sábado, 29 de outubro de 2011

Relembrando Décio Holanda e o Bar de Lourival.

Drama e Tragédia

24-07-2011 às 21:47 - Comentar -
Por François Silvestre
NO NOVO JORNAL
Na mais recente visita a Natal, chope com Décio Holanda e ida ao Azulão. Lá, o prazer de encontrar Juliano Siqueira e Racine Santos.
Depois, o Bar de Lourival. Esse é que fazia tempo. Ainda eram vivos o velho Lôro, seu filho Luciano e outros que já se foram. Encontrei Nicodemos, meu conterrâneo de Viçosa, a cara esculpida daquele bar. E olhando pra ele vejo o Prof. Melquíades a exclamar sobre tudo: “Pôxa vida, Nicodemos”!
Conversa de bar; definições, reflexões aos brados. A Inteligência ímpar de Juliano, a rouquidão teatral e sonetista de Racine. Duas figuras a quem deve muito a Cidade. Se bem que não é uma terra muito chegada ao reconhecimento. Pelo contrário, tem uma dificuldade enorme na edificação e uma compulsão quase orgástica no achincalhe. Mas é da sua natureza, nada há que se possa fazer para mudar. E mesmo que se mude tudo será pra que fique tudo do mesmo jeito, como na lição do “Leopardo” de Lampeduza.
Assim mesmo adorada pelas duas geografias: a de pedra, água e sal e a de carne e osso.
Pois bem. Cumprimentos de conhecidos; uns pela cara, outros pela voz. Nos bares todos são amigos. Até os inimigos. Ou melhor, nem há inimigos. Quando muito, intrigados. Serejo costumava dizer: “O bar de Lourival é um perigo”! Qual não é? Quem sai primeiro, deixa desprevenida a imagem diante do apetite da ausência.
No Azulão, esperto só sai por último. São os prevenidos. Castilho parece ser o ausente despreocupado. Autodenominado Diana, a pastora das duas cores, ele se julga livre das “línguas azuis”.
Os bares preservam a presença. Coisa que a internet acabou. A amizade virtual tem gosto de gelo. Chico Buarque descobre não ser tão amado quanto pensava.
Uma das discussões foi sobre a distinção entre Drama e Tragédia.
Aqui exponho minha distinção. Ou pelo menos a distinção que devo ter aprendido dos outros ao longo do tempo e incorporei como se minha fosse. Não é uma conceituação dos dicionários nem da consolidação vernacular.
Tragédia e drama não se distinguem pela intensidade ou brutalidade contida no ato. A tragédia diz respeito ao evento dramático que atinge pessoas de expressão social ou política, de tal modo que o acontecimento gera alterações na vida da sociedade. O drama é o trágico que só alcança a fronteira familiar ou a vizinhança. Seus efeitos não abalam a ordem política. Mesmo que seja mais terrível do que o evento da tragédia.
Na sabedoria popular dos circos, não havia tragédia. O palhaço anunciava pelas ruas: “Hoje tem drama. Amanhã tem comédia”.
No próximo texto vou tratar de Antígona. A tragédia que influenciou o Direito e a filosofia. A beleza libertária do direito natural, aquele que o poder nunca alcança impunemente. Té mais.
Transcrito de http://www.substantivoplural.com.br/

terça-feira, 25 de outubro de 2011

25 de outubro de 2011, às 07h47min

Governadora Rosalba Ciarlini visita obras do prolongamento da Prudente de Morais

Por Assecom-RN
A governadora Rosalba Ciarlini visitou na manhã desta terça-feira (25) as obras do prolongamento da Avenida Prudente de Morais, no local onde está sendo construído um dos túneis de acesso, na Rua Tamanduateí. Rosalba também esteve no trecho da via que já está concluída. Durante a vista, a governadora anunciou a construção de um complexo viário nos cruzamentos das avenidas Prudente de Morais e Integração.

A previsão é que a via, com 4,2 km de extensão, seja liberada para o tráfego em maio de 2012. A obra está com 60% dos trabalhos concluídos. Até o momento, foram realizados 50% da pavimentação e a construção de uma ponte. Na etapa atual, serão construídos dois túneis: um na Rua Tamanduateí e outro na Rua dos Caiapós. Para essa fase serão investidos mais de R$ 11,6 milhões. "Com a execução desses dois túneis vamos ter condições de liberar a obra em oito meses, o que vai facilitar muito o tráfego de Natal, lembrando que essa também é uma obra de mobilidade para a Copa de 2014", afirmou a governadora Rosalba Ciarlini.

A obra total inclui ainda a construção de um viaduto que fará a ligação com a BR-101, em Parnamirim. Os recursos já estão assegurados e o Governo do Estado espera apenas a liberação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). "Nós vamos retornar ao DNIT, em Brasília, porque essa obra envolve uma rodovia federal. Mas eu acredito que essa liberação deve ocorre muito em breve", garantiu Rosalba Ciarlini. Com a construção desse viaduto e as desapropriações necessárias, as obras terão um valor de R$ 64 milhões.

"Essas desapropriações nós estamos reavaliando e reestudando. O nosso projeto está sendo compatibilizado com o projeto do DNIT. Isso pode levar a uma redução no número de desapropriações, porque queremos uma obra de boa qualidade, que dê boas condições para o tráfego, com o menor número de desapropriações", explicou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Demétrio Torres.

Durante a visita, a governadora também anunciou a construção de um novo complexo viário, complementar às obras do prolongamento da Prudente de Morais. Os projetos estão em fase de elaboração e análise de recursos. "Hoje mesmo estou definindo outra obra que é fundamental para essa que estamos concluindo. É um complexo viário que vai desafogar o trânsito entre a Integração e o início da Prudente", revelou. Rosalba Ciarlini ainda afirmou que a obra do túnel na Avenida Maria Lacerda Montenegro está em estado avançado de construção.
 Fonte: SECOM/RN - Portal de Notícias do Governo do RN.
 
