terça-feira, 30 de outubro de 2012

O navegador da II Guerra que morou em Candelária.


O MEU NOVO LIVRO – EU NÃO SOU HERÓI, A HISTÓRIA DE EMIL PETR

Na vida da gente é uma grande satisfação quando nosso planos se realizam.
E eu me sinto assim neste momento, quando se aproxima o lançamento do meu quarto livro.
Em 2009 eu fui um dos realizadores do livro “Os cavaleiros dos céus – A saga do vôo de Ferrarin e Del Prete”, que narra a história da primeira travessia sem escalas entre a Europa e America do Sul, realizada pelos pilotos italianos Arturo Ferrarin e Carlo Del Prete, em 1928. Emil, um grande leitor sobre aviação teve acesso a este trabalho e gostou do livro.
Um dia foi contatado por um familiar, que me contou que em Natal morava um veterano norte-americano da II Guerra Mundial, que estava me procurando através de seus familiares e desejava me conhecer para contar a sua história. No principio achei tudo meio estranho e um tanto fantasioso, mas nada era mentira.
Conheci uma figura humana incrível e iniciamos nosso trabalho.
Emil Anthony Petr é natural da cidade de Deweese, no estado de Nebraska. Católico, descendente de tchecos, nasceu em 1919 e aos 22 anos, em janeiro de 1942, Emil buscou um local de alistamento para se engajar lutar contra os nazifascistas, este filho de simples agricultores tinha certeza que “-Não queria lutar em trincheiras, mas no ar”.
Foi primeiramente designado para o 57º Grupo de Caça, na área de Boston. Quando estava para seguir com a sua unidade para o deserto do norte da África, ele conseguiu a aprovação para cursar a escola de formação de navegadores, em San Marco, no Texas. Em 1943, após conseguir a patente de segundo tenente, foi designado para atuar em bombardeiros B-24. Mas não era o fim de sua preparação. O tenente Petr seguiu para a base aérea de Langley, Virginia, onde se especializou na tarefa de bombardeio por radar.
Em abril de 1944 chegou a sua transferência para a 15ª Air Force, no sul da Itália, para atuar no esquadrão 139, do 454th Bomb Group, baseado no campo de San Giovanni, próximo a cidade de Cerignola.
Durante o trajeto para a Europa o tenente Emil esteve no Brasil, mas não em Natal. Seu trajeto passou pelas cidades de Belém e Fortaleza, onde guardou boas lembranças. “-Não era para ter conhecido Natal na época da guerra, mas foi para cá que optei por viver e me casar”.
No 454th Bomb Group havia uma seção específica de pessoas que trabalham com sistemas de radar. Quando Emil foi escolhido para uma missão de bombardeio, ele me disse que era extremamente focado em seu trabalho. Porque ele sabia que qualquer erro pode comprometer todo o grupo de aeronaves e suas tripulações.
De abril a setembro de 1944 o tenente Emil participou de 38 missões sobre a Europa ocupada. Em uma delas, ao atacarem a fábrica da Messerschmitt, em Bad Voslau, na Áustria. O bombardeamento desta estratégica unidade fabril rendeu ao 454th Bomb Group uma citação do presidente dos Estados Unidos e o tenente Emil estava lá.
Mas no dia 13 de setembro de 1944, quando na sua 39º missão, a de número 117 do 454th Bomb Group, cujo objetivo era uma refinaria na cidade alemã de Odertal, seu B-24 foi atingido pela artilharia antiaérea alemã. Ninguém da sua tripulação morreu, mas a maioria foi capturada, entre estes o tenente Emil.
Sobre a derrubada de sua aeronave, conseguimos contatar dois veteranos alemães que estavam nas baterias antiaéreas que protegiam a cidade de Odertal e trouxeram interessantes detalhes sobre aquele dia.
Jovens alemães pertencentes ao Luftgal 8, FLAK-Gruppe Oberschlesiem-West, FLAK-Untergruppe Odertal, responsáveis pela derrubada da B-24 do tenente Emil em 1944
Feito prisioneiro, Emil foi levado para o campo de prisioneiros Stag Luft III, em Sagan (atual Zagan, na Polônia) e o sofrimento foi grande.
Meses depois as tropas russas estavam avançando a partir do leste e começaram a se aproximar do campo. Segundo os livros relativos à Segunda Guerra Mundial Adolf Hitler mandou evacuar Stalag Luft III, pois além de não querer que estes aviadores aliados fossem libertados pelos russos, havia a intenção de utilizá-los como reféns.
A ficha do prisioneiro Emil Petr em Stalag Luft III
