIMENTO POPULAR DE NATAL

Hoje teremos um termômetro para avaliar o grau de sinceridade do movimento popular, marcado para sair da Praça Cívica.
Reivindicações legítimas terão o apoio total da população, mas se acontecerem atos de vandalismo, como ocorreu recentemente na Câmara Municipal de Parnamirim, precisaremos fazer um estudo da situação, pois do contrário estaremos enveredando por um caminho perigoso e simplesmente anárquico.
Espero ansiosamente que o nosso povo não desperdice a grande oportunidade de mostrar ao mundo do que somos capazes e alertar os políticos para os seus compromissos.
O ano de 2014 será de magna importância para o fortalecimento da nossa Democracia e que ela seja reforçada com Ordem e Progresso.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A opinião de um teólogo católico sobre os protestos.




Estou fora do pais, na Europa a trabalho e constato o grande interesse que todas as mídias aqui conferem às manifestações no Brasil. 

Há bons especialistas na Alemanha e França que emitem juízos pertinentes. Todos concordam nisso, no caráter social das manifestações, longe dos interesses da política convencional. É o... triunfo dos novos meios e congregação que são as mídias sociais.

O grupo da libertação e a Igreja da libertação sempre avivaram a memória antiga do ideal da democracia,presente, nas primeiras comunidades cristãs até o século segundo pelo menos.Repetia-se o refrão clássico:"o que interessa a todos, deve poder ser discutido e decidido por todos". E isso
funcionava até para a eleição dos bispos e do Papa. Depois se perdeu esse ideal nas nunca foi totalmente esquecido. O ideal democrático de ir além da democracia delegatícia ou representativa e chegar à democracia participativa, de baixo para cima, envolvendo o maior número possível de pessoas, sempre esteve presente no ideário dos movimentos sociais, das comunidades de base,dos Sem Terra e de outros. Mas nos faltavam os instrumentos para implementar efetivamente essa democracia universal, popular e participativa. Eis que esse instrumento nos foi dado pelas várias mídias sociais. Elas são sociais, abertas a todos. Todos agora tem um meio de manifestar sua opinião, agregar pessoas que assumem a mesma causa e promover o poder das ruas e das praças. O sistema dominante ocupou todos os espaços. Só ficaram as ruas e as praças que por sua natureza são de todos e do povo. Agora surgiram a rua e a praça virtuais, criadas pelas midias sociais.

O velho sonho democrático segundo o qual o que interessa a todos, todos tem direito de opinar e contribuir para alcançar um objetivo comum, pode em fim ganhar forma.
Tais redes sociais podem desbancar ditaduras como no Norte da Africa, enfrentar regimes repressivos como na Turquia e agora mostram no Brasil que são os veículos adequados de reivindicações sociais, sempre feitas e quase sempre postergadas ou negadas: transporte de qualidade, saúde, educação, segurança, saneamento básico. São causas que tem a ver com a vida comezinha, cotidiana e comum à maioria dos mortais. Portando, coisas da Política em maiúsculo.

Nutro a convicção de que a partir de agora se poderá refundar o Brasil a partir de onde sempre deveria ter começado, a partir do povo mesmo que já encostou nos limites do Brasil feito para as elites. Estas costumavam fazer
políticas pobres para os pobres e ricas para os ricos. Essa lógica deve mudar daqui para frente. Ai dos políticos que não mantiverem uma relação orgânica com o povo. Estes merecem ser varridos da praça e das ruas.
Escreveu-me um amigo que elaborou uma das interpretações do Brasil mais originais e consistentes, o Brasil como grande feitoria e empresa do Capital
Mundial, Luiz Gonzaga de Souza Lima. Permito-me citá-lo:

"Acho que o povo esbarrou nos limites da formação social empresarial, nos limites da organização social para os negócios. Esbarrou nos limites da Empresa Brasil.
E os ultrapassou. Quer ser sociedade, quer outras prioridades sociais, quer outra forma de ser Brasil, quer uma sociedade de humanos, coisa diversa da sociedade dos negócios. É a Refundação em movimento".

Creio que este autor captou o sentido profundo e para muitos ainda escondido das atuais manifestações multitudinárias que estão ocorrendo no Brasil.
Anuncia-se um parto novo. Devemos fazer tudo para que não seja abortado por aqueles daqui e de lá de fora que querem recolonizar o Brasil e condená-lo a ser apenas um fornecedor de commodities para os países centrais que
alimentam ainda uma visão colonial do mundo, cegos para os processos que nos conduzirão fatalmente à uma nova consciência planetária e a exigência de uma governança global. Problemas globais exigem soluções globais. Soluções
globais pressupõem estruturas globais de implementação e orientação. O Brasil pode ser um dos primeiros nos quais esse inédito viável pode começar a sua marcha de realização. Dai ser importante não permitirmos que o
movimento seja desvirtuado. 
Música nova exige um ouvido novo.
Todos são convocados a pensar este novo, dar-lhe sustentabilidade e faze-lo frutificar num Brasil mais integrado, mais saudável, mais educado e melhor servido em
suas necessidades básicas.