 

Com abertura no América Futebol Clube

SEJUV promove 2º Conferência Estadual de Juventude

Por Assessoria Sejuc
A Subsecretaria de Juventude do Rio Grande do Norte (SEJUV), em parceria com a Comissão Organizadora Estadual (COE), promovem, neste sábado (29) e domingo (30), a 2º Conferência Estadual de Juventude. O evento será realizado no América Futebol Clube, no bairro do Tirol. São esperados mais de 700 delegados, escolhidos durante as conferências municipais e territoriais de diversos municípios do Rio Grande do Norte.

O credenciamento do evento será das 9h às 15h, do sábado, no local do evento. Será disponibilizado alojamento para os delegados do interior do Estado.

Durante o evento, os jovens potiguares terão um espaço aberto para dialogar, debater e ajudar o governo estadual e federal na elaboração de políticas públicas voltadas para os jovens.

Segundo o subsecretário da SEJUV, Rafael Motta, o evento é um momento para debater propostas de melhorias na política pública voltada para a juventude. “Queremos proporcionar aos jovens potiguares a oportunidade de participar das decisões sobre o futuro das políticas públicas, como democracia, participação juvenil, drogas, sexualidade, acesso à universidade e capacitação profissional, desenvolvidas em nosso Estado”, esclareceu Motta.

A 2ª Conferência Estadual da Juventude é uma das etapas preparatórias para a participação da Conferência Nacional, que será realizada em Brasília, de 9 a 12 de dezembro.

SECOM/RN - 25.10.11

sábado, 22 de outubro de 2011

Décio Holanda, o boêmio barrado no clube de Martins.

Morre Décio Holanda

22-10-2011 às 8:50 - 4 Comentários -

Legenda original: MURIÚ: DÉCIO HOLANDA CANTOU TODAS (foto copiada daqui)
Por e-mail o escritor François Silveste informa a morte ontem à noite do ex-funcionário da Fundação José Augusto Décio Holanda, uma das grandes figuras humanas de Natal, um boêmio com alma de poeta. Tive o prazer de trabalhar com ele na gestão de François na FJA. O velório está acontecendo no Morada da Paz da R. São José, às 15 horas haverá uma missa e em seguida o sepultamento.
Fonte: substantivoplural.com.br
Nota: Décio Holanda, certa vez, a serviço da Fundação José Augusto, em viagem de pesquisas sobre folclore e quetais, foi a Martins/RN e, após um dia de labuta, tentou entrar no CLEM, o clube das "elites" da serra, onde só entrava branco e rico. Foi barrado no baile, digo na entrada do clube pelos seguranças. Contam que Racine Santos estava lá. Eu nunca abordei o assunto com Racine, mas ele sabe do episódio. Então, tentei uma entrevista com Décio sobre o fato, mas não foi possível. Anos atrás eu publiquei um artigo sobre o último reduto do racismo de pé de serra. A verdade é que Martins foi o último bastião do preconceito étnico no Rio Grande do Norte. Conversei muito com Ismar Martins Paiva, o homem que foi mordido por um jumento, a respeito do episódio racista. "Converse com Chisquito, pois ele sabe de tudo, foi diretor do Clem e era quem dava as ordens durante a sua gestão", disse Ismar. Realmente, Chisquito mora em Lagoa Nova II e é católico fervoroso, praticante. Ildelita Xavier, martinense, confirmou que houve essa fase e justificou: "era a cultura da época". Na época, havia um homem, um juiz de direito da comarca local, que tinha uma boca de ferro que usava para avisar aos pobres e pretos que estava passeando na praça para se retirarem do local porque  " aí  é lugar para vocês". O homem tinha uma casa em frente da praça. Mas o CLEM é uma página virada na vida social de Martins.
Luiz G. Cortez.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

21/10/2011 às 6:01

Mais depressa aprendeu o Ocidente a justificar a barbárie dos que o Oriente a apreciar a democracia