Em 31 de Janeiro os homens seguiram para o Stalag Luft VIIA, em Moosburg. Durante dois dias de viagem, os aviadores foram levados em vagões de transportar gado. As necessidades fisiológicas eram feitas ali mesmo, em pé e para dormir só escorados uns nos outros e a viagem durou dois dias. Moosburg era uma verdadeira pocilga, onde os alemães amontoaram mais de 140.000 prisioneiros aliados, entre estes alguns brasileiros.
O dia da libertação
Finalmente os prisioneiros foram libertados pelos soldados da 14ª Divisão Blindada, do 3º Exército da U.S. Army, comandados pelo general George Patton.
Para o veterano residente em Natal, a lição mais importante da guerra foi a “Falta de justificativas para a violência”, que no seu entendimento ainda não foi aprendida pela humanidade.
Depois de retornar aos Estados Unidos, Emil tentou a universidade de Lincoln, sem sucesso e foi trabalhar em uma empresa de construção da família. Mas este americano de origem eslava, de profunda devoção católica, decidiu trabalhar como um voluntário em obras assistenciais na América Latina, através de um programa criado pelo Papa João XVIII.
Dom Eugênio e Emil
O destino o trouxe a Natal em 1963, onde conheceu Dom Eugênio de Araújo Sales (na época Bispo da capital potiguar) e se incorporou no programa SAR – Serviço de Assistência Rural. Através deste trabalho manteve contatos e participou de ações em Recife junto com Dom Helder Câmara e teve oportunidade de estar ao lado da irmã Dulce, de Salvador.
Natal-1963
Emil me comentou que já tinha ouvido falar sobre Natal, principalmente durante o seu trajeto aéreo para combater na Europa. Mas na época de sua passagem, devido ao grande trânsito de aviões no famoso “Parnamirim Field”, o seu caminho para a Itália foi através de Fortaleza. Mas, para ele, a hora certa de estar em Natal foi em 1963, onde conheceu uma pessoa que mudou sua vida.
Emil e Célia
Emil teve oportunidade de conhecer o sertão potiguar, os aspectos ligados aos trabalhadores rurais nordestinos e veio a ser casar com a assistente social Célia Vale Xavier, assistente social com curso de especialização na Costa Rica e Colômbia, nascida em Caicó, que havia sido indicada pelo Monsenhor Walfredo Gurgel, seu antigo mestre, para trabalhar no SAR junto com Dom Eugênio, na elaboração do pioneiro projeto de educação radiofônica através da Emissora de Educação Rural, mais conhecida como Rádio Rural de Natal.
Ela e Emil Petr se uniram oficialmente em 1967 e passaram a morar no bairro de Petrópolis. Na capital potiguar Emil criou fortes laços de amizade no seio de nossa sociedade. Viajou a serviço do PAVLA pelo Brasil, conheceu do interior do Nordeste a floresta amazônica. Após o fim do PAVLA, o nativo de Nebraska trabalhou em Natal junto à escola de línguas SCBEU, a Emater, no INPE e prestou serviço junto a UFRN.
Em 1969, com o apoio de sua esposa Célia, comprou uma propriedade na cidade de São Gonçalo do Amarante, próxima a Natal, a qual denominou “Sítio Nebraska”. Neste local, junto com as comunidades rurais da região, desenvolveu a primeira experiência de agricultura sem agrotóxicos no Rio Grande do Norte. Mesmo com dificuldades ele conseguiu escoar a produção para restaurantes que trabalhavam com comida natural em Natal e junto a consumidores individuais.
O casal Emil Petr e Célia Vale não tiveram filhos. Eles adotaram Maria Isabel, a querida Mabel, que havia nascido com um a grave doença cerebral, mas isto não foi problema para o casal dedicar a esta criança muito amor e carinho durante 11 anos. Apesar dos esforços dos pais, Maria Isabel deixou este plano terreno em meio a muitas saudades.
Emil levando sua filha Mabel para ser consultada no navio hospital “Hope”
Homem de extrema sensibilidade e preocupação com a natureza, a preservação do meio ambiente, o uso sustentável da terra e o consumo correto de produtos agrícolas, decidiu junto com o professor Waldson Pinheiro, o Embaixador Nestor Lima, o Dr. Otto Guerra, o ex-governador Cortez Pereira e outras pessoas, criar uma entidade de preservação da natureza, a primeira do gênero oficialmente estabelecida no Rio Grande do Norte. Esta ONG é a conhecida ASPOAN – Associação Potiguar Amigos da Natureza, que tantos trabalhos realizou (e realiza) em prol do meio ambiente potiguar. Foi um momento que Emil considera fantástico, onde surgiram muitas ideias e projetos ligados a área ambiental, a maioria deles ações inéditas no Rio Grande do Norte.
Em meio a muitas atividades, Emil teve a tristeza de saber que sua amada 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Praças de Candelária abandonadas.