Leonardo Boff - Munique > Paris 24/06/2013Ver mais

terça-feira, 25 de junho de 2013

AssessoRN.com] Articulista comenta as rebeliões e lembra que a tragédia da seca nordestina passou despercebida, "ninguém gritou, o campo ficou esquecido"

   
Marcar com estrela 25 de junho de 2013 16:55

Caboclo ativista
 
Por Xico Graziano*
 
Foto: Cláudio Abdon/arquivo do blog
José Batistela, octogenário, personagem famoso em Araras (SP), minha terra natal, me escreveu dias atrás, logo após a primeira das manifestações de rua. Gente simples do interior, roceiro ainda por cima, o sitiante não conseguia entender direito a confusão existente na metrópole. "Contra o que, afinal, lutam esses jovens?"
 
Senti-me, de cara, impotente para explicar o porquê daqueles acontecimentos. Eu próprio, temperado há tempos na selva de pedra, mal compreendia o sentido daquilo que testemunhara no centro de São Paulo. As ruas pareciam demonstrar uma complexa mistura de rebeldia, ideologia, oportunismo, esperança e temor sobre o futuro. Não tive como responder, naquele momento, ao meu matuto conterrâneo.
 
Na sequência, conforme todos vimos, cresceram as passeatas, ganhando o apoio popular, espalhando-se pelo País. Surgida na reivindicação do transporte, aos poucos seu propósito mais amplo e difuso se delineou. As manifestações, embora contaminadas por grupelhos bandidos, carregavam uma forte negação do sistema político. Os jovens, ficou claro, gritam por uma sociedade decente. Acorda, Brasil.
 
Mais esclarecido sobre o rumo do movimento, tomei coragem para retornar ao seu Zé Batistela. Remeti a ele, em meu amparo, um apanhado de opiniões. Ignácio de Loyola Brandão, escritor dos melhores, disse que nos ônibus as pessoas viajam qual "gado amontoado", mas os protestos eram "contra a vida miserável, expressam o saco cheio". Fernando Henrique Cardoso argumentou que as razões se encontram "na carestia, na má qualidade dos serviços públicos, na corrupção, no desencanto da juventude frente ao futuro". Demétrio Magnoli, sociólogo da USP, concluiu que as pessoas estão "fartas do governo e da oposição, da corrupção e da impunidade, da soberba e do descaso". Opiniões abalizadas.
 
Traduzi assim essa gritaria que anda assustando a Nação. Na briga contra o valor da passagem dos ônibus, claramente se encontra a frustração da juventude acerca dos destinos políticos no Brasil, a insatisfação contra a podridão do poder. Os jovens parecem se sentir desdenhados, esquecidos e humilhados pela política degradante, corrupta e falsa, que abominam. No país do futebol, dos estádios que custam os olhos da cara, nunca sobra recurso para melhorar a vergonha da saúde, a tristeza do ensino fundamental, a tragédia da segurança pública.
 
Calejado no trato da terra desde quando os colonos italianos para cá vieram cuidar de cafezal, por mais que eu me esforçasse para explicar as coisas, seu Zé Batistela mostrava-se ainda ensimesmado. Compreensivelmente, me retrucou. Ele sente lá na roça o desencanto da sociedade brasileira com a política velhaca instalada na República, as promessas mentirosas, a lambança. Mas por que, de repente, a boiada estourou?
 
Não é fácil explicar a profunda transformação, global, que tem sofrido a democracia representativa na era da comunicação digital. À margem dos partidos, até mesmo contra eles, as redes sociais geram uma sociedade articulada, cheia de comunidades virtuais, mas, contraditoriamente, efêmera e anárquica. No passado, as massas revoltosas precisavam do discurso inflamado nas tribunas; agora, os sonhos da mudança se alimentam do computador. Ou no celular.
 
Reminiscências me tomaram a mente. Nos anos 70, estudantes de Agronomia em Piracicaba, nós enfrentamos a prepotência da polícia nas passeatas contra a ditadura militar. Jogamos bolinhas de gude para atrapalhar o passo dos cavalos, atiramos pedras nos escudos, nos esgoelamos pela democracia, todos unidos pelo utópico socialismo. Mais tarde, maduro na vida, acompanhei satisfeito a geração de meus filhos se pintar de verde e amarelo e exigir a derrubada de um mandatário desonroso.
 
A simpatia pelo protesto juvenil me desafia a convencer o conservador Zé Batistela a aceitar o processo de mudança delineado nas ruas. Mas ele permanece reticente. Quando, na televisão, viu os governantes, do Rio de Janeiro e de São Paulo, felizes anunciarem a redução do preço das passagens, me telefonou: decepcionado, queria agora saber de onde sairia o dinheiro para cobrir a diferença da passagem. Embora caipira, ele sabe que inexiste mágica na administração pública.
 