Há outro vídeo chocante, que a VEJA Online botou no ar já ontem à noite, com Muamar Kadafi. Ele está ferido, derrotado, mas se nota que está lúcido. Ainda passa a mão na cabeça e certifica-se do sangue que escorre. Foi executado logo depois. Se quiserem ver, está aqui.
Já escrevi quão constrangedor e degradante para a condição humana é o conjunto da obra. Alguns idiotas estão dizendo que eu, que costumo ser tão implacável, fiquei de coração mole e que lastimo esses eventos porque, afinal, sou um crítico de Barack Obama etc. e tal. Eu defendi a guerra do Iraque, por exemplo (não vou reabrir esse capítulo; ver arquivo do blog), e igualmente censurei o triunfalismo homicida quando Saddam Hussein foi executado, em dezembro de 2006, há quase cinco anos, e o presidente dos EUA era George W. Bush.
Meus valores não mudam com o vento nem estão atrelados a um partido, a uma causa, a uma “luta”. O que mais deploro nas esquerdas, já escrevi aqui centenas de vezes, é justamente o relativismo moral. Não seria eu um relativista. Eu não gosto de relativistas. Não confiaria a eles a minha vida, a minha carteira ou aquele último bombom que deixei para comer na madrugada. Se preciso, um relativista rouba o meu dinheiro, entrega-me aos cães e come o meu doce. Ele só precisa se convencer de que o “povo” precisa da minha carteira, da minha vida e do meu bombom. Por isso não sou também amigo deles. Se julgarem necessário, não hesitarão em trair a minha confiança.
Sim, senhores! Posso compreender, sem jamais justificar, as circunstâncias em que as coisas se deram, os ódios acumulados, os ressentimentos no front da batalha… Mas não compreendo nem justifico a asquerosa reação dos ditos líderes mundiais, especialmente deste patético Barack Obama — hoje o perigo nº 1 a ameaçar o Ocidente —, diante de uma execução extrajudicial. As armas da Otan ajudaram o jihadismo a chegar à cúpula do poder líbio.
Se alguém quer saber qual é o perfil do novo poder na Líbia, basta prestar atenção às palavras de Mahmoud Jibril, chefe do governo de transição. Mesmo depois de as imagens terem corrido o mundo, evidenciando a execução, ele insistiu na versão oficial, segundo a qual Kadafi morreu numa troca de tiros. As imagens diziam uma coisa, e ele, com um ar muito sério e compenetrado, dizia outra.
Há pessoas que preferem afastar de si dilemas éticos e morais transferindo para terceiros a responsabilidade das escolhas que não conseguem fazer: “Eu tenho pena é das vítimas dele, isto sim!”, dizem. Eu também! Sempre o tratei aos pontapés aqui — quem o chamava de “amigo e irmão” era o Apedeuta. Sou contra, sim, a pena de morte, mas não é o destino dele em particular que me mobiliza e constrange. Eu insisto: a Líbia fez uma guerra civil — com a ajuda de EUA, França, Reino Unido e Otan — para pôr um fim ao arbítrio, às execuções extrajudiciais, aos massacres. Quem matou Kadafi, na melhor das hipóteses, foi a Lei de Talião. Um dado adicional: foram os franceses que atacaram o comboio em que ele tentava fugir, reiterando o desrespeito à resolução da ONU.
Oponho-me à pena capital — é um desses valores, como é a minha rejeição ao aborto, que estão na raiz de muitas outras escolhas que faço. Mas não ignoro que estados democráticos, com vigência plena do estado de direito, a apliquem. A única escolha ética aceitável dos rebeldes, JÁ QUE ATUAVAM EM PARCERIA COM A OTAN, QUE ESTAVA ALI COM MANDADO E MANDATO DAS NAÇÕES UNIDAS, era garantir a Kadafi o que ele jamais garantiu a seus inimigos: um julgamento justo. Teria sido certamente condenado, talvez à morte. É diferente de matar um adversário como se mata um porco.
Não são os muitos crimes cometidos pelo algoz de antes e eventual vítima de agora que vão determinar se faço esta ou aquela opção. EU NÃO PERMITO QUE BANDIDOS COMO KADAFI DECIDAM O QUE PENSO OU NÃO.
Encerro notando que certa herança marxista, presente mesmo em algumas cabeças no geral lúcidas, pretende que a história esteja sempre numa espécie de marcha para a frente, rumo ao progresso. Assim, a dita Primavera Árabe, de que aquele evento de ontem deve ser, então, o espinho, representaria a chegada dos árabes à Ágora inevitável da democracia. Lamento, meus caros! A democracia ainda não chegou aos árabes, mas, com certeza cristalina, a barbárie foi celebrada ontem pelas democracias. Com a execução extrajudicial de Kadafi, quem venceu foi o método Kadafi.
Mais depressa o Ocidente se tornou justificador do arbítrio do que os vários Orientes aprendizes da democracia. Kadafi está morto, mas vive naqueles que o mataram. Mais cinco anos de mandato, Obama levará o mundo à beira do caos. Se Deus e o eleitorado americano quiserem, seremos poupados deste arrogante diluidor de instituições e valores. Vamos ver.
Por Reinaldo Azevedo

Canteiro danificado.

Este é o o canteiro danificado 24 horas depois dos serviços de recuperação da alvenaria lateral e frontal. Extraoficialmente, sabe-se que o presidente do CONACAN conseguiu uma pessoa que vai adotar o canteiro, através da arborização e aguação. O problema é que temos pessoas que não gostam do verde.  Vamos ver como o canteiro aparecerá depois deste final de semana. Foto de Luiz Cortez. (21.10.11).
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Capitão Nilo assumirá vaga na Câmara de Vereadores.

Diante da possibilidade do afastamento do vereador Chagas Catarino (PP),  em decorrência das sequelas dos ferimentos recebidos em acidente ocorrido na RN-316, trecho Brejinho-Monte Alegre, o terceiro suplente Capitão Nilo, da Polícia Militar e ex-presidente do Conselho de Moradores de Candelária, onde residiu, poderá assumir a vaga nos próximos dias. Motivo. Nilo é integrante do PP, enquanto os 1º e 2º suplentes, Ubaldo Fernandes e Haroldo Alves, mudaram de partido. Como a vaga é do partido/coligação do último pleito, ela será preenchida por Nilo. O líder do PP na Câmara, Albert Dickson, médico, que a vaga é do Capitão Nilo. Os médicos acreditam que Chagas Catarino precisará, no mínimo, de 60 dias, para se recuperar da parcial paralisia facial.
Caso assuma o cargo até o fim do mandato, em 2012, o capitão Nilo ampliará as condições de se eleger vereador, pois obteve mais de 2.500 votos em 2008.
Desde 31 de março passado, o capitão Nilo Henrique Nunes Caldas está adido à Diretoria de Pessoal do Comando da PM.

Entrevista do marinheiro que esteve em Natal em 1963.

Cabo Anselmo diz em entrevista ao Roda Viva que não se arrepende de nada do que fez

Plantão | Publicada em 17/10/2011 às 23h11m
Adauri Antunes Barbosa (adauri@sp.oglobo.com.br)