As mesmas praças e o mesmo abandono

Data: 27 outubro 2012 - Hora: 13:32 - Por: Portal JH
Bancos arrancados, folhas e galhos no chão, usuários de drogas sempre presentes são alguns dos problemas enfrentados por quem mora perto das praças. Foto: José Aldenir
Em meio ao sentimento de abandono generalizado por que passa a população natalense, os moradores do bairro de Candelária tem uma reclamação a mais: as praças públicas e seu estado de má conservação. Na rua Marechal Rondon, os moradores lastimam “a perda” do espaço da Praça da Liberdade, a principal da comunidade.
Esse é o caso da moradora Maria Bernadete Ferreira. Segundo ela, a praça foi feita na gestão do então prefeito José Agripino, no começo da década de 1980, mas nunca teve o cuidado merecido. Ela lembra que quem plantou as árvores do local foi seu pai, Cícero Luís.
Enquanto Bernadete tem pelo menos memórias saudosistas, as suas vizinhas só recordam da “Liberdade” que avistam da calçada como depósito de lixo, espaço para vândalos e usuários de drogas. O pior, elas pagam algo em torno de R$ 598 pelo Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), sem o direito de promover a propriedade. Afinal, que promoção pode ter uma residência que tem vândalos como vizinhos?
Elas até citaram que a pracinha da avenida da Integração seria bem mais cuidada, com equipamentos de lazer para atender ao público, e feita pela Prefeitura a pedidos de um bar movimentado da região, segundo elas. Neste espaço, a reportagem constatou os mesmos problemas da outra praça e com um agravante: o encontro de dois adultos jovens adultos, aparentemente de classe média, para fumarem maconha, em plena luz do dia.
Para o aposentado baiano Almiro Alves, que vive em Natal há oito anos, “é um castigo ter domicílio onde as pessoas parecem ter prazer de conviver com a sujeira e o descaso”. Perguntado ao grupo de moradores se existe alguma iniciativa particular no sentido de se fazer um mutirão de limpeza, a resposta foi uníssona: não. O motivo é que eles não se sentem confortáveis de fazer um serviço que deveria ser de responsabilidade da Prefeitura. No máximo, varrem a frente das suas casas. Mas os vizinhos comerciantes sujam em proporções bem maiores do que os que limpam.
Já na Praça que fica de frente à Escola Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel, os moradores da rua Ana Angelina de Macedo se reúnem para fazer, sim, multirões de limpeza. Mas neste caso, a praça foi feita em um terreno pertencente ao Conselho de Moradores de Candelária (Conacam). Ali, a Prefeitura não tem obrigação de limpeza. Mesmo assim, houve reposição de lâmpadas nos postes. Como nem tudo é perfeito, existe no local, comerciantes que estão usando o espaço da praça para disposição de mesas de bar. Neste caso, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) deve ser acionada.
Com relação aos demais casos, a despeito do cenário desolador, o secretário da Semsur, Luís Antônio Lopes, sustentou que tem sido feito reparos em todas as praças do bairro. Mas como existem na cidade outros 250 logradouros do tipo, e diante da dificuldade financeira da Prefeitura, não dá para fazer manutenção constante. Ele ainda prometeu que até o fim de novembro, todas as praças de Candelária receberão os devidos reparos, antecipando o período natalino.
Fonte: Jornal de Hoje - 29.10.2012.

