segunda-feira, 29 de abril de 2013

Trecho perigoso.

A SEMOB, órgão municipal de trânsito de Natal, poderia melhorar a sinalização das principais ruas de Candelária, principalmente as que oferecem perigos. Por exemplo: o cruzamento da rua Coronel Sucupira com a Alameda das Mansões. O trecho é altamente transitado a partir das 7 horas da manhã, nos dias úteis, em virtude da existência de uma escola secundária particular (Colégio Hipócrates - Zona Sul). Muitos carros particulares, escolares, coletivos públicos, caminhões e caçambas transitam por ali. Ao lado do condomínio residencial Bairro Latino, próximo do supermercado Carrefour e de dezenas de edifícios verticais, o entroncamento só tem placa de PARE. Há quem, defenda uma rótula no local ou sinalização semafórica.
Há vários cruzamentos sem sinalização em Candelária. O primeiro passo seria a SEMOB (antiga STTU) mapear todos os trechos perigosos e planejar a sinalização adequada.

sábado, 27 de abril de 2013

E os assaltos continuam. O Mercadinho São José foi a última vítima.

Os quatro jovens que assaltaram estabelecimentos comerciais em Natal, na tarde de quinta-feira, 25, foram os mesmos que invadiram o mercadinho de Gilvan (Açougue São José), na rua Bento Gonçalves, 3449, Candelária, por volta de 15h30m, utilizando um carro sem denúncia de roubo. O assalto rendeu R$ 100,00 e os celulares de Sheila, a caixa e dos funcionários de Gilvan. O açougueiro Edson, que estava com uma faca de cortar carnes, ficou apavorado quando um dos assaltantes teria dito: "olhe, guarde essa faca bem devagarinho, ali no canto e fique quieto, ouviu?".
O mercadinho estava sem o segurança (estava de folga). Extraoficialmente, as notícias são de que os ladrões são rapazes "filhinhos do papai", como são apelidados os que pertencem a família de classe média alta. A notícia não saiu em nenhum jornal, mas as emissoras de tevê divulgaram amplamente o fato, inclusive com imagens dos malandros, após a prisão do grupo pela Polícia Militar,no final da tarde, na avenida Roberto Freire, onde o carro em que empreendiam fuga colidiu com outro veículo, após outro assalto
O assalto foi presenciado por várias pessoas que ficaram na calçada do outro lado da rua que, quando viram a "presepada" dos assaltantes, correram e ficaram olhando a cena, provocando lentidão no tráfego de veículos, levando os ladrões a irem embora logo, isto, encurtando a operação.
Foto: Guia Candelária/2002.





Eis aí um caso para o jornalismo investigativo: saber quem são, onde moram e o que fazem esses rapazes, que seriam "estudantes",alunos de escolas caras, e os antecedentes deles. Convocar as propaladas dezenas de vítimas deles para acareações e botar esse bando do asfalto na cadeia. E tem que ser logo. Um deles seria menor de idade. Dois foram presos. E hoje, 27, ainda estão presos? Como conseguiram as armas?
O açougue fica a cerca de 150 metros da base da Polícia Militar de Candelária, na rua Bento Gonçalves, 3449, esquina com a rua Juarez Távora. Fone: (84) 3231.6610







terça-feira, 23 de abril de 2013

Donos de bares estão rindo à toa.


