quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

E os assaltos continuam... e os arrastões também.

Ocorreu um assalto, tipo arrastão, na rua Isabel Gondim, em Candelária,por volta de 19 horas de ante-ontem, 3ª feira,  praticado  por dois bandidos que chegaram num carro de marca Corola, desceram na esquina da rua Raposo Câmara e, a pé, rumaram para a quarta casa, onde reside uma funcionária do DETRAN. O terceiro ladrão ficou dentro do carro, perto da esquina, enquanto a dupla assaltou o comerciante Aglas, dono de uma lojinha de carros no Centro Comercial Conacan, na rua Bento Gonçalves. Segundo informações de moradores, os assaltantes dominaram Aglas e adentraram à sua residência, onde mora com a mãe e um sobrinho.Na marra, sob mira de armas de fogo, Aglas deu as chaves do seu carro, também de  marca Corola, a aliança de ouro (ele está noivo), celular, além de pertences dos demais moradores. Não houve violência, isto é, os ladrões não agiram gritando e levaram os objetos de valor no Corola de Aglas. Não será difícil a polícia desvendar esse assalto, pois já houve outros iguais em Candelária, tendo em vista que existe duas camêras de alta resolução numa casa próxima. 
Na semana passada, houve o assalto ao posto dos Correios e Mister Empada, ambos na Av. Prudente de Morais, além do Bar Cabeça do Bode, na rua Marquês de Pombal. Os rumores são de que Mister Empada já foi assaltado mais de 10 vezes. Não haveria um informante dos assaltantes, com relação aos últimos assaltos? Observem que eles ocorreram numa determinada área geográfica, isto é, próximos. Agora, a novidade é que os dois rapazes-assaltantes de ante-ontem, segundo informações de moradores, cujos nomes não vou relevar, eram bem vestidos e estavam de caras limpas. Observem também que o policiamento fica precário, à noite, diferentemente do que ocorre no horário diurno.Eu observo o policiamento diariamente, sou cidadão, pago os impostos e morador de Candelária há 37 anos. Pois bem, assim que saio de casa, a pé ou de carro, em poucos minutos (ou segundo, às vezes) aparece uma viatura da PM ou cruza comigo na Av. Prudente de Morais. Beleza de policiamento!!!!! Bom que continue assim, só assim teria certeza de que não serei assaltado. Palmas para a PM. As instituições são perenes, os seus gestores são provisórios.
A PM deveria treinar os vigias de ruas, os conhecidos motoqueiros. Fica sugestão. Não seria grandes colaboradores? Seriam. Não são os exóticos, os que vivem trancados dentro de suas casas, que ficam observando o movimento da rua, através de camêras particulares, mas que nunca agiram em defesa dos moradores. Mas sabem tricotar e dar informações com outros objetivos, não coletivos, mas particulares. 
Na rua Isabel Gondim já ocorreram diversos pequenos assaltos.A artéria é lateral da sede do Conselho Comunitário-CONACAN.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Robinson Faria defende apoio político ao PT.

 Robinson participa de reunião do PSD em Brasília.
 Foto da assessoria.
O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Robinson Faria participou nesta quarta-feira (27) da reunião nacional do PSD em Brasília. Ao lado do deputado federal e vice-presidente da Câmara, Fábio Faria (PSD), Robinson defendeu a oficialização do apoio político ao PT e a presidente Dilma Rousseff (PT).
Durante a reunião com o presidente do partido, Gilberto Kassab e os presidentes estaduais, Robinson Faria apresentou os números do crescimento do PSD no Rio Grande do Norte que hoje tem 22 prefeitos, 19 vice prefeitos e 191 vereadores. Além dos prefeitos e vereadores, o partido tem diretórios municipais em 132 municípios do RN.
"A reunião do PSD foi muito importante para as decisões futuras do nosso partido em todo o país. Eu defendi que o PSD deve integrar oficialmente a base de apoio política e administrativa da presidente Dilma Rousseff nacionalmente e nos estados", argumenta Robinson. Os líderes do PSD também discutiram os apoios e candidaturas próprias nas eleições 2014. [por assessoria]







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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 2/27/2013 06:44:00 PM

São Paulo tem cuidadores de idosos.

 27 de fevereiro de 2013Data Meio---www.easycoop.com.br
 Olá, como vai?!

É com muita felicidade que quero compartilhar contigo o apoio recebido pelo Governo do Estado de São Paulo, através da SERT, para a criação da Cooperativa de Cuidadores de Idosos.

No evento que realizamos na sede da DRT, em parceria com a SERT, estavam presentes muitos sindicalistas aposentados e estes colocaram a sua preocupação para o futuro, em ter que cuide deles. Eles contaram que conhecem muitos companheiros que acabam passando dificuldades em encontrar pessoas qualificadas para cuidarem deste pessoal e que a substituição destas pessoas é algo muito complicado.
E quando essas pessoas trabalham sozinhas, não se reciclam por falta de quem as substituam. Por este motivo, acreditam, ainda não existem cursos e eventos para essa categoria.

Nesse mesmo evento estava presente também a Lídia, que é Presidente da ACIRMESP - Associação dos Cuidadores de Idosos da Região Metropolitana de São Paulo que recebeu dos aposentados a ideia de formarem uma cooperativa, pois desta forma teriam muito mais acesso de forma coletiva. Os aposentados ainda afirmaram que uma vez que o cooperado é dono de seu negócio ele tem muito mais amor e dedicação, já que suas responsabilidades são bem maiores. Em nosso evento ainda tinham algumas pessoas que não possuíam uma profissão definida e se interessaram em fazer parte do projeto.