Governar se resume a estabelecer prioridades no gasto orçamentário. Por exemplo: apenas metade de um estádio Mané Garrincha evitaria que 500 mil cabeças de gado, um quarto do rebanho, morressem esqueléticas pela seca do Semiárido; com a outra metade se construiriam cisternas e açudes, se protegeriam inúmeras áreas fragilizadas pela desertificação e ampliaria a irrigação dos pequenos agricultores. A tragédia da seca nordestina, a maior dos últimos 50 anos, passou quase despercebida na sociedade urbana que se rebela nesses dias. Ninguém gritou, o campo ficou esquecido.
 
O dinheiro de uma reforma do Maracanã, se aplicado na construção de armazéns, no seguro de renda agrícola, na pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na defesa agropecuária, ajudaria de forma duradoura, não apenas durante um campeonato, no desenvolvimento nacional. Um pedaço da grana consumida na Copa, se investida na estrutura da logística nacional, facilitaria o escoamento da safra, consertaria a buraqueira das rodovias, reduziria as perdas, diminuiria o frete. Sem roubalheira.

Moral da história para José Batistela: os caboclos, como ele, em vez de ficarem omissos, eternamente chorosos nos rincões, que abram os olhos, aprendam a se organizar, participar da sociedade de massas, defendendo suas demandas. Tornou-se o velho, em duas semanas, um aprendiz de ativista, com uma marca de origem: pacato como sempre foi, abomina atos de violência. Vandalismo, jamais.
 
*Xico Graziano é agrônomo, foi secretário de Agricultura e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. e-mail:xicograziano@terra.com.br .
 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 6/25/2013 03:52:00 PM

domingo, 23 de junho de 2013


Assunto: Sherlock Holmes



"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança". Lam. 3:21


Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar.

Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho
deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto e depois enumera:
1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e,
potencialmente, bilhões de planetas.
2) Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de
sorte.
3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que
se encontra a Estrela Polar.
4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e
insignificantes.
5) Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?

Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
- Watson, seu imbecil! Significa "apenas" que alguém roubou nossa barraca!

Conclusão:

"A VIDA É SIMPLES... NÓS É QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICAR."
Uma vida sem catraca
(*) Rinaldo Barros
Todos os movimentos sociais, ao longo da história, foram inicialmente de cunho emocional; e este a que estamos assistindo não foge à regra. Todavia, é preciso ainda compreender quem são esses “novos atores” e o porquê dessas manifestações espontâneas, sem liderança e sem partido político.
O aumento de 20 centavos nas passagens serviu de pavio para os atuais protestos que incendeiam o Brasil. Mas, o dado de realidade é que, de um modo geral, o transporte público no Brasil é caro, inseguro e mal gerido, afetando especialmente passageiros pobres que não têm escolha a não ser contar com esse sistema.
Como se isso não fosse bastante, o governo federal - de forma equivocada, há muito tempo pratica políticas de incentivo à venda de veículos individuais (carros e motos), com crédito fácil e redução de impostos para as montadoras e revendas.
Além disso, por teimosia (ou cegueira) ideológica, não há registro de qualquer investimento significativo recente na infraestrutura de transportes, em qualquer modal. Nossos portos, aeroportos, estradas e ferrovias estão superados e sucateados. E somente este ano, o governo admitiu realizar concessões onerosas ao setor produtivo para solucionar alguns desses problemas.
O resultado tem sido o crescente sofrimento da maioria da população com engarrafamentos gigantescos no deslocamento diário para estudar, trabalhar, produzir riquezas; o que se traduz em cansaço, estresse e esgotamento físico e mental crônico de milhões de pessoas pelo país afora.
Some-se a isso tudo o crescente distanciamento entre o Estado e a Sociedade, com o sucateamento dos hospitais e das escolas, ao lado da perda da segurança ou do aumento da criminalidade em todos os recantos do País. Por outro lado, tornou-se público os investimentos astronômicos com as obras dos novos estádios para as Copas: 30 bilhões de reais. O povo fez as contas, e uma bomba explodiu no colo da Dilma.
Mas, quem são esses “atores” que formam as multidões nos protestos recentes, e como surgiram?
Basicamente, são jovens - da recém-formada classe “C” - que não vivenciaram a realidade das fases da ditadura e da inflação, fenômenos sofridos pela geração dos seus pais.
Esse segmento da população não tem a menor tolerância com a perda do poder aquisitivo que ressurgiu com a volta da inflação e, pior, todos sentem e pensam que eles não são respeitados pelos atuais governantes, sejam prefeitos, governadores, deputados, senadores ou presidente da República. Aliás, não distinguem a diferença entre os poderes, o que os leva a incluir os juízes, promotores, desembargadores, ministros, dirigentes partidários, e todos os que exercem algum cargo que simbolize o poder.
Registre-se que mais da metade dessa juventude que grita “vem pra rua” pertence a comunidade universitária. São relativamente bem informados e - o mais importante - dispõem de um instrumento poderoso, eficaz e impossível de ser controlado pelo Estado: as redes sociais da internet.
Ou seja, o que é novo atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, com líderes que logo negociavam em nome deles.
Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso é força das redes sociais já testadas em diversas partes do mundo. Essa é a novidade.
Sem depender das organizações partidárias e sindicais, a sociedade brasileira encontrou um caminho e agora descobriu que tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público. E mais: de pressionar, e até amedrontar os que detêm o poder.
Não vejo sinal de que nossos governantes queiram fazer grandes coisas. Até porque mudar verdadeiramente a realidade social é responsabilidade da sociedade, não dos poderosos.
É o que sempre ensinou a História em todas as civilizações.
Pra terminar, arrisco dizer que os atuais protestos não têm volta, vão se transformar num caminho de lutas para novas conquistas do povo brasileiro.
A evolução mais imediata e concreta que consigo vislumbrar será a conquista da tarifa zero para os transportes coletivos, com resgate do debate sobre o tema, iniciado na gestão da prefeita Luiza Erundina (SP).
Para custear o sistema, seria implantado o “Fundo de Transporte”, que reservaria parte dos recursos coletados no IPTU. Dessa forma, o custo do transporte coletivo para os cidadãos seriam proporcionais a seus ganhos salariais. A conferir.
Resumo da ópera: no limite, o povo brasileiro quer apenas uma vida sem catraca.