Uns fotografam os quadros de avisos, outros tocam violão para os fregueses, nos finais de semanas, outros jogam porrinha,  buraco, pif, dama, gamão e  dominó, enquanto passam o tempo bebendo cervejas, cachaças e uísques. Alguns jogam muitas conversas ao além, dessas que são consideradas inverossímeis, além da imaginação. Mas tem muita gente que gosta de mentir prá burro, mas que não gostam de ser chamados de mentirosos. 
Nos últimos quinze dias, começaram a circular imeios (até ontem já tinha saído o terceiro da série intitulada "Candelária em Pé de Guerra") com notícias criadas com objetivos provocativos, mas sem direção, sem norte algum, pois são tão maus redigidos que não ficamos sabendo dos reais intuitos dos pré-escolares. Os imeios começaram a circular no dia 8 de abril, segundo os três que recebemos. Eles relatam brigas realmente acontecidas em bares e botequinhos de Candelária, mas nenhum localizados no Eixo da Maledicência. Realmente, há uns 4/5 anos houve um bagunça e briga corporal num bar dentro do terreno do Conacan porque o dono queria encerrar o expediente e ir para casa descansar. Os clientes não saíram e o dono do bar fechou o bar na marra. E pronto. Nada de grave. Agora esse e outros fatos estão sendo relembrados como se tivessem acontecidos ontem. Estão jogando boêmios pacatos contra outros companheiros de levantamentos de copos que teriam brigado num bar e, por isso, foram parar na delegacia de polícia do bairro. Ficção, dizem. Aí jogam boêmios nisseis, bancários, dentistas, servidores de tribunais, de órgãos federais e estaduais, numa barafunda sem pé nem cabeça. Mexem com contadores com enredos escabrosos e anti-éticos.
Em suma, estão montando um ninho de cobras e espalhando seus venenos nos ambientes que são frequentados por pessoas que querem se descontrair, conversar e discutir temas em voga, de forma respeitosa e democrática, inclusive na "Bolsa de Valores" de um barzinho. Não existe guerra nenhuma em Candelária. Enquanto alguns "boemios" do pedaço redigem esses imeios apócrifos, os donos de bares estão rindo à toa porque isso aumenta o consumo de cachaça e cerveja. Há um mês, eu ouvi um dono de bar reclamar da queda no faturamento por causa da lei seca, da recessão, do aumento do custo de vida e da inflação. Bom, até a próxima.

domingo, 21 de abril de 2013

Nenhum jovem quer ser professor.


Se povo entender, a coisa vai
(*) Rinaldo Barros
Dizem que é errando que se aprende. Mas, em educação, o patropi errou tanto e por tanto tempo e parece que não aprendeu. Isso porque manteve o erro em vez de corrigi-lo.
A passividade do continuísmo, do insatisfatório, levou o Brasil ao que estamos reduzidos hoje: somos um dos últimos classificados no ranking mundial da educação escolar, apesar de o nosso PIB estar entre os dez maiores do mundo.
Numa simples leitura, o Brasil está mais rico do que educado.
Relembro aqui que existe a grande massa da população que é pobre e sem a educação formal que a capacite a qualquer trabalho mais elaborado que o braçal.  
Pra complicar ainda mais, ultimamente, os professores têm sido responsabilizados pelos pais para educarem os seus filhos, numa sobrecarga que não lhes compete. Por outro lado, cobra-se uma educação de melhor qualidade, sem o mínimo de material necessário de formação atualizada, de valorização pessoal, de salário compatível com a sua importância na construção de uma sociedade saudável.  
Nenhum jovem brasileiro quer ser professor, mas muitos querem ser políticos. Até mesmo os "cassados" não abandonam a política, enquanto professores competentes abandonam suas carreiras para poderem sobreviver financeiramente ou, pior, escapar da violência nas escolas.
O meu maior desejo é que cada professor tivesse, a cada semestre, as férias dos seus sonhos, junto às pessoas queridas, com tudo pago, desde os preparativos até o álbum de recordações. Que descansassem as mentes com atividades lúdicas, culturais, baladas, festas, passeios, restaurantes, shows, e tudo mais que tivessem vontade na hora... Não custa sonhar, nem desejar o bem às pessoas que merecem. 
Todos precisam nutrir seus corpos e mentes com exercícios fisiológicos e psicológicos, como andar, dormir, alimentação saudável, passear por parques, visitar museus, ir a cinemas e a teatros - tudo isso envolvendo principalmente os filhos no que for possível.
Todavia, o meu maior sonho mesmo é ver reinventado o respeito pelo papel social do professor em nossa sociedade. Ver um dia os estudantes de todos os níveis levantarem-se ao perceber a chegada do professor em sala de aula. E somente se sentar com a permissão do mestre. Para os mais novos, informo que isso já existiu um dia aqui mesmo no patropi.
Como diz Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação (demitido – por telefone – pelo apedeuta e ex-presidente Lula), “educacionista é a pessoa que acredita na educação como um dos pilares da recuperação do Brasil”.
Todos os professores brasileiros poderiam tentar despertar o educacionismo profundamente adormecido dentro de si, ou até mesmo recuperá-lo do coma que entrou por tanto descaso que sofreu.
A boa notícia é que a ciência já pode ajudar na construção de um modelo de gestão que permita conciliar a preservação dos recursos naturais com as pressões advindas do aumento populacional, da concentração urbana e do desenvolvimento econômico.
Um dos caminhos possíveis é o desenvolvimento de novas tecnologias de manejo (a serem adotados nos planejamentos urbanísticos), que contribuam para a redução do impacto da urbanização.
Nesse sentido, ciência e técnica apresentam-se como instrumentos para buscar soluções para os problemas socioeconômicos, inclusos os do processo ensino-aprendizagem para a transmissão do conhecimento às novas gerações.
Ou seja, temos a faca e o queijo para transformar o patropi num país cada vez mais rico, mas – principalmente – numa sociedade mais educada para construir o porvir com mais dignidade.
Falta cumprir a “filosofia” de cumpade João: “se o povo entender, a coisa vai”.