Investigação bem feita e vitoriosa dá cadeia para ladrão.


Natal

Natal, 29 de Outubro de 2012 | Atualizado às 15:15

Polícia prende último suspeito de participar de assalto a casa de desembargador

Fonte:Tribuna do Norte.
Publicação: 29 de Outubro de 2012 às 11:21


Policiais Civis da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) prenderam neste domingo (28) Robson Medeiros da Silva, o Gordo, último suspeito de participar do assalto à residência do desembargador João Rebouças, no dia 24 de setembro.

Segundo informações do Delegado Adjunto da Deicor, Marcelo Alberto Maceiras, os policiais receberam a informação de que havia acontecido um assalto a um pet shop em Natal, e pelas características dos envolvidos, da ação e do veículo utilizado, suspeitaram de Robson. Mobilizando-se rapidamente, saíram em perseguição, localizando o carro num ponto de apoio de Robson em Ceará-mirim, onde o detiveram. 
Robson Medeiros da Silva, o Gordo, é suspeito de participação em assalto à residência do desembargador João Rebouças, no dia 24 de setembro
"Vínhamos coletando informações a respeito de Robson há várias semanas, estávamos apenas esperando que ele se expusesse para que pudéssemos pegá-lo", informou o delegado.

Robson confessou sua participação, estando inclusive com o celular de uma das vítimas, e entregou a localização de outro comparsa que também teria participado do assalto. Alisson Kariely Elias Bezerra, foragido da penitenciária Mario Negócio, foi preso numa residência na zona norte de Natal, junto com Luis Carlos dos Santos, que também era foragido. Na residência foram apreendidas porções de maconha e crack preparadas para a venda, além de um revólver cal. 38 que estava em posse de Alisson.

Nesta manhã foi identificado o último participante do assalto ao pet shop. Trata-se de Jailson Gomes da Silva, o Pigmeu, que segue foragido.

Robson também confessou sua participação num assalto a residência nesta semana, onde o veículo que dirigia foi identificado. Ele entregou um notebook e uma televisão, que foram furtados durante o crime. Confessou ainda a participação em diversos outros roubos a residências em Natal nos últimos meses, inclusive o da casa do desembargador.

Expedição fotográfica ao Litoral Sul do Rio Grande do Norte.





No próximo dia 11 de novembro, a Aphoto vai promover uma Expedição Fotográfica para a Região Agreste, visitando as cidades de Vila Flor, Canguaretama, Barra do Cunhaú e Tibau do Sul, uma oportunidade para conhecer um pedaço da história do RN e captar imagens deslumbrantes.
 
O pacote incluí a viagem em ônibus (ida e volta) confortável, além do passeio de barco pelo Rio Cunhaú.
 
Expedição Fotográfica ao Agreste Colonial
Data | 11 de novembro de 2012.
Hora da Saída | 06h00
Local | Foto Practical (por trás da Igreja do Galo)
Cartaz/Divulgação

Valor | R$ 50,00 (sócio Aphoto) / R$ 70,00 (não sócio)
Bate e volta em ônibus confortável com AR, TV e WC
Informações | 3211-5436


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/29/2012 09:43:00 AM

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Os moradores de Candelária vão gostar da COPA no Bogão.