(*) Rinaldo Barros é professor - rb@opiniaopolitica.com

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vandalismo na passeata dos estudantes.

AssessoRN.com] Vândalos depredam estabelecimentos durante manifestação no RN, nesta 5ª feira

  
Marcar com estrela 
Fotos: Rafael Barbosa/TN
Os vândalos, minoria absoluta na movimentação, utilizaram paus e pedras para quebrar vidraças dos estabelecimentos durante o início da noite desta quinta-feira (20). O shopping Midway Mall e o supermercado Nordestão foram alvo de depredação durante o protesto que ocorre nas ruas de Natal. O carro de reportagem da Band também foi alvo do grupo de manifestantes. Aproximadamente 15 mil pessoas participam da movimentação. [Fonte: Tribuna do Norte.com > Leia mais





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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 6/20/2013 07:53:00 PM
Resposta rápida

Vandalismo paulistano.

rogério gentile

20/06/2013 - 03h30

Depredação livre

SÃO PAULO - A redução no preço da tarifa não pode encobrir o fato de que o centro de São Paulo virou terra sem lei na noite de anteontem, tomada por vândalos travestidos de manifestantes e abandonada pela polícia. Houve ataques a prédios públicos, saques a lojas e depredações.
A escalada da insensatez começou na quinta-feira passada, quando a polícia "arrepiou" um protesto pacífico. Todo o mundo apanhou: manifestantes bem-intencionados, manifestantes mal-intencionados e até mesmo não manifestantes.
Até então, embora a maioria da população simpatizasse com a causa original dos protestos (a redução das tarifas), havia uma ampla crítica às cenas de vandalismo protagonizadas dias antes por mal-intencionados, que, destruindo ônibus, metrô e pichando muros, imaginam estar promovendo a "revolução".
Pois Alckmin conseguiu perder a opinião pública. A pancadaria da polícia acabou por criar um sentimento generalizado de indignação, destampou insatisfações, ampliou muito a adesão ao movimento e o exportou para várias cidades.
E isso nitidamente acuou autoridades, que, desde segunda-feira, permitiram, não apenas em São Paulo, que os protestos avançassem para além do que pode se considerar aceitável numa democracia. A Assembleia do Rio foi depredada, o diretor-geral da Câmara dos Deputados foi agredido, agências bancárias foram quebradas em Porto Alegre e a Prefeitura de Belo Horizonte foi atacada.
Apesar de toda a poetização em torno do Movimento Passe Livre, e da efetiva redução na tarifa, é necessário registrar que seus líderes não condenaram enfaticamente os atos de vandalismo. Muito pelo contrário, os justificaram com o argumento de que eram fruto da "revolta popular" ou resultado da "intransigência" do poder público. Resta saber se o recuo de Alckmin e Haddad, um dia após a vandalização do centro, não servirá de estímulo para esse tipo de "método" de negociação.
rogério gentile

Rogério Gentile é Secretário de Redação da Folha. Entre outras funções, foi editor da coluna Painel e do caderno "Cotidiano". Escreve a coluna São Paulo, na Página A2 da versão impressa, às quintas.
OBSERVATÓRIO ASTRONÓMICO DE LISBOA
Diário de Notícias. 