(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

sábado, 20 de abril de 2013


Privacidade na informação

Publicação: 20 de Abril de 2013 às 00:00Fonte: Tribuna do Norte;
Rodrigo Alves Andrade - advogado 

Os direitos individuais consagram espaço para a pessoa diante do Estado. Compreendem ilustrativamente a liberdade religiosa, de locomoção, comunicação e os direitos de propriedade e privacidade. Compõem o conceito de Estado Democrático de Direito. Sintomaticamente, Estados autoritários recusam esse espaço próprio para o indivíduo. Não é à toa, por exemplo, que o governo stalinista promoveu o culto a Pavlik Morozov, que denunciou os pais, camponeses, pela resistência que estes teriam apresentado ao processo de coletivização de propriedades. No modelo comunista, a denúncia ao Estado de atos praticados na intimidade deveria ser estimulada.

Se a privacidade jamais foi reconhecida em Estados autoritários, atualmente não há direito individual mais ameaçado, em Estados liberais, do que o direito à privacidade. É uma consequência da era da informação. Bem por isso que a discussão sobre os seus contornos está tão acirrada.

No ano passado, a Suprema Corte norte-americana entendeu que o FBI violou o direito à privacidade, ao instalar sistema de GPS, sem autorização judicial, em veículo de um suspeito de traficar drogas, a fim de monitorar seus movimentos – o que ocorreu por 28 dias (Estados Unidos v. Jones). Foi proibido o monitoramento ativo e duradouro, por meios eletrônicos, sem autorização judicial, e, mais ainda, juízes fizeram questão de externar a preocupação com o direito de privacidade, decorrente do risco de monitoramento passivo que os dispositivos eletrônicos atuais propiciam – como os celulares e seus GPS. Demonstram, ainda, a relevância da questão, os intensos debates sobre a exigência de que os carros americanos, a partir de 2014, sejam dotados de caixas pretas , e sobre se a polícia está autorizada a examinar o celular de alguém preso em flagrante, como faz com seu veículo, ou se, para tanto, é necessária ordem judicial específica (um Tribunal de Ohio entendeu que é exigida autorização judicial, diante da quantidade de informações privadas constantes de um celular, enquanto que Tribunais da Califórnia autorizaram o exame dos celulares pelos policiais, sem ordem judicial, contanto que o aparelho estivesse com o suspeito ao tempo da prisão).