O fruto dessa semente começou a nascer na última sexta-feira, quando um grande grupo se reuniu para formar a Cooperativa de Cuidadores de Idosos. O evento contou com a presença do Secretário de Estado Carlos Ortiz, que está à frente da SERT. Ele afirmou que o Governador tem lançado diversos programas para atender aos idosos, como foi o lançamento da Casa Modelo no parque do Ibirapuera/SP, os cursos de formação/capacitação para cuidadores de Idosos que vem sendo realizados e ainda ações de inclusão para o idoso, já que muitos ainda são produtivos. O Secretario Ortiz informou ainda que a SERT está preparando programas que vão incluir a força produtiva dos idosos através de frentes de trabalho para ajudar a fortalecer a ação de empreendimentos que estão iniciando com a experiência de quem já contribuiu muito com o nosso País. Na oportunidade, o Secretário lembrou o sucesso que está sendo a Cooperativa de Crédito dos aposentados e que esta até já foi matéria de capa de vários jornais no estado de São Paulo, já que tem muitos diferenciais aos aposentados que antes não tinha acesso a esse tipo de iniciativa, o que trouxe benefícios à categoria.

O Secretario Ortiz, novamente detacou a importância do Cooperativismo para o desenvolvimento de nossa nação e disse que a SERT continuará, através dos cursos de capacitação e ações do Banco do Povo, fomentando e fortalecendo o cooperativismo, para a inclusão das pessoas no mercado de trabalho.

Abaixo seguem as fotos da criação da cooperativa, que contará com nosso integral apoio e carinho.


Beijos

Sandra Campos
Presidente
FETRABRAS – Federação Nacional dos Trabalhadores Cooperados
Editora Chefe - Portal e Revista EasyCOOP
Telefone: 11-3256-6009 ou 11-5093-5400
Endereço da sede da FETRABRAS/SINTRACESP
Alameda dos Jurupis, 1005 - CJ 114 - Moema
e-mail: sandra@sindicatodocooperado.org.br
Fotos: Fundação da Cooperativa Pró-Home 
Criação da Cooperativa Pró Home, cooperativa especializada em cuidadores de idosos. O secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz, esteve presente na sede da cooperativa
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Virgilio era de Sítio Novo/RN.




Comissão da Verdade de SP faz audiência sobre Virgílio Gomes da Silva, torturado e morto durante a ditadura


Elaine Patricia Cruz

Da Agência Brasil, em São Paulo

  • Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Ilda Martins da Silva, viúva de Virgílio Gomes da Silva, e seus filhos Isabel Maria Gomes da Silva e Virgílio Gomes da Silva Filho participam de audiência da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo sobre o caso do operário militante da ALN (Aliança Libertadora Nacional), que desapareceu dentro das dependências do DOI-Codi após ser preso por agentes da Operação Bandeirantes no dia 29 de setembro de 1969
Parentes de Virgílio Gomes da Silva, torturado e morto durante a ditadura militar, participaram na tarde desta segunda-feira (25) de uma audiência promovida pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, na Assembleia Legislativa paulista. Em uma ficha encontrada anos depois nos arquivos do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e entregue à família, o nome de Virgílio aparece acompanhado pela inscrição "morto", em parênteses.
Virgílio Gomes da Silva era militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Foi preso no dia 29 de setembro de 1969, em São Paulo, por agentes da Operação Bandeirantes (Oban), e levado para o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna).
Durante a audiência, bastante emocionada, a viúva de Virgílio, Ilda Martins da Silva, falou sobre tudo que passou nas mãos dos agentes da ditadura. "Virgílio foi assassinado no dia 30 de setembro de 1969", disse. Nesse mesmo dia, segundo Ilda, ela e três de seus quatro filhos: Vlademir, Virgílio e Isabel foram também presos. No DOI-Codi, foi interrogada e separada deles, declarou.
"Eu não queria me separar deles de jeito nenhum. Veio uma freira, pegou-os e os levou para o Dops. Eles ficaram dois dias no Dops e foram levados para um Juizado de Menores, onde ficaram por dois meses. A Isabel, que só tinha quatro meses, foi hospitalizada e quase morreu. Eu fiquei presa por nove meses e estive incomunicável, não podia ver meus filhos ou saber deles. E eu não tinha participação em nada", disse.
Passados mais de 40 anos, a família ainda espera que os culpados pela morte de Virgílio sejam punidos e que a comissão ajude nessa tarefa. "Espero que sejam intimados a depor [na comissão] não só as testemunhas que o viram ser torturado e morto, mas também os que cometeram o ato", disse Virgílio Gomes da Silva Filho. "Tem um laudo, descoberto em 2004, no qual está registrado quem era a pessoa, as condições em que o corpo se encontrava, com todas as características de tortura, com ossos quebrados e com todos os órgãos dele estourados. E dizia que foi encaminhado para o Cemitério de Vila Formosa", disse Virgílio Gomes da Silva Filho.
Em entrevista à Agência Brasil, Silva Filho disse que, passados tantos anos, ainda espera alguma punição para os responsáveis pela morte do pai. "Eles [da comissão] têm a condição de pelo menos tentar, a obrigação moral de pelo menos tentar. Tem coisa que, pelo tempo que passou, pode ser que não se resgate com fidelidade ou com a riqueza necessária que precisaria ter. Mas o mínimo que se tem é de valor histórico, e temos obrigação de resgatar isso", declarou.
Na reunião desta segunda-feira, após ouvir os parentes de Virgilio Gomes, a comissão propôs fazer audiências para investigar as valas clandestinas do Cemitério de Vila Formosa, na zona leste da capital paulista, onde várias ossadas foram encontradas, mas não identificadas. Há uma suspeita, por exemplo, de que os restos mortais de Virgílio Gomes da Silva, até hoje desaparecido, seja identificado entre essas ossadas.
"O foco é a localização dos mortos e desaparecidos é saber quem os matou e os fez desaparecer", disse o deputado Adriano Diogo, presidente da comissão, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, a comissão tem a intenção de pedir agilidade no processo de identificação dessas ossadas e de localização de outros locais onde muitos corpos tenham sido enterrados.
O parlamentar declarou ainda que, no âmbito da comissão, não é possível punir os culpados pelas torturas e mortes que foram cometidas durante a ditadura militar. Por isso, ressaltou que o trabalho da comissão paulista será o de gerar um movimento nacional de opinião pública, tornando públicos os fatos que ocorreram durante o regime. "A maior punição que estamos tentando infringir a essas pessoas [que cometeram esses atos] é a publicização desses fatos", disse. "O caso Virgílio Gomes é um dos mais bem documentados. Todos os assassinos estão identificados, há o laudo da morte", o que falta é a identificação do corpo e a punição dos responsáveis, completou Diogo.
No decorrer do ano, a comissão, que vai analisar 154 processos, também pretende promover uma audiência para ouvir depoimentos de pessoas que, quando crianças, foram sequestradas ou torturadas durante a ditadura militar. A audiência de hoje foi a 11ª deste ano.
O caso do desaparecimento e morte de Virgílio Gomes da Silva durante a ditadura militar está sendo investigado pela Polícia Federal. A Agência Brasil procurou o órgão para tentar obter mais informações sobre o inquérito, mas até a publicação da matéria não obteve retorno à solicitação.
Fonte: UOL.
Ilda Martins da Silva, viúva de Virgílio Gomes da Silva, e seus filhos Isabel Maria Gomes da Silva e Virgílio Gomes da Silva Filho participam de audiência da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo sobre o caso do operário militante da ALN (Aliança Libertadora Nacional), que desapareceu dentro das dependências do DOI-Codi após ser preso por agentes da Operação Bandeirantes no dia 29 de setembro de 1969