Cabo Anselmo em entrevista ao Roda Viva - Foto de Eliária Andrade
SÃO PAULO - Figura controversa da história do país, Cabo Anselmo, que ganhou notoriedade ao entregar parte dos companheiros de esquerda que lutavam contra a ditadura militar, disse na noite desta segunda-feira no Programa Roda Viva, que não se arrepende de nada do que fez, nem de ter entregado militantes à morte, assassinados em emboscadas armadas pelas forças de repressão. Ele sugeriu que a Comissão da Verdade investigue auxiliares diretos do ex-delegado do Dops Romeu Tuma, morto no ano passado, lembrando que o ex-senador do PTB paulista tinha "muito mais poder" que o também delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem o ex-militar prestava contas.
- Convivi com ele e me acostumei com isso. O doutor Tuma tinha muito mais poder que o doutor Fleury - disse, negando que soubesse que Tuma ou Fleury praticassem tortura. - Só me lembro do Henrique Perrone. Tuma, Fleury, todo mundo sabia da tortura.
Cabo Anselmo, ou José Anselmo dos Santos, foi expulso da Marinha depois de um motim, nos anos 60, e preso pela ditadura militar. Em troca da liberdade delatou perseguidos políticos ao delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops, incluindo sua namorada, Soledad Viedma, que acabou morta pela tortura. Cooptado pelos órgãos de segurança, tornou-se agente duplo e sua atuação foi decisiva para desmontar grupos de resistência armada urbana à ditadura.
- Me arrependo (apenas) de ter traído meu compromisso com a pátria, quando deixei a Marinha e passei para o lado da insubordinação - disse o ex-militar durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo.
Depois de integrar organização que reagia à repressão dos militares, ele contou que só começou a delatar os companheiros de esquerda após ter sido torturado, em 1971.
- Comecei depois do pau de arara, dos choques elétricos, daquele horror todo - disse.
Cabo Anselmo não se abalou a ser perguntado se não sentia algum tipo de remorso por ter sido o responsável pela chacina de seis pessoas, em Recife, com 14 tiros na cabeça, incluindo sua mulher, a paraguaia Soledad.
- Quantas pessoas assassinadas naquele tempo e com armas dos dois lados? Todos morreram com tiro em uma guerra declarada.
Soledad, que foi assassinada grávida, foi descrita por ele como uma "criatura doce", "carinhosa", "poetisa", "filha de dirigentes comunistas paraguaios" e que "escolheu" enfrentar os policiais da ditadura. Perguntado por que a havia traído, negou.
- Não traí - afirmou, lembrando que ela não lhe dava nenhuma informação.
Segundo a versão apresentada por Cabo Anselmo nesta segunda-feira no Roda Viva, as colaborações de delação que fazia eram feitas na época por um "sombra", Carlos Alberto, que o acompanhava sempre.
- O Carlos Alberto já seguia e fazia todo o trabalho para fora. O que acontecia ali eu não sabia. Naquele momento, não. Quem passava todas as informações era minha sombra, que era um homem do Fleury.
Cabo Anselmo disse também que nunca votou, por não ter documentos, mas "talvez" tivesse votado no candidato tucano José Serra, ex-governador de São Paulo, na última eleição presidencial.
- Talvez tivesse votado no Serra. Dos males o menor - afirmou.
Ele disse que poderia ir depor à Comissão da Verdade para falar o que fez pela repressão, quantas pessoas morreram, entre outras informações, mas impôs condições:
- Estou disposto a contar tudo isso desde que a comissão seja composta por gente tanto da direita quando da esquerda, que tenha objetivo de recompor os lados.
O ex-militar, que estima ter contribuído para a morte de até 200 pessoas durante o período do regime militar, reivindica indenização por ter sido prejudicado pelo regime ao qual serviu como delator. Apesar de não ter nenhum documento, nem carteira de identidade, cabo Anselmo, está pleiteando aposentadoria militarpor causa da expulsão da Marinha.
- Não quero indenização nem coisa nenhuma. Quero que se cumpra a lei, e se a lei espalhou milhões, não quero nada. Mas se houve uma anistia, fui expulso, então essa expulsão deixou de existir - disse, reivindicando: - Quero uma aposentadoria.
Ele disse ainda que vive atualmente com a "colaboração" financeira de três pessoas, empresários, "nunca ligados à força militar", que se "condoeram" de sua situação financeira. Ele não quis revelar os nomes dos doadores e nem detalhes da mesada que recebe, mas um amigo que o acompanhava afirmou que cada um dos três colabora com R$ 500 por mês.
Ele revelou que já teve muito medo de morrer, mas que hoje vive tranquilo.
- Tive muito medo. No começo tive muito. Hoje não, não temo mais nada - disse.
Em seguida ele teve de responder porque ainda vive escondido se não tem mais medo:
- Não gosto do barulho da cidade, da desinformação da cidade. Prefiro viver apartado de tudo isso, em silêncio.
Ele voltou a repetir porque decidiu trair seus companheiros de esquerda:
- Para ajudar a impedir uma guerra civil.
Ele admitiu que a questão de sua mulher Soledad, que entregou para a polícia, e foi morta ao lado de outros companheiros, não está resolvida.
- Não está resolvido, mas isso não significa que não possa ter razão para não viver tranquilo.
Ele não quis citar nomes:
- Não quero falar. Devo constranger determinadas pessoas e não quero falar.
Obs.: Segundo "Catolé", ex- marujo, Cabo Anselmo esteve em Natal antes do golpe de 1964, na condição de dirigente da Associação de Cabos e Marinheiros. Mas há quem diga que ele esteve em Natal nos últimos anos. Ou então, há um sósia dele aqui, morando em Natal e que frequentava o Café São Luiz.


 

sábado, 15 de outubro de 2011

Flamenguinho - um time de jovens da Cidade Alta, Natal.


Esta foto é de um time de adolescentes de Natal que jogavam na quadra de futebol de salão do SESC/Cidade Alta, por volta de 1962/63. Em pe, da esquerda para a direita, Pedro Galdino Alves, João de Deus - Bagadão, Luiz Nilson Barbosa Costa (goleiro) e Marcos Rebouças - Catotinha. Marcos é falecido. Agachados: Valder da Silva, Luiz Gonzaga Cortez, Alfredr ou Cotonho (?) e Didi, Edvaldo Lucena, que hoje reside em Recife. O instrutor de educação física era o Professor José Roque, que morava nas Quintas. Arquivo de Bagadão, ex-jogador do América de Natal.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cientista propõe 'clarear o mundo' para melhorar o ambiente