No Brasil, os desafios por que passa o direito à privacidade não são menores. Em caráter exemplificativo, órgãos administrativos pretendem obter acesso a informações sigilosas (dados bancários ou fiscais), sem ordem judicial específica – o que o STF impediu em decisão apertada (RE 389808/PR). Não é raro que autoridades administrativas sequer tomem o cuidado de observar os requisitos legais para examinar a informação sigilosa (Lei complementar de n° 105/01). Também não é infrequente que sejam autorizadas interceptações telefônicas ou o acesso a informações bancárias ou fiscais, não por meio de decisão fundamentada especificamente para o caso, que motive a excepcional ruptura do direito à privacidade, e demonstre a real necessidade da prova, mas com base em formulações genéricas e em série (STF, MS 23.652/DF). É assombroso, ainda, o deszelo das autoridades públicas com informações sigilosas, que comumente se tornam públicas – aqui, convém registrar que a proteção é dever do agente estatal, podendo a imprensa obter e divulgar a informação de interesse público, com base na liberdade de comunicação. Tem-se, ainda, a questão das informações pessoais que o usuário autoriza que empresas, como de celulares ou internet, transfiram a terceiros, sem saber exatamente que uso se faz delas.

Sem medo de errar, é possível afirmar que o direito à privacidade enfrenta enormes desafios na era da informação. Para que não seja esvaziado, espera-se que o Poder Judiciário tenha redobrada atenção sobre a relevância e o núcleo deste direito, enquanto que o Poder Legislativo fixe limites claros que não possam ser ultrapassados, em matéria de privacidade. À sociedade, cabe discutir o tema e não se conformar com que os diversos órgãos estatais, sem pudores, possam avançar sobre a esfera própria dos indivíduos.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

265 vagas no Ministério da Saúde.


O Ministério da Saúde publicou nesta sexta-feira (19), no DOU, o edital de abertura nº 4/2013 do concurso público para provimentos de 265 vagas em cargos de nível superior. As inscrições no valor de R$ 80,00 ficam abertas no período de 26 de abril a 17 de maio de 2013, através do site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), responsável pela execução do certame.

Do total de vagas oferecidas no concurso, 224 são para o cargo de Administrador, incluindo as vagas para portadores de necessidade especiais (PNE). As provas objetivas e discursivas estão previstas para o dia 7 de julho, no período da manhã, e o resultado final no dia 31 de julho de 2013.

Confira aqui o edital com os cargos oferecidos.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 4/19/2013 12:15:00 PM

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A insegurança continua.

Candelária já tem clube de pôquer.
A Inter Tv Cabugi, nos últimos dias, veiculou reportagens sobre o clima de insegurança na capital, mormente no "nobre" bairro de Candelária. O clima de insegurança foi alvo de matérias neste blog, no ano passado. Portanto, não é novidade. E não deixará de ser, caso não haja uma radical mudança no planejamento das rondas ostensivas e motorizadas que a Polícia Militar pratica. Melhorou um pouco, pois , na noite de ontem, foram vistas viaturas do 3° e do 5° batalhões circulando em Candelária. Muito bem, que continuem as rondas noturnas. Já as diurnas parecem que são desorganizadas, seriam feitas ao bel prazer dos rondantes, em veículos novos e com ar condicionado. Belezas de viaturas. Mas o que causa estranheza é que algumas delas, como ocorreu com a VT 1113, entre 16 e 17 horas de ontem, 16, trafegou de Candelária até o bairro Dix-Sept Rosado, em baixa velocidade, via as avenidas Bento Gonçalves, Prudente de Morais, Cap. Mor Gouveia e Avenida Oito, e sumiu em direção ao Alecrim. Esse trajeto eu fiz, como farei hoje e farei outras vezes. Depois apareceu a VT 1229, na Av. 8 e sumiu tão rápido como apareceu. Voltei para Candelária, via avenida da Integração, e apareceu outra do 5° Batalhão. Retornei à minha casa, aí apareceu outra, do 3° Btl. Arretado, meu irmão! Do jeito que vai está "beleza", ladrões e bandidos de todos os quilates não aparecerão em Candelária. Mas um detalhe: se essas rondas continuarem a médio e longo prazo. Não dúvida. Ou você duvida? Pelo menos, agora, você saindo de Candelária para outro bairro da região Oeste ou para áreas barras pesadas, não haverá perigo de você ser assaltado, sequestrado e/ou assassinado. Né não? O policiamento de Natal está muito, muito e muito organizado....
Mas um dia melhora. Os jovens soldados cumprem ordens.
Outro detalhe: reina temor, insegurança entre as pessoas, inclusive nos estabelecimentos comerciais.Já se ouve comentários de donos de bares, quiosques, botecos, restaurantes e similares, preocupados com a onda de assaltos e a queda nas vendas, na redução do faturamento em dias em que não há jogos televisionados do campeonato de futebol brasileiro. Mas isso não é só por causa da insegurança, pois há o fator chamado "lei seca". Mas isso é outra história.
Finalmente uma pergunta: qual a rua mais segura de Candelária? Na minha modesta opinião (e posso estar equivocado) é o cruzamento da rua Bento Gonçalves com a rua Raposo Câmara. Motivo: o trecho está muito bem vigiado por seguranças particulares do Pooker International Club, traduzindo Clube Internacional de Poquer. Outra beleza de silêncio entre 20 horas às 5 horas da matina, diariamente. Você duvida? Então, apareça para umas paradas de cartas. È fácil localizar o clube. Há uma placa luminosa na casa.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uma receita "nova" de cozido de peixe em panela de pressão.

Você  já comeu peixes inteiros? Você nunca comeu um peixe de açude, de rio e do mar inteirinho, com cabeça, espinhas e tudo que tem direito?
Se você não comeu, então, está na hora de experimentar um quilo de sardinha. Pegue as sardinhas, limpe bem e coloque num panela de pressão. Em seguida, pegue um copo tipo "americano" (desses que tem nos bares) e encha de vinagre e coloque sobre os peixes. Adicione mais 300 ml de água. Sal a gosto, pimentão, cebola, alho e colorau, a seu critério, isto é, você pode colocar uma molha e espalhar sobre os peixes. Não mexa. Tampe a panela e deixe no fogo brando durante 20/25 minutos.
Deixe a panela esfriar e retire os peixes devagar para não espapaçar e coloque no prato. Está pronto para você comer tudo, inclusive as espinhas, cabeças e caudas.
Agora se você colocar peixes maiores, tucunarés, por exemplo, corte os peixes ao meio e faça os mesmos procedimentos e coloque mais água. Se for peixe grande do mar, idem, corte os peixes ao meio, coloque um copo de vinagre e 300 ml de água. Tempo da panela de pressão no fogo baixo: 40 minutos. 
Essa receita é apropriada para ocasiões em que você não tomou mais de uma cerveja e/ou uma dose de uísque. 
È melhor começar a experiência com sardinhas inteiras (nada de sardinhas mixurucas enlatadas, cheias de venenos apelidados de conservantes e corantes), mas as encontradas nos supermercados, embaladas em sacos plásticos congeladas (sardinhas médias ou grandes). O nome dessa receita é "Peixe ao Morro do Navio". È uma delícia. Verdade, não é ficção.
Bom apetite.



















quinta-feira, 11 de abril de 2013

Incrível!



Delegacia de Cruzeta é interditada após ser flagrada com presos e sem agentes

Publicação: 11 de Abril de 2013 às 12:43Tribuna do Norte - Natal

A delegacia de Cruzeta foi interditada e a transferência dos presos foi determinada depois de inspeção do juiz Marcus Vinícius Pereira, que definiu a situação como “abandono do distrito policial”.

De acordo com o juiz, ele bateu na porta da delegacia por vários minutos e não havia nenhum agente ou delegado no local, apenas quatro presos que estava custodiados lá. “Compareci na Delegacia de Polícia, para realizar a inspeção, tendo encontrado o prédio fechado”, explicou.

Após a interdição, a delegacia não poderá receber mais presos, sejam provisórios ou condenados. “Não existiam policiais civis, militares ou mesmo agentes penitenciários, ficando evidente a impossibilidade de custódia de presos no local”, afirmou o juiz.

Com informações do TJRN

quarta-feira, 10 de abril de 2013


Parece que foi ontem
 
Por Paulo Tarcísio Cavalcanti*
Jornalista  tarcisiocavalcanti@bol.com.br
 
Algumas pessoas sabem, mas talvez não lembrem. A maioria ficará sabendo agora.
 
Neste mês de abril de 2013, estou celebrando 15 anos do diagnóstico de um tumor cancerígeno no céu de minha boca.
 
Eu já havia enfrentado duas capotadas de automóvel além de dificuldades menores mas, ainda hoje, não tenho dúvida, aquele foi o maior golpe, o maior nocaute, a maior porrada,  que sofri em toda minha vida.
 
Só Deus, eu e pessoas que enfrentaram momento idêntico podemos imaginar a sua dimensão real.
 
Não consigo determinar por quanto tempo, mas, no primeiro momento, senti-me completamente acabado.
 
Estava no fim. Os 54 anos que eu tinha vivido até então,  eram como se não tivessem durado mais que uma fração de segundo.
 
Por que? Por que?
 
Lembro-me de ter feito essa pergunta repetidas vezes para a minha fé:
 
Por que? E agora?
 
Foram momentos duros e difíceis; de intenso sofrimento solitário  e, também, mais doloroso ainda, compartilhado com pessoas muito queridas – familiares e amigos.
 
Entreguei-me na mão de Deus.
 
O certo é que, 15 anos depois, estou aqui contando a história com final feliz.
Não posso deixar de dar graças a Deus todos os dias, sentindo imenso prazer e a mais intensa alegria de poder proclamá-las.
 
Aliás, o certo mesmo era poder fazer essa proclamação não apenas todos os dias, mas em cada momento da minha vida.
 
Hoje, tenho a mais plena consciência de que nesta vida nada nos pertence. Nem ela própria. É como se fosse um bem emprestado que tivéssemos recebido, sem data certa de vencimento. No dia em que achar conveniente, vem o dono e a pede de volta.
 
O câncer me fez entender melhor determinadas lições que encontrei no evangelho.
 
- De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a “sua” vida?
 
Há 15 anos, quando adoeci, o mesmo aconteceu com personalidades mundiais – inclusive um rei, um político de grande influência e celebridades do mundo artístico. Praticamente, tivemos que nos tratar juntos.
 
Ou seja: Se a sobrevivência dependesse de dinheiro e poder, de todos, as minhas eram as menores chances. As mais remotas. Mas, aqui estou.
 
- Por que?
 
Não sei. Só Deus sabe. Por isso, não me canso de lhe pedir que me torne digno de cada novo dia que me concede.
 
*Texto publicado na edição desta quarta-feira (10), do NOVO JORNAL
 
JBAnota  Gostaria de fazer esse breve comentário porque estimo Paulo Tarcísio como um irmão, não apenas um companheiro, um colega de jornada, na verdade somos irmãos como cristãos, e por isso tomei a liberdade de dizer na chamada da postagem “Uma história pessoal, de céu, de vida!”, talvez ele até possa pensar que estou querendo dizer que ele esteja se vangloriando de tudo isso, mas, ao meu entender, ele está  vivendo esse céu por Deus ter lhe contemplado saúde e vida. Que Deus Pai te abençoe, amigo, e celebre mesmo como se fosse um novo aniversário. Uma divina celebração!


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 4/10/2013 06:13:00 PM

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Faixas do CONACAN contra o presídio pardieiro.

O Conselho dos Moradores já entrou na onda de rejeição ao presídio pardieiro provisório de Candelária, um dos maiores conjuntos habitacionais do Nordeste. Vários políticos prometeram retirar os presos de lá. Foram só promessas. O CONACAN que colocou as faixas de protestos deverá mobilizar os moradores. O local deveria ser aproveitado para funcionar a delegacia distrital, do bairro e nada mais. Presidiário é para ficar na penitenciária. Bom, se acontecer a mudança do uso do prédio construído na década de 1980 (Governo José Agripino), será necessária uma radical limpeza e melhorias diversas. Hoje, o prédio serve de Delegacia de Plantão, a partir das 18 horas.

Tire a emoção da sua análise
 
Por Osair Vasconcelos*
 
Um dia desses, fui participar de um debate na televisão sobre a seca e um dos debatedores, muito confiante do que dizia, propôs:
- Vamos discutir sem emoção.
 
Sancta ferula! Santa ignorância - a minha.
 
Aprendi, então, com o ilustre racionalista, depois de tantos anos como repórter, que a seca é apenas um fenômeno climático e um problema de fundo econômico. Em miúdos: a natureza de cima não se entende com a de baixo e tome falta de chuvas. E a inapetência do governo se alia à apetência das elites em ter uma sequinha de quando em vez, na busca de uns subsidiozinhos extras, e pronto! Está formado o quadro.
 
Os outros, aqueles que não entendemos de natureza e mal vislumbramos as razões dos mecanismos dos preços altos, da profundidade dos juros e dos benfazejo de um empréstimo de emergência, é que ficamos com a emoção.
 
Nós, os que ligamos para as repetições de sempre: jovens deixando suas terras e famílias em busca da sobrevivência em lugares distantes; homens secos de fome saqueando armazéns e destruindo sua ética sertaneja ( ou você acha que homens do campo saqueiam com alegria?); mulheres roubadas de qualquer marca de feminilidade; crianças com o destino para sempre marcado pela fome.
 
Nós, os que por trás dos números e relatórios oficiais vislumbramos apenas gente, morrendo de fome e sede.
 
Nós, os que lembramos que a seca existe antes de existirem governos, de se elaborarem relatórios, de falarem em planos de combate.
 
Nós, que quando passamos pelas estradas vimos as terras rarefeitas de gente e os esquálidos que restaram.
 
Nós, os que publicamos nos jornais a história de seu João e dona Maria e do filho Francisco, apanhados em plena estrada andando quilômetros para buscar um dia de trabalho qualquer, um prato de qualquer comida e umas achas de lenha para acender um fogo - um fogo para quê? para manter a ancestral lembrança de que o fogo doméstico simboliza a sobrevivência do ser humano.
 
 Nós, os que levamos um quilo de alimento não perecível para a festa da escola de nossos filhos, a quem tentamos dar uma noção ética do que é o sofrimento alheio de pessoas distantes, de pessoas sem rosto, e com os quais a única ligação que estabelecemos é através desse quilo de arroz mais barato que pretendemos que cheguem às mãos e aos estômagos deles.
 
Nós, jornalistas, que acreditamos fazer mover, com o nosso grito, a imobilidade das autoridades competentes
 
Nós, cujo engajamento vem da empatia com o próximo, da ligação invisível com o sofrimento dos outros
 
Nós, os donos da pieguice recorrente de sermos solidários
 
Nós, os seguidores do pensamento cristão despido de igrejas
 
Nós, os que pensamos assim, com emoção, somos apenas
 
Nós, os bestas.
 
*Texto retirado da página do facebook do jornalista


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