Lua cheia vai estar no domingo maior e mais brilhante

por Lusa, publicado por Ana MeirelesOntem12 comentários
Lua cheia vai estar no domingo maior e mais brilhante
Fotografia © Phenixsport/Wikimedia Commons

A Lua cheia vai estar, no domingo, maior e mais brilhante do que o habitual, fenómeno que só voltará a repetir-se, nas mesmas condições, dentro de 18 anos, informa o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Se o céu estiver limpo, a "Super Lua" pode ser visível entre as 21:06 (hora de Lisboa), quando nasce, e as 06:14 de segunda-feira, quando se põe.
O fenómeno acontece uma vez por ano, quando a fase de Lua Cheia ocorre perto do perigeu, ponto da órbita da Lua mais próximo da Terra. Nestas condições, a lua cheia é maior e mais brilhante.
Contudo, no domingo, o tamanho e o brilho da lua cheia será ainda maior, uma vez que a lua cheia estará mais perto do perigeu orbital, a 21 minutos de distância, explicou hoje à agência Lusa o diretor do OAL, Rui Agostinho, acrescentando que a "Super Lua" de 2013 só voltará a suceder dentro de 18 anos.
Segundo o OAL, a lua cheia terá, no domingo, um tamanho 14 por cento maior e será 30 por cento mais brilhante do que a lua cheia no apogeu, ponto da órbita da lua mais distante da Terra.
Sem estas características, a lua cheia volta a estar mais próxima do perigeu, em 2014, mas numa data diferente, a 10 de agosto, dado que a órbita da Lua não é constante, assumindo a forma de uma elipse.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

APÓS 48 HORAS DE REFLEXÃO

CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, escritor

A propósito das recentes manifestações do povo ocorridas em todos os recantos deste nosso Brasil, somos forçados da rememorar fatos e coisas que já vimos verberando neste modesto veículo de comunicação social, porquanto em muitas oportunidades não logramos publicação na imprensa escrita.
O nosso primeiro grito foi contra o descaso do poder público em deixar à margem o estudo das prioridades dos seus programas e projetos.
Aliás, desde o movimento de março de 1964 vemos a falta de visão em cortar, em primeira ordem, o trabalho desenvolvido num projeto pioneiro, premiado por organismo internacional, de alfabetização de adultos e dos mais carentes, com ensino regular e oficinas de cultura - dança, teatro e canto, com a distribuição de merenda e assistência voluntária de profissionais e estudantes das áreas de saúde e social. O "perigo" alegado foi o de comunização.
Essa descontinuidade apenas gerou o prolongamento da ignorância, a pobreza cultural e o desencanto pelo saber, cujos reflexos estamos assistindo nos dias presentes, quando vândalos se introduzem entre a mocidade bem intencionada para macular um movimento reinvindicatório de introdução, já atrasada, de uma gestão mais abrangente, verdadeira, ao encontro dos anseios da população.
Nossos governantes há muitos anos fazem chacota com os reclamos do povo, desviando as verbas para gastos supérfluos, exagerando na promoção das suas administrações, deixando à margem as questões fundamentais da educação, da saúde e da segurança.
A nossa educação está péssima pelo descaso na seleção de professores, pagamento aviltante e prédios sucateados; hospitais sem leitos, sem médicos, sem instrumentos necessários parao atendimento; segurança sem o efetivo compatível com a necessidade, com poucas armas, mal remunerada, sem estabelecimentos prisionais adequados e suficientes e até o ITEP sem poder abrigar os corpos que para lá são encaminhados, gerando uma situação sinistra.
Ao contrário da lógica, são gastos milhões em obras secundárias, como Arena das Dunas, que deixaria um lastro de outros equipamentos públicos como legado da Copa do Mundo, mas que em verdade não sai do papel.
A mobilidade urbana não se concretizou, embora seja possível a inauguração apressada e demagógica de alguma coisa, sempre no interesse de fachada e proselitismo político.
Boa parcela dos nossos políticos possui um patrimônio incompatível com os seus subsídios, bastando acompanhar as declarações de bens prestados à Justiça Eleitoral; os fichas-sujas continuam ocupando cargos de expressão em toda a estrutura administrativa brasileira.
Pensavam que o povo não se indignaria, porquanto sempre reconhecido como passivo e ordeiro. Ledo engano, agora a explosão de indignação, embora algumas pessoas e Partidos queiram se aproveitar do movimento para lograr algum dividendo.
Não diremos que a coisa está resolvida, mas conclamamos a todos à tarefa de uma reflexão urgente e profunda da situação, evitando que o País caia na anarquia e venha a ser vitimada por mais um golpe.
Os e-mails que circulam na rede social são comprometedores, perigosos e desestrutoradores. Nunca o Brasil precisou tanto da compreensão e do respeito para recompor os seus ideais e melhorar a sua qualidade de vida.
O governantes que se precatem - chegou a hora da seriedade no governar, no legislar e no julgamento das suas demandas. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

A Potylivros faliu?