Falece ex-diretor da Guararapes.


Raimundo Nonato da Costa
Armando Negreiros, médico (armandoanegreiros@hotmail.com)
                Partiu na madrugada desta segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013, o grande primo, tio e amigo Raimundo Costa. Casado com Maria Luzia, irmã do meu pai, tiveram Cynthia, filha única, casada com Rafael Filho, meu irmão. São quatro os netos: Marcelo, Marcos, Saulo e Rafael Neto. Os três primeiros advogados e o último terminando medicina. O dia 17 de dezembro era uma data com tríplice comemoração: aniversário de Raimundo, de Maria Luzia e de casamento. Este ano seria 85, 80 e 60, respectivamente.
                Na década de cinquenta o casal veio morar em Natal. Costa era gerente da Casa Gomes, na Ribeira, que negociava com tecidos. Moravam na Avenida Prudente Morais, vizinho onde foi uma escola de natação (Tutubarão, de Raimundinho meu cunhado, como dizia Bosco, salvo engano). Mas na época quem morava nessa casa era Guiomar, irmã de Costa. Lembro-me que a rua sequer tinha calçamento, era barro mesmo.
                Esse casal hospedava toda a família, que não é pequena, de Mossoró. A acolhida era tão afetuosa que nos sentíamos realmente em casa. Todas as sobrinhas de Maria Luzia que residiam em Mossoró moraram na sua casa em Natal. Ione, filha de Gabriel, Maria Helena e Tânia, filhas de Ruth e Lavínia, filha de Rômulo. Passamos, todos os sobrinhos, várias férias em sua casa. Depois se mudaram para a Rua Miguel Barra. Não sei qual era o milagre, mas a casa abrigava toda a família que chegasse.
                Muito religioso, ex-seminarista, sabia não só a missa toda em latim, como conhecia latim e português em profundidade. Qualquer dúvida sobre o assunto ligava para ele e a resposta era imediata. Calmo, quando havia alguma divergência de opinião, encerrava logo com uma frase em latim: gustus et colorum non disputatum. No que eu discordava, argumentando que, se todo o mundo concordasse com todos, ninguém conversava.
                Quando a Casa Gomes fechou, Costa foi trabalhar na Guararapes, onde ocupou uma das mais importantes diretorias, a financeira. Trabalhador incansável, aliava a seriedade e retidão à competência. Mesmo depois de aposentado continuou trabalhando no Conselho Diretor por muito tempo. Era um exemplo a ser seguido por toda a família.
                Grandes anfitriões, foram inúmeras as festas e recepções organizadas pelo casal, sempre num clima de alegria e confraternização. Quando resolvemos formar um grupo para construir o Condomínio Residencial Rafael Negreiros, foi Costa quem tomou a frente, organizou todas as reuniões e ficou responsável pela contabilidade. Acabou sendo o síndico perpétuo, enquanto a saúde permitiu.
                Quase todos os finais de semana eu e André Newton o visitávamos. Newton acabou indo primeiro em 27 de julho do ano passado. A última vez que conversei com ele foi no sábado, dia 16. Estava bastante edemaciado, mas mantendo o bom humor, chegou a recitar poemas e ao final brincou: a velhice é uma merda. Raimundo Nonato da Costa já começou a deixar muitas saudades, pelo homem agradável e acolhedor que era. Descanse em paz, meu caro e dileto amigo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Casas noturnas voltam a ser alvo de fiscalização


Fonte: Tribuna do Norte.
Publicação: 22 de Fevereiro de 2013 às 00:00

Os órgãos que compõe a   Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) marcaram para hoje a segunda vistoria do ano. O foco continua voltado para casas noturnas. Além da participação de agentes municipais de trânsito e policiais rodoviários estaduais, a  novidade é a fiscalização do aspecto tributário. As definições da segunda vistoria do ano foram feitas ontem em uma reunião de representantes dos órgãos participantes no Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública do Estado.
João Maria AlvesAs definições da segunda vistória saíram ontem em reunião com representantes da segurança públicaAs definições da segunda vistória saíram ontem em reunião com representantes da segurança pública

Foram encontradas irregularidades fiscais nos estabelecimentos conforme o representante do Ministério Público Estadual, o promotor de Defesa do Consumidor José Augusto Peres. No entanto, não havia ninguém na equipe com atribuição legal para atuar nessa questão.