Portal Terra
O superaquecimento nos centros urbanos e suas consequências para o meio-ambiente e para a vida das pessoas é um problema latente sobre o qual se precisa pensar com urgência. É o que defende Hashem Akbari, cientista e professor da faculdade de Concordia em Montreal, no Canadá. Ele coordena um programa mundial que cuida, mede e propõe soluções para o resfriamento do ambiente. Em entrevista, em São Paulo, afirmou que diminuir a temperatura nos grandes centros mundiais e beneficiar o mundo inteiro - literalmente - é muito mais simples do que se imagina. Tudo precisa começar no que está mais próximo do cidadão: a casa em que ele mora.
De acordo com Akbari, não é difícil explicar a diferença na temperatura entre grandes cidades, como São Paulo e Nova York, e regiões do interior próximas a essa cidade. "Pessoas que são ricas vão para o interior porque é mais frio que nas áreas urbanas. A razão pela qual as áreas urbanas são tipicamente mais quentes tem a ver com o fato de que elas são basicamente feitas de telhados e asfalto de cor escura, o que absorve mais energia.", explicou.
Ashem Akbari corre o mundo divulgando a proposta de 'clarear' telhados e cidadesAshem Akbari corre o mundo divulgando a proposta de 'clarear' telhados e cidades
Pode parecer inusitado, mas a alta temperatura em centros urbanos, a sensação de abafamento e a má qualidade do ar têm muito a ver com o telhado e o chão das casas, estabelecimentos e escritórios. A explicação é simples. "Quando o chão é escuro, ele absorve muita energia do sol. A terra embaixo do asfalto também esquenta, assim como o ar ao redor", afirmou. O mesmo raciocínio serve para o telhado. A questão é que tais materiais não perdem o calor com a mesma velocidade em que o absorvem no tempo de um dia. Somando-se vários dias, meses ou mesmo anos, o efeito só se potencializa.
A solução encontrada por Akbari está nos chamados cool roof e cool paviments. No inglês, a palavra "cool" quer dizer, entre outras coisas, "frio". Na prática, significa o uso de cores mais claras, que, naturalmente, refletem mais luz do que as cores escuras. "Se o telhado é escuro, podemos fazê-lo com cores mais claras. Se o chão é escuro, podemos fazê-lo mais claro", projetou o cientista.
A ideia parece óbvia, mas convencer as pessoas a adotá-la tem sido o árduo trabalho do professor ao longo de várias cidades da América do Norte, em um primeiro momento, e do resto do planeta. "Se todas as pessoas em uma comunidade utilizassem os cool roofs, toda a região iria se beneficiar, mais calor iria ser refletido para o espaço. Isso aumentaria a qualidade do ar e, consequentemente, a qualidade de vida", explicou Akbari.
Além disso, há uma série de questões decorrentes desse aquecimento anormal. Superaquecido, o asfalto escuro, por exemplo - principalmente em países tropicais como o Brasil -, se torna "mole" e mais sensível ao peso dos veículos. Assim, buracos surgem mais facilmente. Sem contar que a diferença de temperatura na superfície de um asfalto escuro em comparação com um claro pode chegar a 30ºC, submetidos às mesmas condições e tempo de absorção. O cénario fica pior quando os objetos são os telhados. "A diferença entre um telhado branco e um escuro, debaixo do mesmo sol, pode chegar a 50ºC", afirma Akbari. Mas os problemas causados pelo aquecimento dos centros urbanos não terminam por aí.
A alta temperatura, em conjunto com a poluição de grandes cidades como Los Angeles e São Paulo, também aumenta a concentração de ozônio no ar atmosférico. A longa exposição ao elemento degrada o pulmão e expõe os tecidos do corpo a este componente altamente oxidante. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe -, além de modificar o equilíbrio ambiental, ele altera a bioquímica das plantas em escala significativa. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos - EPA -, as perdas anuais naquele país causadas pelo excesso de ozônio na atmosfera têm chegado à casa de US$ 500 milhões.
"Em Los Angeles, estima-se que o custo do ozônio no ar é de cerca de US$ 3 bilhões anualmente, no que se refere ao gasto das pessoas caso fiquem doentes para ir aos hospitais e por não poderem ir ao trabalho", exemplificou. "Se você reduzir a temperatura na casa de 2ºC a 3ºC, a quantidade de ozônio cai significativamente entre 10% a 20%", concluiu.
Para Akbari, o futuro do homem em um planeta cada vez mais "concretizado", em referência ao aumento das áreas urbanas asfaltadas e à diminuição das regiões verdes, está estritamente ligado ao comprometimento com a vida e à necessidade de se pensar localmente para chegar a um objetivo global. E, de maneira simples e direta, tudo pode e deve começar na casa de cada cidadão." Os cool roofs são a maneira mais lucrativa de fazer uma casa ficar confortável e ao mesmo tempo economizar dinheiro", concluiu.
São Paulo é bom candidato para aderir ao programa
Akbari veio ao Brasil nesta semana - onde participou da 2ª Green Building, exposição e conferência sobre práticas sustentáveis na consttrução civil - para buscar a adesão da cidade de São Paulo como um dos grandes centros urbanos do projeto. "Ter São Paulo seria ótimo pelo que ela representa. Vamos cuidar de 20 milhões de pessoas. Além disso, a energia aqui é muito cara, então economizar seria excelente", disse o professor.
O projeto de mensuração da temperatura e proposição de soluções acontece em algumas cidades no planeta, como Nova York e Chicago, nos EUA. Outros centros urbanos estão considerando neste momento entrar no programa, como Los Angeles, Atlanta, Milão e Roma, na Itália, e algumas cidades do Oriente Médio. Akbari ainda quer, além de São Paulo, Nova Déli (na Índia) , Tóquio e Osaka, no Japão, e mais algumas cidades na África.
Para isso, o professor espera o comprometimento de autoridades políticas destes países e afirma a necessidade de um planejamento para o futuro que pense no meio-ambiente e em maneiras de tornar os ambientes urbanos mais "amigos" do planeta.
dp

domingo, 9 de outubro de 2011

Jorge Eider, um escritor de informática.