Não há dúvidas: a Livraria Potylivros fechou as portas das lojas da Cidade Alta (Rua Felipe Camarão) e de Ponta Negra (Praia Shopingue), mas mantém aberta a loja da Br.101, ao lado da Agaé, onde continua vendendo créditos para os cartões de transportes coletivos de Natal. Às 11h30 de hoje, eu vi a calçada da Potylivros da rua Felipe Camarão cheia de estantes de ferro e outras saindo da antiga livraria fundada por José Xavier Cortez. Eu perguntei "é prá vender?". "Estão sendo vendidas", disse um antigo colaborador da livraria. As prateleiras estavam marcadas com o nome "Pontes".
A papelaria Potylivros que funcionava defronte também fechou as portas há vários meses. Hoje, apenas a Livraria Paulinas, na rua João Pessoa, existe no Centro de Natal, além dos sebos.
A Potylivros fecha as portas no Centro depois de mais de 30 anos de existência. Na semana passada, vários títulos foram protestados e publicados no Jornal de Hoje.
A causa?
Eu não sei, mas ainda é uma empresa familiar.

José Cortez: o criador da Editora Cortez e Livraria Potylivros.
E agora, José? Acabou-se tudo ou é apenas uma crise?
Nota: Tribuna do Norte de ontem, 19, na página VIVER, publica ampla matéria sobre a crise na livraria Potylivros, cujos sócios informam que a empresa passa por uma reestruturação e que não há certeza sobre o seu futuro.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cuidado no trânsito de Natal(de dia ou de noite).

AMIGOS(AS): A MINHA INTENÇÃO NÃO É AMEDRONTAR NINGUÉM, MAS, QUERO INFORMAR
APENAS QUE TENHAM CUIDADO POIS O INFORMANTE É PESSOA
SÉRIA E DE CREDIBILIDADE!
 
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1º AVISO DA POLÍCIA MUITO IMPORTANTE!

À noite, se atirarem um ovo no para-brisas de seu carro (reconhecível pelo amarelo da gema).

* Mantenha a calma e a VELOCIDADE
* Não use o limpador de para-brisas!
* NUNCA coloque água no para-brisas!
* Aumente a velocidade porque os LADRÕES estão por perto.

Explicação:
O ovo e a água ao se unirem, formam uma substância viscosa, tal como o leite, e você vai precisar parar, pois bloqueará a sua visão em cerca de 90%. Fuja dali o mais depressa possível! Este é o ultimo método que eles inventaram.


2º AVISO DA POLÍCIA  -  NOVA MODALIDADE DE ASSALTOS A VEÍCULOS

Imagine que você vai para o seu carro que deixou estacionado bonitinho, abre a porta, entra, tranca as portas para ficar em segurança e liga o motor. Você não faz sempre assim?

Entretanto, olhando pelo espelho interno, você vê uma folha de papel no vidro traseiro, que te bloqueia a visão.

Então, naturalmente, xingando quem colocou um maldito anúncio no seu vidro traseiro, você põe o carro em ponto morto, puxa o freio de mão, abre a porta e sai do carro para tirar o maldito papel, ou o que seja que esteja bloqueando a sua visão.

Quando chega na parte de trás, aparece o ladrão, vindo do nada, te rende, entra e leva o seu automóvel com a chave na ignição, o motor que estava ligado (se tiver bloqueador já vai estar liberado), com a sua carteira, documentos e o que mais houver lá.
Assim, se houver alguma coisa bloqueando a sua visão, não desça do carro.
Arranque o seu veículo usando os espelhos retrovisores externos, espere e desça em outro local, mais à frente, com total segurança.

REPASSE!!! Esta é quente! Muito cuidado e atenção !!!

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende.
Boa sorte, boa prevenção, e fiquem atentos.


3º AVISO DA POLÍCIA
 
CUIDADO em BARES, RESTAURANTES, IGREJA e outros locais de encontros coletivos.
Bandidos estão dando de 10 x 0 em criatividade em nós e na Polícia, portanto, vamos acabar com isso...Vejam:
 
Você e seus amigos ou familiares estão num bar ou restaurante, batendo papo e se divertindo. De repente chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placa tal, estacionado na rua tal, solicitando que o proprietário dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro carro.

Você, bastante solícito vai, e ao chegar até o seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e seus pertences, e ainda terá sorte se não levar um tiro.
Numa mesma noite, o resgate da Polícia Militar atendeu a três pessoas baleadas, todas envolvidas no mesmo tipo de história.
Repasse esta notícia para alertar seus amigos... O jeito, em caso semelhante ir acompanhado!
 
Chame alguns amigos para ir junto e de longe verifique se é verdade.
Isto também pode acontecer, quando se está na igreja, supermercado... ou em outros locais de encontros coletivos.