O secretário de Tributação do Estado, José Airton da Silva, afirmou que uma equipe de auditores vai participar das fiscalização de hoje. "Vamos verificar se as mercadorias tem inscrição estadual e se está sendo vendida com documento fiscal", informou o titular. Os produtos que não estiverem regulares poderão ser apreendidos e levados  para os depósitos da secretaria. Para liberar o material apreendido, os proprietários deverão pagar multa e o valor correspondente do ICMS sonegado - no caso de falta de nota fiscal.

A secretária de Tributação de Natal, Aila Cortez, enviou uma representante a reunião. Até a tarde de ontem, ela ainda não havia definido se equipes do município acompanhariam a FPI de hoje. Para ela, o acompanhamento poderia ser apenas dos resultados e relatórios, mas não descartou a possibilidade de enviar auditores. "Nosso foco é justamente conhecer esses estabelecimentos do ponto de vista do licenciamento fiscal para ver se bate com os dados da secretaria", disse ele.

Embora tenha o objetivo de denunciar as relações de consumo irregulares e possíveis crimes de ordem econômica, a Promotoria de Defesa do Consumidor não vai agir in loco. "Nós vamos ser o receptáculo do resultado dessas fiscalizações", declarou José Augusto Peres.

Conforme o promotor José Augusto Peres, uma procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) manifestou ontem interesse que instituição participasse das fiscalizações. Entretanto, a participação do MPT ainda não ocorrerá amanhã. "Os empregados desses estabelecimentos também podem sofrer com as condições de trabalho. Então, eles [MPT] devem participar dessa atividade em um futuro próximo", falou.

O Corpo de Bombeiro informou que entre os dias 28 de janeiro e 1º de fevereiro, treze casas noturnas foram vistoriadas. Três delas foram fechadas, outras tiveram interdição parcial ou foram apenas notificadas.

Nessa segunda fase das fiscalizações, esses estabelecimentos serão reavaliados in loco, mas não foi especificado se será amanhã. "Aqueles que procuraram os órgãos e tiveram renovado esse prazo para adequação, porque mostraram interesse para se regularizar, terão ainda mais prazo para se regularizar  dependendo do estabelecimento e dos problemas que foram encontrados", disse o promotor. Os que não o fizeram poderão sofrer processos judiciais a  depender da irregularidade. 

As instituições com a participação confirmada são: Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Ministério Público Estadual, Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/RN), Secretaria de Estado de Tributação (SET), 1ª Vara da Infância e Juventude, Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e Companhia de Policiamento Rodoviária Estadual (CPRE). 

Essas fiscalizações foram iniciadas depois do incêndio na Boata Kiss no município de Santa Maria, Rio Grande do Sul, em 27 de janeiro. O acidente gerou atá agora 239 mortes. 

Interdições

CB fechou três casas noturnas em Natal

Casanova Ecobar (Candelária)

Jazzy Rock Bar (Candelária)

Amnésia Club (Potengi)

Motivo: graves deficiências no sistema de combate à incêndios, sem saídas de emergência nem alvará concedido pelo Corpo de Bombeiros.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fiscalização estadual e municipal verificarão bares e restaurantes amanhã, 22.


Bares e boates serão alvo de fiscalização preventiva amanhã

Fonte: Tribuna do Norte.
Publicação: 21 de Fevereiro de 2013 às 14:36


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Marcelo Lima - Repórter

A segunda Fiscalização Preventiva Intregrada de 2013 ocorrerá amanhã (22) a partir das 17h. A definição ocorreu na manhã de hoje depois de uma reunião de vários órgãos de fiscalização estaduais e municipais no gabinete de gestão integrada da segurança pública do Estado.

Os órgãos continuarão focados nos estabelecimentos de aglomeração de público como bares e boates. Dessa vez, agentes municipais de trânsito e policiais rodoviários estaduais participarão e fiscalizarão estacionamentos. Também foi pedido reforço da Polícia Militar, garantido pelo comandante-geral, Coronel Francisco Araújo.

Nos moldes da primeira edição do ano, os agentes públicos de diferentes órgãos comporão duas equipes. O roteiro não foi divulgado antecipadamente para não prejudicar a fiscalização. As casas noturnas notificadas e interditadas anteriormente também poderão ser visitadas novamente. As secretaria de Tributação de Natal e do Estado também estarão presentes. 

Cabeça do Bode assaltado na manhã de hoje.

O Bar Cabeça do Bode, situado na esquina da rua Juarez Távora com a Marquês de Pombal, foi assaltado às 10 horas de hoje, por três bandidos jovens, "uns verdadeiros pirralhos, armados de pistolas" que correram para a rua 31 de Março e pegaram um Celta branco, que os esperava na rua Raposo Câmara. Foi o primeiro assalto na história do Cabeça do Bode, disse Régio, um dos donos do bar que teve roubados dinheiro, um computador, um celular novo e importado e a sua aliança de casamento. No momento do assalto, não havia fregueses, mas sr. Paulo, dono da casa vizinha, Régio e o seu irmão Rogério, que também tiveram objetos e dinheiro levados pelos pivetes. O assalto foi realizado por dois rapazes e o terceiro ficou no carro estacionado na esquina da rua Raposo Câmara, debaixo de uma frondosa castanhola. Quando o assalto terminou, um pivete deu sinal com um assobio e correu para a rua 31 de Março, quando o Celta deu partida de ré e pegou os dois comparsas próximo a uma oficina de sapateiro. Há uma versão de que o vizinho do bar esteve refém com a família por alguns minutos, enquanto faziam o arrastão.
Fontes: Régio e Rogério, filhos de Cícero Vital, fundador do bar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Morre o filho de Dermi Azevedo.