Mora em Natal um homem que lê, estuda e escreve no meio da zoada de ambientes públicos, praças de alimentação, lanchonetes, cafés e barzinhos de centros comerciais. E mais: no meio da zorra total que a criançada faz em alguns desses locais, nas tardes de promoções e de eventos com brinquedos infantis.  Os adultos e as crianças podem bagunçar e zoar à vontade que ele não está nem aí. O caro leitor pode achar estranho e exótico, mas é no meio da barulheira que o professor Jorge Eider Florentino da Silva, 59, natalense do Alecrim, se concentra, busca inspiração e escreve livros e prepara suas aulas.
  Eu descobri esse cidadão durante as minhas idas ao um grande centro comercial da zona sul da cidade, o “Natal Shopping”, há meses, sempre sozinho, com uma pasta e um computador pessoal, escrevendo em cadernos ou digitando numa das mesas  da praça da alimentação e, pior ainda, perto do vozerio do “Senadinho” , um ponto de encontro de aposentados de vários matizes. Recentemente, fui ao“Praia Shoping”, e avistei o intelectual concentrado e escrevendo, calado e sem dar atenção a ninguém, nem aos italianos e espanhóis que infestam um bar-café. Estava concentrado no seu trabalho intelectual e na garrafinha de cerveja (dizem que passa horas com uma (“long neck”). Aqui prá nós: eu pensava que ele era um agente de segurança dos dois centros comerciais. Localizei um irmão dele e perguntei qual era profissão dele. Resposta: escritor.“Escreve livros de quê?”, indaguei. “De informática, ele é programador”, completou Jorge Edson, o mano contador que me apresentou Jorge Eider .
Fiquei surpreso com a informação e marcamos uma entrevista no “Natal Shoping”, na tarde da última 4ª feira. Conversamos quase 1 hora e, apesar da barulheira, Jorge Eider permaneceu tranqüilo, falando baixinho e olhando para mim, sem pestanejar. “A zoada daqui  não me interessa, a zoada da minha casa me incomoda. Por que? Porque em casa aparecem carteiros, mendigos, gente tocando a campainha para pedir informações, entregadores de encomendas, etc. Então, é melhor aqui, podem fazer barulho que não causam nem problema na minha concentração, pois não estou interessado em barulho, estou interessado no assunto que estou estudando, pesquisando”, afirma Jorge Eider, ex-bancário do Banco do Brasil.

Autodidata
Saturado da rotina repetitiva no banco, Jorge Eider resolveu mudar. Pediu demissão em 1995 e lançou-se na atividade privada para  aprofundar os  estudos e escrevendo sobre a sua paixão profissional: informática. “Desde que o Brasil entrou no mercado da informática que mexo com computadores, leio e estudo muito. Escrevo um livro por ano. Já publiquei sete livros na área de programação, a minha especialidade. Alguns livros já atingiram a 4ª edição. Para escrever sobre informática, você tem que saber  e entender inglês”, lembra Jorge Eider, há 16 anos sem emprego fixo. Prefere trabalhar  para a iniciativa privada,sem desmerecer as instituições educacionais públicas. Já ensinou na UFRN, UNP e FATERN (cursos para a 3ª Idade), em Natal. Estudou informática na Universidade de Las Vegas, nos Estados Unidos,onde pretender lançar um dos seus futuros livros de informática. Em Natal, ele dedica três meses por ano na preparação de livros. “São pequenas edições,não dá para viver só de livros, mas dá um dinheirinho...No Brasil, é difícil,mas nos Estados Unido, um país capitalista, consumista e onde se lê muito, se publica muito. Preferi ficar aqui”, aduz.
Autodidata, fez quatro cursos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mas não se formou na UFRN. Motivo: “tudo que ensinavam eu já sabia”. Na Fatern, ele fez um curso  que lhe possibilitou um diploma de 3º grau. Hoje, Jorge Eider tem mais de 20 mil ocorrências no Google, inclusive seus livros editados em português(resumos e primeiros capítulos de cada título).
Criador de um saite sobre administração acadêmica, Jorge Eider está preparando o oitavo livro sobre “como programar um Andróid” (sistema operacional desenvolvido pelo Google para celulares e tablets).. A intenção dele é lançar o livro em 2012, mas não sabe qual a editora que vai oferecer a obra. A editora carioca “Campus” já publicou alguns livros do professor Jorge. Frutos da sua labuta de escritor, constam os seguintes títulos: “Windows 2000 – Professional”, 2001; Corel Draw, Flash Cinco, Flash MX, Flash 2004 Professional, Action Script 2.0 (896 páginas, mais um CD, editado pela Campus em 2005).

OS PERIGOS DA INTERNET
O professor Jorge Eider também se preocupa com uma das maiores invenções da inteligência humana: a Internet. Ele aconselha as pessoas para que não façam transações com saites desconhecido. Por exemplo, para fazer compras via Internet ele aconselha os saites Mercado Aberto, Mercado Livro, Submarino, Lojas Americanas e outros. “Não é seguro entrar em saites sediados em regiões inseguras, como a Àfrica, Àsia. A internet é perigosa, facilita muitas coisas, mas é boa e é ruim. Há mais de 600 mil vírus pelo mundo afora, pessoas de má fé, pessoas que chantageiam com governos. Não é difícil invadir saites de governos, de bancos, não. È fácil, pois há muitas brechas, muitas falhas. Então, tem que estudar para entrar nessas brechas”.
Prevenido, ele não faz transações via Internet. “Só se for extremamente necessário”.
Jorge é um homem simples de memória formidável. Ele tem 50 senhas, mas nenhuma anotada em agendas e cadernos. “Está tudo na minha cabeça.Cada senha com mais de oito dígitos. Tenho senha que não mudei desde 1974. Tenho um sistema operacional no cérebro. Desde menino, gravo senha e não mudei. Sempre foi assim. Desde menino leio muito, estudo, desenho. Não fico parado”, garante Jorge Eider.

Luiz GONZAGA Cortez é jornalista


Este é o intelectual Jorge Eider F.da Silva, silencioso pesquisador dos grandes problemas operacionais da informática. Deixou empregos públicos e privados para trabalhar por conta própria. Foto de Luiz G. Cortez.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Outro artigo apocaliptico de Adriano Benayon.

O Golpe de Estado de 11.09.2001

(continuação de “Dez Anos do 09.11.2001”)

Adriano Benayon * – 26.09.2011

Antes de expor para que a oligarquia financeira mandou destruir as Torres Gêmeas (WTC), em Nova York, e avariar o Pentágono, em Washington, concluamos a demonstração de que os autores só podiam ser dos aparelhos de segurança e militar do governo dos EUA.