'MENSAGEM TRANSMITIDA PELO ATENDIMENTO 190 '
Por favor, compartilhe com seus amigos e familiares...

Colaboração de Lúcia Almira. Parabéns, professora.
 


Prefeitura de Natal asfalta e sinaliza ruas de Candelária.

Chove forte em Candelária, desde 8 horas de hoje, provocando redução no tráfego de veículos, enquanto a Prefeitura de Natal asfalta as principais ruas centrais do bairro, como a Bento Gonçalves, e faz a sinalização das ruas que  serão atingidas pelos desvios do trânsito nos próximos dias, em virtude das obras que a CAERN executará na marginal da BR 101 para ampliar a rede de galerias pluviais. Estão sinalizadas verticalmente as ruas Frei Henrique de Coimbra e Jerônimo Câmara, através de placas de desvios e estacionamentos e paradas proibidas, até o condomínio Bairro Latino.
Enquanto isso, a Caern está tapando os buracos nas ruas que, em alguns locais, nunca apareceram depressões. Motivo: o bairro foi construído sobre uma região dunar que, após 40 anos de existência, que está cedendo por  causa da pressão das construções e do tráfego de veículos leves e pesados. È natural, pois a pavimentação é constituída de pedras, areia e brita, enquanto em algumas ruas ela é de  asfalto que impermeabiliza do terreno (embaixo do asfalto há a pavimentação com pedras).  Ninguém se surpreenda se, na próxima ou neste final de semana, aparecerem novos buracos e quebras de canos da rede da CAERN.
Rua Bento Gonçalves, Candelária. Foto do arquivo do blog.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Europeus preocupados com espionagem americana.


MUNDO

Vigilância de dados nos EUA causa preocupação na Europa

Após a revelação do programa secreto Prism, muitos europeus se perguntam como seus dados podem ser protegidos do governo dos EUA. Analistas criticam UE, que aparentemente conhecia recolhimento de dados desde 2012.
A indignação é grande na Europa com o programa secreto de monitoramento Prism (sigla em inglês para Métodos Sustentáveis de Integração de Projetos), dos EUA.
Segundo informações reveladas na semana passada pelos jornais Washington Post (WP) e The Guardian, os serviços de inteligência norte-americanos usaram o programa para acessar diretamente servidores de grandes empresas de internet, analisando e-mails, telefonemas, vídeos, fotos e outros tipos de comunicação. As autoridades norte-americanas justificaram as ações como sendo parte de investigações sobre ameaças à segurança dos Estados Unidos.
Mas alguns peritos europeus não se surpreenderam com as denúncias do ex-empregado da CIA (Agência Central de Inteligência, o serviço secreto dos EUA) Edward Snowden, que no último fim de semana revelou ser o delator do esquema de espionagem do governo norte-americano na internet e agora tem paradeiro desconhecido em Hong Kong, no sul da China.
"O que Snowden revelou sobre o Prism já era conhecido há muito por alguns entendidos", diz Benjamin Bergemann, autor no blog alemão netzpolitik.org e membro da associação alemã Sociedade Digital. Em entrevista à Deutsche Welle, ele lembra que um relatório encomendado pelo Parlamento Europeu já mostrou em 2012 que "as autoridades americanas têm permissão para acessar dados desde 2008. Não foi surpresa."
Ex-empregado da CIA Edward Snowden denunciou o sistema de espionagem
O relatório de 2012 fez duras críticas aos legisladores europeus, afirmando que, na União Europeia (UE), os cidadãos não têm consciência de que existe a possibilidade de uma vigilância política das massas. Os autores do documento notaram como "grave" o fato de "nem a Comissão Europeia [órgão executivo da UE] nem os legisladores nacionais terem conhecimento sobre emendas à FISAA [sigla inglesa para Emenda à Lei de Vigilância da Inteligência Internacional]", que já estavam em vigor há três anos no momento em que o estudo do Parlamento Europeu foi publicado.
O relatório chegava à conclusão que "a União Europeia negligencia a proteção de seus cidadãos" porque a lei permitia às autoridades norte-americanas o acesso a dados de cidadãos – incluindo não-americanos fora dos EUA – nas chamadas "nuvens" (bases de armazenamento de dados na internet e acessíveis de qualquer lugar do mundo).
Foco na China e na Rússia
"Por muito tempo, os europeus investiram suas forças num só lado da luta contra crimes de internet e a proteção da rede mundial de computadores", avalia Julien Jeandesboz, do Centro interuniversitário de Estudos sobre Conflitos e um dos autores da pesquisa. "O foco da UE era sobre como os cidadãos do bloco poderiam ser ameaçados por certas tendências, mas essas tendências não incluíam as chamadas ameaças patrocinadas por governos", explica o especialista.
Os europeus, segundo ele, debatiam sobre hackers, roubo de identidade ou sobre a regulamentação das empresas de internet. Quando se tratava de atividades promovidas por Estados, o foco europeu se voltava para a China ou a Rússia – e não para "a relação muito sensível com os EUA, também por motivos políticos", explica Jeandesboz.
Barack Obama: privacidade de internautas europeus é tema delicado na relação entre EUA e UE
Por outro lado, leis norte-americanas como o Patriot Act – que permitia a investigadores norte-americanos escutas indiscriminadas como medidas antiterror após o 11 de Setembro de 2001 – foram debatidas fervorosamente na UE.
"Mas uma coisa é tomar medidas contra os infratores privados, os chamados 'cibercriminosos', e outra coisa é tomar medidas contra o governo dos EUA", reconhece Jeandesboz. "Afinal de contas, os Estados Unidos são um importante aliado e parceiro comercial para a maioria dos governos da UE, além de ser o líder mundial como provedor de serviços de internet. É uma questão delicada."
O blogueiro Benjamin Bergemann ressalta que os usuários europeus de serviços como a rede social Facebook ou a ferramenta de buscas Google devem pelo menos considerar que os serviços de inteligência europeus podem se beneficiar das atividades dos norte-americanos, conforme relato divulgado pelo jornal britânico The Guardian. "Como usuário, pergunto: que interesse os EUA podem ter em mim? Então, não devemos esquecer que as autoridades policiais europeias também têm um interesse nisso e que pode haver algo como uma coalizão de interesses na troca desses dados", observa Bergemann.
Porém, só ficará claro se as autoridades europeias tiraram proveito das informações recolhidas pelos EUA ao longo das investigações sobre o caso, acrescenta o blogueiro.
"Jogado no lixo"
Enquanto internautas europeus podem impedir o acesso a dados pessoais na Justiça, nos Estados Unidos isso não é possível. Porém, os europeus não têm ideia do que fazer com a própria legislação quando se trata da transferência internacional de dados. "É notável que muitas leis aprovadas nos EUA hoje também afetem os cidadãos da UE", diz Nicholas Hernanz, do Center for European Policy Studies, um instituto de pesquisas em Bruxelas. "E o direito desses cidadãos, de autodeterminar sobre os próprios dados, é simplesmente jogado no lixo. Então, a situação legal causa preocupação a qualquer um."
Dados de cidadãos da UE são protegidos no bloco, mas não do outro lado do Atlântico
Talvez muitos lobistas dos EUA tenham conseguido impedir a implementação de regras mais rigorosas de proteção de dados vindas da UE, lamenta o ativista digital Benjamin Bergemann. Ele tem esperança que, agora, a importância da proteção de dados e da privacidade volte a receber mais atenção nos processos legislativos do bloco dos 27. "Se a descoberta do Prism não servir como um estopim, então nada mais será capaz de inflamar esse debate", opina Julien Jeandesboz. "Considerávamos essa amplitude na coleta de dados possível, mas não provável."
Jeandesboz ainda completa: "Se equipararmos o argumento da segurança com outros direitos humanos, então podemos justificar tudo em nome dessa segurança. A segurança tem de ser um meio e não um fim."
Na opinião de Benjamin Bergemann, a descoberta do sistema Prism revela que "o temor ao terrorismo e o conceito de segurança preventiva originado desse medo chegaram ao seu ponto máximo".
Já existem muitas ideias sobre como a UE pode proteger os seus cidadãos do recolhimento de dados pelos Estados Unidos. Mas falta consenso, especialmente num momento em que a UE discute sobre uma diretriz que prevê regulamentar a proteção de dados e que deverá ser votada antes das legislativas europeias, em 2014.
Também há sugestões de que sejam incluídas advertências em sites norte-americanos, informando que a página é sujeita às leis dos EUA e, portanto, ao controle potencial das autoridades norte-americanas. Outras propostas preveem a concessão de proteção legal para denunciantes como Edward Snowden. Observadores dizem que se pode exercer pressão política sobre os EUA para que seja assinado um acordo de apoio jurídico com a UE – um dispositivo que não existe atualmente.
Porém, ainda segundo especialistas, não adianta só olhar para os EUA. Mesmo dentro da UE, deve haver uma maior discussão sobre a tendência em se sacrificar o sigilo de dados pessoais em prol da luta contra o terrorismo, pois até na União Europeia o conceito de segurança preventiva ganha importância. Bergemann cita uma lei aprovada na Alemanha no início de maio. "Nela, os operadores de telecomunicação foram obrigados a disponibilizar às autoridades uma interface eletrônica na qual elas podem ter acesso a endereços IP. Então podemos ver que essas tendências também existem por aqui na Europa."

DW.DE

  • Data 11.06.2013
  • Autoria Nina Haase (md)
  • Edição Renate Krieger












  • Data 11.06.2013
  • Autoria Nina Haase (md)
  • Edição Renate Krieger