Não tenho certeza, mas acho que Dermi Azevedo é seridoense de Jardim do Seridó e seu pai era Curraisnovense.  (cvp)

Repassando, como recebi ..
O pai seria de Parelhas, mas com muitos familiares em Jardim do Seridó."Roupa", Janilson Azevedo, é primo legítimo de Dermi, caro César.
Cortez.

E ainda tem gente que defende a ditadura.



18 de fevereiro de 2013 às 12:12

O desabafo e a dor de Dermi Azevedo pela morte do filho, preso e torturado quando bebê


Publicado em Memória
Carlos Alexandre com os pais, aos 3 anos – Foto: Cedida/IstoÉ
Jornalista e cientista político potiguar que fez carreira em São Paulo, ex-preso político e um dos fundadores do Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH, Dermi Azevedo usou a sua página no Facebook para expor sua dor pela morte do filho Carlos Alexandre, que este ano completaria 40 anos. Já havia tentado o suicídio outras vezes.
No dia 15 de janeiro de 1974, com apenas 1 ano e 8 meses, Carlos Alexandre foi preso e torturado pela ditadura militar. Levado junto com sua mãe, Darcy Andozia. Em maio do mesmo ano, quando Dermi deixou a prisão, voltou com  a família para o RN. Primeiro moraram em Currais Novos, depois vieram para Natal. Dermi ingressou no curso de Jornalismo da UFRN, onde se formou em 1979. Retornaram para São Paulo e em 1984 ele começou a trabalhar no jornal Folha de São Paulo.
Em entrevista à revista ‘IstoÉGente’, Carlos Alexandre, então com 37 anos, disse à repórter Solange Azevedo: “A ditadura não acabou”.
Confessou: “Até hoje sofro os efeitos da ditadura. Tomo antidepressivo e antipsicótico. Tenho fobia social”.
À revista, o pai fez declarações chocantes: - “Meses depois de sair da prisão, soube que o meu filho tinha sido vítima de choques elétricos e outras sevícias. ele foi jogado no chão e bateu a cabeça. maltratar um bebê é o suprassumo da crueldade”.
Mais: “O meu filho apanhou dos policiais do Deops porque estava chorando de fome. levou um tapa tão forte que cortou os lábios”.
Que toda história horrenda da ditadura militar não fique mais impune. É a vergonha e a desumanidade que o Brasil ainda teima esconder nos podres porões.
Eis a entrevista – emocionante – com Carlos Alexandre na IstoÉGente.
O desabafo no Facebook:

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Outra foto dos alunos da Escola Industrial de Natal,nos anos 60 do século passado. Atrás de Gonzaga Cortez, está Ferreirinha, que hoje mora em Vera Cruz.

 Foto cedida por João Maria Cortez Gomes de Melo e pertenceu ao acervo de Pedro Martins de Lima. Foto tem mais de 45 anos. Edval  Inocêncio Penha (?) ao centro, Formiga? Welington Corsino, o Chinês. E os nomes dos demais jovens e pobres alunos da Escola Industrial, da avenida Rio Branco?

Foto de um passeio de alunos da antiga Escola Industrial de Natal.

 Esta foto foi feita pelo então diretor Pedro Martins de Lima, registrando um passeio de barco pelo rio Potengi, entre os anos de 1964 e 1967. Não consigo identificar os nomes de todos eles,mas reconheço as fisionomias. Por exemplo, é Vieira, irmão de Dioníso e que trabalhou no antigo BANDERN, o do meio, sem camisa, ao lado de Gonzaga Cortez; Manoel Geraldo de Vasconcelos, atrás de Vieira; o  professor de desenho,  Barroso, ao fundo, sorrindo; o rapaz da direita, com camisa branca e listas verticais, olhos semi-abertos, é muito conhecido em Natal, mas não sei o seu nome. E o que segura uma bóia de câmara de ar?  Mas tem gente do Seridó, de Parelhas, Cruzeta, etc. Foto cedida por João Maria Cortez G. de Melo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Frei Leonardo Boff fala sobre a renúncia do papa que foi seu inquisidor.


Que Papa esperar que não seja um Bento XVII?