2. Isso emerge de dezenas de documentos. Em um filme de 49’, produzido na Itália, de que participa o prêmio Nobel Dario Fo, falam peritos, na maioria estadunidenses, em engenharia, física, materiais, aeronáutica e segurança.

3. Um sobrevivente, que trabalhava no 84º andar da Torre Sul, quando do impacto de um avião poucos andares abaixo, conseguiu descer ao térreo, passando pelos andares com fumaça, e diz que tudo parecia normal, até com luzes e sistema de ar.

4. Muitas testemunhas, como o heróico porteiro William Rodriguez, ouviram as explosões da implosão, 55 minutos após o choque do avião.  O Prof. Ray Griffin refere pessoas que ouviram “bangs” das explosões e foram atiradas ao solo.

5. Quando do choque, a Torre sacudiu, mas voltou ao lugar. Foi desenhada e edificada para suportar impactos, como confirma o construtor dela, Frank de Martin.

6. Ademais, o filme mostra a Torre Windsor, em Madrid, que, em 2005, ardeu, durante 30 horas, tendo as estruturas metálicas ficado de pé após o incêndio.

7. Tudo isso evidencia o ridículo da versão oficial, o relatório do NIST, segundo o qual as Torres desabaram em função do calor do incêndio causado pelo avião.

8. Não bastasse, o professor emérito de física, Steven Jones, e outros experts esclarecem que só a 1.000 graus de calor se derretem estruturas metálicas, enquanto a queima do combustível de avião não gera sequer 300 graus.

9. Kevin Ryan, ex-diretor do Underwriters Labs,  foi demitido por ter provado que as amostras salvas de andar atingido pelo incêndio tinham temperaturas muito baixas, e que o NIST fraudou os parâmetros da análise, dobrando o tempo de  exposição ao fogo.

10. O perito em metalurgia Paolo Marin atesta que a Torre caiu “como se não houvesse sequer resistência do ar”: se ela não tivesse  sido pulverizada, não poderia desabar na vertical e em 7 segundos. Isso ocorreu devido a explosivos de uso militar, a ponto de não terem sobrado nem pedaços de móveis, computadores e corpos das vítimas.

11. O governo fez retirar os destroços antes de qualquer investigação, e pedacinhos do aço das estruturas derretidas foram exportados à China.  Mas, três semanas depois, foi retirado do local material com thermite, explosivo composto por alumínio, óxido de ferro e enxofre, capaz de causar a fusão de colunas de aço,  comprovando a implosão controlada e acionada por rádio, como confirma William Cristison, ex-CIA.

12. Como a Torre foi atingida por um avião, e a manobra é impossível com Boeings 757, não se sabia o que a tocou. O filme mostra um avião da Força Aérea, certamente teleguiado.

13. Em 12.07.2006, o general Albert Stubblebine, ex-Comandante-Geral do Comando de Inteligência e Segurança do Exército dos EUA (INSCOM) definiu o 09.11 como farsa: “o buraco no Pentágono teve 5 metros de largura, e a envergadura de um Boeing tem 38 metros: simplesmente não encaixa!” “Nem sequer restos de motores foram encontrados”.

Para quê

14. Demonstrado como e quem, falta para que. A oligarquia financeira tem um só objetivo: concentrar poder, e a guerra é um dos meios para isso. Assim, inventou a estória do sequestro dos Boeings para inculpar “terroristas islâmicos” e justificar as agressões ao Afeganistão e ao Iraque.

15. Havia planos para controlar o Afeganistão, rota de hidrocarburantes da Ásia Central, e o Iraque, dono de enormes reservas de petróleo, além de estender as intervenções militares a mais países islâmicos.

16. As potências anglo-americanas, a França, a Rússia etc. haviam, anos antes, fornecido ao Iraque todo tipo de armamentos, inclusive armas químicas, para a  guerra contra o Irã, que, mesmo assim, não foi vencido.

17. Depois, os anglo-americanos fizeram a intervenção genocida sobre o Iraque, em 1990-91, usando quantidade incrível de bombas com pontas de urânio.

18. Apesar da terrível destruição sofrida, Saddam Hussein não perdeu o controle do Iraque e adotou políticas favoráveis a seu país, inclusive deixando de vender petróleo por dólares.

19. Em seguida ao 11.09.2001, os EUA e seus aliados  realizaram agressões imperiais ao Afeganistão e ao Iraque, abusando  de mais mentiras, como acusar esse país de ter “armas de destruição de massa” (que as potências imperiais têm em doses inimagináveis). Tal falsidade prevaleceu até contra as verificações de inspetores das Nações Unidas.

20. O golpe das Torres Gêmeas serviu para anular a resistência dentro dos EUA - e reações em outros países - àquelas agressões, que completaram a destruição das instituições, inclusive culturais e milenares do Iraque, além de causar vítimas na casa dos milhões.

21. Rememorados a cada ano com enorme dramatização pela mídia, os “ataques” de 11.09 permitiram, ainda, radicalizar  o Estado policial nos EUA e continuam servindo de pretexto para mais intervenções: na  Somália, no Iêmen e em outros países. Faz também que desinformados aplaudam o latrogenocídio cometido contra a Líbia.

22. Ao final dos mandatos de Bush, os EUA mantinham tropas especiais em 60 países, como planejado antes de 2001. Com Obama, esse número chega a 75. O desastre na economia é acompanhado por crescente belicismo.

23. A oligarquia não lança guerras para dinamizar a economia - o que aconteceu, provavelmente por acaso - na época da 2ª Guerra Mundial. Ademais, hoje, a guerra emprega muito mais equipamento que gente.

24. O objetivo da oligarquia é  implantar sua tirania em âmbito mundial. Para isso tem concentrado poder financeiro em grau inimaginável, o que acarreta a depressão da economia produtiva e acentua as dificuldades e a impotência dos dominados.  Calcula que quanto maior essa impotência, mais poderá avançar na escravização da humanidade.

25. Nesse processo, a oligarquia tirânica assenhoreia-se, com exclusividade, também dos recursos reais: minérios preciosos e estratégicos, energia, água e terras agricultáveis.