NF aponta o impacto do certame na economia local

Publicação: 26 de Outubro de 2012 às 00:00
Tribuna do Norte

São quatro vagas na Copa do Brasil, duas na Copa do Nordeste e 1 na Série D, além de prêmios em carro 0km que já virou tradição. Os 10 clubes participantes do Campeonato Potiguar de 2013 já sabem bem os benefícios da atual gestão da FNF, mas o que desponta no mercado publicitário para 2013 está dentro e fora de campo. Nesta segunda-feira (29), às 19h, no Versailles Recepções (Capim Macio), a Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) e a 10 Sports lançam o Projeto Comercial e de Marketing da temporada 2013, cheio de novidades, entre elas ações promocionais para envolver também o investidor norte-rio-grandense. São concursos para mascote, gata, campanhas de marketing de incentivo ao torcedor e tantas outras estratégias que podem receber nome de empresa ao utilizar o futebol como ferramenta eficaz de comunicação, através do marketing esportivo.
Alberto LeandroPara o presidente da FNF, José Vanildo, investir na competição estadual dará retorno ao empresário
Para o presidente da FNF, José Vanildo, investir na competição estadual dará retorno ao empresário


O diretor da 10 Sports, Alan Oliveira, fará apresentação do projeto do Campeonato, divulgando resultados que patrocinadores tiveram ao investir no Potiguar 2012. Para ele, o Rio Grande do Norte não tem só potencial econômico na carcinicultura, turismo, agricultura, indústria têxtil, fruticultura, o futebol desponta como produto ideal para alcançar resultado imediato com a divulgação de uma marca, principalmente pela proximidade da Copa do Mundo de 2014.



"Há empresas que estão investindo no Rio Grande do Norte por Natal ser uma das 12 sedes da Copa, ao fazer parte das atenções do maior evento do mundo. Além disso, são 1,5 milhão de pessoas impactadas diretamente com as cidades que irão receber os jogos, mais de 3 milhões indiretas, reunindo a população do Estado", afirma Oliveira. "Tivemos parceiros locais como a Telepesquisa e Pittsburg, mas já teremos mais este ano. Numa cidade da Copa, que tem investimento só na construção do estádio de mais de R$ 400 milhões, não tenho dúvida que o futebol é um grande negócio", completa José Vanildo. Na segunda-feira (29), a FNF e a 10 Sports irão anunciar os primeiros patrocinadores do Estadual.



Números:



114 jogos



População impactada nas 8 cidades envolvidas: 1,5 milhão de pessoas



10 emissoras de TV



7 jornais impressos



11 portais web



10 emissoras de rádio



5.600 minutos de divulgação em TV



6.320cm/col em jornal impresso



17.750 minutos de rádio (295 horas)



6.760 notícias nos portais e blogs na web



Transmissão de rádio ao vivo: 300 horas



Transmissão web: 100 mil visualizações por jogo, total de 11.400 páginas vistas.



Retorno de mídia: Impresso: R$ 9,2 milhões, TV: R$ 2,8 milhões = R$12 milhões



Impacto nas mídias sociais dos clubes e FNF: Twitter: 60 mil seguidores, Facebook: 15 mil fãs


quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Outros casos envolvendo promotor preso ontem serão reabertos

Tribuna do Norte/Natal/|RN

Publicação: 25 de Outubro de 2012 às 10:24
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O Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, disse há pouco, em coletiva à imprensa na sede da Procuradoria, que o promotor da 10ª Promotoria de Justiça de  Parnamirim, José Fontes de Andrade, permanecerá preso no Quartel do Comando da Polícia Militar no RN até que as investigações sobre a suposta prática de crime de corrupção sejam concluídas. 
Emanuel AmaralO Procurador Geral de Justiça Manoel Onofre Neto concedeu entrevista coletiva para a imprensa sobre a prisão do promotor da comarca de ParnamirimO Procurador Geral de Justiça Manoel Onofre Neto concedeu entrevista coletiva para a imprensa sobre a prisão do promotor da comarca de Parnamirim

Ao menos outros dois casos, um deles arquivados em 2009, relativos à conduta do promotor serão reabertos - de quando atuava em São Paulo do Potengi e levou a sua remoção compulsória para a Comarca de Areia Branca. Um desses processos tratam de uma suposta prevaricação.

Onofre Neto afirmou também que o promotor está passivo de responder a ações por improbidade administrativa, criminal, bem como um processo administrativo interno que pode resultar na perda das funções públicas, caso seja considerado culpado.

Tribuna do Norte destacou prisão do promotor.


Promotor é preso acusado de corrupção

Pu
Publicação: 25/10/2012 - Tribuna do Norte.
Isaac LiraMargareth Grilo e Alex Costa - Repórteres

O promotor de Justiça de  Parnamirim, José Fontes de Andrade, foi preso de forma preventiva ontem à tarde  acusado de prática de corrupção. A prisão do promotor foi pedida pelo próprio Ministério Público Estadual, que após investigação flagrou José Fontes pedindo R$ 12 mil par arquivar um procedimento aberto contra uma construtora. José Fontes, que é promotor da área de meio ambiente, ficará preso no quartel da Polícia Militar. 
Alex FernandesPromotor José Fontes foi ao ITEP fazer exame de corpo de delito antes de ser recolhido ao Quartel da PM
Promotor José Fontes foi ao ITEP fazer exame de corpo de delito antes de ser recolhido ao Quartel da PM

A denúncia contra o promotor de Justiça chegou ao conhecimento do Ministério Público do Rio Grande do Norte no último dia 17 de outubro, a partir de denúncia do próprio construtor vítima do pedido de propina. Após avaliar que a denúncia estava devidamente comprovada, o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, requereu o pedido de prisão preventiva ao Tribunal de Justiça do RN. Na tarde de ontem o Desembargador Virgílio Macêdo Júnior expediu mandados de busca e apreensão e determinou a prisão preventiva de José Fontes de Andrade.

A investigação realizada pela Procuradoria Geral de Justiça documentou, por meio de gravação em áudio e vídeo, que o promotor José Fontes pediu, em seu gabinete, na sede das Promotorias de Justiça de Parnamirim/RN, a quantia de R$ 12 mil a um empresário para arquivar um suposto procedimento que estava sob sua responsabilidade. A gravação foi realizada após o empresário - cujo nome não foi identificado pelo MPE - informar a Procuradoria acerca do suposto pedido de propina. Dessa forma, a vítima foi orientada a gravar um encontro com o promotor. 

Para o Ministério Público Estadual, o promotor de Justiça, "no exercício de sua atribuição na defesa do meio ambiente, urbanismo, bens de interesse histórico, artístico, cultural, turístico e paisagístico, solicitou   vantagem indevida ao proprietário de uma obra de engenharia em construção no município de Parnamirim/RN, sob a alegação de irregularidades".

A prisão foi efetuada pelo Procurador-Geral de Justiça e pela Corregedora-Geral do Ministério Público, Maria Sônia Gurgel da Silva, com apoio do Gabinete de Segurança Institucional - GSI e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO.

As buscas e apreensões autorizadas pelo Tribunal de Justiça foram realizadas na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim e na residência do Promotor de Justiça. Paralelamente ao cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Corregedoria-Geral do Ministério Público realizou uma inspeção na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim.

Segundo nota publicada ontem, o Ministério Público "repudia o envolvimento de um Membro da instituição em fatos dessa natureza, tendo tomado as medidas necessárias à apuração do crime e à responsabilização do agente político envolvido".  O MPE destacou ainda "a importância da vítima ter representado contra o Promotor de Justiça, esclarecendo, ainda, que se outras pessoas foram afetadas por crimes semelhantes que busquem a Corregedoria-Geral do MP para que sejam tomadas providências".

Silêncio na chegada ao Itep

A chegada do promotor de Justiça, José Fontes Andrade no Instituto Técnico e Científico da Polícia Civil (ITEP-RN), ontem a noite, para exame de corpo delito foi silenciosa. O comboio era pequeno. Apenas dois veículos, sem qualquer aparato de policiamento armado. Um dos carros, um gol verde, conduzia o preso. O outro, era o veículo oficial do procurador-geral, Manoel Onofre Neto, que comandou a execução do mandado de busca, apreensão e prisão do promotor.

Os veículos chegaram ao ITEP-RN às 19h05. Antes de conduzir o preso ao interior do Instituto, o procurador-geral, o promotor de Justiça Alexandre Gonçalves Frazão, coordenador-geral do Gabinete de Segurança Institucional e o coordenador  de Operações do GSI, tenente-coronel, Raimundo Aribaldo Mendes de Souza, fizeram questão de comunicar a chegada e checar as condições de atendimento.

Depois de uma conversa de aproximadamente 10 minutos, os três retornaram ao veículo onde o promotor José Fontes foi retirado e conduzido ao interior do prédio. Cabisbaixo, Fontes apoiou-se em no procurador-geral e evitou encarar as pessoas, embora a entrada do prédio estivesse tranquila, com  a presença de, no máximo, dez pessoas, incluindo servidores do órgão. Foi levado direto para a sala de exames.

O exame de corpo delito foi feito pelo médico legista de plantão, Carlos Jatobá e demorou cerca de 15 minutos. Às 19h32, a equipe do MP deixou o prédio, conduzindo o preso ao Quartel da PM. Na saída do ITEP, Fontes se apoiou, novamente, em Onofre Neto, procurando esconder o rosto. Cercado pelos coordenadores do GSI foi abordado pela TRIBUNA DO NORTE, mas não deu uma palavra. Encobriu o rosto, com papéis que segurava, desde a chegada no Instituto. 

Não foi possível identificar se era algum tipo de documentação. Ao ser abordado pela TN, o procurador-geral Onofre Neto e o coordenador do GSI evitaram dar declarações. "Falo amanhã, somente amanhã", resumiu o procurador-geral, em tom sereno. Visivelmente abatido, Onofre Neto informou apenas os nomes das pessoas que conduziram a operação, que também teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO. 

O MP não divulgou as condições em que a prisão foi efetuada. Mas, pelo traje do promotor José Fontes - vestia uma camiseta azul claro e uma bermuda azul escuro - ficou evidente que havia sido preso em casa. Pela Lei orgânica do MPE, o promotor deve residir na comarca em que atua, ou seja, Parnamirim. Mas não havia confirmação de que ele reside nessa cidade.

Na antessala do ITEP, durante a presença do MP no órgão, alguns curiosos se mostraram indignados com o fato de um promotor estar envolvido em suspeitas de corrupção. "É um ladrão de gravata", comentou uma das servidoras do Instituto, evitando se identificar. O ITEP, segundo os servidores, foi previamente comunicado de que o MP estava trazendo "alguém", no início da noite para a realização do exame. A operação foi mantida em sigilo até o momento da prisão. O GSI que deu apoio a toda a operação foi criado pela Lei Complementar Estadual 446/2010. 

José Fontes fica detido no Quartel da PM

A movimentação à frente do Quartel da Polícia Militar, localizado na avenida Rodrigues Alves, no bairro Tirol, permanecia normal até a chegada de uma viatura da Polícia Ambiental que trazia dois colchões para garantir o repouso do promotor de justiça da Comarca de Parnamirim, José Fontes de Andrade. Após passar por um exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), o promotor acusado de corrupção passiva foi encaminhado para o quartel da PM, acompanhado pelo procurador geral de justiça, Manoel Onofre Neto. Dois carros, um Hyundai Tucson de cor preta e um Gol de cor verde chegaram ao quartel por volta das 20h15. Recebido pelo coronel Francisco Araújo, o promotor foi encaminhado logo de seguida para a sala do Comando de Patrulhamento Metropolitano (CPM), onde permanecerá em prisão preventiva. A sala onde o promotor de justiça está instalado possui banheiro, ar condicionado, armário e cama. Não há televisão no local. Três advogados estavam à porta do quartel com uma procuração e insistiam em entrar e conversar com o promotor, mas foram impedidos pela Polícia Militar.

AMPERN fará investigação paralela

A Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte - AMPERN divulgou nota no início da noite de ontem na qual se posicionou integralmente a favor da investigação acerca da conduta do promotor José Fontes de Andrade, preso ontem sob a acusação de corrupção passiva. Segundo a Associação, é necessário investigar o fato, garantindo a ampla defesa, e punir os responsáveis. Além disso, a AMPERN irá instaurar um procedimento para avaliar a incompatibilidade dos atos do promotor "com a dignidade do Ministério Público", o que pode resultar em expulsão.

"A AMPERN é integralmente favorável à ampla investigação dos atos de corrupção atribuídos ao seu associado, manifestando o seu repúdio a todas as formas de corrupção, especialmente se praticadas por quem deve zelar pela legalidade, moralidade e pelo regime democrático. Acaso sejam confirmados estes gravíssimos fatos, após o devido processo legal, com a garantia da ampla defesa e contraditório, seja aplicada a punição devida", disse a nota da Associação.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Baitolagem em Natal, segundo Augusto Coelho Leal.


                                                                          O baitola
             Os estudiosos afirmam que a origem da palavra baitola ou baitolo, vem do Ceará, mas não da Praça do Ferreira em Fortaleza, e sim da época da construção de estradas de ferro. No nordeste, as principais ligações vieram do Ceará através da Estrada de Ferro de Sobral que iniciou a ligação de Fortaleza a Sobral em 1879 concluída em 1882. Em Pernambuco, além da primeira ligação de Recife ao Cabo pela E.F. Recife ao São Francisco, a Great Western abriu a ligação entre Recife e Paudalho em 1881. Vinte anos depois a própria Great Western assumiria o controle da ligação de Recife com o Cabo. No restante do país, embora muitas empresas ferroviárias tenham sido criadas nas duas décadas da primeira expansão brasileira, as ferrovias mais importantes foram feitas apenas na primeira metade do século XX.
 Dizem os linguarudos que lá pelo Ceará, na época da construção de uma dessas estradas o engenheiro responsável era inglês e era fresco - Na época “lá pras aquelas bandas” na existia gay, nem gls, coisas da modernidade, era fresco mesmo. Pois bem, na construção tinha que ter muito cuidado com a bitola da ferrovia, então o inglês gritava muito com um jeitinho e gestos muito peculiar – Olha a baitola, cuidado com a baitola, daí a origem do nome.
Mas os tempos mudaram, a palavra baitola, passou de adjetivo para ser verbo, talvez o verbo baitolar, que pouca gente conhece, mas com o tempo e a mudança gramatical vai sem duvida aparecer. Senão vejamos: quando o individuo que eu prefiro chamar de elemento (marginal na linguagem policial) pratica uma ação grosseira ou estúpida a gente fala logo- Isto é um baitola. Assim de ver tantos baitolas agindo, o verbo baitolar passou a ser uma constante em nosso cotidiano.
O baitola de hoje, mora em uma minúscula casa ou apartamento, mas, porém, todavia, no entanto, e, entretanto, possui um carrão, só usa roupa de grife, embora fique devendo no cartão e às vezes não paga, uma mulher linda e burra como ele e se acha o sabichão, embora sua ignorância seja maior que sua burrice. Pois bem, enumerei alguns atos de baitolagem praticados por baitolas declarados ou recônditos, de ambos os sexos.
- Dirigir pela faixa da esquerda, e quando solicitado não dar passagem. Este fato é muito comum dos motoristas baitolas  aqui em Natal.
- Estacionar em lugares reservados para idosos ou deficientes físicos. Neste caso vejo muitas vezes o cidadão ou cidadã com a cara deslavada dizer – Desculpa, fui ali mas voltei logo.
- Trancar os cruzamentos das ruas evitando que quando o sinal abrir, os carros que cruzam não possam se locomover.
- Dirigir displicentemente falando ao celular, principalmente na faixa da esquerda.
- Fumar em ambientes fechados ou abertos que sejam frequentados por várias pessoas.
- Falar ao celular com tom de voz muito alto, incomodando as pessoas próximas, ou usar o som do carro as alturas nas ruas, bares e outros locais.
- Chegar aos consultórios médicos ou em qualquer lugar, querendo passar na frente de outras pessoas.
- Dirigir um carro de maior de porte e pensar que por isto o faz dono do mundo.
- Trancar os veículos em velórios, estacionamentos, igrejas, ou estacionar no meio da rua como muitos fazem ali na Igreja próximo a Praça Augusto Leite.
Viram como Natal está cheio de baitolas? Faltam ainda muitas ações que aqui não vai dar para enumerar. Mas meu maior medo é que com essa “historia de quotas” criem também cotas para os baitolas modernos, que não classifico como homossexuais e sim uns grandes F.D. P, que se acham os donos do mundo. Aí nós cumpridores dos nossos deveres, estamos top, top.
Augusto Coelho Leal, engenheiro civil.
Fonte:Jornal de Hoje - Ed. de 23.10.12. - P.02