15/02/2013

Dei generosamente uma entrevista à Folha de São Paulo que quase não aproveitou nada do que disse e escrevi.Então publico a entrevista inteira aqui no blog para reflexão e discusão entre os interessados pelas coisas da Igreja Católica.As perguntas  foram reordenadas: Lboff
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1.Como o Sr. recebeu a renúncia de Bento XVI?
R/ Eu desde o principio sentia muita pena dele, pois pelo que o conhecia, especialmente em sua timidez,  imaginava o esforço que devia fazer para saudar o povo, abraçar pessoas, beijar crianças. Eu tinha certeza de  que um dia ele, aproveitaria alguma ocasião sensata, como os limites fisicos de sua saúde e menor vigor mental para renunciar. Embora mostrou-se um Papa autoritário, não era apegado ao cargo de Papa. Eu fiquei aliviado porque a Igreja está sem liderança espiritual que suscite esperança e ânimo. Precisamos de um outro perfil de Papa mais pastor que professor, não um homem da instituição-Igreja mas um representante de Jesus que disse: “se alguém vem a mim eu não mandarei embora” (Evangelho de João 6,37), podia ser um homoafetivo, uma prostituta, um transsexual.
2. Como é a personalidade de Bento XVI já que o Sr. privou de certa amizade com ele?
R/ Conheci Bento XVI nos meus anos de estudo na Alemanha entre 1965-1970. Ouvi muitas conferências dele mas não fui aluno dele. Ele leu minha tese doutoral: O lugar da Igreja no mudo secularizado” e gostou muito a ponto de achar uma editora para publicá-la, um calhamaço de mais de 500 pp. Depois trabalhamos juntos na revista internacional Concilium, cujos diretores se reuniam todos os anos na semana de Pentecostes em algum lugar na Europa. Eu a editava em portugues. Isso entre 1975-1980. Enquanto os outros faziam sesta eu e ele passeávamos e conversávamos temas de teologia, sobre a fé na América Latina, especialmente sobre São Boaventura e Santo Agostinho, do quais é especialista e eu até hoje os frequento a miúde. Depois em 1984 nos encontramos num momento conflitivo: ele como meu julgador no processo do ex-Santo Ofício, movido contra meu livro Igreja: carisma e poder” (Vozes 1981). Ai tive que sentar na cadeirinha onde Galileo Galilei e Giordano Bruno entre outros sentaram. Submeteu-me a um tempo de “silêncio obsequioso”; tive que deixar a cátedra e proibido de publicar qualquer coisa. Depois disso nunca mais nos encontramos. Como pessoa é finíssimo, tímido e extremamente inteligente.
3. Ele como Cardeal foi o seu Inquisidor depois de ter sido seu amigo: como viu esta situação?
R/Quando foi nomeado Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé(ex-Inquisição) fiquei sumamente feliz. Pensava com meus botões: finalmente teremos um teólogo à frente de uma instituição com a pior fama que se possa imaginar. Quinze dias após me respondeu, agradecendo e disse: vejo que há várias pendências suas aqui na Congregação e temos que resolvê-las logo. É que praticamentea cada livro que publicava vinham de Roma perguntas de esclarecimento que eu demorava em responder. Nada vem de Roma sem antes de ter sido enviado a Roma. Havia aqui bispos conservadores e perseguidores de teólogos da libertação que enviavam as queixas de sua ignorância teológica a Roma a pretexto de que minha teologia poderia fazer mal aos fiéis. Ai eu me dei  conta: ele já foi contaminado pelo bacilo romano que faz com que todos os que aitrabalham no Vaticano rapidamente encontram mil razões para serem moderados e até conservadores. Então sim fiquei mais que surpreso, verdadeiramente decepcionado.
4. Como o Sr. recebeu a punição do “silêncio obsequioso”?
R/ Após o interrogatório e a leitura de minha defesa escrita que está como adendo da nova edição de Igreja: charisma e poder (Record 2008) são 13 cardeais que opinam e decidem. Ratzinger é um apenas entre eles. Depois  submetem a decisão ao Papa. Creio que ele foi voto vencido porque conhecia outros livros meus de teologia, traduzidos para alemão e me havia dito que tinha gostado deles, até, uma vez, diante do Papa numa audiência em Roma fez uma referência elogiosa. Eu recebi o “silêncio obsequioso” como um cristão ligado à Igreja o faria: calmamente o acolhi. Lembro que disse: “é melhor caminhar com a Igreja que sozinho com minha teologia”. Para mim foi relativamente fácil aceitar a imposição porque a Presidência da CNBB me havia sempre apoiado e dois Cardeais Dom Aloysio Lorscheider e Dom Paulo Evaristo Arns me acompanharam a Roma e depois participaram, numa segunda parte, do diálogo com o Card. Ratzinger e comigo. Ai éramos três contra um. Colocamos algumas vezes o Card Ratzinger em certo constrangimento pois os cardeais brasileiros lhe asseguravam que as críticas contra a teologia da libertação que ele fizera num document saido recentemente eram eco dos detratores e não uma análise objetiva. E pediram um novo documento positivo; ele acolheu a idéia e realmente o fez dois anos após. E até pediram a mim e ao meu irmão teólogo Clodovis que estava em Roma que escrevêssemos um esquema e o entregássemos na Sagrada Congregação.  E num dia e numa noite o fizemos e o entregamos.
5. O Sr deixou a Igreja em 1992. Guardou alguma mágoa de todo o affaire no Vaticano?
R/ Eu nunca deixei a Igreja. Deixei uma função dentro dela que é de padre. Continuei como teólogo e professor de teologia em várias cátedras aqui e fora do pais. Quem entende a lógica de um sistema autoritário e fechado, que pouco se abre ao mundo, não cultiva o diálogo e a troca (os sistemas vivos vivem na medida em que se abrem e trocam) sabe que, se alguém, como eu, não se alinhar totalmente a tal sistema, será vigiado, controlado e eventualmente punido. É semelhante aos regime de segurança nacional que temos conhecido na A.Latina sob os regimes militares no Brasil, na Argentina, no Chile e no Uruguai. Dentro desta lógica o então Presidente da Congregação da Doutrina da Fé (ex-Santo Oficio, ex-Inquisição), o Card. J. Ratzinger condenou, silenciou, depôs de cátedra ou transferiu mais de cem teólogos. Do Brasil fomos dois: a teóloga Ivone Gebara e eu. Em razão de entender a referida lógica, e lamentá-la, sei que eles estão condenados  fazer o que fazem na maior das boas vontades. Mas como dizia Blaise Pascal:”Nunca se faz tão perfeitamente  o mal como quando se faz de boa vontade”. Só que esta boa-vontade não é boa, pois cria vítimas. Não guardo nenhuma mágoa ou  ressentimento  pois exerci compaixão e misericórdia por aqueles que se movem dentro daquela lógica que, a meu ver, está a quilômetros luz da prática de Jesus. Aliás é coisa do século passado, já passado. E evito  voltar  a isso.
6. Como o Sr. avalia o pontificado de Bento XVI? Soube gerenciar as crises internas e externas da Igreja?
R/ Bento XVI foi um eminente teólogo mas um Papa frustrado. Não tinha o carisma de direção e de animação da comunidade, como  tinha João Paulo II. Infelizmente ele será estigmatizado, de forma reducionista, como o Papa onde grassaram os pedófilos, onde os homoafetivos não tiveram reconhecimento e as mulheres foram humilhadas como nos USA negando o direito de cidadania a uma teologia feita a partir do gênero. E também entrará na história como o Papa que censurou pesadamente a Teologia da Libertação, interpretada à luz de seus detratores, e não à luz das práticas pastorais e libertadoras de bispos, padres, teólogos, religiosos/as e leigos que fizeram uma séria opção pelos pobres contra   a pobreza e a favor da vida e da liberdade. Por esta causa justa e nobre foram incompreendidos por seus irmãos de fé,  e muitos deles presos, torturados e mortos pelos órgãos de segurança do Estado militar. Entre eles estavam bispos como Dom Angelelli da Argentina e Dom Oscar Romero de El Salvador. Dom Helder foi o mártir que não mataram.  Mas a Igreja é maior que seus papas e ela continuará, entre sombras e luzes, a prestar um serviço à humanidade, no sentido de manter viva a memória de Jesus, de oferecer uma fonte possível de sentido de vida que vai para além desta vida. Hoje sabemos pelo Vatileaks que dentro da Cúria romana se trava uma feroz disputa de poder, especialmente entre o atual Secretário de Estado  Bertone e o ex-secretário Sodano já emérito. Ambos tem seus aliados. Bertone, aproveitando as limitações do Papa, construiu praticamente um governo paralelo. Os escândalos de vazamento de documentos secretos da mesa do Papa  e do Banco do Vaticano, usado pelos milionários italianos,alguns da mafia, para lavar dinheiro  e mandá-lo para fora, abalaram muito o Papa. Ele foi se isolando cada vez mais. Sua renúncia se deve aos limites da idade e das enfermidades mas agravadas por estas crises internas que o enfraqueceram e  que ele não soube ou não pode atalhar a tempo.
7. O Papa João XXIII disse que a Igreja não pode virar um museu mas uma casa com janelas e portas abertas. O Sr. acha que Bento XVI não tentou transfomar  a Igreja novamente em algo como um museu?
R/ Bento XVI é um nostálgico da síntese medieval. Ele reintroduziu o latim na missa, escolheu vestimentas de papas renascentistas e de outros tempos passados, manteve os hábitos  e os cerimoniais palacianos; para quem iria comungar, oferecia primeiro o anel papal para ser beijado e depois dava a hóstia, coisa que nunca mais se fazia. Sua visão era restauracionista e saudosista de uma síntese entre cultura e fé que existe muito visível em sua terra natal, a Baviera, coisa que ele explicitamente comentava. Quando na Universidade onde ele estudou e eu tambem, em Munique, viu um cartaz me anunciando como professor visitante para dar aulas sobre as novas fronteiras da teologia da libertação pediu o reitor que protelasse sine dia o convite já acertado. Seus ídolos teológicos são Santo Agostinho e São Boaventura que mantiveram sempre uma desconfiança de tudo o que vinha do mundo, contaminado pelo pecado e necessitado de ser resgatado pela Igreja. É uma das razões que explicam sua oposição à modernidade que a vê sob a ótica do secularism e do relativismo e for a do campo de influência do cristianismo que ajudou a formar a Europa.
8. A igreja vai mudar, em sua opinião, a doutrina sobre o uso de preservativos e em geral a moral sexual?
R/ A Igreja deverá manter as suas convicções, algumas que estima irrenunciáveis como a questão do aborto e da não manipulação da vida. Mas deveria renunciar ao status de exclusividade, como se fora a única portadora da verdade. Ele deve se entender dentro do espaço democrático, no qual sua voz se faz ouvir junto com outras vozes. E as respeita e até se dispõe a aprender delas. E quando derrotada em seus pontos de vista, deveria oferecer sua experiência e tradição para melhorar onde puder melhorar e tornar mais leve o peso da existência. No fundo ela precisa ser mais humana, humilde e ter mais fé, no sentido de não ter medo. O que se opõe à fé não é o ateismo, mas o medo. O medo paraliza e isola as pessoas das outras pessoas. A Igreja precisa caminhar junto com a humanidade, porque a humanidade é o verdadeiro Povo de Deus. Ela o mostra mais conscientemente mas não se apropria com exclusividade desta realidade.
9. O que um futuro Papa deveria fazer para evitar a emigração de tantos fiéis para outras igrejas, e especialmente pentecostais?
R/ Bento XVI freou a renovação da Igreja incentivada pelo Concílio Vaticano II. Ele não aceita que na Igreja haja rupturas. Assim que preferiu uma visão linear, reforçando a tradição. Ocorre que a tradição a partir do seéculo XVIII e XIX se opôs a todas as conquistas modernas, da democracia, da liberdade religiosa e outros direitos.Ele tentou reduzir a Igreja a uma fortaleza contra estas modernidades. E via no Vaticano II  o cavalo de Tróia por onde elas poderiam entrar. Não negou o Vaticano II mas o interpretou à luz do Vaticano I que é todo centrado na figura do Papa com poder monárquico, absolutista e infalível. Assim se produziu uma grande centralização de tudo em Roma sob a direção do Papa que, coitado, tem que dirigir uma população católica do tamano da China.Tal opção trouxe grande conflito na Igreja até entre inteiros episcopados como o alemão e frances e contaminou a atmosfera interna da Igreja com suspeitas, criação de grupos, emigração de muitos católicos da comunidade e acusações de relativismo e magistério paralelo. Em outras palavras na Igreja não se vivia mais a fraternidade franca e aberta, um lar espiritual comum a todos.  O perfil do próximo Papa, no meu entender, não deveria ser o de um homem do poder e da instituição. Onde há poder inexiste amor e desaparece a misericórdia. Deveria ser um pastor, próximo dos fiéis e de todos os seres humanos, pouco importa a sua situação moral, étnica e política. Deveria tomar como lema a frase de Jesus  que já citei anteriormente:”Se alguém vem a mim, eu não o mandarei embora”, pois acolhia a todos, desde uma prostituta como Madalena até um teólogo como Nicodemos. Não deveria ser um homem do Ocidente que já é visto como um acidente na história. Mas um homem do vasto mundo globalizado sentindo a paixão dos sofredores e o grito da Terra devastada pela voracidade consumista. Não deveria ser um homem de certezas mas alguém que estimulasse a todos a buscarem os melhores caminhos. Logicamente se orientaria pelo Evangelho mas sem espírito proselitista, com a consciência de que o Espírito chega sempre antes do missionário e o Verbo ilumina a todos que vem a este mundo, como diz o evangelista São João. Deveria ser um homem profundamente espiritual e aberto a todos os caminhos religiosos para juntos manterem viva a chama sagrada que existe em cada pessoa: a misteriosa presença de Deus. E por fim, um homem de profunda bondade, no estilo do Papa João XXIII, com ternura para com os humildes e com firmeza profética para denunciar quem promove a exploração e faz da violência e da guerra instrumentos de dominação dos outros e do mundo. Que nas negociações que os cardeais fazem no conclave e nas tensões das tendências, prevaleça um nome com semelhante perfil. Como age o Espírito Santo ai é mistério.Ele não tem outra voz  e outra cabeça do que aquela dos cardeais.  Que o Espírito não lhes falte.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Curso de piscina terapêutica começa em março.



 clínica Márcia Ortiz vai realizar a partir do primeiro dia de março, o curso de piscina terapêutica, "A água como intervenção terapêutica no atendimento da criança e do adulto", ministrado pela professora especialista Márcia Ortiz e na própria clínica. O curso tem vinte horas de carga horária , acrescido de mais vinte de estágio opcional, apresentando aos participantes um conteúdo que inclui a condução no atendimento nas piscinas, principais cuidados com e na piscina, prevenção de  problemas, segurança, contra indicações à frequência na piscina, avaliação, objetivos a serem alcançados e prática.
 
O curso acontece durante quatro encontros com duração de cinco horas, nas sextas das 13 às 18h e estágio supervisionado opcional na própria Clínica Márcia Ortiz.
 
O objetivo do curso é oportunizar experiências ao acadêmico e a reciclagem de profissionais da educação física e fisioterapia no intuito de oferecer condições para que possam vivenciar a natação terapêutica e a hidroterapia, a realidade da pessoa com necessidades especiais no meio líquido e o aproveitamento destas possibilidades. Haverá facilitação para um intercâmbio de experiências e vivências desta prática e uma reflexão crítica a respeito da deficiência e suas questões. Para saber mais: (84) 9481.2979 ou 3231.1727 e www.marciaortiz.com.br/artigos
 
Por assessoria de imprensa


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 2/14/2013 06:40:00 PM

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


12 de fevereiro de 2013
Acidente na BR-304, na Reta Tabajara, deixa dois mortos em Macaíba
Fonte: blog  de Cardoso Silva.
Um grave acidente, por volta das 17h40min de hoje,  (12), entre um caminhão e um Fiat Uno no Km 284  da rodovia BR-304,em Macaíba, mobilizou viaturas da Polícia Rodoviária Federal e Samu. O acidente   foi uma colisão frontal  e aconteceu no trecho da rodovia conhecido como Reta Tabajara, no município de Macaíba, na Grande Natal. Informações da PRF dão conta que são duas vítimas fatais ,além de um ferido  grave e um leve. O acidente interrompeu o transito na BR 304 no local do acidente.As vítimas estavam no Uno. De acordo com o Via Certa Natal, os sobreviventes(mãe e filho) foram João Augusto Toscano Pereira, (3 anos)  que ficou em estado de saúde estável e foi salvo pela cadeira de segurança e Joana D`arq Toscano da Silva Pereira,(34 anos) também estado de saúde estável. Os dois foram encaminhados para o hospital Clóvis Sarinho. As duas vítimas fatais, possivelmente pai e filho, foram identificadas como  Nuremberg Pereira filho ( Nurenga ),pai e condutor do Uno e Pedro, filho de 5 anos.
POTIGUARES PEDEM DUPLICAÇÃO IMEDIATA DA 304
O acidente de hoje, mais um entre tantos ocorridos na BR-304, gerou um clima de revolta nas redes sociais, onde muitas pessoas pediram a duplicação imediata da rodovia que liga a capital á cidade de Mossoró. Só pra constar o RN é um dos únicos do Nordeste onde não há duplicação entre a capital e a segunda maior cidade do estado.
Com informações do Via Certa Natal , da PRF RN e acréscimo de informações do VeC

Postado as 21:09



Categoria: PolicialRN
Informações que nos chegam que Nuremberg, 44, filho de Nuremberg Pereira de Araújo, farmacêutico e ex-prefeito de São Tomé, era cliente do BAR SÃO TOMÉ,  situado na rua São Joaquim, de propriedade de Niel de Sousa, em Candelária. Nuremberg Pereira de Araújo Filho era bancário, membro da diretoria do Sindicato dos Bancários e residia em Natal.Procedia de São Tomé, onde passou o carnaval, tendo colidido frontalmente com o caminhão, após provável cochilo do condutor





Nuremberg e o filho Pedro.

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