26. A busca do controle sobre a energia explica a escolha dos “terroristas” islâmicos como objeto da demonização, já que o petróleo abunda sob terras muçulmanas.

27. As monarquias totalitárias inventadas pelos britânicos (Arábia Saudita, Coveite, Catar, EAU, Bahrein etc.) não são problema para a oligarquia anglo-americana, uma vez que entregam petróleo em troca de dólares e os aplicam principalmente no exterior. Não são  sequer países: não têm população assentada em terras, mas só cidades entre o deserto e o mar, urbanizadas com dinheiro do petróleo, técnicos e trabalhadores importados.

28. Nesses lugares a CIA, o M-16 e outros serviços secretos não fomentam, nem financiam nem armam “rebeldes”, cuja proteção “humanitária” serve de pretexto para intervenções, como sucedeu com a Líbia.

29. O Irã é um país de verdade, e por isso os imperiais o consideram do “Eixo do Mal”.  Saddam Hussein, no Iraque, e Muamar Gaddafi, na Líbia, investiram internamente recursos do petróleo, além de pretender vendê-lo em moedas que não o dólar.

30. A guerra, no caso, serve aos objetivos de assegurar acesso ao petróleo, em condições coloniais, e de assegurar sobrevida ao dólar, moeda que, de outro modo, já estaria fora de uso como divisa internacional, devido ao caos financeiro e orçamentário dos EUA.

31. Visa também a fomentar a indústria de armamentos e investir nesta como instrumento de poder e gerador de divisas, o único setor com balança comercial positiva, outra ajuda ao dólar em vias de colapso.

32. O Brasil é o país mais bem dotado em minérios preciosos e estratégicos, energia, água e terras agricultáveis. Econômica e politicamente controlado, de modo cada vez mais intenso, desde 1954, seus inestimáveis recursos vão sendo saqueados sob os olhares negligentes ou benignos dos três Poderes da República.

33. Por isso, a intervenção permanente que sofre dos serviços secretos das potências imperiais prescinde, desde 1964,  da participação direta de forças militares norte-americanas.

34. Fica o Brasil sem perspectiva de independência real, enquanto não se liberar do subdesenvolvimento programado que lhe é imposto através do domínio de empresas transnacionais sobre sua economia. Está, assim,  destituído do controle sobre tecnologias estratégicas, como os chips da eletrônica.

35. Sem indústria nacional, manietada e dizimada desde a instituição de subsídios às transnacionais, desde 1954, o Brasil carece de armamentos essenciais à sua defesa. Apesar de seu tamanho territorial e populacional, está tão sujeito a intervenções militares imperiais, como o Afeganistão ou a Líbia. Se isso não está em pauta é porque não há resistência ao saqueio dos recursos do País.


*  - Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento” abenayon.df@gmail.com

Atenção! Muita atenção! O Carnatal está se aproximando.......

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Dirigindo à NOITE: AVISO DA POLÍCIA MILITAR
MUITO IMPORTANTE!
À noite, se atirarem um ovo no para brisas de seu carro (reconhecível pelo
amarelo da gema)
* Mantenha a calma e a VELOCIDADE
* Não use o limpador de para brisas!
* NUNCA coloque água no para brisas!
* Aumente a velocidade porque os LADRÕES estão por perto.
Explicação: O ovo e a água ao se unirem, formam uma substância viscosa, tal
como o leite, e você vai precisar parar, pois bloqueará a sua visão em cerca
de 90%. Fuja dali o mais depressa possível! Este é o ultimo método que eles
inventaram.
Por favor, compartilhe com seus amigos e familiares

terça-feira, 4 de outubro de 2011

» Candelária vai receber várias intervenções municipais em outubro
Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR

A Prefeitura do Natal vai realizar durante o mês de outubro uma série de ações para beneficiar a comunidade de Candelária, como recuperação da malha viária, da iluminação pública, da unidade básica de saúde, limpeza pública, entre outras atividades. As ações atendem as reivindicações da comunidade, apresentadas pelo Conselho Comunitário de candelária (Conacan), em audiência com a prefeita Micarla de Sousa, realizada nesta terça-feira, na sede da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde).

“É sempre bom receber dos representantes das comunidades suas reivindicações. Dessa forma conseguimos atender de forma mais ágil a população, que acaba recebendo bem mais benefícios do poder público”, destacou a prefeita Micarla de Sousa.

O presidente do Conacan, Victor Vale, elencou para a chefe do executivo municipal natalense as reivindicações da comunidade, entre elas a necessidade da conservação da malha viária, a instalação de uma Academia da Terceira Idade (ATI) e de um Telecentro, reformas pontuais da Unidade Básica de Saúde do bairro, limpeza de ruas e praças, iluminação da praça Monsenhor Walfredo Gurgel e de parte da rua Miguel Rosa. “Foi muito positivo este encontro com a prefeita, que trará muitos benefícios para os moradores de Candelária”, resumiu Victor Vale.

Ações

Segundo o secretário adjunto do Gabinete Civil da Prefeitura do Natal, Luiz Antônio de Albuquerque Lopes, a população de Candelária será beneficiada com diversas ações do executivo municipal natalense. “A secretaria municipal de Mobilidade Urbana (Semob), já iniciou está semana a recuperação da sinalização de trânsito da rua Bento Gonçalves, uma das principais do bairro, que terá seu canteiro central urbanizado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur)”.
 
Ao longo do mês de outubro, a prefeitura vai realizar a urbanização da praça Monsenhor Walfredo Gurgel, instalação de uma Academia da Terceira Idade. Já a equipe de engenharia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), fará toda uma análise técnica da unidade de saúde de Candelária, explicou Luiz Antonio.
 
A recuperação da malha viária executada pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), já partir da próxima semana, e a Semsur fará a complementação da iluminação da rua Miguel Rocha, que dá acesso a BR 101. Está previsto ainda a instalação de um telecentro na sede do Conacan pela Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social (Semtas).
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A comunidade quer limpeza permanente das ruas e praças; retiradas dos papudinhos e sem tetos que perambulam no bairro e polícia comunitária real e diuturna.

Publicação: 04/10/2011 20:14 Atualização: